Respeitando nossa humanidade

Você já se sentiu exausta emocionalmente e incapaz de pronunciar uma simples oração?

A forte pressão que enfrentamos para apresentarmo-nos sempre fortes e espiritualmente firmes, por vezes, não nos deixa espaço para extravasar nossos sentimentos e emoções.
Vivemos momentos difíceis dentro do nosso mundo eclesiástico. Nossos líderes estão sofrendo, enfartando, alguns desistindo do ministério e da vida. Nossas mulheres estressadas, solitárias e entristecidas.
Fomos ensinados a não confiar em sentimentos, pois são falíveis. Aprendemos que em nossa vida espiritual eles são a última coisa em que se deve confiar, pois podem comprometer nossa espiritualidade. Desta forma, pensamos que devemos ignorá-los. Esta, no entanto é uma forma errônea de agir.
Deus criou o ser humano pra sentir uma variedade de emoções. Não devemos ignorá-las ou suprimi-las, mas cuidar delas.
Somos treinados a abordar a vida por meio de “fé e de sentimentos”. Seguindo esta ordem nossos sentimentos “menos nobres” como raiva, medo e tristeza devem ser suprimidos para não atrapalhar nossa jornada espiritual. E o que fazemos? Suprimimos, pois acreditamos não ter permissão para admiti-los ou expressá-los.
A negação de dores, perdas e das emoções ao longo de nossa trajetória torna-nos menos humanos. Trancamos nossas emoções e vivemos “vidas ocas”, nas quais sorrimos e todos acreditam em nossa “vida feliz”.
No entanto, como ouvir Deus e avaliar o que sinto com o coração tão fechado? Sentimentos fazem parte de nossa humanidade. Nosso Deus é pessoal e somos a sua imagem. Quando expressamos diante de Deus o que sentimos temos a oportunidade de avaliarmo-nos, trabalhar nossos sentimentos e aprender o significado bíblico de cada um deles.
Fomos criados à imagem de Deus, isto inclui todas as dimensões: física, espiritual, emocional, intelectual e social. Ele nos fez pessoas completas. Ao ignorarmos qualquer um destes aspectos teremos como resultado consequências destrutivas em nosso relacionamento com Deus, com o próximo e conosco.
A nossa jornada para viver a espiritualidade emocionalmente saudável começa com o “permitir-se sentir”.
A Bíblia relata que Jesus entristeceu-se (Mt. 26.37b).
Fomos feitos à semelhança Dele, e parte desta semelhança é sentir. Ser discípulo dele implica passar pelos os sentimentos, refletir sobre os mesmos e, então, ponderadamente, responder a cada um deles sob o senhorio de Jesus.
“Criou Deus, pois o homem a sua imagem e semelhança.” (..) “E viu Deus que era bom.” (Gn. 1.26). Inclusive nossos sentimentos (nossa humanidade).
Para refletir :
“A verdadeira vida espiritual não é um escape da realidade, mas um total compromisso com ela.” Scazzero (*)
1. Como anda minha saúde emocional? Dê uma nota de 0 a 10.
2. Tenho tido facilidade para expor os meus sentimentos a Deus?
3. Carrego algum sentimento oculto que me impede de viver minha espiritualidade de forma saudável.
Algumas atitudes nos ajudam a lidar com as situações mencionadas.
1. Aceitar nossa humanidade.
A Bíblia não esconde as falhas e fraquezas de seus heróis: Moisés, Davi, Jonas, Eliseu viveram momentos difíceis. Todos nós somos incompletos e falhos.
2. Não encobrir nossa fragilidade.
Outro grande homem de Deus, o apóstolo Paulo, reconheceu sua fragilidade e afirmou que o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza (2 Co 12.7-10).
3. Manter-se em alerta.
Quando não processamos perante Deus exatamente os sentimentos que nos fazem humanos, esses acabam saindo de outra forma.
O trabalho para Deus que não seja nutrido por uma profunda vida interior com Deus acabará por ser contaminado por intrusos como desejo de poder, o ego e necessidade de aprovação.
*Scazzero, Peter. Espiritualidade emocionalmente saudável: desencadeie uma revolução em sua vida com Cristo, São Paulo: Hagnos, 2013 ,pg 34- 45.

Missionária Ilma Farias de Souza é pedagoga e educadora cristã, da Igreja Batista Nova Jerusalém, em Santos (SP)

Somente a Escritura

“Sola Scriptura”, a Palavra de Deus revelada ao ser humano

“Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver.” (2 Timóteo 3. 16)
Qual é a importância da Bíblia Sagrada para a minha vida? Com certeza, esta é uma pergunta que muitos de nós já fizemos e respondemos de forma afirmativa ou negativa. A resposta para tal questão vai influenciar nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações, pois independente do que pensamos a respeito da Bíblia, ela é a Palavra de Deus revelada ao ser humano. Justamente por saber e reconhecer a importância da Bíblia Sagrada para o homem é que a Reforma Protestante enfatizou como um de seus pontos fundamentais o seguinte princípio: sola scriptura (somente a Escritura). Os reformadores sabiam que somente a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus para o homem. Este é o assunto da nossa reflexão desta semana.
Atualmente, a Bíblia é o livro mais vendido da história, com cerca de 6 bilhões de cópias. Esse dado demonstra a busca do homem para conhecer Deus e a sua vontade. Mas, relacionadas a esta questão, podemos fazer algumas outras perguntas muito importantes também: qual a importância da Palavra de Deus para a minha vida? Será que sou capaz de reconhecer que somente a Bíblia é a Palavra de Deus para o homem? No caso de uma resposta afirmativa, tenho lido, estudado e praticado os ensinamentos que estão registrados nas Escrituras? Ou tenho procurado conhecer a vontade de Deus de outra forma ou através de outras pessoas? Somente a Bíblia Sagrada e seus ensinamentos e orientações têm sido suficientes para mim?
Charles Spurgeon, um dos maiores pregadores cristãos modernos disse que “a Bíblia fala no tom de voz do próprio Deus”. As Escrituras (nome dado por Jesus para a Palavra de Deus em Mateus 21: 42 e 22: 49) contêm a mensagem de salvação do evangelho de Cristo. Somente a Bíblia é a Palavra de Deus, na qual o Senhor e Criador de todas as coisas revelou a sua vontade para o ser humano. Ela possui a resposta para os nossos dilemas e nos ajuda a enfrentar e vencer os desafios do nosso dia a dia. Você deseja conhecer mais a respeito de Deus e da vontade dele para a sua vida? Leia, estude e pratique os ensinamentos que estão registrados nas Escrituras.
É a Palavra de Deus que pode nos proporcionar força quando estamos desanimados, esperança em meio à desesperança, consolo em momentos de angústia e tristeza. Além disso, a Bíblia nos aponta o caminho em que devemos seguir, sempre demonstrando a vontade do Senhor para nós. Sua mensagem principal enfatiza a misericórdia e o amor divinos no que se refere a cada um de nós. Ao longo dos seus 66 livros, observamos o plano de salvação que o Senhor preparou para o homem ser realizado. Exatamente pelo fato de as Escrituras serem reveladas como a verdade de Deus para nós, podemos conhecer e experimentar da graça divina em nossas vidas, ao recebermos paz, perdão e salvação em Cristo. E também, através da sua Palavra o Senhor nos mostra o que significa viver para ele, por ele e nele, sempre o glorificando em todas as situações que vivermos.

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Somente a graça

“Sola gratia”, o maior presente que recebemos

“Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça.” (João 1:16).
Em que consiste a graça de Deus? A Bíblia Sagrada nos ensina que a graça divina é o seu favor imerecido sendo concedido para a humanidade. Neste mês em que estamos refletindo sobre os cinco pontos principais da Reforma Protestante, agora vamos meditar sobre a graça de Deus, pois ela é um dos pontos bíblicos principais enfatizados pelos reformadores.
Já abordamos a importância da fé para a nossa justificação diante de Deus e para o perdão dos nossos pecados. E isso está profundamente relacionado à graça divina, pois somos justificados unicamente e apenas por causa da graça do Senhor, através da nossa fé em Cristo. Num mundo cada vez mais “carente de graça” é muito importante que eu e você saibamos e possamos reconhecer que a graça divina é o maior e melhor presente que o “Deus de toda a graça” (1Pe 5.10) poderia nos dar. A Palavra de Deus é categórica ao ensinar que somos salvos não por nossos próprios méritos ou ações, mas sim pela graça. E isso é magnífico, pois a graça não depende do que fizemos por ou para Deus, porém, é o precioso presente que representa o que ele fez por cada um de nós. Ou seja, a salvação origina-se na graça de Deus, é realizada por meio também desta graça e concretiza-se na vida dos pecadores (como eu e você) através da graça.
É pela graça que somos salvos, justificados, transformados e santificados em Cristo Jesus. Todos nós estávamos mortos em nossos pecados e nossos erros. No entanto, Deus disponibilizou a salvação através do sacrifício de Jesus para toda a humanidade, por meio de sua infinita graça. Da mesma forma, é a graça que remove as nossas culpas diante do Senhor e a consequente punição do pecado, modifica o nosso interior, e gradativamente, purifica a nossa vida através da ação do Espírito Santo.
Ao reconhecermos o maravilhoso dom de Deus que é a sua graça ao pecador, tornamo-nos conscientes de que não temos o que oferecer a ele em troca de nossa salvação. Além disso, abrimos mão de qualquer orgulho ou arrogância, pois entendemos que não podemos cooperar com a nossa salvação de forma alguma, já que ela é o resultado da maravilhosa graça de Deus. E isso deve motivar cada um de nós a amá-lo, adorá-lo e servi-lo de todo o coração, alma e entendimento. Não existe problema, circunstância ou pecado capaz de nos afastar da graça do Senhor. Sendo assim, podemos agradecer ao Senhor e nos aproximar cada vez mais dele, pois é através de sua graça que somos alcançados pelo evangelho de Cristo. Jesus é presente de Deus para o ser humano. A salvação está profundamente relacionada ao que Cristo fez na cruz por nós: morrer pelos nossos pecados. Mas, isso é assunto para o próximo artigo…
Finalizamos esta reflexão intercedendo ao “Deus de toda a graça” para que ele continue derramando “graça sobre graça” sobre a nossa vida e a de todos aqueles que confiam em Cristo e entregaram suas vidas a ele.

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Somente Cristo

“Solus Christus”, outro pilar da Reforma Protestante

“Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo,” 1 Tessalonicenses 5:9.
Vamos abordar mais um princípio bíblico muito importante, que foi utilizado como um dos pontos principais da Reforma Protestante: Solus Christus (Somente Cristo). Num período em que as pessoas buscavam outros mediadores para chegarem a Deus e para serem salvos, os reformadores acharam muito importante reforçar que somente através de Cristo o homem pode ser salvo.
E neste período em que vivemos, será que é muito diferente? Vemos muitos homens e mulheres buscarem a Deus por meio de inúmeros caminhos diferentes. Também observamos que as pessoas procuram a salvação de inúmeras formas. Mas, o que a Bíblia Sagrada nos ensina a respeito dessas questões tão importantes para o ser humano?
Conforme a Palavra de Deus, Jesus Cristo é o único e verdadeiro caminho para nos aproximarmos de Deus, conhecermos a ele e firmarmos um relacionamento íntimo e sincero com o Senhor. É Jesus quem sacia a nossa “fome” de Deus e de nos entregarmos a ele. Além disso, a nossa salvação está somente em Cristo: foi ele quem morreu numa cruz para perdoar as nossas culpas e salvar-nos da condenação do pecado. Ele é o único caminho para a vida eterna e para a nossa salvação.
Como já até mencionamos nas reflexões anteriores, não existe outra pessoa que possa nos redimir e nem outra maneira de sermos salvos, já que a nossa justificação e salvação acontecem apenas por intermédio de Jesus. Sendo assim, o que podemos fazer diante deste fato tão importante? Eu e você devemos entregar as nossas vidas a Cristo e reconhecê-lo como nosso Senhor e Salvador para que tenhamos a vida eterna e sejamos salvos.
Ao depositarmos completamente a nossa fé em Cristo, Deus, pela sua graça, nos concede o perdão dos pecados e a salvação. Portanto, sem Jesus o homem não pode ser salvo, já que a salvação pode ser recebida exclusivamente por meio da fé no sacrifício de Cristo. Ele é a fonte da salvação para todo aquele que nele crê.
Num mundo cada vez mais relativo, em que cada um tem a sua verdade, é muito importante reconhecermos que Jesus completa a nossa vida, nos traz vida abundante e nos concede a vida eterna. Somente ele pode restaurar o nosso interior e transformar a nossa história, dando um sentido pleno à nossa existência. Mesmo sendo Deus, Jesus veio a este mundo, nasceu e viveu como um de nós para libertar e salvar todo aquele que nele crê e se rende à sua soberania e ao seu senhorio. Com certeza, isso é um grande motivo para que cada um de nós ame ao Senhor Jesus, cumpra a sua vontade e dedique-se a ele todos os dias que viver. Para conhecer um pouco mais sobre Cristo e sobre a vontade “boa, perfeita e agradável” (Rm 12: 2) é necessário ler e estudar a Palavra de Deus. É justamente sobre ela que vamos refletir no próximo artigo.

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Príncipes e princesas

Neste Dia das Crianças, vale a pena refletir sobre como estamos tratando nossas crianças

Atualmente é assim que as crianças são chamadas pelos pais, avós, tios e amigos da família. Desde a gestação quando o assunto é referente ao bebê o tratamento é o mesmo: nosso príncipe ou nossa princesa. Este hábito é facilmente verificado nos últimos tempos, tanto nas conversas, quanto nas postagens da família e dos amigos em relação às crianças, nas redes sociais. Razões para isso não faltam. O mundo todo assistiu embevecido a pompa e o esplendor, veiculados por todos os tipos de mídia, do último casamento real inglês, do príncipe William com Kate Middleton. O mesmo foi feito quando do anúncio da gestação e do nascimento do bebê real, fruto da união, que contemplou a todos os mortais comuns com uma explosão de imagens de uma criança linda, fofa, famosa, rica e herdeira do título real.
O mundo da animação não deixa por menos. Estamos vivendo uma overdose de princesas e príncipes. A maioria dos lançamentos de filmes de animação tem um personagem da realeza como foco principal. Uma produção dos estúdios Disney colocou dose dupla de princesas no desenho “Frozen”. Logo em seguida, lançaram o filme da Cinderela, interpretado por humanos. É evidente que isto gera um mercado para vender os mais variados produtos decorrentes da fama dos personagens entre as crianças e os adultos.
As famílias, por sua vez, influenciadas pela publicidade e pelo modismo, são levadas a imaginar que, realmente, elas têm um príncipe ou uma princesa em casa, dignos de tudo que envolve o título. As crianças, é claro, estão cada vez mais convencidas da “nobreza” dada a elas, e não deixam a desejar, usando e abusando das regalias que lhes são concedidas. Afinal, príncipes e princesas não podem ser contrariados, passar necessidades ou ter qualquer tipo de aborrecimento ou sofrimento. Nasceram para reinar! O resultado é que, muitas vezes, o relacionamento da família com as crianças acaba confuso, sem que haja uma definição clara sobre o papel a ser desempenhado por cada parte. Os primeiros frutos dessa inovação não têm sido nada doces. As crianças estão muito difíceis no trato, não somente para a família, mas também para outras pessoas que lidam com ela fora do círculo familiar. Qual seria, então, a maneira equilibrada de valorizar a presença da criança na família?
É evidente que a chegada de uma criança concentra todas as decisões e ações de uma família. Na criança é centralizada toda sorte de expectativas, anseios e realizações. O mundo passa a girar em torno de um ser indefeso, frágil e totalmente dependente. O medo do insucesso em relação ao futuro da criança, em um mundo como o que estamos vivendo, corrompido e destituído de valores como moral, ética e fé, é real, por mais despreocupada que uma família possa ser. No entanto, não podemos nos esquecer que apesar de toda a aparente inocência, a criança também é herdeira do pecado (Rm 3:23), e que sofre com as consequências deste, sendo sujeita aos riscos que esta triste realidade impõe.
Nesta época do ano em que as crianças são homenageadas, aproveite para dar às suas crianças, além do presente comemorativo, o melhor dos presentes. Entregue a elas a chave da felicidade! A chave é Jesus Cristo. Ele mesmo disse: Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. (Mc 10:14). Elas podem continuar a serem seus príncipes e suas princesas, porém, tanto você quanto elas precisam ter a noção correta da verdadeira situação do ser humano, independente da idade, e saber que Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19:16), e que todos precisam dele para a salvação, e assim poderão ter a concreta promessa de possuir um reino eterno.
Quando temos a compreensão correta de quem é o Soberano e a ensinamos às nossas crianças, oferecemos a elas um presente maravilhoso com garantia eterna de felicidade, além da certeza de reinar com Cristo. Da mesma forma, quando as regras da Palavra de Deus passam a orientar os relacionamentos familiares, os papéis que cada um devem desempenhar se tornam nítidos e a submissão ao senhorio do Senhor Jesus Cristo abre espaço para que toda a família comece a experimentar da grandeza do reino de Deus ainda nesta vida, usufruindo de maneira sadia a bênção de ter crianças em casa.
Famílias com crianças abençoadas, regradas, fortes espiritualmente e herdeiras do reino celeste é a proposta do Rei e Senhor Jesus Cristo. Entreguemos a Ele o comando das nossas vidas e de nossas crianças, para que estas tenham a chance de aprender dele e com Ele através do ensino, da oração e do bom exemplo deixado pelos seus responsáveis. Dessa forma, elas terão a gloriosa oportunidade de se tornarem verdadeiramente príncipes e princesas e reinar com Cristo para sempre.
Veja dicas de programação com as crianças para o mês de outubro: http://fesofap.portaliap.org/?p=10216&preview=true

Dsa. Rute de Oliveira Soares – Dijap (Departamento Infanto Juvenil da igreja Adventista da Promessa) Convenção Geral

Pastores esgotados

Epidemia – outro pastor que se esgota

A dor de um pastor é intensificada debaixo de impiedosos holofotes, enquanto a dor de outro é desconhecida. Ambas doem igualmente.
Não fica mais fácil. Não importa quantas vezes você ouça sobre isso. E estamos ouvindo muito sobre isso ultimamente. Em números epidêmicos.
Outro pastor anunciou à sua chocada congregação que ele não podia mais. Ele os amava. Ele estava orgulhoso do trabalho do Reino que haviam feito juntos por anos. Mas suas prioridades estavam desajustadas. Ele havia posto todo seu tempo e energia na igreja e havia negligenciado sua própria saúde espiritual e emocional. Ele pediu à congregação que orasse por ele e sua família enquanto enfrentavam a próxima fase difícil de suas vidas – sem saber o que esta fase traria.
Então ele reuniu a congregação de 20 pessoas na frente da igreja para orarem juntos uma última vez. Ele por eles. Eles por ele e sua família. Oraram, abraçaram, choraram e disseram adeus.
Enquanto escrevo esse artigo, aquele pastor está encaixotando seus pertences numa van para se mudar da pequena cidade que eles chamaram de lar por mais de uma década. Por agora, eles vão viver com os pais da esposa para se recuperarem.
Infelizmente, aquele pastor não foi o único a ter uma história dessas. Aconteceu com centenas. Este ano, milhares vão deixar o ministério, esgotados e machucados. De igrejas grandes e pequenas, em crescimento e estagnadas. Ouvimos quando os pastores famosos desistem ou se esgotam. É o preço da fama. E é muito alto. Tanto o sucesso quanto as falhas são ampliadas. Mas um preço diferente é pago por aqueles que não são conhecidos fora de suas famílias e pequena congregação.
Enquanto os sucessos e dores de pastores conhecidos são destacados, os sucessos e dores de pastores de igrejas pequenas são ignorados e esquecidos. Ambos são igualmente machucados. Ambos carregam o peso dos problemas que os levaram a deixar a igreja, e frequentemente o ministério. A dor do pastor da mega igreja é intensificada por falhar debaixo das luzes da ribalta, enquanto que a dor do outro é aumentada por cair no anonimato. Esquecido por quase todos. Ambos os cenários são tóxicos. Eles entristecem o coração de Jesus, prejudicam Sua igreja, devastam com as famílias dos pastores, arruínam ministérios e tornam difícil aos membros da igreja confiar num pastor novamente – ou confiar em Deus novamente.
Não precisa ser desse jeito. Não deveria ser desse jeito.
Precisamos abandonar as expectativas não bíblicas que foram colocadas nos ombros dos pastores. Ou que nós próprios colocamos nos nossos ombros. Pastores nunca foram destinados a carregar esse fardo tão grande. Nenhuma pessoa é capaz de ser pregador, professor, “lançador de visão”, CEO, líder, evangelista, ganhador de almas, angariador de recursos, conselheiro matrimonial, e todo esse modelo de virtude que esperamos que os pastores sejam – muitos deles enquanto trabalham a tempo inteiro fora das paredes da igreja.
Mas tem sido assim por tantos anos que às vezes parece uma locomotiva sem freio que não pode ser parada. Precisa ser parada.
Ninguém pode parar essa locomotiva a não ser nós, pastores.Precisamos dizer “não”. Para alguns de nós, isso significa dizer não às expectativas irracionais dos nossos membros, diáconos e oficiais da denominação. Mas para todos nós significa dizer não às nossas próprias expectativas não bíblicas. Dizer não a um paradigma que nós construímos e perpetuamos em volta de uma combinação dos nossos egos e inseguranças.
Nós não somos os construtores da igreja, Jesus é. Não somos capazes de nos matarmos de trabalhar emocionalmente e espiritualmente sem que alguma coisa quebre dentro de nós.
Não podemos continuar nos forçando fisicamente com poucas horas de sono, muita comida e pouca atividade física.
Não podemos continuar negligenciando nossas esposas e famílias enquanto queimamos a vela dos dois lados e não esperar que todo mundo – nossas famílias, igrejas e nós mesmos – pague um enorme preço por isso.
Precisamos redefinir com que o sucesso ministerial se parece, porque muitas pessoas boas estão sendo machucadas enquanto perseguimos nossa atual e insuportável versão de sucesso.
Faça uma pausa hoje. Respire. E ore.
Ore pelos pastores feridos, conhecidos e desconhecidos, que deixaram uma igreja que eles amavam – e talvez ainda amem.
Ore pelos pastores famosos sofrendo debaixo da insuportável luz da ribalta.
Ore pelos pastores desconhecidos que se sentem perdidos e esquecidos.
Ore pelas famílias que suportaram anos de dor em silêncio, e que agora têm suportado ainda mais.
Ore pelos membros da igreja que não sabem se se sentem bravos, tristes ou outra coisa.
Ore para que o Deus que prometeu que Seu jugo era suave e o seu fardo leve, alivie os fardos mais pesados que nós colocamos sobre nossos próprios ombros. E que troque por Sua paz, Seu conforto e Sua esperança.”

Karl Vaters – Christianity Today

Somente a fé

Um dos cinco pilares da Reforma Protestante, que completa 499 anos

Outubro é considerado o mês da Reforma Protestante, pois no dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da Catedral do Castelo de Wittenberg, na Alemanha, as 95 teses. Essas teses abordaram alguns pontos importantes no que se refere à doutrina cristã, além de terem desafiado os ensinamentos relativos à penitência e à venda de indulgências. Tal atitude de Lutero é considerada como o início da Reforma Protestante, cujos princípios fundamentais são conhecidos como cinco solas (a palavra latina sola significa somente em português).
Essas cinco solas resumem os princípios teológicos básicos utilizados pela Reforma, que são imprescindíveis para a vida e para a prática cristã e que estão centrados na Palavra de Deus. São elas: Sola fide (somente a fé); Sola scriptura (somente a Escritura); Solus Christus (somente Cristo); Sola gratia (somente a graça); Soli Deo gloria (somente a Deus glória). Ao longo deste mês de outubro, estaremos meditando nestes princípios que são encontrados nas Sagradas Escrituras. Para iniciar esta reflexão, falaremos sobre o princípio que enfatiza a importância da fé para aquele que deseja dedicar sua vida ao Senhor: Sola fide (somente a fé).
A Bíblia Sagrada nos mostra claramente que somente por meio da fé podemos receber o maravilhoso presente que o Senhor nos concede em Cristo Jesus. É a fé em Cristo que abre caminho para a nossa salvação. Ela é a maneira e a condição para que o homem seja justificado diante de Deus. Todos nós estávamos mortos em nossas culpas, erros e pecados, mas, por meio da fé no sacrifício de Jesus, somos perdoados e podemos ter a vida transformada pelo Espírito Santo.
Vivemos num momento em que cada vez mais crescem o número de pessoas que acreditam que a salvação e o perdão dos pecados são o resultado de suas ações e méritos pessoais. Mas, a Palavra de Deus é muito clara em afirmar que somente pela fé em Cristo a salvação e o perdão dos pecados podem acontecer. É também através da fé que submetemos as nossas vidas ao Salvador e confiamos nele para nos salvar das trágicas consequências do pecado. Sendo assim, podemos nos perguntar: o que significa ter fé? Ter fé é confiar, é entregar-se total e absolutamente nas mãos de Jesus Cristo, reconhecendo a gravidade de nosso pecado e o quanto nós somos incapazes de libertar-nos desse pecado por mérito próprio. Portanto, ter fé significa também aceitar que não temos qualquer mérito em nossa salvação, pois o Autor da nossa salvação é Cristo Jesus.
Sendo assim, é muito importante compreendermos que o único evangelho verdadeiro que existe é o da substituição de Jesus em nosso lugar. É através desta substituição que Deus atribuiu ao Salvador o nosso pecado e por sua vez, nos atribuiu a sua justiça. Somos aceitos e justificados diante de Deus somente por causa do sacrifício que Jesus fez por cada um de nós. Justamente pelo fato de Cristo ter levado sobre si os nossos pecados e o castigo de nossa culpa, é que cada um de nós que cremos nele e a ele entregamos nossas vidas fomos perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. O evangelho vai revelar para cada um de nós não o que podemos fazer para alcançar Deus, mas sim aquilo que Deus fez por nós em Cristo Jesus, o Senhor e Salvador da humanidade.
É também por meio da fé em Cristo que somos consolados pelo Senhor e podemos superar e vencer os obstáculos da vida. Jesus não prometeu que viveríamos num “mar de rosas”, muito pelo contrário, ele nos disse que teríamos aflições (Jo 16: 33). Mas, ele prometeu que estaria conosco todos os dias da nossa vida, nos ajudando a enfrentar e vencer as dificuldades que estivermos enfrentando (Mt 28: 20). E isso é possível quando nossa fé está firmada somente em Cristo. É por meio desta fé que podemos nos aproximar de Deus, o Criador de todas as coisas e receber a salvação e o perdão dos pecados. E tanto a salvação quanto o perdão são concedidos pela graça divina. Mas isso já é assunto para a nossa próxima reflexão…
Que nossa fé esteja sempre firmada somente em Jesus, o Senhor e Salvador de nossas vidas!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Os desafios da esposa de pastor

A sensação de estar exposta em uma “vitrine 24 horas”

Ser esposa de pastor é um desafio, pelas expectativas geradas pela igreja e, em alguns casos, pelo próprio marido. Algumas esposas de pastores se sentem sufocadas e sobrecarregadas, por não saberem lidar com esse desafio. É a sensação de estar exposta em uma “vitrine 24 horas”. Pode parecer exagero mas é o que realmente acontece!
O grande desafio, pelo menos para mim, é tentar se equilibrar em ajudar a igreja e o marido, sem se sentir sobrecarregada. Isso é possível e gostaria de compartilhar algumas atitudes que têm me ajudado:
Excessos de compromissos
Tenho um acordo com meu marido de não assumir grandes cargos, mas ajudar no que estiver ao meu alcance. Mesmo porque é quase impossível conseguir conciliar uma responsabilidade muito grande e a agenda do pastor, e é necessário que a esposa o acompanhe, na maioria das vezes. Isso não só faz com que ele se sinta mais confiante e amado, como faz com que a comunidade veja que seu pastor tem uma mulher zelosa.
“O coração do seu marido está nela confiado; assim ele não necessitará de despojo. Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida.
Provérbios 31:11,12
Seu marido é sua prioridade
Ouvi uma amiga dizer que “ser esposa de pastor é um ministério, e sua principal preocupação deve ser com seu marido, pois ele cuida de uma comunidade inteira e quem cuidará dele? ” Isso é verdade! Por isso, faço a seguinte pergunta: o que tem ocupado mais seu tempo? Os filhos? Seu trabalho ou estudos? Invista tempo com seu marido. Devemos entender que Deus nos escolheu para ser esposa de nosso marido e isso deve ser encarado como um privilégio, não um peso.
Questão financeira
Li em um artigo que as esposas de pastores deveriam fazer um curso de como manter a casa suprida de tudo e andar com a família bem arrumada, com pouco dinheiro. ?! Pode parecer engraçado, mas é a realidade. Temos que nos preocupar com a vida financeira do marido. Ajudá-lo no que for necessário para não entrar em dividas ou para sair delas. Isto é uma tarefa difícil, principalmente para nós, mulheres, que gostamos de gastar (rs)! Mas conheço muitas esposas de pastores que buscaram opções, algumas resolveram trabalhar fora em funções diversas, outras investiram nos estudos e hoje são formadas com uma excelente carreira. E somaram no orçamento da família.”
“Ela nunca tem preguiça e está sempre cuidando da sua família” Provérbios 31:27
Não viva em função dos outros
“Não deixe que a opinião dos outros regule a sua vida. Respeite a sua própria opinião e não viva em função daquilo que os outros esperam que você seja ou faça.”
Aprendi isso há pouco tempo, quando eu entendi quem eu era. Quando eu entendi que precisava respeitar meus limites. Ajudar é bom, mas a partir do momento que você quer provar ou mostrar algo que você não é, pode ter certeza de que você não está caminhando de maneira correta.
“A formosura é uma ilusão, e a beleza acaba, mas a mulher que teme o Senhor será elogiada.” Provérbios 31:30
Ore por seu marido e pela igreja
Esteja em constante oração, pois os ataques do inimigo estão por todos os lados, principalmente, na família do pastor. Devemos pedir ao único e poderoso Deus que proteja nossa casa e a igreja dos ataques do inimigo. A oração do justo é poderosa e eficaz.
É uma honra ser casada com um pastor
“Apesar dos desafios entenda que é uma honra caminhar, chorar, sorrir, dormir e acordar ao lado de alguém que foi separado por Deus para ser seu ministro aqui na terra. Alguém que, um dia. achou uma mulher que o escolheu e ele a escolheu para estarem juntos, até que a morte os separe.”
“A casa e os bens vêm como herança dos pais, mas do Senhor, a esposa prudente”. Provérbios 18,22.

Verônica Braz é estudante de psicologia e casada com o Pr. Samuel Braz, da Convenção Paulistana Leste da IAP. Publicado originalmente em seu blog: https://meusolharesblog.wordpress.com/

Tempos pós-modernos

Absolutos relativos são a única certeza

O fim dos absolutos foi uma marca anunciada, avisada e fartamente explicada como um dos pilares da pós-modernidade. Hoje, a realidade está consolidada, já não temos absolutos. O amor é líquido. A verdade é servida em mesas de self service com inúmeros pratos, de sabores diversos, mas todos afirmando que são a verdade, independente de quantas verdades estejam sendo servidas.
É praticamente impossível acompanhar a velocidade das mudanças atuais. Fatos, fotos, eventos, dramas, denúncias, tragédias, escândalos, leis, crimes, explorações, abusos, injustiças. Todos os dias e em volumes incontroláveis, vai se desenrolando uma confusa história, difícil de ser interpretada dada a complicação e a bagunça entre certo e errado, entre falso e verdadeiro.
Na falta de certezas, os absolutos são reduzidos a categoria de relativos. E essa é a única certeza que resta para os absolutos do passado: ser meramente relativos. O resultado é tristemente percebido no reflexo de uma sociedade que caminha sem saber para onde exatamente está indo.
Todo caldo filosófico atual conseguiu lambusar antigas convicções que dirigiam a vida. Vejo velhos amigos brigando por política, defendendo políticos e propagando partidos como nunca os vi em ação com relação às coisas da fé. É surpreendente. Antes, um pacato frequentador de igreja, um ajudador discreto, quase invisível. Hoje, um agitador irreconhecível, carregando todas as conveniências da piedade mas com atos e palavras totalmente antagônicos ao que é pregado pelo evangelho, negando a eficácia dela.
Vejo jovens sem propósito. Quebrando regras, leis, doutrinas. Impondo com sua peculiar rebeldia a agenda que julga a melhor. Questões como aborto, sexualidade, bestialidade e todas as experimentações que se imaginar são reduzidas a frases como “meu corpo, minhas regras”, “o corpo é meu, faço o que eu quero”. Ok, tudo isso é uma parte da verdade. A outra parte pouco a mídia divulga, pois não interessa. É a parte das consequências de cada escolha. Jovens estão morrendo de overdoses, com drogas sintéticas antes impensáveis, estão morrendo cheios de ilusões que só esvaziaram seus corações sem nada colocar no lugar a não ser mais ilusões, provocando ciclos e mais ciclos que terminam sempre em novas e profundas frustrações.
Vejo casais conformados com suas derrotas. Vivendo vidas mecânicas. Sem prazer no diálogo, no convívio, na cumplicidade, no amor, no carinho, no sexo. Famílias entregues as certezas dos absolutos relativos, “meus avós faziam assim, meus pais mudaram o jeito, nós estamos sem jeito e nossos filhos… terão jeito?”.
Vejo gente cega, surda, muda, imóvel. Gente que foi fulminada pela ganância, cobiça, orgulho e uma louca caçada por dinheiro. Conseguiu adoecer no caráter, espalharam destruição e dano em gente que nessa gente acreditou e, de repente, trapaça e traição foi só o que restou. Ética? Honestidade? Honra? Palavra? Esquece, são só absolutos relativos numa sociedade que deu as costas para antigos valores e antigas verdades e agora sofre as consequências das escolhas que fez.
Teve vacilo, dúvida, incerteza e angústia na Bíblia? Ou todas as narrativas bíblicas foram preenchidas por absolutos inquestionáveis? Certamente não, muitas dúvidas e questionamentos aparecem por toda a humanidade que povoa as páginas do livro sagrado.
Um exemplo está em João 14, onde encontramos muita ansiedade por resposta e direcionamento. Os discípulos haviam chegado num ponto sem saber que rumo tomar. Então fizeram o que todos devemos sempre fazer, perguntaram a Jesus qual o caminho, qual o rumo, como andar sem errar. Jesus deu uma resposta enigmática: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim.” Os discípulos queriam um mapa, um GPS, uma rota, Jesus porém ofereceu uma pessoa, ofereceu Ele mesmo. Ou seja, não vem ao caso a geografia da vida. Se riqueza ou pobreza, se saúde ou doença, se tristeza ou alegria, a verdade absoluta é uma só: o caminho é Jesus. Relativizar este caminho é o mesmo que errar absolutamente o destino da viagem.

Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP) e integra o Departamento Ministerial – Convenção Geral.

Que mal há em caçar Pokémons?

Nos últimos dias e semanas um dos assuntos mais falados é sobre o jogo “Pokémon GO”. Mesmo quem não joga ou não liga para isso, ouviu ou viu algo relacionando a isso. Se você não ficou nas últimas semanas em uma ilha deserta você sabe da febre que se tornou o Pokémon GO.
Até mesmo nas ilhas os jogadores procuram um Pikachu.
É um jogo da Nintendo em parceria com a Niantic, que atualmente desbancou todos os demais jogos, e se tornou o mais popular game para plataformas móveis, celulares e tablets. É o primeiro jogo da história a alcançar mais de dez milhões de downloads em apenas uma semana, e assim gerando cifras milionárias aos criadores. Pokémon significa “monstro de bolso”, uma criatura fictícia que tem se tornado viciante e aprisionadora para muitos. O problema não está no nome ou no jogo e sim em quem joga e da forma que joga. É fácil para os legalistas rechaçarem e dizerem que é do demônio e proibir ao invés de investir na espiritualidade dos jovens ao passo que eles entendam e discirnam as reais prioridades.
Nas últimas semanas emergiram nos noticiários vários acidentes de trânsito por conta desse jogo, onde pessoas dirigindo ficam procurando os Pokémons, pessoas distraídas com o jogo que atravessam a rua. Foi veiculado na mídia o caso de um menino que morreu afogado ao entrar em um lago para caçar Pokémons. Os alunos agora não estão prestando atenção às aulas, pois ficam procurando Pokémons enquanto o professor leciona. Alguns alunos, para burlar o professor que confisca os celulares, pedem para ir ao banheiro e são surpreendidos nos banheiros e pátios das escolas. Os Pokémons estão “escondidos” em todos os lugares e aqueles que baixaram o aplicativo do jogo em seus smartphones ficam procurando-os. É comum vermos vários adolescentes e jovens com seus aparelhos nas mãos procurando os Pokémons e/ou comentando onde os Pokémons estão escondidos. Pessoas têm perdidos seus empregos, em plena época de crise, pois viciados, jogam em horário de trabalho. Mais uma vez: o problema não é o jogo e sim quem joga e como faz do jogo a prioridade. Os que jogam dizem que o Pokémon GO é altamente viciante.
Sabe-se que os Pokemóns estão escondidos inclusive em igrejas e em cemitérios, e em tantos outros lugares. Como sabemos os cemitérios à noite são locais escuros e vulneráveis. O vazio interior do ser humano é tão grande que ele sempre buscou sanar esse vazio com diversas coisas, e no nosso contexto individualista e hedonista, características da pós-modernidade, esse vazio está se alargando. Esses jogos se encaixam bem na proposta moderna de preencher o vazio do ser humano, pois têm uma proposta de entretenimento. É bom se distrair e se divertir com jogos, mas é ruim sermos fisgados e ficarmos aprisionados ao vício do jogo.
Numa sociedade estranha como a nossa a proposta de entretenimento é fantástica, pois ela nos sequestra para uma realidade, mesmo que seja virtual, e nos leva ao divertimento e distração. O jogo nos leva para a virtualidade que nos distancia de tudo que nos aflige nesse momento, e assim como um entorpecente, fugimos para aquilo que dá prazer por alguns instantes, mesmo que isso seja momentâneo e passageiro. O esquema é se desligar de tudo e curtir o jogo. Demonizar o jogo é coisa para legalista que gosta de proibir por proibir. Vivemos no mundo que jaz no maligno e que está contaminado pelo pecado e nossa luta contra o pecado é com uma vida piedosa de leitura bíblica e devoção por meio da oração. Cheios do Espírito Santo, mostraremos aos nossos filhos, adolescentes, ovelhas, amigos e parentes “há tempo para tudo”, e que “o que contamina o homem é o que sai, pois sai do coração”, como Jesus já nos ensinou.
O Pokémon GO é apenas um jogo. Um jogo que suga as pessoas comuns que estão viciadas com a proposta virtual para o mundo virtual. O grande problema é que não somos virtuais e que o “mundo virtual” não existe, mas nós interagimos mais com o mundo virtual do que com o real. O jogo faz com que a pessoa pense que o mundo virtual é o seu mundo real. E isso provoca uma falsa realidade para a vida das pessoas, pois o mundo virtual é belo, fantasioso e recheado de entretenimento. Já vida real é marcada pela força, coragem, dor, suor, luta, sofrimento e por aí a fora. A virtualidade nos desumaniza e nos robotiza, fazendo com que nossas atitudes sejam determinadas pelo jogo e vício. O problema é que essas propostas de fugir da realidade para a vida virtual se torne uma fuga momentânea de um jogo e acabe se tornando um estilo de vida. Uma vida marcada pelo vício e que se refugia em caçar Pokémons. A realidade é a vida cotidiana.
Alguns caçam Pokémons, outras caçam motivos para demonizar os que caçam Pokémons e outros caçam estratégias para ensinar os filhos, adolescentes e rebanho a não cair nas armadilhas das propostas dessa fuga para a “vida virtual”. Creio que deveríamos aproveitar esse contexto como oportunidade para ensinar as próximas gerações amarem a Deus acima de tudo, assim eles terão como conviver e combater as propostas mundanas. Aproveitar a oportunidade para solidificarmos mais nossos ensinos e mostrarmos como as propostas dessa “vida virtual” é enganosa, falsa e alienadora. Se mesmo assim você quiser jogar Pokémon GO, jogue com moderação. Mas, não se esqueça de priorizar o Reino de Deus e de ensinar que o Reino de Deus está acima de todas as nossas prioridades.

Fonte: Jeferson Rodolfo Cristianini (Ultimato)

Quando o frio invade a igreja…

Não deixe de amar, não seja rebelde e não perca o propósito de Deus em sua vida

“E por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24:12 R.A.).
O inverno foi rígido neste ano! Mas a frente fria que passou nas primeiras semanas de junho e julho, nas regiões sul e sudeste do Brasil provocou um despertar para tirar os casacos do guarda roupas e preocupou muita gente! E infelizmente o frio intenso com temperaturas em algumas regiões próximo a zero e outras até abaixo de zero provocou a morte de pessoas. Que tristeza!
É preciso cuidados com o frio! Pois pode provocar doenças respiratórias como gripe, resfriado, alergias, asma e bronquite, com possibilidade até de morte.
Vamos pensar na situação da igreja, será que ela pode ficar fria? Em quais aspectos?
O frio pode invadir a igreja? Pode acontecer, se nas pessoas que a frequentam ocorrer o desamino! Pode começar com um pensamento: “Hoje eu não vou participar do culto porque está frio! Hoje tenho um compromisso”. Assim surgem várias desculpas. Chega ao ponto em que a pessoa esquece que um dia era membro de uma igreja. Mas graças a Deus pela vida dos pastores que não se esquecem das ovelhas de Cristo! E estão sempre a procurar e a chamar pelo nome. E principalmente o Supremo Pastor, o Cristo!
Não se esqueça do que está escrito na carta Aos Hebreus: “Não deixemos de congregar-nos… vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10:25).
O frio pode invadir o coração das pessoas quando elas deixam de amar! Amar a Deus, à família, ao próximo e à igreja. Pode começar com críticas, uma palavra mal interpretada, por um descuido sem querer, e talvez por não conversar com o irmão.
E assim acontece que o coração, o amor e a fé esfriaram! (Mateus 24:12).
O frio pode invadir a igreja por causa da rebeldia, dos erros, do coração endurecido à Palavra e ao Espírito Santo! Como aconteceu com a igreja de Laodiceia (Ap. 3:14-22), ficou morna, e Cristo ficou do lado de fora da vida daquela igreja. Ele bate à porta e quer entrar para fazer morada e avivar!
“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançara misericórdia” (Provérbios 28:13 R.A.).
O frio pode invadir a igreja por ela não ter, ou perder os propósitos da razão de existir! A igreja existe para adorar a Deus, proclamar Jesus Cristo e fazer discípulos. Quando a igreja faz muitas realizações, se ela entra apenas no ativismo religioso, para de crescer e pode começar a morrer! A igreja é viva quando cumpre sua missão, a comunhão com os amados irmãos e também ora a Deus e tem a preocupação da salvação dos familiares, amigos e vizinhos! Não desista da salvação da sua família e de uma vida!
Querido(a), não permita que as “frentes frias” que aparecem venham esfriar o seu amor para com o Senhor da Igreja!
Há pessoas que moram na rua pelos mais diversos motivos, pois saíram de casa. Buscam acolhimento no albergue. Mas no fundo do coração, o desejo é de estar em casa, com o calor da amada família e assim viver feliz! Para aqueles que, talvez, estão no frio da rua e sem igreja, que abandonaram ou sofreram, fica o encorajamento: volte logo para a casa e para os braços do Pai. Ele está esperando por você! A porta está sempre aberta! Com certeza existem pessoas que te amam de verdade. E você será bem acolhido!
Que a nossa oração seja sempre: “Senhor aviva-nos!”. Se envolva na participação do estudo da lição bíblica, frequente e adore ao Senhor nos cultos. Busque ao Senhor de todo o seu coração e forças. Reúna-se com sua família para adorar ao Senhor! Clame por Ele e busque ajuda! E o Senhor será sempre contigo e assim você estará protegido, mas não livre de possíveis tempestades e queda de temperatura. Mas haverá sempre uma chama a inflamar a sua vida: o grande amor do Pai, através da Graça e do poder (calor) do Espírito Santo! Amém!

O Cristo que traz esperança

Mesmo quando o cortejo da desesperança está presente

“E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão;
E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.
E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.
E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar.
E entregou-o à sua mãe.
E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.”Lucas 7:11-16
No decorrer da Bíblia Sagrada, encontramos o relato de oito ressurreições (fora a de Jesus). Destas, três podem ser encontradas no Antigo Testamento e 5 no Novo Testamento: o filho da viúva de Sarepta, o filho da Sulamita, o homem lançado sobre o sepulcro de Eliseu, a filha de Jairo, Lázaro, o filho da viúva de Naim, Êutico e Dorcas.
Mas vamos meditar sobre a ressurreição do filho da viúva de Naim. Em meio a um cortejo de desespero e desesperança, Jesus trouxe esperança e alegria para uma mulher que havia acabado de perder o que tinha de mais precioso, o seu único filho. Quantos de nós também temos sido assolados pelo desespero e pela desesperança? Quantos de nós não conseguimos ver uma solução para os nossos problemas e nossas dificuldades?
É interessante observarmos que ao chegar até a cidade de Naim, Jesus encontrou várias pessoas seguindo um cortejo fúnebre, acompanhando uma viúva que estava prestes a enterrar o seu único filho. Certamente, este cortejo estava marcado pelo desespero, tristeza e desesperança. Enquanto estavam saindo da cidade, as pessoas que faziam parte de tal cortejo encontraram-se com um grupo completamente diferente: são as pessoas que estão com Jesus. Tais homens e mulheres celebravam a vida, a esperança e a paz.
O cortejo fúnebre estava chorando a perda do filho da viúva, no entanto, algumas pessoas que faziam parte dele deveriam também estar se lamentando pela própria situação vivida por essa mulher. Naquela época, a mulher não possuía qualquer valor, era considerada alguém inferior. O valor de uma mulher estava atrelado ao homem: primeiramente seu pai e depois seu marido. Quando ficava sozinha, a mulher deveria arrumar um jeito de sustentar-se sozinha. No primeiro século, mulheres não podiam herdar propriedade dos seus maridos. As propriedades familiares eram transferidas aos filhos e, em casos especiais, para uma filha. Uma mulher viúva sem filhos estava completamente desamparada.
No caso específico desta mulher mencionada em Lucas 7, ela já havia perdido a sua fonte de segurança (o marido) e agora estava prestes a enterrar o seu único filho (que para ela, representava a esperança de dias melhores). A esperança dela de uma família feliz e de uma velhice tranquila e segura desmoronou.
Diante desse quadro desesperador, era natural que o cortejo fúnebre chorasse também pela desesperança, tristeza e desespero de ver as esperanças desta mulher serem sepultadas junto com o seu filho. No nosso caso, qual tem sido a razão da nossa desesperança ou do nosso desespero? É aquele problema que não conseguimos solucionar, aquela enfermidade que tem nos afligido, aquele pecado ou vício que não conseguimos vencer? Às vezes, ficamos como aquela mulher ou como algumas pessoas do cortejo fúnebre, chorando em meio à dor e à desesperança. Parece que nada e ninguém podem nos ajudar. Sentimo-nos abandonados por todos. Quem nunca se sentiu assim?
No entanto, algo estava prestes a mudar para a vida desta viúva: o versículo 13 nos mostra que Jesus a viu. Jesus viu a dor, o desespero e a desesperança desta mulher e foi ao encontro dela, ainda que ela não o tenha visto primeiro. Isso pode acontecer também conosco. Desesperamo-nos e nos desesperançamos com aquele projeto que nunca deu certo, aquele problema profissional complicado de resolver, a necessidade financeira que vivemos, a perda de um ente tão querido. No entanto, Jesus nos vê e deseja estar conosco! Em muitas situações nos sentimos tão desesperançados que não percebemos que Cristo está perto de nós, disposto a ressuscitar a nossa esperança, a nossa alegria e a nossa paz nele!
As pessoas do cortejo fúnebre choravam, mas elas também sabiam que nada poderiam fazer para ajudar aquela viúva. Porém, a Palavra de Deus nos mostra que quando Jesus viu a mulher, sentiu compaixão por ela. Cristo sabia bem quais eram as dificuldades e limitações que uma mulher sozinha enfrentava, e assim, teve grande misericórdia dela. Da mesma forma, Cristo age conosco: ele tem misericórdia de nós. Ele se importa com a nossa vida e atua em nossa vida com graça e compaixão. Nada pode nos separar do seu amor que se renova todos os dias, manhã após manhã.
Cristo faz mais do que sentir: ele quebra o protocolo, pára o cortejo e ordena ao rapaz que se levante. Diante de um cortejo de desesperança, Cristo traz a esperança para essa mulher ao ordenar que seu filho morto levante-se. Por isso, podemos ter a convicção de que em meio à desesperança, à dor, ao desespero causado pelas lutas, pelos problemas, ou pelo pecado, somente Cristo pode trazer esperança para nós. Ele é a fonte e a razão de nossa esperança!
No versículo 14, podemos ler que Jesus deu a ordem e o menino ressuscitou! Nós que somos mães, podemos bem imaginar a alegria desta mãe em ver o seu filho ressuscitado! Além do filho, Jesus ressuscita também a esperança, a alegria e a paz desta viúva! Ele demonstrou para ela e demonstra para cada um de nós que não há dificuldade ou adversidade que não possamos vencer, se estivermos com a fé alicerçada nele!
Finalmente, é interessante observarmos que quando a multidão comparou Jesus com um profeta, provavelmente estava comparando Cristo a Elias e Eliseu (que foram usados por Deus para ressuscitarem mortos (1 Reis 17: 18 – 24; 2 Reis 4: 32- 37). No entanto, estes homens tiveram de orar e esperar para que Deus devolvesse a vida a eles. Por sua vez, Jesus apenas ordenou e o jovem reviveu, numa clara demonstração de que era realmente o Deus que possuía poder e domínio sobre todas as coisas, até mesmo sobre a morte.
Sendo assim, confie em Cristo, e entregue sua vida a ele, pois somente ele pode perdoar os seus pecados e trazer esperança em meio à desesperança, alegria em meio à tristeza e paz em meio ao desespero!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

A vergonha se transformou em triunfo

Ao acender a Pira Olímpica, o atleta Vanderlei recebeu a honra que foi impedido de conquistar nas Olimpíadas de Atenas

Nas Olimpíadas de 2004: “…durante a disputa da prova de Maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas. Após liderar até o 36º quilômetro, o maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima foi atacado por um fanático religioso irlandês, o ex-sacerdote Cornelius Horan”, e foi impedido de conquistar a medalha de ouro. Devido este episódio, o maratonista brasileiro ganhou apenas a medalha de bronze.
Mesmo assim, ele continuou a corrida: “Por seu feito, seu espírito esportivo e humildade após a prova, Vanderlei recebeu a Medalha Pierre de Coubertin, considerada uma honra elevadíssima atribuída pelo Comitê Olímpico Internacional.”
Para a surpresa, alegria e emoção de todos os presentes no Maracanã e fora dele, depois de 12 anos, Vanderlei foi aquele que acendeu a Pira Olímpica nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, elevando o espetáculo a um grito que foi preso quando ele não ganhou a medalha de ouro em Atenas 2004.
Na programação, possivelmente quem faria um dos atos mais marcantes dos Jogos seria o Pelé, mas, Vanderlei foi o escolhido. Talvez, surpresa até para ele.
Aquela vergonha pública enfrentada pelo maratonista foi recompensada agora acendendo o fogo que simboliza o espírito olímpico, na presença de uma apoteose no Estádio, no Brasil e no mundo, que vibraram com a cena.
Esse fato lembrou-me de nosso Senhor, Jesus Cristo. Suas últimas horas foram de extrema vergonha e humilhação. Ele foi cuspido e surrado, com direito a bofetadas. Desde deboches e brincadeiras de “pique esconde” para saber quem lhe bateu (Mc 14.65).
No Calvário onde foi crucificado, o Cordeiro foi exposto à vergonha pública e universal. Seu corpo sangrando, sua língua pregada ao céu da boca de sede, a coroa de espinhos na cabeça, os pedidos para descer da cruz, nada o deteve ou o impediu de morrer por nós! (Mc 15. 30-31)
Nosso Cordeiro foi silenciado na morte, porém, ela não deteve Aquele que é o Senhor da vida (At 2.22-23)! Nosso Salvador, que morreu pelos nossos pecados, ressuscitou para nossa salvação! (Rm 4.25)
Hebreus 12.2 nos indica que, apesar da vergonha, sofrida, Cristo subiu aos céus depois de 40 dias após sua ressurreição, aparecendo a muitos (At 1.3). Aliás, o autor de Hebreus nos diz que Ele não desistiu da Cruz e não evitou ser humilhado pois, além de nos salvar, sabia da alegria que lhe estava proposta de voltar ao Pai, e assentar-se à direita de Deus.
Imaginemos a festa quando Jesus voltou ao céu? Ele foi glorificado e ainda derramou o Espírito sobre a Igreja (Jo 7.39; At 2.1-3) Uma alegria indizível em comparação à alegria que Vanderlei teve ao acender a Pira Olímpica. Por isso, continuemos na maratona da fé. Não deixemos de correr, pois chegaremos com a força da graça à gloriosa festa do Cordeiro!

Andrei Sampaio Soares é membro da IAP de Pedreira em São Paulo, colaborador do Departamento de Educação Cristã da IAP e articulista do site Além Blog.

Leve esta chama com você!

A tocha olímpica nos inspira a pensar em um Deus que nos incendiou com seu amor

Há algumas semanas, temos assistido várias cidades do Brasil recepcionando a tocha olímpica. Sempre é uma emoção. Passada de mãos em mãos por pessoas importantes para a sociedade. Muitos são os que falam sobre isso nas ruas, casas, lojas, empresas, escolas, por todos os lugares onde a tocha está passando. Em cada cidade, o acontecimento é anunciado nos jornais, na TV e também na internet. Em cada lugar, varreram ruas, pintaram calçadas, cercaram avenidas e mudaram o trânsito. Mas em meio a tudo isso, minha mente e meu coração estavam em outra chama. Que não posso chamar de olímpica, mas Divina.
Aqui, em Campo Mourão (PR), enquanto a cidade se preparava para receber a tocha, nossa igreja se preparava para receber a Ceia do Senhor. Enquanto a cidade falava daquela chama, nossa igreja orava para que Deus acendesse uma grande chama na vigília que estaríamos realizando.
Descobri a simbologia por trás do revezamento da tocha. Há muito tempo, quando ainda não havia os meios de comunicação que temos hoje, essa chama passava de cidade em cidade, avisando que as Olimpíadas estavam para começar. Pensando nisso, nós também carregamos uma tocha, não para avisar das Olimpíadas, mas sim, da vinda do Cordeiro, do Filho de Deus.
E em nosso coração está acesa uma grande chama. A chama de um Deus que se fez homem e habitou entre nós, provando que é possível viver em um mundo corrompido pelo pecado, sem pecar. A chama de um Deus que se fez pecado por amor a nós e nos deu a sua vida, abundante, plena e digna de ser vivida. A chama de um Deus que venceu a morte e morte de cruz, ressuscitando ao terceiro dia para declarar ao mundo que nada poderá detê-lo. A chama de um Deus que prometeu vir buscar a sua igreja, composta por todos aqueles que creram nele e que vivem unicamente para adorá-lo.
Essa chama jamais se apagará em nossos corações porque Ele nos incendiou com seu amor. Leve essa chama você também!
Franilson é pastor da Igreja Adventista da Promessa em Campo Mourão (PR).

É bom lembrar do que Deus fez

Como um tapeceiro, ele desenha nossas vidas diariamente

Não sei se você, esposa de pastor, é como eu, mas ao começar minhas orações nos momentos de grande tribulação e desafios, começo despejando todas minhas aflições, necessidades, petições e assim vai… O desespero toma conta de nossa mente, o estômago se torna um buraco gelado. Nestas horas choramos aos pés de Cristo, imploramos por sua ação e socorro e literalmente derramamos nossa alma e coração na presença de Deus.
Tudo isto está correto. Mas eu e você precisamos primeiro reconhecer dentro de nós quem é este Deus a quem clamamos. O Deus Todo-Poderoso, o Deus eterno, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. O Deus que é o mesmo ontem hoje e para sempre.
Sei que sabemos e cremos nestas verdades, mas nos momentos de agonia e desespero acabamos sentindo tudo isso muito distante de nós, como se fosse apenas frases de efeito ou como se Deus não agisse mais em nosso tempo.
Por isso, quando estou nestes momentos de angústia sentindo que até o ar quer me faltar, busco exercitar minha memória e vou me lembrando de cada momento fantástico que este mesmo Deus proporcionou na minha vida, experiências onde Deus esteve bem na minha frente me livrando de acidentes, momentos em que vi o mar se abrindo através da cura instantânea da febre da minha filha, no cuidado e proteção com a vida do meu filho, na coragem diária que Ele me dá de colocar meus pés para fora da cama e me levantar dia após dia, sabendo todas as batalhas que vou enfrentar…
Então entendo que se começarmos nossas orações relembrando todas as bênçãos e presentes dados a nós diariamente, veremos que Deus tem estado ao nosso lado sempre. Que Ele é sim o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, mas também é o meu Deus e Deus de cada um de nós. Vamos nos surpreender com cada um dos milagres que não tínhamos percebido em nossas vidas. Como um tapeceiro, o meu Deus e o seu Deus está desenhando nossas vidas e nossas histórias com cuidado, capricho e total domínio sobre todas as coisas. Deus é bom e fiel. Louvado seja o Senhor!
“Deem graças ao Senhor porque ele é bom, e o seu amor dura para sempre.” (1 Crônicas 16:34)

Dsa. Maria Regina Guimarães Longo Mendes congrega na IAP em Jd. Pq. Itália (Campinas – SP) e integra a equipe do Demi – Convenção Geral.