Revelações, espinho e graça

Deus sussurra para você, pastor: “o céu é logo ali”

E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte. ”(2 Co 12.7-10).
Paulo, no contexto acima, fala de arrebatamento, de terceiro céu, de paraíso e de coisas impossíveis de explicar com palavras. Quatorze anos haviam se passado e ele se mantinha calado. Agora resolveu falar aos Coríntios para ajudá-los. Se eles se orgulhavam pelos dons espirituais, imagine ele, que havia experimentado a glória celeste.
Mesmo, porém,que houvesse tido experiências celestiais, não havia motivo de orgulho. O Senhor havia tratado disso, colocando um espinho na carne, como um mensageiro das trevas para esbofeteá-lo. Reflita por um pouco: um espinho lhe espetando continuamente ou alguém lhe esbofeteando. Um espinho irrita, fere, lateja o tempo todo. Ser esbofeteado é receber tapas, ser desafiado, humilhado, perder a dignidade. Alguém nessa condição se sente a pior das criaturas, um verme.
O apóstolo orou três vezes e a resposta de Deus foi “não”. A agonia humilhante não foi retirada, porém, o Senhor lhe oferece algo maior e melhor do que pedia: a graça, e esta lhe seria suficiente.
Paulo compreendeu perfeitamente a graça e se rendeu. Este presente imerecível da parte de Deus é o que lhe salvou mediante a fé (Ef 2.8). Se a graça foi suficiente para lhe salvar, seria suficiente também para consolar, fortalecer na dor, transformar fraqueza em poder de Cristo. É por isso que ele diz: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas…Pelo que sinto prazer…”
Amado colega de ministério, quantas coisas você sabe através das ciências bíblicas, das pesquisas, das palestras e das experiências pessoais! Estas coisas chamam-se “revelações”, mesmo que não tenha tido um arrebatamento. O Senhor lhe deu para que fosse acima da média? Um super pastor? Com certeza, não. A Bíblia mostra que Deus prefere os humildes. Para tratar Abraão, Deus fez ele ter um filho aos 100 anos de idade. Para José, uma prisão. Para Moisés, uma lepra temporária. Para a restauração de Davi, um maldizente Simei. Para Isaías, profetizar três anos sem as vestes superiores. Para o irmão Paulo, um espinho na carne.
E o que pode ser um espinho na carne para nós? Muitas coisas desagradáveis atingem o ministério: Conflitos interiores, desajustes familiares, limitações financeiras, reuniões desagradáveis, incompreensões, transferência indesejada, enfermidades, perdas… Orou e não foi atendido? Não desanime, se humilhe, é o tratamento de Deus para sua vida. É para você entender que está no melhor lugar do mundo. E este lugar chama-se “ambiente da graça”. Onde você foi e é salvo, fortalecido, aceito, compreendido, perdoado. Onde tudo basta. Onde você ouve os sussurros do Senhor lhe dizendo: “O céu é logo ali.”

Pr. Elias Alves é responsável pela IAP em Jales (SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral.

Não vai faltar!

O cuidado de Deus continua, mesmo em meio à crise

Como não se desesperar em meio à uma crise econômica como a que estamos vivendo? Mais de 11 milhões de desempregados! Quando vamos ao supermercado e gastamos muito, nos frustramos trazendo poucas sacolas. Certamente a crise é um termômetro para saber se estamos confiantes no cuidado de Deus. Em relação a isso, vemos em Mateus 6: 24-32 a promessa do cuidado do Pai, principalmente nas nossas necessidades básicas.
1) Crer no cuidado de Deus é tê-lo como Senhor
Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt 6.24)
Jesus falava de ajuntar tesouros no céu, querendo dizer sobre priorização da vida espiritual (v.19-21); e concluiu o trecho falando, que temos que ter bons olhos, uma iluminação que determina como será a vida. O conselho de Jesus, então, é que nos desviemos das trevas e para termos luz (v. 22-23). Jesus fala que não podemos dividir Deus com as riquezas (v.24).
A palavra riquezas (ou dinheiro), no grego é mamonas, com o significado seguinte: “posses, bens terrenos”. Por isso, Jesus coloca o dinheiro como uma falsa divindade, que pode ser servida, e colocada em concorrência com Deus.
Diante disso, Cristo diz: “Ou servirmos a Deus ou às riquezas”. O altar do coração, Deus não divide com outro. Ou servimos a Ele ou às posses. Ou Ele é o dono da nossa vida ou as riquezas. No “banco de valores” da nossa vida, ou aceitamos os depósitos de Deus, ou o dinheiro sujo do diabo.
A questão não é o dinheiro em si, mas o lugar em que ele está, se no bolso ou no coração. Se cremos no cuidado de Deus, Ele é nosso Senhor, e são pelos valores da Palavra dele que obedecemos. Se for o dinheiro nosso senhor, seremos governados pela avareza, consumismo, egoísmo, mesmo quando tudo que temos é para uso pessoal e compartilhamento com os outros. Por isso, em seguida Jesus apresenta um antídoto contra essa divinização da riqueza.
2) Crer no cuidado de Deus é confiar em sua provisão
Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas” (Mt 6.31-32)
Ser cuidado por Deus envolve a confissão dele como Senhor. E se Ele é nosso Senhor estamos nas mãos de um Deus eterno e que nunca muda (Ml 3.6). Não houve momento na história que Deus se desestabilizou do Seu reinado. Confiar na instabilidade das riquezas como nosso senhor constitui-se numa falha de fé (1Tm 6.17). Deus, o Pai, sendo nosso Senhor, tem cuidado dos que creem nele. Jesus nos mostra que o Pai cuida de três coisas: comida, bebida e roupa (v.25).
Para ilustrar o cuidado do Pai, Jesus propõe a reflexão a respeito das flores do campo e dos passarinhos: vestidos e alimentados pelo Pai. Ele também nos questiona se podemos acrescentar idade ou medida à nossa altura devido à ansiedade com que buscamos os bens materiais (v.26-28). Jesus diz que, nem Salomão, com toda a glória de seu reino se vestiu como essas flores. Então, se Deus cuida destas coisas é certo que nos dará o que é básico na vida (v.29-32).
Jesus ainda lançou uma segunda proposta. Buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça (v.33-34). Ou seja, a prioridade de quem tem Deus como Senhor é buscar continuamente seu reino, seu domínio manifestado por meio da Encarnação de Cristo. A justiça que temos de buscar é uma vida de acordo com a vontade de Deus, revelada em Sua Palavra. Nossa prioridade é essa. A quem segue este plano, buscar o reino e a justiça, Deus acrescenta o necessário.
Qual tem sido nossa postura diante da vida?
Fazemos tudo pra ganhar desesperadamente o dinheiro, ou cremos no cuidado de Deus com nosso trabalho? Jesus não é contra o trabalho neste texto. Ele criou o trabalho antes do pecado (Gn 2.7). A questão é não fazer desta busca (pelas posses, bens e dinheiro) a primeira razão da vida, a ponto de tornar isso um deus, mas, a prioridade de nossa vida deve ser a justiça do reino de Deus e veremos o cuidado dele nas nossas necessidades básicas. Vamos orar por isso! Vamos viver por isso!

Andrei Sampaio Soares presta auxílio pastoral à IAP de Pedreira (zona sul de São Paulo) e colabora com o Departamento de Educação Cristã (DEC).

Manda nudes

Enviar ou não enviar? Eis a questão!

Dois amigos juntam uma grana e conseguem finalmente fazer a viagem dos sonhos, partem rumo a Las Vegas. Na ida o coração dos dois bate acelerado, é uma palpitação movida por pura adrenalina. Vão viajando e fantasiando, mulheres, bebidas, cassinos, jogos, festas, noitadas, enfim, serão dias de vale-tudo em Las Vegas. E o melhor, sem nenhuma preocupação com as consequências, afinal, como afirma o antigo provérbio, “O que acontece em Vegas, fica em Vegas”. Então, logo na primeira noite vão a um cassino. Horas depois saem de lá, um completamente nu, e o outro, apenas de cueca. O que está nu diz: “Eu o admiro muito, você sempre sabe quando é hora de parar!”
E a geração atual, sabe a hora de parar? Na sua maioria, infelizmente, demonstra não saber. Ou, em muitos casos, demonstra não ter forças para parar. A expressão “manda nudes” é uma das mais populares nas redes sociais. Hábito normal para uma grande fatia da moçada. Hábito que vai se tornando rotineiro e aceitável para um número cada vez maior entre os jovens cristãos, que, mais cedo ou mais tarde recebem o pedido por whats: “Manda nudes.” Ou seja, envie fotos suas onde você esteja nu, fotos nas quais revele partes íntimas, enfim, manda nudes. A partir daí surgem as perguntas: Sim ou não? Envio ou não envio? Devo ou não devo?
Numa pesquisa on-line feita pelo Instituto Qualibest com 579 pessoas entre 16 e 30 anos, 12% respondeu que já compartilhou fotos ou vídeos da própria nudez. Dentre os motivos alegados pelos 12% para enviar tais fotos ou vídeos, o campeão, que aparece com 42% entre os praticantes, é o pedido do parceiro. Ou seja, a pressão vem, na maioria das vezes, da pessoa amada, é quando o namorado ou a namorada, o amante ou o ficante, começam a pedir uma imagem, uma “prova” de amor, e depois de pensar um pouco resolve-se atender a solicitação. Pronto. Depois da primeira foto, a porteira foi aberta, pouquíssimos são os que conseguem parar.
Segundo a psicanalista Marielle Kellermann, existem dois motivos principais para a prática de se enviar fotos nuas. O primeiro está ligado a um desejo biológico inato: o exibicionismo. Desejo este que é bem antigo, existe muito antes dos iPhones, basta pensarmos nos pintores do renascimento que já faziam aula com modelos nus. Segundo motivo apontado pela psicanalista são as facilidades tecnológicas, em que seu celular produz foto ou vídeo de boa qualidade, você mesmo edita, separa, salva e envia em questão de minutos, tudo no secreto e no conforto da privacidade, condições que vencem a timidez e o recato que existiam sem as possibilidades escancaradas pelas facilidades da tecnologia.
Eis o dilema: assim como as luzes, os cenários e as possibilidades sedutoras de Las Vegas, o “manda nudes” também exerce grandes poderes de sedução, satisfaz egos, potencializa autoafirmações, faz seu praticante se sentir, dá a sensação de liberdade e independência, passa a ideia de poder e comando, enfim, entra-se em jogos e relações que despertam desejos e prazeres. Mas não só, para além de desejos e prazeres, muitas consequências vêm a reboque.
Perda de privacidade, ter sua imagem compartilhada por pessoas que você jamais gostaria que tivessem acesso, virar o objeto de consumo de estranhos, perda do respeito, abalos relacionais, pesos psicológicos, emoções estremecidas, vergonha, quebra de pacto com a pessoa que prometeu preservar o segredo e resolveu tornar tudo público sem seu conhecimento. A lista poderia aumentar, porém apenas estas consequências já deveriam fazer muitos repensarem a prática.
Por que cristãos devem se abster desta tendência que aumenta a cada dia? Essencialmente por conta de um motivo. Em Cristo, nosso corpo é templo do Espírito Santo, portanto deve ser preservado e dar-se ao respeito que a metáfora exprime.
Expor a privacidade é algo demolidor. Temos visto mais destruição do que edificação. Vide exemplo dos grampos das escutas telefônicas, dos vídeos publicados na internet apenas para ostentar e diminuir o outro, o explorado, o abusado. Enfim, uma vez público, aquilo que deveria ser apenas privativo perde seu encanto, seu segredo, seu lado sagrado.
Na perspectiva bíblica, a nudez é bênção para ser compartilhada apenas entre o casal, um tesouro riquíssimo que deveria ser descoberto e usufruído ao longo de uma vida a dois em aliança com a bênção de Deus, sempre debaixo dos pactos de fidelidade, honra, respeito, afeto e exagerado amor. Entendo e respeito os que encaram a nudez em outra perspectiva, mas a que defendo é a bíblica, pois é ela que tem formado famílias fortes e sociedades sólidas ao longo dos séculos.
Além do palco do casamento, tem alguém que mesmo que você não queira, recebe nudes suas a todo momento. Ele mesmo, o Deus Todo Poderoso. Nossos estilos e modelitos não impressionam, nossos desempenhos sociais não causam qualquer admiração nele. Simplesmente estamos nus diante dele. E para complicar é uma nudez que ultrapassa o corpo físico. Ele nos vê, nos sonda e nos esquadrinha na alma, no coração, nos pensamentos, nos desejos, em cada intenção, nenhum pequenino detalhe escapa ao olhar dele.
E então, qual a resposta? Manda nudes? Não. Já tenho compromisso com alguém que mora em meu corpo e conhece toda minha nudez, toda. Só Ele tem autoridade para determinar com quem compartilharei meu corpo. Até lá, fiquemos espertos, porque tudo está descoberto e absolutamente nu aos olhos Dele.

Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP) e integra o Departamento Ministerial – Convenção Geral.

Andando na verdade

Mesmo num mundo relativizado, devemos propagar a verdade absoluta

O presbítero ao amado Gaio, a quem amo na verdade.
Amado, oro para que você tenha boa saúde e tudo lhe corra bem, assim como vai bem a sua alma.
Muito me alegrei ao receber a visita de alguns irmãos que falaram a respeito da sua fidelidade, de como você continua andando na verdade.
Não tenho alegria maior do que ouvir que meus filhos estão andando na verdade”. (3 João 1:1-4)
Vivemos numa sociedade em que tudo tem sido relativizado, até mesmo o conceito do que é a verdade. Para várias pessoas, cada um tem direito à sua própria verdade, pois não existe uma verdade absoluta e universal. No entanto, nesse texto, podemos ler que o apóstolo João expressou sua alegria pelo fato de os irmãos andarem na verdade. O propósito de João era o de encorajar os cristãos daquele momento a permanecerem firmes na fé e na verdade, não permitindo que qualquer tipo de ensino falso fosse disseminado nos lares deles.
Será que a nossa situação é muito diferente? Temos sido bombardeados por vários tipos de ensinamentos que são totalmente contrários à Palavra de Deus. Por isso, é muito importante colocarmos em prática a orientação bíblica de andarmos na verdade, ou seja, de vivermos conforme a vontade de Deus e em obediência aos seus ensinamentos.
Ao contrário do que tem sido propagado pela sociedade em que vivemos, a verdade existe e é objetiva e absoluta. Jesus é a verdade (Jo 14. 6) e na Palavra de Deus está registrada a verdade do Senhor, que é capaz de libertar a mim e a você. E isso, não é algo subjetivo ou superficial, mas é algo que transforma e salva a vida de todo aquele que crê em Cristo.
Mas, você pode estar se perguntando: o que significa andar na verdade? Em primeiro lugar, é importante destacar que a fé em Cristo e no seu evangelho é imprescindível para conhecer a verdade e andar nela. Andamos na verdade quando não somos influenciados pelos valores deturpados do mundo à nossa volta, mas quando vivemos de forma obediente a Deus e à sua Palavra, em qualquer área da nossa vida, independente da situação que estivermos enfrentando. Da mesma forma, andar na verdade significa que vivemos aquilo que pregamos, ou seja: nossas palavras e nossas atitudes são um testemunho do agir de Deus em nossas vidas. A partir do momento em que andamos na verdade, oferecemos a nossa vida, com tudo o que somos, em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12: 1). Quando não nos moldamos ao padrão deste mundo em que vivemos, mas buscamos a transformação da nossa mente pelo poder do Espírito Santo estamos também andando na verdade.
A proposta de Deus para cada um de nós é que, perseverantemente, andemos na verdade que está somente na mensagem do evangelho. Rejeitando os valores da sociedade contrários à Palavra de Deus, que possamos andar na verdade que foi revelada em Cristo Jesus para que assim, possamos também vivenciar e comprovar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Mãe, qual tem sido sua prioridade?

Não podemos nos esquecer do principal: que nossos filhos tenham um encontro com Cristo

“Certa vez quando terminou de comer e beber em Siló, estando o sacerdote Eli sentado numa cadeira junto à entrada do santuário do Senhor, Ana se levantou
e, com a alma amargurada, chorou muito e orou ao Senhor.
E fez um voto, dizendo: “Ó Senhor dos Exércitos, se tu deres atenção à humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres de tua serva, mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias de sua vida.” ( I Samuel 1:9-11)
No período em que vivemos, muito se tem debatido a respeito do conceito de família e das próprias responsabilidades inerentes à função uma mãe no lar. No meio de todo este turbilhão de opiniões ou pensamentos é muito importante atentarmos para a seguinte questão: o que a Bíblia Sagrada enfatiza para nós, quando aborda a influência da mãe sobre sua família e, particularmente falando, sobre os seus filhos?
Ao refletir nesta questão, logo me recordo da história de Ana, que está registrada em 1 Samuel. Neste capítulo, observamos quão grande era o desejo de Ana em ser mãe. Mesmo extremamente amargurada e entristecida por causa da sua infertilidade, esta mulher buscou a Deus em oração, derramou o seu coração diante do Senhor e apresentou diante dele a sua súplica. E ainda mais: Ana garantiu a Deus que se ele ouvisse a sua oração e lhe concedesse a oportunidade de ser mãe, ela dedicaria o seu filho ao Senhor, enquanto ele vivesse. O que aconteceu depois disto? Deus ouviu a oração de Ana e concedeu a ela um filho, que foi chamado Samuel e que, posteriormente, tornou-se um grande instrumento de Deus para o povo de Israel.
Só que a narrativa bíblica sobre Ana não terminou por aí. Nos versículos finais de 1 Samuel 1 podemos ler que esta mãe cumpriu o seu voto a Deus: ela consagrou Samuel ao Senhor, e ele tornou-se um grande profeta e juiz de Israel. Como mãe, posso afirmar que a história de Ana é um grande exemplo e um grande incentivo para mim. Ela foi uma mulher que confiou em Deus seja antes de ter o filho, seja depois do filho nascido (certamente, não foi fácil para ela deixar seu menino de mais ou menos três anos de idade no tabernáculo, num lugar estranho para ele, com pessoas que eram desconhecidas para Samuel).
Justamente pelo fato de Ana ter consagrado seu menino a Deus, ela conseguia confiar que o Senhor iria cuidar dele e proporcionar-lhe uma vida plena e realizada. A preocupação maior de Ana com relação a Samuel não era simplesmente se ele teria uma boa roupa, ou se estudaria numa boa escola, ou ainda se teria a melhor refeição possível. Todas essas são preocupações válidas, diga-se de passagem. No entanto, ao dedicar Samuel a Deus, Ana demonstrou que a sua maior preocupação era a de que seu filho conhecesse, amasse e servisse ao único e verdadeiro Deus. Este era o principal alvo de Ana como mãe: ensinar e incentivar o seu filho a ter um relacionamento com o Senhor, mesmo que para isso ela tivesse que deixá-lo no tabernáculo.
Estas atitudes de Ana, como mãe, precisam nos conduzir a uma reflexão sobre qual é o nosso principal objetivo: será que temos conduzido nossos filhos a Cristo? Será que temos nos preocupado verdadeiramente com a salvação deles? Será que temos trabalhado para que nossos filhos conheçam, amem e sirvam ao Deus Criador e Salvador? Ou será que temos estado tão atarefadas e preocupadas em suprir as outras necessidades de nossos meninos e meninas que temos nos esquecido da principal: que eles tenham um encontro com Cristo e dediquem a ele as suas vidas?
Nós sabemos que as outras necessidades de nossos filhos são importantes (se estão se alimentando bem, se estão sendo bem cuidados, se frequentam uma boa escola, se dizem “obrigado” ou “por favor”). No entanto, é imprescindível que eu e você reconheçamos que Deus nos chamou principalmente para que ensinemos a nossos filhos “os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez.” (Salmos 78:4). Com que objetivo fazemos isso? Para que eles coloquem a confiança em Deus; não se esqueçam dos atos do Senhor e obedeçam aos seus mandamentos. (Salmos 78:7).
Eu e você, como mães, fomos chamadas para ensinar e transmitir aos nossos filhos a respeito da salvação que está somente em Jesus. Eu e você também somos responsáveis por discipular a nossa descendência para que nossos filhos e filhas cresçam na graça e no conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo (2Pe 3: 18). E isso é uma das missões mais importantes para a qual Deus nos chamou e tem nos capacitado. Que, ao refletir sobre o exemplo de Ana, possamos educar nossos filhos e filhas reconhecendo que nossa maior prioridade deve ser a de ensiná-los a amar a Deus e a servi-lo de todo o coração, alma e entendimento!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infanto Juvenil Regional.

Você é um divergente?

Jesus não viveu em conformidade com os valores do mundo

É impressionante o número de postagens no Facebook, relacionadas à igreja. São pessoas que falam dela, bem ou mal, mas falam! Antes de falar lembremos: a igreja é agência do Reino de Deus, ela propaga o interesse de Deus governar todas as coisas. Ela foi comprada pelo sangue de Jesus e você que, um dia recebeu a fé, é parte dela. “Cuidado, dedinho, o que posta!” Será que os cristãos brasileiros tem sido divergentes? Você tem tido essa postura?
Os divergentes (aqui, sinônimo de cristão) são os que fazem parte do Reino de Deus. São chamados para fora do mundo (sistema), e por isso são opostos aos que fazem parte do mundo. Em João 17.14, Jesus apresenta alguns sinais dos que divergem do sistema: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou.
O primeiro sinal diz que “O divergente se opõe ao mundo por seguir a Palavra de Deus”. Como disse o Senhor: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou…” O cristão é divergente devido sua identificação com a Palavra de Deus, Palavra dada por Jesus, o Verbo encarnado (Jo 1.1). Jesus afirma em sua “oração sacerdotal”, que deu a Palavra do Pai aos seus discípulos. Essa palavra serve como o guia de vida. O Antigo e Novo Testamento são a Palavra de Deus. Os valores da palavra de Deus, vividos pelos “divergentes do Reino”, os fazem “santos no mundo” (Jo 17.17).
Em consequência dessa identidade com a Palavra, este mundo tem uma reação: ódio! Ódio pelos “divergentes do Reino”. Gente que se levanta contra tudo que se identifica com Deus. São pequenos “anticristos” que antecedem a encarnação, antes da Segunda Vinda do Senhor, na Grande Tribulação, do “Anticristo” (2Ts 2.3-4).
Não somos odiados, ou não devemos ser, por sermos crentes implicantes, mas por seguir a Palavra de Deus. Como nosso “Divergente Mestre” disse: “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.” (Jo 15.20).
O segundo sinal diz que “o divergente se opõe ao mundo por não se identificar com este sistema”. Jesus disse ainda em Jo 17.14: “… pois eles não são do mundo…”. Este mundo aqui não é o mundo físico, afinal, nas palavras do salmista: “Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” (24.1). Aliás, este mundo físico será restaurado pelo Senhor (Ap 21.1), depois dos mil anos no céu (Ap 21.1). O Senhor também não esta falando do mundo amado por Deus segundo João 3.16, alvo do envio do Filho. Neste texto, o mundo são as pessoas, amadas pelo Pai e alvos de sua graça salvadora; o mundo em voga aqui é o mundo como “sistema iniquo”, cujo governo é exercido pelo diabo. Nas palavras de João: “… o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1Jo 5.19b).
Sem negociar ou ceder valores
É este o mundo de onde o cristão foi tirado, e ao qual deve resistir. Não deve negociar ou ceder seus valores para ser bem aceito pelo sistema. Tiago nos alerta: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (4.4) E o que nos leva a entrar no sistema? O mesmo apóstolo responde: “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” (Tg 4:1-3) Veja: quando obedecemos nossos desejos egoístas, não estamos divergindo do sistema. Matar, invejar, usar de violência ou egoísmo, esta é a regra do sistema mundano.
Por isso, vale a pena repetir o apelo de Paulo: “E não vos amoldeis ao esquema deste mundo, mas sede transformados pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2) Pelo poder do Espírito podemos continuar afirmando e vivendo, os valores do reino de Deus, da Lei de Deus, afinal, somos sal da terra e luz do mundo (Lc 5.16-17).
O terceiro sinal fala que “o divergente se opõe ao mundo por imitar a Jesus”. Como concluiu Jesus: “Eles não são do mundo, como eu também não sou.” (Jo 17.14) O alvo de sua vida é em tudo viver para Jesus e como Jesus? Apesar de viver no mundo, “palco” de sua missão, Jesus não viveu em conformidade aos valores dele. Seus passos foram fazer a vontade do Pai, vontade essa que era considerada um motivo existencial para Jesus: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” (Jo 4.34)
A vontade do Pai é viver sua Palavra. É crer naquilo que Deus nos transmite no Antigo e Novo Testamento. É amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. A realização da obra do Pai é o engajamento na Missão de anunciar o evangelho a toda criatura até que Ele volte. A vida de imitação a Jesus nos convoca a andar guiados pelo “GPS” do cristão, a Bíblia Sagrada, e viver em comunidade, na vivência dos mandamentos mútuos (uns aos outros); é também praticar o bem a todos os homens: na vizinhança, na escola, trabalho, política e demais setores da sociedade.
Temos então que nos manter firmes em seguir nosso “irmão mais velho” (no sentido de exemplo, não de tempo); devemos vivenciar nossa divergência para com o mundo, no Espírito de Cristo: paz, amor, misericórdia e justiça. Vamos seguir os mandamentos aos cristãos deixados em Hebreus 12.2: “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.
Permanecer em Cristo é nosso dever! Perseverar até o fim é nosso caminho. Três imagens nos ajudam a clarear os pensamentos: a corrida é a primeira. Em Hb 12:1, lemos: “… corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta.”. Outra imagem que temos para a perseverança é a luta. É o que vemos em 1Co 9:26b: “… assim luto.
A última imagem que apresentamos é a guerra. O cristão é um soldado que anda conforme a vontade daquele que o alistou para o serviço do bom combate. É isso que Paulo diz, em 2Tm 2:3: “Participa comigo dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus.” Sejamos corajosos! Sejamos divergentes, sabendo que: “… o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (1Jo 2.17)

Andrei Sampaio Soares presta auxilio pastoral à IAP de Pedreira (zona sul de São Paulo) e colabora com o Departamento de Educação Cristã (DEC).

Desacelere!

“A velocidade que emociona é a mesma que mata”

O ritmo anda acelerado. Praticamente não conseguimos nem uma paradinha rápida que seja, aquele necessário pit stop. Todos estão apressados. Para o lado em que olharmos, tem gente perdendo a hora, gente atrasada, gente afobada, gente correndo.
Estamos todos envolvidos na corrida. Os riscos são muitos. A falta de tempo para poder dar um tempo de qualidade, via de regra, acaba sendo fatal. É quando, sem perceber, sem que se queira, a família, os amigos, a fé, a comunhão, enfim, tudo e todos que de fato importam, vão descendo para planos inferiores. Afinal, estamos na corrida, não podemos perder posição, aliás, queremos é ganhar posições, ultrapassar, vencer o outro.
Sem nos darmos conta, tudo vai ficando acelerado, pois é o ritmo que nos acostumamos e que nos engoliu. O cônjuge está falando, o sacerdote está pregando, os pais estão aconselhando, os professores estão ensinando, os instrutores estão orientando, a moçada está questionando, o desesperado está desabafando, o arrependido está confessando, enfim, cada um na sua realidade está tentando falar, se expressar, mas se quiser uma pálida atenção, tem que ser rápido! Senão, a audiência simplesmente aciona o botão de desligar. Temos pressa, não temos mais tempo para o fogão a lenha, exigimos que tudo aconteça na velocidade do micro-ondas.
Parece que nossa sociedade se esqueceu da sabedoria que ela mesma ensinava: a pressa é inimiga da perfeição. Já não se desenvolve nas crianças a prática da observação, da reflexão, do pensamento. O que se faz é colocar tecnologia nas mãos destas crianças, um smartphone com internet, por exemplo. E pronto, o estrago está feito. Ali, no mundo digital visível através da tela, cada criança vai acelerar e antecipar destruidoramente, por exemplo, as descobertas do sexo, da pornografia, da violência, da droga, dos vícios, entrando numa corrida perigosa demais, e tudo acompanhado pela incompetência, indiferença e descaso de muitos pais que, lógico, estão correndo demais para prestar atenção nos perigos que os filhos correm em suas próprias corridas.
Das corridas, o momento aguardado e comemorado, é aquele da bandeirada final, momento no qual se vence a prova. Na corrida da vida a vitória não está em ser o primeiro, mas em concluir, chegar, receber a bandeirada final.
Nas corridas não faltam emoções. Carros com design arrojados, verdadeiras máquinas de voar sobre o asfalto. Ultrapassagens, manobras ousadas, velocidades extremas em cada reta, enfim, emoções a cada volta, a cada curva. Na corrida da vida, idem, uma emoção atrás da outra, algumas de tirar a fôlego e, a cada etapa, a esperança de receber a bandeirada final.
Meu conselho: desacelere! Nenhum de nós aguenta o ritmo alucinado que a sociedade impõe. Siga no ritmo que Deus determinar. Não se sujeite ao capricho e a pressão de outros senhores. Eu sei, a velocidade é emocionante. Mas outro dia li, na traseira de um caminhão, uma frase atribuída a Ayrton Senna, que deveria nos fazer pensar: “A velocidade que emociona é a mesma que mata.”
Se de fato a frase foi dita pelo Senna, é trágica e irônica ao mesmo tempo. Que as nossas ironias não se transformem em tragédias, antes, com humildade e reverência, que a gente saiba seguir no fluxo do Espírito, acelerando e desacelerando segundo a soberania dele, aquele faz tudo perfeito no tempo exato até a bandeirada final.

Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP) e integra o Departamento Ministerial – Convenção Geral e Paulista.

É tudo uma questão de escolha!

Defendemos a prosperidade bíblica, mas não manobras dos “estelionatários” da fé

“É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera! Não é o caso dos ímpios! São como palha que o vento leva.” (Salmo 1:3-4)
Recentemente, vi uma postagem na rede social Facebook, que dizia:
“Tinha um carro, mas agora tenho dois; Conheci Jesus e ele me ensinou a conquistar!”
Em contrapartida, na mesma postagem, havia outra frase combatendo a primeira, e esta segunda dizia:
“Tinha um pão e agora tenho só meio pão; Conheci Jesus e ele me ensinou a dividir!”
Quando vi esta postagem, fiquei pensando nos renomados pregadores da atualidade que tem dito tanto sobre a famosa “prosperidade!” Não há como negar que este assunto se tornou alvo de milhares de pregadores dos nossos tempos. Será que a Bíblia fala sobre prosperidade? Pregar sobre isso é pecado?
Não é pecado pregar sobre prosperidade, até porque a Bíblia nos dá base para isso, contudo, devemos relembrar que a prosperidade que deve ser pregada é uma prosperidade bíblica, não estas manobras de estelionatários da fé, que gastam todos os seus esforços para extorquirem os fiéis. Eles inventam de tudo. Vão de sabonetes a vassouras “ungidas”. Vendem “tijolinhos do céu”, fronhas e lençóis para sonhar os sonhos de Deus! Fazem de tudo para lucrarem às custas dos membros de suas igrejas.
De acordo com o dicionário InFormal, prosperidade “refere-se à qualidade ou estado de próspero, que, por sua vez, significa ditoso, feliz, venturoso.” Não é interessante que quando olhamos para este significado, não vemos nada referente à dinheiro?!
Acusar a famosa teologia da prosperidade não quer dizer que defendemos a teologia da miséria! A Bíblia me garante que se eu quero ser próspero, eu tenho que buscar caminhos para ser feliz. Quando eu encontrar a felicidade, então serei participante da prosperidade bíblica. O salmo primeiro nos mostra isso. O salmista Davi, sendo inspirado por Deus, faz a comparação entre o próspero e o miserável, mas vai utilizar dois tipos de pessoas, na visão de Deus: o justo e o ímpio.
O livro de Salmos começa dizendo: “Feliz o homem que não anda segundo o conselhos dos ímpios…”. Consegue notar que o homem que foge das propostas dos ímpios é feliz? Em momento algum o salmista me diz que não posso ter contato com tais pessoas (ímpios), mas a ideia que ele quer passar, é que não posso nem devo me conformar com tais atitudes que os ímpios têm. O Senhor nos diz que nossa pátria está nos céus, de onde vem nosso Salvador  (Filipenses 3:20), portanto, devemos entender que as atitudes dos ímpios os satisfazem no momento, mas logo após, não há sentido algum. Não devemos aceitar tais atos.
Benefícios para com Deus
A pessoa próspera tem benefícios para com Deus, pois o salmista nos lembra que participaremos da congregação dos justos e que seremos lembrados pelo Senhor. Temos aqui uma alusão ao livro do Apocalipse, quando no capítulo 19 e versículo 9, vemos o anjo dizendo para João escrever: “Bem-aventurado aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro.” Somos felizes por sabermos que Cristo muito em breve voltará.
O que me chama a atenção também é que no versículo 3, do Salmo 1, eu leio que “tudo quando eu fizer, será próspero”. Deus não vai me dar nada de graça. Se eu cruzar meus braços esperando que Deus me mande tudo o que eu preciso, não vou obter nada. Lembremos que colheremos aquilo que plantarmos, mas se eu não plantar, o que irei colher? Se eu fizer a vontade de Deus, buscando nele a felicidade verdadeira e obedecendo à sua vontade, tudo quanto eu fizer será abençoado. Exatamente, tudo! Talvez agora você se pergunte: mas, se eu fizer algo de errado, como, passar alguém para trás, eu ainda irei prosperar?! Bem, o salmista diz que prosperarei em tudo, porque se eu fizer a vontade de Deus e não me conformar com este mundo, eu jamais farei tal coisa, pois sempre me afastarei de tudo o que desagrada a Deus.
Em contrapartida, os ímpios não obtém êxito em seus feitos. A começar pelo fato de que o salmista Davi diz que eles são como a palha que o vento espalha. Eles não tem raízes, não possuem fundamentos, não contém bases sólidas que garantem segurança em meio aos vendavais. São levados por ventos de doutrinas e por coisas banais que qualquer um diz. Estes também não participarão da congregação dos justos e o fim deles será terrível.
Vamos lançar mão de tudo o que nos impede de vivermos uma vida próspera! Busquemos a felicidade em Deus. O Evangelho de Mateus, no capítulo 5, vai nos mostrar uma ótima receita para sermos felizes. Jesus diz que precisamos ser humildes, assim como ele é. Precisamos de mansidão, de fome e sede de justiça, precisamos ser misericordiosos, precisamos promover a paz! Fazendo isso, seremos prósperos.
Não vamos trabalhar para amontoar dinheiro nesta terra! Daqui não levaremos nada. A Palavra de Deus me garante que não tenho nenhum proveito em ajuntar dinheiro aqui e perder minha salvação. Portanto, vamos seguir a recomendação de Cristo: “Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus”; (Mateus 5:12a).
O que você quer ser: próspero ou miserável? Feliz ou triste? É tudo uma questão de escolha!

Lucas Timóteo Moraes é professor da Escola Bíblica na IAP de Japurá (PR).

Quando a máscara cai

Porque sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; porque o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já não faço eu, mas o pecado que habita em mim.” (Romanos 7: 18-20)
Estive pensando sobre o carnaval. Já é possível ouvir as músicas e ver os comerciais. Para muitos, o ano “começa” somente após este evento que mobiliza o país inteiro. Várias pessoas curtem muito bem o carnaval – dançam, pulam, gritam, outros passam a noite em casa, assistindo o desfile das escolas de samba. Outros passam os cinco dias de carnaval em retiros espirituais, onde se afastam de todo tipo de desagrado a Deus, que esta festa carnal pode oferecer.
Porém, para as pessoas que estiveram no carnaval, chegou o momento de retirarem a máscara e observarem que tudo não passou de pura vaidade. Salomão, em todo seu vigor, no auge de sua mocidade, vivencia momentos prazerosos, tais como o carnaval. Ele se deleita nas bebidas, nas noitadas de festa, na mulherada, e depois de provar tudo isso, conclui, ao final da vida, que tudo é vaidade. Que nada faz sentido. Que tudo é uma grande inutilidade.
Coloquei-me a pensar também na quantidade de “crentes” que procuram o sentido da vida no carnaval. Pessoas que estão na igreja aos sábados de manhã e aos domingos, mas que decidem, vez por outra, reverenciar o inimigo, fazendo sua vontade. O carnaval acaba, mas muitos continuam com suas máscaras.
É neste exato momento que sua máscara cai.
Enquanto você está com a máscara, ninguém te reconhece. Eles olham para você e não conseguem ver sua identidade. É isso mesmo que o inimigo quer: que eu e você percamos nossa identidade de cristão, de cidadãos do “Reino do Filho de seu amor”. O nosso adversário utiliza suas armas contra nós. O apóstolo Paulo já havia nos recomendado que o bem que queremos fazer, este não fazemos, mas sim, o mal que não queremos. Isso se deve ao fato de nossa carne ser uma arma utilizada por nosso adversário contra nós mesmos. A Bíblia já havia dito, também, que, na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26:5). Portanto, nossa carne é usada constantemente pelo inimigo para nos atacar.
Minha preocupação também aumenta por saber que a máscara não existe só no carnaval, mas existem muitos cristãos usando máscaras em todos os lugares. A máscara nos impede de mostrarmos ao mundo quem nós realmente somos. Muitos estão usando a máscara do medo, a máscara do ódio, a máscara do “querer ser superior”, a máscara da vergonha, da angústia, da insegurança, da vingança, da traição, do adultério, do abandono, do egoísmo. Muitos sobem nos púlpitos trajados de belos ternos, belos vestidos, mas com máscaras horrendas, que impedem a igreja de ver a glória de Deus.
Por isso, devemos seguir o conselho de Paulo que, inspirado pelo Espírito Santo, diz para retirarmos nossos véus e refletirmos como um espelho a glória do Senhor (2 Co 3: 15-18). Fazendo menção a Moisés, Paulo diz que o véu impedia o povo de ver a face de Moisés, logo após ele ter descido do Monte, ao ter falado com Deus. A glória de Deus estava sendo refletida através da face de Moisés e por isso ele utilizava o véu.
Infelizmente, hoje, muitos estão usando o véu ou a máscara e não estão mais refletindo a glória de Deus. Quando a máscara cair, nós poderemos novamente refletir como um espelho a glória de Deus e, então, seremos transformados na mesma imagem, a Bíblia nos garante. Tiremos as máscaras para nunca mais usá-las. Por que se não a tirarmos, um dia ela cairá por si mesma, e aí já será tarde demais.

Lucas Timóteo Moraes é professor da Escola Bíblica na IAP de Japurá (PR).

ORAÇÃO – A CHAVE QUE ABRE PORTAS INCONTAVEIS

Em Lucas 11: 9 e 10 lemos: “Por isso lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. 10 Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta”. Esses dois versículos são parte da parábola do AMIGO IMPORTUNO. Porque importuno? Porque ele foi à casa de seu amigo a meia noite pedir pães emprestados para oferecer a outro amigo que chegara de viagem em sua casa àquela hora da noite. E há de convir comigo, ter que pedir algo emprestado a alguém já é um inconveniente terrível, ainda mais coisas básicas como pães, e ainda num horário totalmente impróprio, levando em consideração que naquela época, diferente dos nossos dias, nas cidades grandes, eles dormiam bem cedo, a semelhança das pessoas que moravam nos campos onde não tinham energia elétrica e nem aparelhos eletrônicos. Por isso ele foi considerado importuno. Jesus utiliza essa parábola para nos dar uma incrível lição sobre a persistência na oração. No versículo 8 ele diz: “Eu lhes digo: embora ele não se levante para dar-lhe o pão por ser seu amigo, por causa da importunação se levantará e lhe dará tudo o que precisar”. Jesus foi um exemplo em tudo e, sobretudo, quando falamos de oração não ousamos citar outro exemplo, a não ser o Dele. Sua vida e seu ministério foram pautados na oração, e por causa disso, seus discípulos lhes pediram: “… Ensina-nos a orar…” (Lucas 11:1). O detalhe pra nós hoje, é que estamos totalmente convencidos da importância da oração, temos revelado o ensino que os discípulos pediram a Ele, enfrentamos lutas todos os dias, enfermidades e diversas outras aflições e temores por dentro e por fora, mas mesmo assim oramos pouco, encontramos muitas dificuldades para mantermos uma vida de oração que se aproxime um pouco daquilo que o Pai espera de nós. O pastor e escritor Arival Dias Casimiro, citando Martinho Lutero disse que: “A oração é o suor da alma”. Utilizando-se do nosso contexto ultramoderno, podemos dizer que “A oração é uma self da alma”. Quando oramos sinceramente, sondando os nossos corações, descobrimos realmente quem somos e temos mais certeza que não podemos continuar assim. A oração revela quem somos e nos dá a oportunidade de mudarmos. Nunca a nossa oração irar mudar a Deus e suas ações, Ele é imutável, mas quando oramos, mudamos a nós mesmos e aprendemos a viver segundo a vontade de Deus. Nesse momento você, eu, e outras inúmeras pessoas estamos precisando de oração, entre elas o pastor Celson Pereira de Souza da IAP Boliviana que está na UTI do Hospital San Juan de Dios em estado gravíssimo, devido ao acidente sofrido na última segunda-feira, por volta das onze horas da noite. Se una a toda à família promessista e vamos utilizar essa chave (oração), e pedirmos a Deus que abra a porta da restauração completa na vida do pastor Celson, e que de forças e conforto a sua esposa diaconisa Claudete e também a seus três filhos, Lucas, Leticia e Joel, bem como a todos os demais familiares. Em nome de Jesus.

Pastor Magno Batista da Silva

Ano novo

Olhando para o passado, presente e futuro

Mais um ano que se inicia. Um novo ano, novos objetivos, novas metas e oportunidades. Proponho fazermos cinco perguntas neste momento, como: O que devemos celebrar em relação a 2015? O que devemos esquecer de 2015? O que devemos melhorar em 2016? O que precisamos começar em 2016? O que devemos aprender em 2016? Para termos um ano diferente positivamente, precisamos olhar as circunstâncias com o olhar de Jesus.
Devemos olhar para o passado e agradecer pela fé que venceu a dúvida, a esperança que superou o desespero, a coragem que foi fundamental em meio ao sofrimento, os “nãos” que serviram para o nosso amadurecimento e o sacrifício de Cristo, que venceu a morte, nos garantindo assim a vida eterna (1 Jo 2.25). Olhar para trás ajuda a fazer autocrítica, conservar o coração agradecido, reviver bons momentos e renovar as esperanças.
Devemos olhar para o presente, fazer um balanço de como está a nossa vida pessoal, familiar, profissional, relacional e, acima de tudo, espiritual. Analisar o nosso relacionamento com o próximo, verificar se temos sido realmente mordomos fiéis com tudo o que Deus nos tem dado e se a nossa vida cristã tem O agradado. Decida ser uma pessoa melhor neste ano que está chegando!
Por fim, devemos olhar para o futuro com bastante esperança e alegria, pois Deus nunca se esquecerá de nós (Is 49.15), Jesus prometeu estar conosco até a consumação dos séculos (Mt 28.20) e o Espírito Santo nos guiará sempre em toda a verdade (Jo 16.13). Se agirmos assim, certamente haverá bom futuro para nós, e a nossa esperança não falhará (Pv 23.18).
Mantenha firme os olhos em Cristo, o autor e consumador da nossa fé! Entregue o seu caminho ao Senhor, confie nele e ele agirá! Descanse e espere nele! (Sl 37:5 e 7) Que nesse ano de 2016 você deseje estar no melhor lugar do mundo: o centro da vontade de Deus!
Um feliz 2016 repleto das bênçãos do Senhor!
Ms. Diego da Silva Barros é diretor da União da Mocidade Adventista da Promessa e coordenador de Missões e Evangelismo na IAP em Piedade (Rio de Janeiro, RJ).

O que vem pela frente?

É sempre notório no final do ano as TVs abertas anunciarem as suas atrações, filmes, seriados, novelas etc. O lúdico é alimentado, os produtos comerciais são vendidos e os telespectadores são alimentados com sonhos temporais ilusórios. Depois “adeus ano velho feliz ano novo”, a rotina começa novamente até a próxima data que os termômetros comerciais derem picos de boas vendas novamente. Assim, muitos vão vivendo sem atinar para Cristo, Sua vinda, Sua vontade. Esta é a realidade da pós-modernidade, fé fria, calculista, mais servindo à criatura que ao Criador, as “coisas” de Deus ficam em segundo plano.
Deus já nos falou faz tempo sobre o que virá acontecer, e como será o desenrolar profético… “Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade.” (Isaías 46:10). O fator predominante no ano de 2016 é qual será seu diferencial?
Que tipo de cristão serei em 2016? Aquele que luta com muita garra e abnegação pessoal para que vidas sejam salvas em Cristo, bem como que novos conversos sejam edificados e  ganhem maturidade? Sabemos que Cristo está vindo muito breve, o que nos resta fazer é salvar “alguns com temor, arrebatando-os do fogo.”(Judas 1:23).
Enquanto esse dia não chega, conviva bem em comunhão dentro da arca divina, a Igreja que você congrega. Aprenda com Cristo a perdoar. Faça valer em você e na sua família, nos irmãos de fé, os valores do evangelho de Cristo e, principalmente, a esperança que tem na volta eminente de Cristo. Lembre-se que, para os oito que se salvaram dentro da arca, mesmo com o pacto de Deus com Noé, não foi nada fácil passaram por muitas privações, mas não abandonaram o barco, mesmo que o dilúvio tenha tido duração total de 1 ano e seis dias.
O que vem pela frente na sua vida pessoal? Creia em Cristo, que o escolheu para o louvor da sua glória e viva confirmando a sua fé, sem vacilar, sem “inventar modas”. Continue olhando para o alvo, Cristo. O que vem pela frente? O céu, a Nova Jerusalém, o galardão preparado por Deus para aqueles que amam servir e adorar a Cristo.

Período de lembranças

Seja grato por tudo o que viveu e não se esqueça que Deus continua ao seu lado, todos os dias do novo ano

Quantas pessoas procuram manter viva algumas lembranças de familiares, amigos, pessoas que, na jornada da vida surgiram e de repente, foram para longe, personagens públicos, artistas e atletas! Porém, algo ficou gravado e traz boas lembranças…
Lembranças… Quantos ficaram admirados e sem palavras quando foi apresentada a notícia de que o homem pisou na lua!
Lembranças… Do primeiro emprego, o dia em que foi contratado, a primeira semana, o primeiro pagamento, o que foi feito com ele, a experiência profissional adquirida e as conquistas…
Lembranças… Dos atletas que conquistaram medalhas de ouro, da medalha de bronze conquistada, que valeu como se fosse ouro. As seleções que fizeram história mesmo sem ganhar o campeonato mundial, mas deixaram uma lição de amizade, de entrosamento, garra, paixão e vontade de vencer, expressão nítida ao final de cada partida por muito suor e lágrimas!
Lembranças… O dia em que compramos o primeiro carro, a primeira volta, que dificuldade! Envolvido por expectativa, talvez ansiedade, medo, mas com muita alegria pela conquista!
Lembranças… Dia em que conheceu a pessoa amada, cujo amor foi crescendo a cada dia e hoje são felizes!
Lembranças… O dia do nascimento do filho, a expectativa no centro cirúrgico, o primeiro banho, a saída do hospital, os primeiros passos, as primeiras palavras, o dia em que começou a andar de bicicleta e por um segundo a queda e algumas feridas que serviram para o crescimento e aprendizado de que a vida é feita de surpresas e quedas. Mas que é importante sempre levantar e recomeçar…
Lembranças… Do primeiro dia de aula, os professores, os colegas, os lanches, os afetos e os desafetos, as alegrias e as angústias, os erros e os acertos, as lutas com as vitórias e os dias em que faltou pouco para vencer!
Lembranças… No final de ano, as reuniões de família, os bens comprados com o 13° salário e muitas economias realizadas durante o ano! Mas era tudo com muito amor, sinceridade e alegria.
Lembranças… “Não esconderemos dos nossos filhos, mas falaremos aos nossos descendentes a respeito do poder de Deus, o Senhor, dos seus feitos poderosos e das coisas maravilhosas que ele fez. O Senhor deu leis ao povo de Israel e mandamentos aos descendentes de Jacó. Ordenou aos nossos antepassados que ensinassem essas leis aos seus filhos para que os seus descendentes aprendessem, e eles, por sua vez, as ensinassem aos seus filhos. Assim eles também porão a sua confiança em Deus; não esquecerão o que ele fez e obedecerão sempre aos seus mandamentos. Eles não serão como os seus antepassados, um povo rebelde e desobediente, que nunca foi firme na sua confiança em Deus e não permaneceu fiel a ele”. (Salmo 78:4-8 NTLH)
Lembranças… Que somos ovelhas e não bodes (Mateus 25:31-46), que devemos ser mansos e humildes de coração (Mateus 11:29), que devemos celebrar e servir ao Senhor com alegria (Salmo 100).
Lembranças… De orar pelos presos, da hospitalidade, do amor fraternal, da comunhão;, da paz com todos e a santificação que é preciso para ver o Senhor (Hebreus 12:14), de orar e amar os vossos pastores que vos falaram da palavra de Deus e que Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente. (Hebreus 13:1-8)
Lembranças… A vida é um dom de Deus! A família, o presente de Deus! A Palavra de Deus promove vida, alegria, amor e esperança para viver bem!
Lembranças… De Cristo, suas promessas, seus ensinos, os milagres que ele realizou… é importante ter a fé, viver com esperança, porém o mais importante é esperar com fé… com o coração ardendo pelo grande amor de Deus o Pai, que entregou o Filho para morrer e salvar a humanidade, o amor do Filho por nós, sendo nós ainda pecadores e inflamados pelo Espírito Santo que habita e intercede por nós e nos faz lembrar de tudo o que precisamos para vivermos felizes para sempre com Cristo!
Dia após dia e a cada ano novo… Não esqueça, que ele está ao seu lado e permanecerá até o fim! Ele vai voltar! Amém!
 
Pr. Sandro Soares Lima, da Convenção Paranaense

"Zé, cuida do menino!"

Imagine a cena: Maria super atarefada depois de um dia inteiro de trabalho. José já encerrou as atividades na carpintaria e está disponível para ajudar, aí, ouve o pedido da esposa, “Zé, cuida do menino!”, e lá vai José acalmar o choro do pequeno Jesus. Já pensou?
A roda de 2015 girou e outro natal chegou. Presépios e cantatas estarão a disposição por todos os lados relembrando a história do menino Jesus, o bebê que nasceu em Belém trazendo paz na terra aos homens de boa vontade.
Saia um pouco do calendário que tem um feriado com extremo apelo comercial e emocional. Agora tente entrar em outro cenário, a humilde casa que abrigou a infância do menino Jesus.
Ele brincava? Chorava? Tinha dor de barriga? Derrubava coisas? Fazia suas manhas? Tropeçava nos primeiros passos? Tenho para mim que sim, tudo isso e muito mais viveu o garoto Jesus. E por vezes, como é natural em qualquer lar, o pai precisava ajudar. Portanto, eu quase consigo ouvir o pedido de Maria, “Zé, cuida do menino!”
Um dia Jesus nasceu no meu coração. Alegria indizível passou a fazer parte de mim. Tudo mudou. E continua mudando até hoje. A forma de ver a vida, como encarar desafios, como me relacionar, enfim, foi e é uma alegria que fez a vida virar 180º.
Hoje, o “Zé” sou eu. A voz que José, o carpinteiro da Galileia ouviu tantas vezes, agora sou eu que ouço: “Zé, cuida do menino!”. Pense na responsabilidade, na diversão, na alegria, na seriedade que é cuidar de um bebê, um garoto, um menino.
Apesar do mundo podre, ameaçador e violento que nos cerca e assusta todos os dias, “cuidar” do menino que nasceu e faz morada em mim possibilita ver o que a vida tenta tirar de nós, a beleza, a doçura, a pureza, o respeito, a decência, o brilho no olhar.
Ser um “Zé” me faz feliz. Ser um “Zé” me faz descer ao nível do menino, ir brincar no chão com o bebê, interagir na linguagem possível ao menino. É só aí que reconhecemos o Salvador. Basta lembrarmos que quem primeiro reconheceu aquele bebê como o Messias foi outro bebê, quando ambos, João e Jesus, ainda estavam no ventre de suas mães.
Jesus nasceu! Preciso cuidar da minha fé e deixar meus ouvidos sempre atentos: “Zé, cuida do menino!”
 
Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP) e integra o Departamento Ministerial – Convenção Geral e Paulista. Fonte: Sou da Promessa

Pastor urbano

Os desafios e contradições que temos pela frente

Conversando com um colega pastor que vivenciou a experiência de ter sido um pastor rural, pois a extensão de seu campo pastoral envolvia irmãos que moravam em sítios, ele disse que a alegria e a satisfação dos irmãos compensava em muito o esforço empreendido. Esta forma de pastoreio teve êxito há alguns anos atrás.
Mas e hoje, quais os desafios de um ministério pastoral urbano?
É sabido que na década de 60, durante o governo de Juscelino Kubitschek, houve um grande investimento no desenvolvimento das grandes cidades da região Sudeste. Com isso, tivemos uma grande migração para os centros urbanos mas a infraestrutura dessas cidades foi comprometida e ainda sofre, com a atuação de vários grupos que, desordenadamente, lutam por espaço.
O que fazer para alcançar os grupos que vivem em prédios? Os grupos dispersos que vivem sobre as calçadas, na mendicância? Pessoas que vivem em comunidades carentes? Além de lugares como a Cracolândia?
Entendo que o pastor urbano precisa conhecer o seu tempo, as oportunidades que lhes são disponibilizadas, bem como o grande volume de problemas sem solução pertinentes a estes tempos modernos. Os filhos de Issacar estudavam o seu tempo para encontrar soluções que ajudassem a todos na batalha (I Crônicas 12.32). Josafá entendeu que o ensino didático, sistemático e comunitário era necessário em todo Judá (2 Crônicas 17.7-10). Habacuque compreendeu que a mensagem precisava ser legível, registrada em pedra para que pudessem ler os que passassem correndo (Habacuque 2.2).
Como encontrar um denominador comum, que englobe de forma cristocêntrica, bíblica, dinâmica todas essas situações?
Exerça seu pastorado baseado nas ações de Jesus, isso o levará a “fazer o bem” (Atos 10.38), num sentido amplo de alcançar grupos anteriormente mencionados e outros. Pastoreei usando as ferramentas de políticas públicas (sem se corromper no sistema), assistência social, ferramentas tecnológicas meios de comunicação disponíveis.
A honestidade ministerial, somada ao que Jesus faria, nos levará a manter as ovelhas no aprisco do Bom Pastor (João 10.1-7) afagadas, cuidadas, bem tratadas, equilibradas, satisfeitas, alimentadas, providas em tudo. (Bispo Josué Adam Lazier).
É muito diferente de mantê-las num curral, tratadas com sal, ração sem afetividade, são ovelhas, e não gado. Falsos pastores não empregam esforços salvíficos, pois apascentam a si próprios com claro e evidente interesse financeiro e de poder temporal.
As contradições, bem como os desafios, tendem a crescer para um pleno cumprimento do que já foi vaticinado. Cabe-nos ser aqueles pastores que, como Jesus fez em relação a Deus, cumpriu sua justiça, amou os seus até o fim, tornando-se o sumo pastor das ovelhas.
Que, como John Wesley, possamos dizer;” A minha paroquia é o mundo ” e estejamos dispostos a servir a todos aqueles que precisam do auxílio do Senhor.

Pr. Omar Figueiredo dos Santos é responsável pelas IAPs em Jardim Paineira e Itaquera, na Convenção Paulistana Leste.

Sempre deem graças!

É… Acreditemos ou não, estamos no último mês de 2015. Tenho a impressão que os dias têm passado voando. Parece que foi ontem que celebrávamos o início de mais um novo ano, e agora ele praticamente se foi. E com que sentimento chegamos ao final de mais esta etapa? Não sei como foi o seu ano, mas quero lhe desafiar a agradecer a Deus.
O título deste texto está presente em Efésios 5:20: “Sempre deem graças por tudo a nosso Deus e Pai, no nome do nosso Senhor Jesus Cristo” (Nova Bíblia Viva). Este trecho bíblico traz um desafio importante para todo cristão: uma chamada às ações de graças. Um cristão não é alguém cheio de choradeiras, lamúrias e lamentações, mas alguém cheio de ações de graças. É o seu caso? Vamos entender este texto?
Em primeiro lugar, reflitamos sobre o significado de ações de graças. O texto diz: deem graças. Mas, o que é ação de graças? É o ato de expressar ou manifestar gratidão, em reconhecimento a benefícios recebidos. Quem o faz, reconhece que as dádivas das quais é alvo não podem ser atribuídas a si próprio. Elas foram concedidas de modo imerecido e amoroso. Quando rendemos ações de graças, de certa maneira, o fazemos como uma resposta a favores imerecidos. Mas, a favores imerecidos da parte de quem?
Em segundo lugar, reflitamos sobre o destinatário das ações de graças. Quem deve receber ações de graças, de acordo com o texto de Efésios, em questão? O texto diz: Deus, o Pai. Ele é a fonte de toda dádiva. Ele é quem está assentado no trono e conduz a história da humanidade. É o Pai quem tem conduzido a sua vida até aqui, e lhe ajudado a superar seus desafios, lutas. É Ele quem esteve ao seu lado nos momentos difíceis! É Ele que, de maneira imerecida, tem nos ajudado! Ao Pai, ações de graças!
Em terceiro lugar, reflitamos sobre a extensão das ações de graças. Pelo quê se deve dar graças? O texto diz: por tudo. Devemos agradecer a Deus por todas as bênçãos que recebemos. William Hendriksen afirma que devemos agradecer por bênçãos físicas ou espirituais; ordinárias ou extraordinárias; passadas, presentes ou futuras; pelas bênçãos recebidas e as ainda não recebidas. Enfim, devemos louvá-lo por tudo. Só não pelo mal. O marido não vai louvar a Deus pelo adultério da esposa. Os pais não vão louvar a Deus pela embriaguez do filho. Os filhos não vão louvar a Deus pela morte dos pais. “Não podemos louvar a Deus por aquilo que ele abomina” (John Stott). Contudo, mesmo nestas situações difíceis, os crentes em Jesus aprenderam a não blasfemarem contra Deus ou discutirem com ele, mas a confiarem no seu amor paterno. Existe um Deus soberano que controla todas as coisas, e, até mesmo situações adversas, podem ser revertidas para o bem (cf. Rm 8:28) e no final das contas, produzir crescimento. Então, frente às tragédias e dissabores causados pela existência do mal, os cristãos devem das graças a Deus por ele ser Deus, e porque podem confiar nele, mesmo diante da dor.
Em quarto lugar, reflitamos sobre a ocasião das ações de graças. Quando devemos agradecer a Deus? O texto diz: sempre. Não existe um único momento em que o nosso Pai amoroso não esteja com o seu olhar sobre nós. Ele nos assiste o tempo todo! O Todo dia é dia de agradecer a Deus. O Pai é bom o tempo todo; o tempo todo é tempo de agradecê-lo. Agradeçamos continuamente! Louvemos antes das batalhas! Louvemos depois das batalhas! Louvemos sempre!
Em quinto lugar, reflitamos sobre a maneira das ações de graças. Como devemos agradecer a Deus? O texto diz: no nome do nosso Senhor Jesus Cristo. É por meio de Jesus que somos agraciados com todas as sortes de bênçãos. Se não fosse Jesus, não poderíamos ser chamados filhos de Deus, não podería-mos ser salvos, não seríamos justificados. É por causa de Jesus que somos o que somos: cristãos. Agra-deça sem esquecer-se que os méritos das bênçãos alcançadas não são seus, mas dele! Ele os alcançou na cruz!
Você pode, agora mesmo, dizer obrigado a Deus, o Pai, em nome de Jesus, por tudo o que viveu em 2015? Pela doce certeza de que o Pai o acompanhou e o acompanha até agora? Faça isso! Faça hoje! Faça sempre: dê graças a Deus!
Pr. Eleilton William de S. Freitas congrega na IAP em Vila Maria e é colaborador do Departamento de Educação Cristã (DEC) da Igreja Adventista da Promessa.