O que 2019 pode esperar de mim e de você?

Que a gente aprenda a levantar da cadeira, a buscar mais de Deus
É aquele clichê. Chega esta época e está todo mundo falando sobre o fim do ano, sobre o novo ano, as novas promessas, as novas metas. É até clichê dizer que estão falando sobre isso. No fim, como fugir do óbvio? No fim, o que esperar do ano de 2019?
Perguntei para algumas pessoas o que elas esperam de 2019 e algumas respostas foram:  Emprego, Dinheiro, Tempo, Arriscar Mais, Me Encontrar… Dentre outras tantas respostas! Mas, o que esperar de 2019 então?
Sinceramente? Acredito que você não tem que esperar que o ano vá te dar alguma coisa; não adianta usar as cores certas na virada, não adianta pular sete ondinhas, não adianta nada! O que importa é: onde está seu coração, sua mente, onde repousa sua vida, onde estão guardados seus sonhos?
Não adianta ficar esperando! Ah, mas não temos que saber esperar em Deus? Esperar o tempo de Deus? Claro, mas quero dizer que não adianta nada você ficar parado esperando tudo se resolver por si só, a espera em Deus não é um período de ociosidade e passividade mediante sua vida. A espera em Deus requer sim ação, requer decisões, escolhas, comportamentos ativos!
2019 vai ser mais um ano, com todos os 12 meses, e, caso Jesus não volte, vai ser igual a todos os outros anos, o sol vai nascer e vai se por, as estrelas vão brilhar, vai ter sol, chuva, neve, vento, folhas caindo, gente nascendo, gente morrendo, vai ter tragédia, vai ter tristeza, vai ter caos, pecado, choro, queda! Mas sabe o que também vai ter? A imensa bondade de Deus, sua misericórdia que se renova todas as manhãs sem falta, sua graça incrível e abundante que transborda mundo a fora! Vai ter milagre, terá o carinho e o abraço de Jesus na sua vida! Até aqui, apesar de tudo, Ele nos sustentou, Ele não nos abandonou!
Não sei o que você quer pra 2019! Não conheço seus sonhos e objetivos, mas que em 2019 a gente aprenda a levantar da cadeira, a correr atrás, a buscar mais de Deus, a desenvolver relacionamento, a ser uma versão melhor de nós mesmos! E, quer saber, ao invés de esperar algo de 2019, o que será que 2019 pode esperar de mim e de você? A resposta dessa pergunta é o que realmente vai fazer alguma diferença no ano que vai chegar!
 
Mariana Mendes, escritora e produtora de conteúdo para o YouTube, congrega na IAP em Pq Itália. (Campinas, SP).

Por que pastores se suicidam?

Não podemos ignorar nossas fragilidades da alma
 
 “Chama-se suicídio a toda morte que resulta mediata ou imediatamente de um ato positivo ou negativo realizado pela própria vítima.”
(DURKHEIM, Émile. O suicídio: estudo de sociologia. Tradução Andréa Stahel M. da Silva. São Paulo: EDIPRO, 2014. Págs. 13-15 e 391.).
Por que se suicidam os cristãos-evangélicos?
Nunca havia passado em minha vida a possibilidade de um evangélico tirar a própria vida, muito menos ainda um pastor. Isto porque em minhas observações pessoais e particulares costumava a comparar o instinto de vida do homem com os das demais espécies e, nessa comparação observava que este instinto em nós é muito mais evoluído do que nas outras espécies.
Por outro lado, também, observei, em minha leitura pessoal, que esse instinto de vida poderia ser profundamente danificado, corroído, destruído, por uma intervenção maligna (possessão diabólica): “O ladrão, vem pra matar roubar e destruir…” (João 10:10). Particularmente, já lidei com pessoas que tentaram suicídio que estavam literalmente possuídas por demônios.
Em se tratando, pois, de evangélico, que é assim, porque conhece na experiência própria a Maravilhosa Graça e as Escrituras, isso tudo nos levaria à impossibilidade de tal ato violento para conosco mesmo e para com a sociedade.
Porém, ainda com a constatação inequívoca de que gente crente-evangélica, ou ainda mais, líderes evangélicos também cometem este ato de violência, isso me causou uma grande dificuldade de compreensão. Primeiro, porque de uma forma geral, o suicídio aponta que quem comete esse ato, o faz também como revolta a própria sociedade, e no ato teológico entendo que tirar a vida seja, indiretamente, também, um ato violento contra o Autor da vida. Segundo, causa-me espanto, também, que evangélicos se suicidam porque ele tem em si a presença do Espírito Santo e, que, portanto, o maligno não tem o poder de possuir as suas mentes. Para mim, então, estes dois argumentos, eram suficientes para assegurar que uma pessoa serva de Cristo jamais cometeria conscientemente o suicídio.
Mas, o dilema, em relação aos irmãos da verdade da fé, que tiraram suas vidas fez-me a reler as Escrituras e constatar, que mesmo indivíduos que tem o temor de Deus, também, correm o risco de desistir da vida. Vemos Elias esgotado de suas lutas contra as trevas espirituais, escondido numa caverna, na qual Deus vê seu esgotamento e providencia o seu sucessor. E um outro personagem, Jonas, depois de longa jornada exaustiva de pregação declara: “Peço-te, pois, ó Senhor; tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver”. (Jonas 4:3).
Em Elias e Jonas podemos observar um esgotamento tanto espiritual quanto emocional. Nessas circunstâncias, fica implícita a desistência da vida. Por conseguinte, entendo, hoje, que nossos esgotamentos físico-emocionais (psicológicos) como também os espirituais podem nos levar de modo enfermo ao suicídio.
E quais ainda seriam as outras razões pelas quais um pastor tiraria a própria vida?
1º.) Por não atender às exigências de santidade e pureza, tanto por ele ensinada e exigida das suas ovelhas.
Na maioria das vezes não temos um relato explicito dessa razão, porém, quando  aparece vem do resultado de não atender às exigências de santidade e pureza, tanto por ele ensinada e exigida das suas ovelhas e porque agora é ele o transgressor e a vergonha se tornou insuportável por ele, diante de sua família que o tinha como exemplo, diante da sua igreja que o tinha como ícone da santidade e pureza.
2º.) Por uma compreensão teológica, ainda deficitária, no que diz respeito à doutrina do perdão divino
 O desejo de morte, pode ocorrer também ao pastor, por uma compreensão teológica, ainda deficitária, no que diz respeito à doutrina do perdão divino. Ao bem da verdade, Deus exige mais, porém, “onde abundou o pecado superabundou à graça” (Rm.5:20b) e em meio ao esgotamento psicológico e espiritual essa convicção fica horrivelmente enfraquecida.
3º.) Categoria Pastoral Competidora
Em terceiro lugar, ainda que não oficialmente, mas pouco se fala ou se trata de pastores feridos em nosso meio. É comum eles serem convidados a se retirarem. Por outro lado, segue a fama de difamação de outros colegas numa tentativa estranha de afogá-lo cada vez mais na lama em que entrou, pisando mais e mais sobre suas cabeças (talvez seja esse o único momento em que alguns crescem ou aparecerem no cenário denominacional). Este motivo então, pode contribui para a o seu autoflagelo final.
4º.) Ignorar a nossa fragilidade às doenças da alma
É preciso compreender que somos tão seres humanos quanto os demais, sujeitos às mesmas chuvas e tempestades da vida. E, em relação à depressão, não é difícil identificar na mídia as informações de suas causas, sintomas e os seus prognósticos.
A questão, hoje é: Como podemos trabalhar para minimizar o número de líderes que acabam desistindo da sua própria vida? Minha sugestão é que em primeiro lugar sejamos humildes e reconheçamos que em nossa denominação não somos tão autossuficientes assim. Costumo dizer que os muros de Jericó foram derrubados não apenas com o serviço de uma tribo, mas de todo o povo de Deus. Daí, proponho uma aproximação com grupos que já há algum tempo, investem profundamente na área de cuidados da liderança eclesiásticas.
ABPP (Associação Brasileira de Pastoreio de Pastores) em uma estatística comprovou o motivo da solidão pastoral, que para mim, também é um das causas fundamentais do suicídio, mostrando em sua pesquisa que pastores não buscam ajuda por alguns dos itens abaixo:1
1º.) Dificuldade de confiar nos outros (88%)
2º.) Falta de tempo (68%)
3º.) Falta de motivação ou visão (49%)
4º.) Não sentir a necessidade (32%)
5º.) Dificuldade de encontrar um mentor (27%)
6º.) Falta de uma estrutura que encoraje isso (25%)
Sem analisar os resultados, mas fazendo apenas um destaque vê-se que o primeiro motivo, que causa a solidão pastoral e as suas consequências é a falta de confiança nos outros, caminho para as consequências nefastas.
Creio, que precisamos nos equipar em cuidados profiláticos e tratamento dos colegas já adoecidos.
Que Deus tenha misericórdia de nós e que nós tenhamos misericórdia uns dos outros. Como está escrito: “Sede misericordiosos como é misericordioso o vosso Pai Celestial” (Lucas 6:36)
Joel Baptista de Souza, pastor da 1ª Igreja Batista da Enseada no Guarujá (SP), formado em Psicologia pela Universidade Católica de Santos

A Bíblia é o livro do Cordeiro

Do Gênesis ao Apocalipse, transpira a obra gloriosa de Cristo
  “Não há dúvida de que é grande o mistério da piedade: Deus foi manifestado em corpo, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo, recebido na glória. ” – 1 Tm 3.16
 
Neste dia da Bíblia – 2º domingo de dezembro – devemos lembrar que Jesus é o personagem central. Porém, não somente da Bíblia e sim de todo o Universo: “Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.” – Jo 11.36. Quando falamos de Jesus, falamos do Jesus Bíblico e não do “histórico” que muitos querem construir. O Bíblico para nós é suficiente, pois traz consigo todo o A.T, suas profecias e seus sinais inequívocos. A Bíblia é o Livro do Cordeiro, do Gênesis ao Apocalipse transpira a obra gloriosa de Cristo que foi consumada na cruz. Ele é Soberano em tudo, a fonte e a finalidade de toda a existência. Ele é inesgotável e sobrepõe tudo e em todas as dimensões. Mas apesar disso, sabendo que é impossível abraçar o Infinito, podemos lembrar de alguns nomes que a Bíblia descreve, porque anunciam prismas de Sua infinitude.
Jesus Cristo é o Alfa e Ômega, Autor da vida, Bom Pastor, Caminho, Verdade e Vida, Cordeiro de Deus, Desejado das Nações, Deus forte, Emanuel, Estrela da Manhã, Eu Sou, Filho do Homem, Homem de Dores, Leão de Judá, Luz do Mundo, Maravilhoso Conselheiro, Messias, Mestre, Nazareno, Pai da Eternidade, Pão da Vida, Príncipe da Paz, Raiz de Jessé, Rei dos Reis, Ressurreição e Vida, Renovo, Salvador, Santo e Justo, Senhor dos Senhores, Ungido, Verbo, Videira Verdadeira…
Mas não esqueçamos, Ele é muito mais. Os pregadores do primeiro século da Era Cristã, foram considerados como aqueles que “transtornaram o mundo” ou se preferir “viraram o mundo de cabeça para baixo. ” Porque é impossível encontrar Jesus e ficar como está.  Jesus continua o mesmo, impactando, transformando, transtornando, mas acima de tudo, amando e salvando
Para a Sua glória.
 
Elias Alves Ferreira congrega na IAP em Boqueirão (Curitiba – PR) e integra a equipe do Ministério de Vida Pastoral (MVP).

Cristocêntricos, sempre!

O maior erro de um sermão não está na estrutura mas na falta de referência clara à pessoa e obra de Cristo

“E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras. ” (Lucas 24.27)
O contexto mostra que Jesus havia ressuscitado e dois discípulos caminhavam tristes, da cidade de Jerusalém para a aldeia de Emaús. A razão era por não compreenderem e experimentarem ainda, a alegria da Ressurreição do nosso Senhor. (Lc 24.13-17). Foi quando Jesus aproximou-se deles e, após ouvi-los, ministrou-lhes sobre a importância da Sua morte e ressurreição, baseando-se nos escritos de Moisés, o Pentateuco, em todos os profetas e em todas as demais Escrituras, possível referência aos Livros Históricos e Salmos.
A Bíblia, apesar de ter sido escrita por mais de 40 escritores, de posições sociais diferentes; de estarem separados por mais de 1.500 anos entre Moisés, o primeiro e João, o último; de ter sido escrita originalmente em três idiomas – o hebraico, o aramaico e o grego, em três continentes – África, Ásia e Europa; de possuir internamente 66 livros, mas, por milagre de Deus, é inerrante, possuindo apenas um enredo principal, uma única história prevalecente, uma árvore de apenas um caule, um único rio transbordante de graça, que é Jesus, o Cristo. Toda linguagem tipológica das Escrituras Sagradas culmina no Filho de Deus.
Por isso, nossos ensinos e pregações não podem fugir deste padrão. Para sermos, de fato, um povo “evangélico”, não devemos deixar de pregar os detalhes do “Evangelho”, que é a Humanização, os Ensinos, a Morte, a Ressurreição, a Ascensão e Segunda Vinda de Cristo. O que jamais conseguiríamos por nós mesmos, Cristo fez por nós, o qual aceitamos pela fé e nos é doado gratuitamente, sem merecimento da nossa parte.
O exemplo do próprio Cristo, ao aquecer o coração dos dois discípulos na estrada de Emaús, foi embasar a Si próprio nas Escrituras. E mesmo antes da cruz afirmou: “Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito. ” (Jo 5.39).
Nossas mensagens não devem ser apenas bíblicas, mas Cristocêntricas, ou seja, Cristo no centro. Por exemplo: Se pregarmos sobre Davi, no episódio em que derrotou o gigante Golias (1 Sm 17) estaremos sendo bíblicos, mas temos que ter o cuidado de não pregarmos apenas algumas partes com conteúdo de autoajuda. Ou ainda, Davi, um jovem que apenas mata um gigante, fazendo dele um herói. Porém, se conectarmos esta história à espinha dorsal de todo panorama bíblico que é Jesus, estaremos pregando o Evangelho. Os Filisteus estavam oprimindo a nação de Israel. O gigante Golias estava desafiando as tropas Israelitas. E, não havia alguém capaz de lutar com ele. Até que veio Davi, que não aceitou as armaduras de Saul, que foi no poder do Espírito de Deus e em nome do Senhor dos Exércitos, e com apenas uma pedra o derrotou. Satanás e os pecados também atacam, oprimem, roubam a paz, e não apenas de uma nação, mas de toda a humanidade. E não há nenhum ser humano capaz de derrotá-lo, pois todos pecaram (Rm 3.23).
Até que veio Jesus, o “Filho de Davi”, que viveu humildemente entre nós, em completa santidade, que não aceitou armadura ou ajuda externa, e venceu todas as forças do mal, todo pecado, escravidão e temor. E não com uma pedra, porém, pelo Seu sangue na cruz: “Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões; e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz. ” Cl 2.13 e 15 e ainda: “quanto mais, então, o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, de modo que sirvamos ao Deus vivo! ” – Hb 9.14. Quando fazemos isso, pregamos o Evangelho. Cristo é glorificado.
O maior erro homilético não são as divisões de um sermão, as frases de transição, as concordâncias e palavras pronunciadas de forma errada, mas, a falta de referência clara à Pessoa e Obra de Cristo. Jesus é o alvo de todo o universo e de toda a história e deve ser de nossos ensinos e sermões. O que mais as pessoas precisam é de Cristo. A maior missão da Igreja é falar incansavelmente da cruz do nosso Senhor. Quando o fazemos, acertamos porque pregamos o Evangelho. Quando omitimos, erramos. Não esqueçamos jamais que Jesus Cristo é o nosso tudo.

Pr. Elias Alves Ferreira congrega na IAP em Boqueirão (Curitiba – PR) e integra a equipe do Ministério de Vida Pastoral – Convenção Geral.

Como a luz da aurora

Brilhar cada vez mais, num mundo corrompido pelo pecado, nem sempre é fácil, mas o espetáculo vale a pena!

Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. (Provérbios 4:18)
A Bíblia diz que nosso caminho é como a luz da aurora, o nascer do dia, brilhando mais e mais, até ser dia perfeito. Não é de repente, mas vale a pena! Para Deus, o espetáculo é lindo, porque ele está nos tornando cada dia mais brilhantes para Ele, muito embora a gente, às vezes, não entenda. Pode ser que a gente reclame, porque o caminho nem sempre é tranquilo e suave, mas o resultado – Deus sabe – será, um dia, radiante!
Ele está nos aperfeiçoando pela santificação, até que Jesus volte.
Mas como viver, neste mundo mau e perverso, sendo de fato, como a luz da aurora, brilhando mais e mais? No contexto do capítulo 4 de Provérbios, Salomão está nos dando um precioso conselho: adquira a sabedoria, o conhecimento!
“Se precisar, venda tudo e compre a sabedoria! Procure entendimento! Agarre-a com firmeza – acredite, vc não se arrependerá… ela fará sua vida gloriosa – cheia da indescritível e maravilhosa graça – enfeitará seus dias com a mais pura beleza.” (versão A Mensagem)
Tantas pessoas vem a nós, como ajudadoras no cuidado com o rebanho. Se somos mulheres sábias, teremos um bom conselho, uma boa palavra.
Quero estimular você a investir nisso! Lembre-se de que Deus está desejando produzir em você: um dia cada vez mais brilhante. Não se acomode à escuridão, queira crescer, queira conhecer mais o Senhor, saia da sua zona de conforto. Sua caminhada com Ele pode ser inesgotável, se você o buscar.
Em Provérbios 4, versículos 23 a 27, Salomão traz conselhos bem práticos para nutrir a sabedoria:
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. Como está seu coração? Leve ou pesaroso, cheio de fé ou cheio de desânimo? Cheio de perdão ou cheio de ressentimento? Na versão A Mensagem, está escrito: “vigie sempre seus pensamentos, deles depende sua vida”.
Deus é quem tem o poder de limpar, renovar seu coração, se você quiser. Se com sua boca, colocar diante dele o que está no seu coração, Ele tem o poder de limpar, animar, renovar a fé.
“Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios”. Como andam nossas conversas? Será que temos nos alimentado de fofocas, conversas fúteis, que não promovem a sabedoria, pelo contrário, enchem nossa mente do que não é bom? Nossas conversas revelam Deus? No whatsapp, no celular, pessoalmente, na família, com o marido, com os filhos? Quando Deus nos observa, Ele se alegra com o que falamos, porque nossas conversas são sempre permeadas pelos valores eternos?
“Os teus olhos olhem para a frente, e as tuas pálpebras olhem direto diante de ti.” O que estamos colocando diante de nossos olhos são opções sábias? Estamos assimilando conteúdo relevante para nossa vida ou perdemos tempo assistindo programas na TV que nada edificam? Em nossos dispositivos móveis, o que temos assistido? Os vídeos são tão enriquecedores que queremos compartilhar ou ficamos vendo piadinhas tão discriminatórias que não queremos que Deus veja! No que temos colocado nossos olhos?
Será que temos colocado nossos olhos cobiçando algo que não é nosso? A casa, a roupa, o homem que não é nosso! Será que não temos sido tentadas pelo que estamos olhando?
Sejamos sábias no olhar. Podemos e devemos discernir o que assistimos, o que vemos, o que compartilhamos.
Salomão encerra os conselhos para adquirir a sabedoria, dizendo: “Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados! Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.” A versão AM diz : “que o chão que pisar seja bem firme”. Você já pisou em terreno escorregadio? Não sentimos firmeza, temos medo de cair. Não ande por um caminho assim. Ande pelo caminho que Deus conduz você! Esse será firme, independente da adversidade. Poderá ser difícil em algum momento, mas estará firme, porque é o caminho que Deus está guiando, não um atalho que você pegou.
“Não olhe para a direita nem para a esquerda”. Tantas coisas confrontam nossa fé, querem nos fazer desviar o olhar de Deus. O inimigo usa muitas armas para nos fazer desistir de Deus, da fé em Cristo, do ministério.
Talvez você já tenha pensado: “por que mesmo aceitei o chamado do Senhor, para passar por isso?”; “por que mesmo me dedico tanto às pessoas para receber isso em troca?”; “como parece que as pessoas à minha volta parecem mais felizes, mais completas?”
Lembre-se: seu caminho é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais, até ser dia perfeito. Deus sabe exatamente o que faz em sua vida, Ele jamais erra.
Busque a sabedoria no Senhor. Quanto mais você buscar, mais sede terá dele. Isso a fará passar pelos períodos de tribulação de forma menos difícil, porque você olhará para Ele, o autor e consumador de sua fé.

Dsa. Lilian Mendes congrega na IAP em Vila Maria a integra a equipe do Ministério de Vida Pastoral (MVP).

Nosso desafio nesta geração

Cumprir a vocação confiada por Jesus é a prioridade do professor “segundo o coração de Deus”
“Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez.” Salmos 78: 4.
 
Quem se lembra de um professor que marcou a sua trajetória de vida? Você, que lê essas linhas, pode mencionar o nome de algum professor que foi muito importante para a sua vida? Seja por causa do seu “jeitão diferente”, seja por causa da forma que ensinou, seja por causa dos relacionamentos que foram construídos na sala de aula, o fato é que cada um de nós guarda do lado esquerdo do peito as lembranças de um professor muito especial e querido. Neste caso, estamos falando sobre os professores que trabalham nas escolas, cursos, faculdades e universidades espalhadas em nosso país. Mas, temos também professores que, ao longo da semana, estão engajados em cumprir uma missão muito especial que foi confiada por Deus: a de contar a esta geração os poderosos feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas que ele fez. Estes são os professores que evangelizam, ensinam e discipulam para a glória de Deus. Tais homens e mulheres também deixam o seu legado e a sua marca nesta geração.
Seja ao ministrar numa escola bíblica, num pequeno grupo ou num grupo de estudo bíblico, estes professores foram chamados por Deus e capacitados pelo Espírito Santo para proclamarem as verdades registradas na sua Palavra. Demonstrar, viver e apresentar para as outras pessoas as maravilhas do Senhor é o alvo principal do professor comprometido com o ensino do evangelho de Cristo. Relacionar-se com os seus alunos e amá-los representam a prática do seu ensino, que está profundamente comprometido com a ação de formar novos discípulos de Jesus nesta geração. Cumprir a vocação confiada por Jesus é a prioridade do professor “segundo o coração de Deus”, independente de suas falhas, dificuldades ou fraquezas particulares.
Sabemos que é a graça de Deus derramada sobre nossas vidas que nos dá condições de exercermos o ministério do ensino com excelência. Ensinamos não porque somos mais inteligentes, dedicados, ou temos a melhor “didática” para assim fazê-lo. Na verdade, ensinamos porque foi isso que Deus nos chamou para fazer, mesmo que enfrentemos o “dia mau” ou que passemos pelo “vale da sombra e da morte”. É o Deus “quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele” (Fp 2: 13) que nos capacita a ensinar a sua maravilhosa Palavra, para que outras crianças, jovens, adultos e idosos sejam alcançados pela mensagem do evangelho da graça de Deus.
Como professores que ensinam a Palavra de Deus, somos o instrumento do Senhor para fazermos diferença nesta geração, exatamente neste momento em que vivemos. Por isso, devemos nos aproximar de Deus cada vez mais e aprofundarmos o nosso relacionamento com ele, para sermos ainda mais transformados pelo Espírito Santo. Somos os embaixadores, os mensageiros do Senhor nesta geração: aqueles que ensinam a mensagem do Deus maravilhoso e gracioso que deseja tirar as pessoas das trevas do pecado e da morte e trazê-las para a salvação que está em Cristo Jesus.
No dia 15 de outubro é comemorado o Dia do Professor. Sendo assim, eu gostaria de fazer um pedido a você que exerce o ministério do ensino ou que é educador por profissão. Agradeça a Deus pelo chamado dele em sua vida e comprometa-se a ensinar considerando as verdades imutáveis, maravilhosas e cheias de graça das Escrituras Sagradas aos seus alunos. Da mesma forma, a minha oração é que: assim como você teve professores que fizeram a diferença em sua vida, que você marque, através de Cristo, a vida de seus alunos. E que através de nossas vidas, não somente esta, mas também a próxima geração conheça “os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez”!
 
 
Das. Cláudia Duarte é professora por vocação, por paixão e de profissão. Congrega na IAP em Votuporanga (SP), é vice-diretora do Ministério Infantojuvenil Regional da Convenção Noroeste Paulista e atua no Ministério de Vida Pastoral da Convenção
 

Fora da caverna

Lá está a jornada mais importante de nossas vidas

Em I Reis 19.11-12, lemos: “E Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o Senhor…”
Por vezes, em nossa caminhada, enfrentamos situações difíceis e dolorosas. E somos tentados a achar que estamos sozinhos e esquecidos por Deus. O profeta Elias vivenciou esta situação. Escondido no interior da caverna, ele lamentava a injustiça que estava sofrendo e o sentimento de abandono tomou conta de seu coração.
O lugar perfeito para Elias era o aconchego que encontrou na caverna, mas o lugar que Deus queria que ele estivesse era do lado de fora…
Em tempos cavernosos, Deus quer nos falar, mas por vezes estamos fechados em nossas emoções e não conseguimos ouvi-lo. A nossa razão está aberta para a fé, mas as emoções estão fechadas para o agir de Deus.
Conhecemos a Palavra, no entanto não desenvolvemos em nós o que ela ensina… “Entrega tuas preocupações ao Senhor! Ele te sustentará; jamais permitirá que o justo venha a cair.” (Sl.55:22)
Deus nos chama para sair do lugar perfeito, que achamos ter no fundo da alma para nos esconder e ir para onde Ele está: fora da caverna… Lá está a jornada mais importante de nossa vida.
Elias tinha cumprido com sucesso sua missão, mas após encontrar-se com Deus fora da caverna, sua vida tomou um novo rumo e Deus deu a ele um recomeço.
Deus quer tratar nossas emoções…
1. Descubra o que coloca você para baixo.
2. Quais os sentimentos que permanecem em seu coração e que precisam do tratamento divino. O Espirito Santo ajudará você a superá-los e a pensar nas coisas do alto.
3. Deus tem para você uma linda jornada fora da caverna!

Ilma Souza, ministra de Educação Cristã, professora do Seminário Betel Brasileiro, membro da equipe de Mulheres em Ministério/SP, esposa de pastor na Primeira Igreja Batista da Enseada no Guarujá (SP).

Se teu coração doer…

Pastores e esposas, lembrem que vocês são “gente”

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Pv 4.23)
O coração é apresentado na Bíblia como o centro dos sentimentos, dos afetos e da própria vida. É do coração que fluem as emoções, os desejos, as aspirações e vontades. Assim, se o coração estiver alegre embeleza o rosto, mas a tristeza deixa a pessoa abatida (Pv.15:13 NTLH). Então, se estiver afetado de amarguras, além de causar doenças psicossomáticas, as emoções negativas terão poder de reduzir a capacidade intelectual e bloquear, inclusive, o fluir de Deus em nossa vida.
Jeremias 17:9 é um dos textos mais enigmáticos. O profeta faz uma observação – o coração é enganoso, e em seguida pergunta: Quem é capaz de compreendê-lo?
Os sentimentos de tristeza e alegria colorem o fundo afetivo da vida psíquica de todo ser humano. Não há receitas e nem fórmulas mágicas para estarmos alegres em tempo integral e a tristeza constitui – se na resposta humana às situações de perda, derrota, desapontamento e outras adversidades.
Não é de hoje que somos surpreendidos com alguns casos de suicídio, seja de celebridades, pessoas próximas ou ainda casos veiculados na mídia, e chocados a pergunta sempre é: “Por quê”? Mas quando a vítima faz parte do ministério pastoral que não suportou as pressões e os desafios internos e externos, a notícia é devastadora e deixa todos perplexos.
Segundo a OMS, cerca de três mil pessoas cometem suicídio no mundo por dia, isto quer dizer que a cada 40 segundos uma pessoa põe fim à própria vida. O Instituto Schaeffer, dos Estados Unidos, chegou a pesquisar sobre a saúde mental de líderes religiosos e revelou que 70% dos pastores lutam constantemente com a depressão, e 71% estão “esgotados” física e mentalmente. Ainda de acordo com esta pesquisa, 80% dos pastores acreditam que o ministério pastoral afeta negativamente suas famílias e 70% dizem não ter um amigo próximo. Assim como o número geral de suicídios, os casos com vítimas que lideram igrejas também têm a depressão como principal causa.
A depressão é uma doença e em determinados casos pode mesmo constituir risco de vida, requerendo tratamento especializado. Os principais sintomas da depressão são tristeza evidente ou um sofrimento de vazio interior, esgotamento, estado de ansiedade, agitação interior, perturbações ao nível de raciocínio e do sono, dificuldade em tomar decisões simples, a concentração fica desequilibrada por conta de uma atividade longa e excessiva dos hormônios de estresse. Essa superatividade, somada com a cultura do autoengano, que se tem espalhado no meio das igrejas evangélicas onde as pessoas com crenças superficiais e descompromissados com a palavra de Deus requerem dos pastores resultados automáticos em querer ter e não se preocupam em querer ser o cristão que Jesus espera que seja, os problemas financeiros ou familiares, cobranças excessivas, as decepções, a competição eclesiástica, a falta de amigos etc, podem gerar o gatilho para que ministeriais tirem a própria vida.
É triste, mas muitos buscam na morte o alívio, uma forma de fugir daquilo que o deprime; um desejo de reparação da alegria, da salvação, de escape, da dor e não da vida.
Queridos, vocês são homens e mulheres que representam Deus aqui na terra mas até Jesus precisou ser amparado em momento de insuportável dor na alma. (Lc 22.43) E vocês não são diferentes: vocês são gente, seres humanos imperfeitos que choram, pecam, precisam de atenção, dependem de oração, necessitam de ajuda, de perdão, que precisam aprender administrar seu tempo com a igreja e família, tirar férias, cuidar da saúde, ter amigos, conhecer melhor seu temperamento, e buscar ajuda profissional se preciso for.
Aprendam a desenvolver meios para enfrentar seus medos, suas dificuldades e desafios. Peçam ajuda sem constrangimento ou vergonha. Falem sobre sua dor, exponham seus sentimentos e isso irá nutrir a coragem para viver e a capacidade para lidar com as contrariedades e frustações. O salmista Davi deixou uma dica valiosa depois que fez uma análise sobre o seu sofrimento e então falou pra si mesmo: “Por que você está abatida, ó minha alma? Por que está tão perturbada dentro de mim? Pare com isso! Ponha sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus” Sl 42.11.
Deus é maravilhoso, está sempre presente e nos envia pessoas dispostas a ouvir e estender a mão.

Dsa. Zildeli Ferreira do Carmo Del Pozzo congrega na IAP em Vila Kéllen (Campo Grande – MS) e atua no Ministério de Vida Pastoral – Convenção Sul Matogrossense.

Um lamento sobre o Museu Nacional

É importante, sim, olhar para o passado; a própria Bíblia nos ensina

No dia 2 de setembro, uma notícia deixou uma grande parte dos brasileiros estarrecidos: o incêndio no Museu Nacional, na cidade do Rio de janeiro e que destruiu a maior parte de seu rico acervo e de suas dependências. Este acontecimento certamente causou comoção entre a população em geral, entre estudiosos, pesquisadores e todos aqueles que reconhecem a importância de um local desse para a história e cultura de nosso país.
Como historiadora, carioca e uma frequentadora apaixonada do lugar, confesso que fiquei muito triste em ver a imagem de um dos maiores patrimônios artísticos, históricos, culturais e científicos do mundo ser devorado pelas chamas. Solidarizo-me também com os professores, pesquisadores, cientistas e toda a equipe que trabalhou e trabalhava nas dependências do Museu Nacional, mesmo enfrentando os dilemas e desafios de funções acadêmicas que não são muito valorizadas no Brasil.
O que aconteceu com o Museu Nacional me fez refletir sobre o valor do passado para nós. Nas páginas da Bíblia Sagrada, existe uma orientação muito interessante: “Lembrem-se dos dias do passado; considerem as gerações há muito passadas. Perguntem aos seus pais, e estes lhes contarão, aos seus líderes, e eles lhes explicarão.” (Deuteronômio 32: 7).
Moisés estava incentivando o povo a olhar para o passado, considerando o agir, a graça e a misericórdia de Deus. Os israelitas estavam prestes a entrar na Terra Prometida, o que poderia fazer com que se esquecessem do passado. Todavia, eles foram avisados que deveriam lembrar-se constantemente do que Deus havia feito por eles: de escravos, o Senhor fez deles um povo livre e prestes a morar numa terra que produzia leite e mel. Com certeza, eles tiveram experiências dolorosas no passado, mas até mesmo tais situações deveriam ser lembradas com o objetivo de aproximá-los de Deus. Seja em meio às vitórias, seja em meio às derrotas, os israelitas foram motivados a olhar para o passado tendo em vista o cuidado do seu Deus Soberano, Senhor e Libertador.
Se formos pensar no nosso próprio passado, cada um de nós vai observá-lo de forma única. Para alguns, o passado foi uma experiência tão ruim que preferimos esquecê-lo. Já para outros, o passado foi a melhor fase da vida, deixando alguns de nós presos numa redoma de nostalgia e saudosismo. Através da Bíblia Sagrada, aprendemos que o passado deve ser encarado não como algo que nos aprisione ou que nos sufoque, mas sim como uma motivação para nos aproximarmos cada vez mais de Cristo, nosso Deus, Senhor e Salvador. Se vivemos maravilhosas experiências no passado, precisamos agradecer a Cristo por seu cuidado, seu favor e sua graça sempre derramados sobre nós. Além disso, devemos estreitar cada vez mais nosso relacionamento com ele, que é o Senhor do nosso passado, presente e futuro. Todavia, se tivemos experiências terríveis e dolorosas no nosso passado, ou se vivemos afastados de Cristo, tenhamos em mente que Jesus é aquele que nos cura, nos restaura, nos liberta e nos salva. É nele, e somente nele, que podemos viver plenamente.
Por fim, lembrarmo-nos do nosso passado é importante sim, pois dessa forma reconhecemos que fomos libertos da escravidão do pecado para vivermos o presente e o futuro num relacionamento profundo com Cristo. Da mesma forma, é fundamental refletirmos que o propósito de Deus para todos nós é que nosso presente (e nosso futuro consequentemente) sejam dedicados a Jesus Cristo, o Deus que veio em forma de homem e que morreu numa cruz em nosso lugar, para que nossos pecados fossem perdoados. Em Cristo, o nosso passado torna-se instrumento de aprendizado, já o presente consiste numa vida plena e abundante (mesmo em meio às lutas, problemas e adversidades) e o futuro está alicerçado na fé e esperança de uma vida eterna com o Deus que era, é e há de vir (Ap 1: 8).
Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP), é vice-diretora do Ministério Infantojuvenil Regional da Convenção Noroeste Paulista e atua no Ministério de Vida Pastoral da Convenção

Pastor: solteiro ou casado, o que é melhor?

O ministério é um chamado divino, autenticado pelo Espírito Santo, e não por uma certidão de casamento

“Se não for o Senhor, o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção. Se não é o Senhor que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda. ” – Sl 127.1 – NVI
Quando pensamos em casal pastoral, nos lembramos no doce que é servido em casamentos, o “bem-casado”, aquele bolinho com delicioso recheio de doce de leite. Um casal pastoral bem resolvido e unido no Ministério é agradável como esse doce, por que o exemplo de vida fala mais alto e os membros da igreja são bem atendidos. Há alegria, amor, satisfação, confiança, parceria, união, solidez e autenticação de Ministério. Todos veem este casal trabalhando para a glória de Deus. Por outro lado, quando o pastor possui uma esposa que não o apoia, há muita insatisfação e muitos problemas não são resolvidos.
Mas a aspiração ao casamento não pode funcionar como pressão para os jovens pastores se casarem logo. Quando eles iniciam o Seminário, não faltam pretendentes. O Ministério parece ser algo que se desempenha sem problemas e o pastor, uma pessoa ideal, pois carrega em suas funções um certo “status”. No entanto, dizemos ao aspirante do Ministério ou ao jovem pastor solteiro, não se precipite. Alguns detalhes são importantes:
Passos naturais do casamento
Os passos naturais são: amizade, namoro, noivado e casamento. Amizade é para conhecimento prévio. O conhecimento virtual pode esconder a verdadeira personalidade. Namoro é para aprofundamento do conhecimento no contexto familiar e dos propósitos futuros. Se há um chamado claro para o Ministério Pastoral, isto deve ser dito no namoro. Nem sempre a primeira impressão é a que fica. Na dúvida, não prossiga.
Noivado é para preparação física, emocional, espiritual e financeira para o casamento. E casamento é para usufruírem juntos do propósito de Deus para a vida e o Ministério. Mas quando o namoro acontece sem se conhecer plenamente o futuro cônjuge, sem se discutir claramente o futuro ou baseado apenas na paixão, pode resultar num casamento fracassado. Ou então, um namoro muito apressado, sem a preparação devida, sem os cônjuges assimilarem o estilo de vida bastante peculiar, que é o pastorado.
Convicção divina
Deus é o construtor do lar. Não é assim o texto acima? “Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção.” Confie mais em Deus e menos em si próprio. Não confunda a vontade de Deus com o fascínio da beleza física e do romantismo. Provérbios 31.30 – “A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor será elogiada.” Já no namoro, é preciso mais razão que emoção. Fica muito mal o pastor ou futuro pastor ter muitas namoradas antes de se casar. O mesmo Deus que trouxe uma companheira idônea para Adão, trará também, no tempo certo, a companheira de vida e de Ministério.
Conversão
Ela realmente é convertida? A pergunta não é se ela já nasceu em um lar cristão, se a família é importante na igreja local, se frequenta assiduamente os cultos, se é batizada ou tem cargos na igreja local. Mas o mais importante é saber se ela teve um encontro com Cristo e este passou a ser “Senhor e Salvador” da sua vida. Não precisa ser perfeita, aliás, não existe cônjuge perfeito, mas precisa ser convertida e não apenas convencida. A função maior do Ministério é levar salvação aos outros. Como fazer isto se a esposa não entrou neste processo?
Ministério é assumir a cruz de Cristo
Ela precisa saber que o Ministério é cruz. Que precisa viver Lucas 9.23 “Jesus dizia a todos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.” Que o seu futuro esposo terá três patrões: a consciência, Deus e a Igreja (liderança). Que assim como o esposo, terá que dizer não para muitas coisas. Terá financeiramente para o básico. Fará mudanças às vezes indesejadas. Seu esposo será um homem público, a qualquer hora do dia poderá ser solicitado e por isso não terá horário fixo para as suas atividades. Dependendo da estrutura da igreja local, o seu lar poderá ser bastante frequentado. Embora não seja necessário que seja “Pastora”, haverá visitas ou aconselhamentos nos quais será importante a sua presença.
Pastor pode ser solteiro?
E para os pastores que optam por não se casarem? Pastor deve, necessariamente, ser casado? A resposta é “preferencialmente” e não “necessariamente” ou “obrigatoriamente”. A Bíblia diz: “Quem encontra uma esposa encontra algo excelente; recebeu uma bênção do Senhor.” (Pv 18.22). Vida a dois é bom, facilita muitas coisas no Ministério, contudo, não é pré-requisito obrigatório. Não é nenhum demérito ou pecado ser solteiro no Ministério. Ninguém é obrigado a se casar, muito menos urgentemente. Temos vários pastores solteiros em nosso Ministério e são homens de Deus e aprovados. Em 1 Coríntios 7.7 temos o exemplo e conselho do apóstolo Paulo neste particular: “Gostaria que todos os homens fossem como eu; mas cada um tem o seu próprio dom da parte de Deus; um de um modo, outro de outro. ” Permanecer solteiro para sempre, de acordo com este texto, é um dom. Se alguém tem convicção deste dom, permaneça solteiro. Mas como Paulo prosseguiu: “… se não conseguem controlar-se, devem casar-se, pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo.” (1 Co 7.9). O ministério é um chamado divino, autenticado pelo Espírito Santo e não por uma certidão de casamento.
Solteiros ou casados, devemos ter a mesma convicção de Paulo: “Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus.” – Fl 1.6 (grifo nosso).

Pr. Elias Alves Ferreira congrega na IAP em Boqueirão (Curitiba, PR) e integra a equipe do Ministério de Vida Pastoral – Convenção Geral.

Uma experiência extraordinária

Saber que fomos separadas por Deus, para servir, é algo indescritível

“Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres. (Ef 4:11)
O ministério pastoral pode ser descrito de muitas maneiras e exercê-lo significa realizar tarefas diversificadas. Os pastores são criados por Deus para serem pastores. Não é uma questão de escolha. Eles não escolhem ser pastores, mas são escolhidos de acordo com o plano e propósito divino e muitos são separados desde o ventre. (Jr 1:5).
Ser pastor não é uma questão de possuir uma coleção de dons espirituais, mas é um dom próprio.
Saber que foi separado por Deus é, com certeza, magnífico. Depois de ter conhecimento pessoal de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, ter certeza desse chamado é a garantia de conservar-se na rota correta do ministério. É saber que os altos e baixos da vida ministerial serão ao lado daquele que tudo pode, é confiar que foi autorizado para pregar a Palavra e ministrar os sacramentos, é saber que foi escolhido para ouvir a confissão de pecado, sem julgamentos. É ter a certeza de que Deus é a sua força enquanto executa suas tarefas.
Viver ao lado de um homem chamado por Deus para tratar, aqui na Terra, de coisas eternas é um privilégio, apesar de experiências dolorosas e cheias de ansiedade, em certas ocasiões.
Vivemos o ministério com intensidade porque acompanhamos a vida de nosso companheiro. Vemos a sua preparação diária, seu sucesso, fracassos, esgotamento, relacionamento com a congregação e deveres familiares.
Dividimos sua presença com a comunidade, ouvimos suas orações diárias e clamores pela Igreja do Deus vivo, pela sua casa, ministério e pela sua vida. Escutamos o testemunho de vidas que são abençoadas e alcançadas através do poder de Deus.
Lamentamos sim, sua ausência, por conta das atribuições inerentes a sua função e viagens, mas sabemos que ele é um representante de Deus que inspira confiança, que celebra a amizade com os membros, que aplica seus conselhos dentro de um contexto bíblico, que ministra a Palavra de Deus, orando para que Cristo seja o centro da vida de cada um.
O ministério pastoral envolve sempre duas coisas: aprender a ouvir a voz de Deus e aprender a ouvir o ser humano. Aprender a amar as pessoas com compaixão é absolutamente necessário, mas conhecer, amar a Deus e a sua vontade é imprescindível e temos que entender isso.
Saber que o pastor foi chamado para pregação, ensino, visitação, orientação espiritual, disciplina eclesiástica para conduzir vidas em direção aos céus sob os cuidados do Supremo Pastor, e que nós, como esposas, fomos escolhidas para ser ajudadoras nesta missão, é sentir o quanto Deus nos ama e deseja que nós sejamos dependentes dele.
Os sofrimentos existem são reais mas viver sob a potente mão de Deus é uma experiência extraordinária. Devemos estar dispostas a transformar fraquezas em forças e, mesmo quando isso não for possível, devemos procurar oportunidades para que Deus seja glorificado até mesmo em nossos fracassos e sofrimentos. Deus não comete erros e sempre está operando em nós, à medida que continua a nos aperfeiçoar e edificar, até a volta de Cristo.

Dsa. Zildelí Ferreira do Carmo Del Pozzo congrega na IAP em Vila Kéllen (Campo Grande – MS) e atua no Ministério de Vida Pastoral – Convenção Sul Matogrossense.

Ancorados na esperança

Em meio às tempestades, os barcos precisam firmar suas âncoras em lugares profundos

“Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos poderosa consolação, nós, os que nos refugiamos em lançar mão da esperança proposta; a qual tem como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu” (Hb 6.18,19)
Ao alcançarmos certa idade, começamos a fazer uma retrospectiva da vida em busca das vitórias obtidas. Por vezes somos tentados a parar diante de uma lembrança triste, uma perda ou fracasso… Eu não sou diferente. Nestes momentos, lembro-me da “mão salvadora” que esteve segurando a minha vida e levou-me adiante em uma jornada de fé e crescimento.
As tempestades surgiram e, apesar dos anos de vida que já acumulei, não deixarão de existir. No entanto, o lugar onde tenho firmado minha “âncora” fez e fará sempre a diferença. Temos como âncora da nossa alma o sacrifício do nosso sumo sacerdote, Jesus Cristo.
As promessas de que “le estaria comigo todos os dias de minha vida e que me ama incondicionalmente são a garantia de que minha vida chegará sempre ao porto seguro, impulsionada pelo vento do Espírito Santo de Deus.
Nossa esperança é segura e inalterada, ancorada em Deus, da mesma maneira que um navio se ancora firmemente no fundo do mar.
A natureza de Deus e suas promessas são imutáveis. Deus é a verdade, portanto, podemos confiar em suas promessas para nossas vidas. Essa segurança traz-nos ânimo e confiança.
Onde você tem ancorado? Sua esperança está em si mesmo e na sua capacidade?
Minha oração é para que em meio às tempestades possamos trazer à memória o que nos pode dar esperança : as misericórdias e a fidelidade do Senhor que são grandes e sem fim. (Lm 3.21-23).

Ilma Farias de Souza é ministra de Educação Cristã, pedagoga, esposa de pastor, da Primeira Igreja Batista da Enseada no Guarujá (SP) e professora do Seminário Betel Brasileiro em Praia Grande (SP).

Feliz Dia dos Pais!

O Filho se torna o Pai; e o Pai, se torna o Filho

Há menos de um ano sou pai, 11 meses de pura felicidade, bondade e noites mal dormidas adentraram nossa vida. As três melhores coisas no mundo quando vêm acompanhadas de um filho. No dia 2 de setembro de 2017, o Théo nasceu, trazendo um novo sentido pra minha vida e de toda minha família. Quem diria que os cabelos brancos do Ed, meu pai, seriam tão precisos? Que todo o carinho da dona Rê, minha mãe, seria cirúrgico? Eu (rs)!
Sempre tive como herói meu pai – haja vista a montagem que fiz pra ele alguns anos atrás. Tanto que, quando pequeno, sempre falei que me casaria aos 25 anos, como ele. Cresci, amadureci e me esqueci completamente desta obrigação. E não é que, com 25 anos eu me casei? Foi no momento do casamento que eu vi toda a responsabilidade que meu pai tinha como marido, provedor e pastor da casa, afinal, dali em diante, era comigo.
Depois de um ano e meio, veio o Théo (Theleco para os íntimos). E acredite se quiser, eu nasci exatamente no mesmo tempo de casados dos meus pais ou seja, depois de um ano e meio. Quando eu me dei conta disso, pensei: “estou mantendo o padrão do meu pai”, e com muito orgulho.
Mas e agora? Dali em diante era o Théo que tinha que resolver fazer as coisas como o pai dele. E não é que esse menino resolveu me imitar? Assim como eu, aos seis meses ficou em pé. Como eu, é um menino que não para, que sempre está em movimento e querendo fazer algo. Para alguns, é a minha cara (rs). Se você é pai, sabe que ter um filho parecido com a gente nos enche de alegria. Meu pensamento é: “será que ele vai me admirar como eu admirava meu pai?” Espero que no futuro ele diga “sim”.
O Théo tem a vida toda pela frente. Em algumas coisas irá se parecer comigo, em outras com a minha esposa, a Tau. Mas será que ele terá orgulho de mim e me verá como espelho?
No filme “Superman Returns”, de 2006, Kal-El tem um filho com Lois Lane e, num dado momento, ele diz a frase do título: “o filho se torna o pai; e o pai, se torna o filho”. Quando ouvi isso no cinema me vieram muitos pensamentos. Como a herança que meu pai deixará quando chegar o momento dele tirar o time de campo. Como as coisas em que me espelhava em meu pai. Como a responsabilidade que terei de cuidar dele e ajudá-lo, quando ele envelhecer.
Mas, um outro pensamento naquele dia me veio à cabeça: o momento da crucificação de Jesus. Naquele momento, Deus, o Pai, chorou, e lamentou por demais a morte do Filho. Por sua vez, o Filho cumpriu sua missão. Mais importante, ambos, Pai e Filho, choraram e cumpriram a missão pois, enquanto agem de forma separados – Pai, Filho e Espírito Santo – também são um. A missão de um era a missão de todos.
Quando penso nessa singularidade da Triunidade, lembro da missão que Cristo tinha e do seu exemplo para nós, seus discípulos.
Neste dia dos Pais relembre deste chamado que todo cristão tem, a começar em casa, sendo um bom pai, e espalhando essa boa-nova para onde quer que você for.
Feliz dia dos pais! Feliz dia do Pai!
 

Matheus Longo Mendes é publicitário, congrega na IAP do Parque (Campinas, SP) e lidera a Base J (ministério de jovens).

Um tipo de super-heroi?

É importante lembrarmos do que a Bíblia ensina sobre o ministério pastoral

“Esta afirmação é digna de confiança: se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função.” (1 Timóteo 3:1)
No dia 22 de julho, comemoramos o Dia do Pastor promessista. Nesta data, podemos refletir um pouco mais sobre a vida do pastor e o seu ministério. Além disso, neste período temos a oportunidade de louvar a Deus e de agradecer ao Senhor pela vida daqueles que, diariamente, têm atendido ao chamado divino, têm cumprido a vocação para a qual foram chamados e têm exercido o ministério com integridade e excelência, para a glória de Deus.
Mas, quem é o pastor segundo as Escrituras? Num contexto de sociedade em que muitos acham que os pastores são um tipo de “super-herois” que não erram, não pecam, estão sempre sorrindo e são extremamente bem-sucedidos financeiramente, é muito importante retornarmos ao que a Bíblia nos ensina sobre estes homens que têm exercido o ministério pastoral no corpo de Cristo. Ao compreendermos estas orientações somos motivados pelo Espírito Santo a orar por nossos pastores e a ajudá-los no serviço da igreja de Jesus.
Momentos de tristeza, desânimo, incerteza acontecem também na vida do pastor. O ministério pastoral não é feito somente de risos e vitórias, mas também de lágrimas e derrotas… Ele é um homem com suas fragilidades, mas cuja vida é um testemunho vivo do poder, do agir e do amor de Deus. O pastor vive para glorificar e adorar a Deus através de seu ministério. Ele é um instrumento do Senhor para proclamar as verdades do evangelho de perdão e salvação em nossa geração. Foi chamado para treinar os membros do Corpo de Cristo a fim de que a Igreja cumpra a sua missão. A vocação pastoral é um grande privilégio e significa uma “nobre função”, no entanto é também uma imensa responsabilidade! Cada pastor responde e responderá diante do Senhor pelo rebanho que está pastoreando.
O pastor é um pecador com falhas, fraquezas e limitações, mas que também foi alcançado pela graça e pela misericórdia do Senhor. É o evangelho de Cristo Jesus que transforma e dá significado à vida, à família e ao ministério pastoral. É o Espírito Santo quem capacita, fortalece e sustenta a vida do pastor que está seriamente comprometido em cumprir a vontade do Senhor para a sua vida. É a Palavra de Deus o alimento e a base dos ensinamentos, pregações, aconselhamentos e estudos bíblicos ministrados pelo pastor “segundo o coração de Deus”. É a oração que sustenta e alicerça a vida e o relacionamento do pastor com o seu Senhor e Salvador.
Sendo assim, ao meditarmos nestas questões, que possamos agradecer a Deus pela vida de nossos pastores não somente no dia 22 de julho, mas durante todos os dias. Além disso, que o nosso reconhecimento pela vida e trabalho desses homens resulte em apoio e ajuda, pois cada um de nós foi chamado para cumprir a sua missão no corpo de Cristo. Que cada pastor da Igreja de Jesus seja fortalecido em Deus e na força de seu poder!
Gostaria de encerrar esta reflexão parafraseando o versículo de Romanos 11: 36: “Pois de Cristo, por Cristo e para Cristo são todas as coisas. Inclusive e principalmente, o ministério pastoral. A Jesus seja a glória para sempre! Amém.”

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP), é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional da Convenção Noroeste Paulista e atua no Ministério de Vida Pastoral da Convenção.

Nos braços do Sumo Pastor

Cada esposa de pastor deve se lembrar que há descanso em Jesus

Ela deve estar sempre cedo na igreja, antes do início dos cultos. Ela deve estar sempre bem vestida, mas de forma modesta. Ela deve manter os filhos sob controle, mesmo que sejam pequenos, para que não atrapalhem o andamento do programa. Ela deve cumprimentar os membros da igreja, com simpatia e acolhimento, de preferência, lembrando os nomes de cada um. Ela deve orar, sempre e com dedicação, por seu marido, seus filhos, mas também pela igreja, lembrando-se dos aflitos e enfermos, e pelos que precisam ser alcançados pelo evangelho.
Ela deve…Ah, são tantas as atribuições da esposa de um pastor, que a lista seria impossível de ser registrada aqui. Como então, lidar com a expectativa da igreja? Como lidar com a expectativa do marido, o pastor da igreja? Como lidar com a sua autocobrança, sempre insatisfeita por deixar alguma área descoberta?
Você, esposa de pastor, precisa se lembrar que não é perfeita. Seu modelo é Cristo e você deve buscá-lo de todo o coração, mas não se esqueça de sua total dependência dEle. Isso trará o devido equilíbrio a sua vida, pois não se esquecerá de cuidar de si mesma, cuidando apenas dos demais, nem irá negligenciar sua família, auxiliando seu marido no cuidado com o rebanho. Amar ao próximo como a si mesma requer sabedoria, cuidando de sua vida emocional, familiar e devocional, afinal, sem Ele nada podemos fazer.
Nesta data especial – 22 de julho, Dia do Pastor Promessista – honramos todas aquelas que desenvolvem o ministério juntamente com seus maridos, colocando suas vidas à total disposição do Mestre e mostrando Cristo em suas palavras e atitudes.
O ministério é glorioso mas também é penoso em alguns momentos, isso é fato… Mas que essas lutas temporais não roubem sua alegria de ter respondido ao chamado mais sublime de todos: o chamado de Jesus. Ele é o seu Sumo Pastor, entende suas limitações, suas fraquezas, suas frustrações e jamais a lançará fora.
Quando a lida for difícil, quando o choro for inevitável, quando pensar até em desistir, corra para Ele e encontrará renovo: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.
Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mateus 11:28-30 – NVI)

Dsa. Lilian Mendes, congrega na IAP em Vila Maria (São Paulo,SP) e atua no Ministério de Vida Pastoral (MVP) da Convenção Geral.