Um período de inúmeras oportunidades

As férias escolares são um momento precioso para estreitarmos os laços com nossos filhos

 
 
Neste mês de julho, está acontecendo uma mudança na rotina de várias famílias com filhos que ainda são crianças e / ou adolescentes. Esta mudança está sendo ocasionada por um acontecimento que, para alguns pais, é motivo de alegria e de satisfação pelo fato de poder passar um pouco mais de tempo com seus filhos;  já para outros, é quase um momento de “desespero”, pois não sabem o que fazer com suas crianças e com seus adolescentes. Que momento é este? O período das férias escolares. Seja 15 dias, 21 dias, ou mesmo 30 dias de férias, o fato é que muitos pais se sentem perdidos e preocupados com o que vão fazer com seus filhos durante todo esse tempo, sem a ajuda da escola e da professora.
Ao refletir sobre essa questão, lembrei-me do versículo bíblico que está registrado em 1 Coríntios 10: 31: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”. Neste versículo, o apóstolo Paulo orientou a igreja de Corinto (e a cada um de nós também) a glorificar a Deus mesmo que tenha que realizar as atividades mais cotidianas possíveis. Além disso, ele reforçou o ensinamento de que tudo o que fizermos deve engrandecer ao Senhor e exaltá-lo.
Você pode estar se perguntando: “o que isso tem a ver com as férias escolares dos meus filhos?” Tem muito a ver! Em primeiro lugar, neste momento de férias, podemos aproveitar para estreitar ainda mais o nosso relacionamento com eles. Sem a correria e a pressão do horário escolar, das tarefas escolares e das provas que precisam ser realizadas, nós podemos conversar mais com nossos filhos, fazer um passeio, brincar com eles, levá-los ao cinema ou ao museu, enfim, são inúmeras as possibilidades para estarmos mais próximos das nossas crianças e nossos adolescentes.
Mesmo que nossa rotina de trabalho continue a mesma, vamos aproveitar as férias escolares para nos aproximarmos dos nossos filhos. Não vamos ver as férias de nossos meninos e nossas meninas como um “problema”, mas como uma oportunidade de estarmos mais perto deles.
Além disso, as férias podem ser uma ótima oportunidade para que nós, como pais, ensinemos mais a nossos filhos a respeito de Deus e da sua maravilhosa Palavra. Nesse período, podemos incentivá-los a orar mais, a ler e estudar a Palavra de Deus, a assistir desenhos bíblicos, enfim, este mês de julho pode ser utilizado também para reforçar o ensinamento bíblico para nossos filhos.
A responsabilidade de ensinarmos nossas crianças e adolescentes a conhecer o Senhor e amá-lo é nossa (ou seja, dos pais) e isso deve acontecer também durante este mês de julho. Portanto, vamos aproveitar a oportunidade que os dias de férias nos trazem e glorifiquemos a Deus neste período, juntamente com nossos filhos. E isso independe do fato de estarmos trabalhando ou estarmos de férias junto com eles. Assim, aproveitemos estes dias para aprofundarmos nosso relacionamento com nossos meninos e meninas e para ensinarmos mais a eles sobre o Deus maravilhoso que servimos e sobre os ensinamentos que ele deixou registrado em Sua Palavra!
 
Boas férias escolares a todos! Quer comamos, quer bebamos, quer nossos filhos estejam de férias, façamos tudo para a glória de Deus.
 
Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infanto Juvenil Regional.

#SomosTodosMaju

É triste constatar que, não apenas a apresentadora, mas muitas são as pessoas a sofrerem violência racial no país

Tem circulado pelas mídias um burburinho acerca da nova “moça do tempo” do Jornal Nacional, Maria Julia Coutinho ou “Maju”, para os íntimos. Na página do Facebook, a jornalista foi alvo de comentários preconceituosos e racistas tais como: “Só conseguiu emprego no JN por causa das cotas, preta imunda”; “Em pleno século 2015 [sic] ainda temos preto na TV” e outros mais, dos mais baixos níveis. Comentários, em minha opinião, ridículos e desnecessários.
Imediatamente, surgiu nas redes sociais um movimento de apoio a Maria Julia, por meio da hashtag #SomosTodosMaju, que chegou a figurar entre os assuntos mais “populares” no Twitter. Maria Julia teve um momento para responder publicamente aos ataques, na edição seguinte do Jornal Nacional, quando disse:
“[…] Claro que eu fico muito indignada, fico triste com isso, mas eu não esmoreço, não perco o ânimo, que eu acho que é isso que é o mais importante. Eu cresci numa família muito consciente, de pais militantes, que sempre me orientaram. Eu sei dos meus direitos. […]”
A postura da jornalista foi madura, equilibrada e sem baixar o nível da discussão. Inclusive, foi maravilhoso observar a reação de toda a nação brasileira frente a este ataque à Maju Coutinho. Mas creio que caibam alguns questionamentos: quantos casos de manifestações racistas acontecem todos os dias? Quantos homens e mulheres são atingidos por piadas de mau gosto, risos indiscretos e comentários cochichados? Este foi apenas um caso e teve uma repercussão nacional, no qual todos lindamente abraçaram a causa – e não há demérito nisso. Todavia, ainda existem milhões de pessoas que são vítimas de violência racial em nosso país.
Isso sem contar outras muitas manifestações intolerantes, nos últimos tempos: pedradas em umbandistas, transexual crucificado (claramente zombando da fé cristã), ódio aos homossexuais pregado por pastores midiáticos… Uma chuva de desequilíbrio ronda esse país que está à beira do caos – moral, social, político e religioso.
O caos pode estar prestes a instaurar-se por completo, mas não sobre aqueles que são filhos de Deus. Estes têm em seu interior o fruto do Espírito (Gl. 5.22-23), que tem em sua composição a temperança (ou equilíbrio), a mansidão, a bondade e o autocontrole (ou domínio próprio), itens que se mostram essenciais para a vida cotidiana neste mundo rodeado de extremismos e loucuras.
Por fim, sobre o racismo, ouso dizer que Deus não se importa com a cor de nossas peles. Que a preocupação do Altíssimo está mais em purificar nossa mentalidade, e nos dar não uma mente “branca”, “preta” ou “parda”, mas dar-nos a mente de Cristo. Deus não se importa com a cor de nossas peles ou com o tipo de nossos cabelos, uma vez que “[…] a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tito 2.11). Indiscriminadamente, a graça manifestou-se a todas as pessoas, independente da cor de suas peles ou de sua ascendência cultural. Além disso, leia a visão do apóstolo João, sobre a mais sublime reunião dos santos:
Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos; e clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro. (Ap. 7.9-10)
Disse e repito: Deus não se importa com a cor de nossas peles, nem com o tipo de nossos cabelos. Ele se importa em limpar nossos corações e mentes do domínio do pecado e nos iluminar com a presença do Espírito, com a finalidade de formar um só povo, com vários tons de pele, várias línguas, várias culturas. Enfim, Deus vai reunir sua Igreja, um povo de várias nações, com várias culturas, com muitas cores, mas totalmente dele, que vive a vida em amor ao próximo e equilíbrio.
Fica aqui registrado mais um desejo: “Ora vem, Senhor Jesus!”
 
Eric de Moura é seminarista em Vila Medeiros e congrega na IAP em Vila Falchi (Mauá, SP).

Só o que mata a sede é água!

Há algo ainda mais precioso do que o líquido tão valorizado em nossos dias

 
 
Nunca se falou tanto em água como agora, nesta crise hídrica que estamos atravessando. Parece que só agora nos demos conta do valor da água em nossa vida. Por exemplo, não existe nada melhor, num dia de grande calor, do que beber um copo de água fresca que sacie a nossa sede. Quantas vezes fazemos isso num dia? Acredito que várias…
Quando conseguimos matar a sede é um momento de puro refrigério. Vindo outro dia o calor, novamente teremos a alegria de ir à busca daquele copo d’água, que é refrescante e prazeroso. Isso nada mais é que uma necessidade física normal, já que todos sentimos sede. O nosso corpo físico tem a necessidade de água, pois ela faz parte da nossa vida.
Mas, existe uma sede maior do que a da água em nossa vida. Tal sede é a de Deus, sendo que ela é maior que todas as outras necessidades que o homem possui. Quando lemos no Evangelho de João capítulo 4, versículo 1, um diálogo entre Jesus Cristo e a mulher samaritana, podemos entender o que é a necessidade de saciar a sede de Deus.
Uma mulher que tinha como prática buscar água naquele local, isto é, naquele poço, tem a alegria de ter um encontro com Jesus Cristo. O Mestre também expressa a sua necessidade física e pede um pouco de água para ela, por estar cansado da viagem no deserto. Jesus sabia o que é ter sede de água, assim como aquela mulher que também ia aquele poço todos os dias, e também como nós sabemos que a água é necessária para a nossa sobrevivência. Porém, como Deus, ele conhecia a sede interior daquela mulher, uma sede que a mais pura das águas não podia saciar. Aquela mulher possuía a sede da realização pessoal, da alegria, da verdadeira paz, de uma família sadia e, principalmente, de Jesus. Ela era uma mulher persistente em busca dos seus objetivos, mesmo utilizando-se de métodos que não estavam funcionando. Ela permanecia em busca da realização de seus sonhos.
Quantas vezes estamos também em busca de algo que parece inatingível em nossa vida. Tentamos de diversas maneiras preencher um vazio interior, utilizando todavia métodos nada convenientes. A mulher samaritana tentou saciar sua sede casando-se várias vezes e não deu certo. Sendo assim ela arranjou um amante, o que também não resolveu o seu problema. É tão difícil quando tentamos solucionar as nossas dificuldades e não encontramos a maneira correta.
Por isso Jesus diz para a samaritana que, se ela bebesse da água que ele oferecia, nunca mais teria sede. No primeiro momento ela não compreende, mas quando ele fala de sua sede interior ela entende que esta ali na sua frente um profeta. Quando temos um encontro com Jesus, o Senhor da vida, o Rei dos Reis, o Criador e possuidor de toda autoridade tanto no céu como na terra, a nossa vida jamais será a mesma, e foi exatamente o que aconteceu com aquela mulher. Ela descobre que a sua sede diária não era só de água, mas do verdadeiro Deus.
Quando permitirmos que Jesus sacie a nossa sede real, seremos satisfeitos para sempre. Se estivermos sedentos, só existe uma fonte que pode matar a nossa sede de uma vez por todas: Jesus Cristo. “Então Jesus disse: Quem beber desta água terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna. Então a mulher pediu: Por favor, me dê dessa água! Assim eu nunca mais terei sede e não precisarei mais vir aqui buscar água”.
 
Pr. Fernando dos Santos Duarte é responsável pela IAP em Votuporanga (SP) e diretor financeiro da Convenção Noroeste Paulista.

Por não amar…

Sofremos e fazemos sofrer quando desperdiçamos o amor de Deus


Por não amar, não correspondemos ou compreendemos o amor doado. Por não amar, somos displicentes, irresponsáveis nos compromissos e obrigações que deveriam ser exercidas e recebidas com amor.
Por não amar, guardamos rancores, como do Steve Jobs, fundador da Apple. Um livro que trata da vida do ex CEO, que morreu em 2011, reafirma uma parte importante da personalidade do executivo: mesmo nos últimos anos de sua vida, com a experiência acumulada ao longo de 56 anos de vida, ele ainda guardava rancor de muitas pessoas e empresas.
Por não amar, desprezamos o irmão (a) criado à imagem e à semelhança de Deus, sendo indiferente a ele, não o cumprimentando, desprezando-o em  gestos ou atitudes. Por não amar, somos narcisistas nas redes sociais, postando o “eu” e pouco fazendo para a promoção do Reino de Deus, da edificação do Corpo de Cristo.
Por não amar, não separamos os dízimos do Senhor, sonegamos a obra de Deus para comprar um celular, um tablet ou qualquer outra coisa de “última geração”. No aperto financeiro, retiramos partes do dízimo ou até o todo, para quitar prestações. Esquecemos fácil de  buscar o Reino de Deus em primeiro lugar “ (Mt 6.33).
Por não amar ao Senhor, a sua Graça, a Sua palavra, a Sua Igreja, a Obra Missionária, os Seus mandamentos, “por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira.” (2 Tessalonicenses 2:11). É muito grave não amar, não corresponder à graça de Deus.
Por não amar, Deus nos deixa entregues aos nossos devaneios, jactâncias, egoísmo  e soberbas, como o rei Acabe, um religioso que até tinha profetas na sua corte ao seu dispor, só para lhe falar coisas agradáveis. Josafá questionou a veracidade do triunfalismo  profético exagerado, Micaías desmentiu, apanhou, foi preso por amor à verdade. Deus permitiu o espírito do erro vencer Acabe e os seus por não amarem a verdade (2 Cr 18.20-22).
Por não amar, não é possível se salvar, por não perdoar, é impossível ser perdoado. “Por causa de um prego perdeu a ferradura; por causa da ferradura perdeu o cavalo; por causa do cavalo perdeu a mensagem; por causa da mensagem, perdeu a guerra“.(Provérbio chinês) .
Não podemos deixar escapar a oportunidade de amar. Não podemos perder a guerra pela eternidade, pela vida eterna que está em Jesus e,  necessariamente, passa pelo amor. Entregue-se, renda-se sem reservas ao amor de Deus. Amemos de verdade.
 
Pr. Omar Figueiredo dos Santos é responsável pelas IAPs em Jardim Paineira e Itaquera, na Convenção Paulistana Leste.

Apesar das circunstâncias

Confiar e nos alegrar em Deus dependem exclusivamente da nossa fé 


“Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas na videira, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação.” (Habacuque 3.17,18).
Há algum tempo, um programa semanal da televisão brasileira noticiou que o brasileiro é o povo mais otimista do mundo. Além disso, sabemos que mesmo internacionalmente, nosso povo é conhecido pela alegria, pela simpatia e por ser extremamente festeiro em suas comemorações.
Estes versículos escritos pelo profeta Habacuque também abordam a alegria. Vamos observar um pouco a situação em que esse profeta estava vivendo: seu povo estava prestes a ser levado preso e cativo para uma terra estranha; a agricultura estava fracassando, sendo que muitas árvores não estavam mais produzindo os seus frutos que alimentavam o povo; os próprios animais domésticos estavam morrendo nos estábulos. Mas mesmo diante dessa situação caótica, Habacuque encontrou forças para confiar e até se alegrar em Deus.
Dessa forma, ele recebeu a paz interior que ultrapassava todas as adversidades e circunstâncias ruins, e que não dependia da prosperidade externa. Havia temor e tristeza nas circunstâncias que cercavam a vida do profeta, contudo pode-se observar que havia igualmente alegria no coração dele, porque o Deus a quem ele servia o livrara de todo o dano.
Todos nós, de forma semelhante ao profeta, passamos por períodos de escassez e adversidade, em que nos sentimos abatidos e desanimados. No entanto, é possível que mesmo passando por todas essas situações, não percamos a nossa alegria e a nossa vontade de viver. Para que isso aconteça, é necessário que confiemos que Deus está no controle de nossas vidas e que vai restaurar nosso ânimo e nossa alegria, assim como fez com o profeta.
Em outra situação, Neemias, ao reconstruir os muros da cidade de Jerusalém, declarou ao povo: “A alegria do Senhor é a nossa força.” Aquele povo estava reconstruindo os muros de sua cidade. Também estavam enfrentando dificuldades e mesmo situações de perigo. Neemias então percebeu que a verdadeira motivação estava em Deus, que é a grande fonte de toda alegria! Por isso, para que a nossa alegria seja completa, coloquemos as nossas vidas diante de Cristo, pois Ele renovará a nossa alegria independente das circunstâncias.
 
 
Dsa. Cláudia dos Santos Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Dijap Regional da Convenção Noroeste Paulista.

Preservar o meio ambiente como estilo de vida

Se todos reconhecermos que a terra é do Senhor e que somos seus  mordomos, cuidar da natureza e do próximo serão atitudes naturais 

 “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem. Pois foi ele quem fundou-a sobre os mares e firmou sobre as águas”.                         (Salmo 24:1-2 NVI).
Em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo (Suécia), a Organização das Nações Unidas instituiu a data de 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente. A fixação dessa data teve como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados inesgotáveis.
Mas de nada adianta pensar no meio ambiente apenas neste dia. Vemos que Deus estabeleceu sua criação e sempre cuidou dela. Ao iniciar a leitura da Bíblia Sagrada, nos primeiros capítulos no livro de Gênesis, encontramos a narração da criação do Universo pelo Deus Todo Poderoso. O mundo existente é sustentado pelo Senhor, que chama as estrelas pelo seu nome (Salmo 147:4), que comanda todos os seres vivos, visíveis e invisíveis (Colossenses 1:16-17), que está em todos os lugares, no céu, na terra e no mar (Salmo 139). Tudo está sob o seu controle cheio de amor e graça!
“O mundo me intriga.Não posso imaginar que este relógio exista e não haja relojoeiro”, registrou o escritor e filósofo Voltaire. A Bíblia traz a resposta para este questionamento: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos”. (Salmo 19:1 NVI).
De toda a criação, o ser humano é o único capaz de matar não para sobreviver, mas simplesmente para destruir, por egoísmo. Os predadores são agressivos por instinto. Os animais caçam para sobreviver. Mas, nós, seres humanos…
Há um grande problema que precisa ser restaurado a cada dia na vida do ser humano: a mudança da natureza agressiva, destrutiva, egoísta, sem amor. O ser humano precisa ser dominado, transformado, convertido pelo grande amor de Deus, o Pai (João 3.16).
Quando o ser humano reconhecer que do Senhor é a terra e que ele nos criou para zelarmos de toda sua criação, a preservação e o cuidado com o próximo e a natureza serão um estilo de vida, não apenas por campanhas ou conscientizações. Louvado seja o Senhor por tudo que ele fez com muito amor!
 
Pr. Sandro Soares de O. Lima, responsável pela IAP em Santana.
 

O campeão dos disfarces

O homem tenta, mas é impossível enganar a Deus

Em dias de tanta corrupção e mentiras, até na Federação Internacional do Futebol (Fifa), é conveniente lembrar do episódio do Éden, quando houve o primeiro pecado. Logo após a desobediência, a Bíblia relata, em Gênesis 3.9: “E chamou o Senhor Deus ao homem, e lhe perguntou: Onde estás”?
Sabemos que na natureza existe uma luta pela sobrevivência que é constante. Nesta briga vale tudo, principalmente o disfarce. Algumas borboletas são conhecidas por terem desenhos nas asas que nos lembram um grande par de olhos. Com isso ela consegue causar a impressão de ser um animal muito maior e impressionar os seus predadores. Continue reading

Conversando, a gente se entende

Princípios para o diálogo em família


Como maio é considerado o mês da família, vale a pena refletir sobre como anda a comunicação entre os pais, filhos e cônjuges? Será que há um interesse real em compartilhar as necessidades pessoais e emocionais? O que o outro fala é importante? Sabemos que o avanço da maldade tem diminuído a importância do amor para muitos (cf. Mt 24:12). Mas, não podemos deixar-nos influenciar pela tendência da pós-modernidade, na qual tudo é provisório, nada é permanente. O sistema maligno do mundo não pode ditar as regras para nossa família. Carlos Catito, psicólogo e terapeuta de casais, afirma que não há fórmulas mágicas para um sucesso no casamento, senão o diálogo.
A falha de comunicação é um dos grandes males que afetam diretamente as famílias. Por isso, precisamos cuidar desta área em nossa casa. Pais precisam conversar com seus filhos. Cônjuges não podem manter um relacionamento superficial, conversando apenas no ato sexual, se é que conversam nesta hora. É preciso investir mais no diálogo em família, combatendo com afinco toda indisposição e ofensa. “Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha, e não dêem lugar ao diabo” (Ef 4:26-27, NVI). Fazendo assim, a harmonia de Cristo reinará no lar e em cada membro da família.
“… vocês foram chamados a viver em paz, como membros de um só corpo. (Cl 3:15b).” Por isso, na hora da raiva, não comece um diálogo. Porém, é bom lembrar que “a resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira” (Pv 15:1). O melhor mesmo é esperar passar um tempo, para “esfriar a cabeça”, mas não muito tempo. Lembre-se do conselho bíblico de não deixar o sol se pôr sobre a ira. Nada de dormir com raiva do marido ou da esposa; do irmão ou da irmã; do pai ou da mãe; do filho ou da filha. “Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1 Pd 5:8). Então, cuidemos bem da comunicação!
A comunicação é importantíssima para diversos seguimentos. Mas, na família ela é vital, tanto quanto para um piloto de avião e sua torre de controle. Dependendo da falha, pode acontecer um desastre! Não podemos ter receio de falar abertamente com as pessoas da nossa casa. Se não esclarecermos certos assuntos, com os filhos, por exemplo, os de fora o farão, e de forma inapropriada, causando danos irreversíveis. A falta do diálogo em família pode ser letal. Casais que não conversam vivem como estranhos dentro da mesma casa. A amizade, a diversão e o respeito precisam continuar no casamento igual no período de namoro, sempre com uma conversa agradável.
“Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito.” (Cl 3:13,14). Ah, o amor! Sem ele, até a boa comunicação falha. Pois, “ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine” (1 Co 13:1). Quando existe o amor, eu falo, mas ouço também.  Falo sempre a verdade, mas falo com amor. Nunca uso o silêncio para dar “gelos”. Escuto atento, antes de responder. Não inflamo a discussão, nem respondo com raiva, evito aborrecer o outro, não insisto contra sua vontade. Estou sempre disposto a reconhecer o próprio erro, e pedir perdão por ter errado. Não culpo, nem critico, porém, sem cessar repito: “Eu amo você!”. Assim, o diálogo familiar, jamais acabará, porque Cristo nos fortalecerá (Fp 4:13).
 
 
Pr. Mateus Silva de Almeida é responsável pelas IAPs em Limeira e Piracicaba, ambas na Convenção Paulista.
 
[1]Carlos “Catito” e Dagmar. Casamento e família: Cuidado com os ladrões. Revista Ultimato – Ano XLIV – Nº 330, Maio-Junho, 2011.
 

Quanto vale uma família?

Nosso lar é um dos primeiros lugares no qual podemos exercitar e compartilhar a fé e a confiança em Cristo Jesus

 
“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam…” (Salmos 127:1)
No mês de maio, em que na nossa denominação, sempre reservamos para refletir e orar por nossas famílias, devemos pensar: qual a importância dela? Você pode mensurar a importância desse grupo de pessoas tão especial para todos nós? Com toda a certeza, podemos observar que a família é um dos bens mais importantes que o ser humano possui: mais do que uma boa profissão ou do que um carro novo na garagem.
É no seio da família que, ao nascermos, o Senhor permite que construamos as primeiras relações de amor, de carinho, de afeto e de aconchego. É também entre nossos familiares que temos os nossos limites estabelecidos, que podemos exercitar o dom do perdão, da paciência e, principalmente, do amor.
As primeiras pessoas que aprendemos a amar geralmente são os nossos familiares: pais, irmãos, avós, tios e tias. Seja a família biológica constituída pelos laços sanguíneos, seja a família que é construída pelos laços do coração, essa comunidade de pessoas é de fundamental relevância para todos nós!
É fato que vivemos num mundo onde as famílias estão cada dia mais desajustadas. Um exemplo disso é que em alguns lares, os pais estão cada vez mais preocupados consigo mesmo e não com os filhos que geraram, e os filhos demonstram cada vez menos respeito por seus pais e pelas autoridades. Por isso, é necessário que possamos compreender e aceitar que a família é um maravilhoso presente de Deus para nós e a sua vontade para nosso lar consiste em que ele seja o centro e o alicerce da nossa casa! Que amemos nossa família de todo o nosso coração!
A Bíblia aponta para o grande valor que a família possui. É importante observarmos que a primeira instituição que Deus criou foi justamente a família. A partir da criação de Adão e Eva (primeiro homem e primeira mulher), o Senhor instituiu o primeiro casal, consequentemente, a primeira família para que fosse um lugar em que Deus seja glorificado; um lugar também de proteção e de refrigério para o ser humano. A nossa família é um presente de Deus para a nossa vida!
Além disso, nosso lar é um dos primeiros lugares no qual podemos exercitar e compartilhar a nossa fé e a nossa confiança em Cristo Jesus. É também onde caminhamos juntos com nossos pais, avós, irmãos ou filhos em direção ao alvo que é a salvação no Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Mesmo tendo as suas dificuldades, os seus defeitos, as suas imperfeições, o fato é que o objetivo do Senhor para a nossa família é que saibamos reconhecê-lo como o verdadeiro Deus, Senhor e Salvador e dediquemos nossa vida a ele.
Cristo almeja que o nosso lar seja um lugar onde pessoas imperfeitas vivam, convivam e possuam um relacionamento que é alicerçado na Palavra de Deus e na fé em Cristo! Deus abençoe as nossas famílias!
 
Dsa. Cláudia dos Santos Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Dijap da Convenção Noroeste Paulista.

Dubsmash

A nova sensação das redes sociais é o Dubsmash, um aplicativo em que as pessoas dublam trechos de músicas, frases e publicam nas redes sociais. Esse aplicativo permite a gravação de um vídeo com câmera frontal do celular, usando o áudio de alguma canção, alguma cena famosa, alguma frase. Com uma infinidade de sons que estão divididos em categorias e também com a possibilidade de incluir um áudio que a própria pessoa tenha gravado, ela faz o vídeo e insere a música que escolheu, ainda com a opção de colocar figuras etc. Como já se encontra a versão traduzida para português, a facilidade de acesso é rápida.
Muitos anos atrás, um homem chamado Paulo enviou uma carta aos irmãos da igreja de Corinto e falava claramente: “Sede meus imitadores como eu também sou de Cristo” (I Cor 11.1). É óbvio que não havia todas essas tecnologias naquela época, a cultura era outra, os tempos eram outros, mas a imitação era para ser de Cristo. Com toda certeza, havia pessoas que faziam shows, que alegravam os reis, que faziam a corte dar risadas, gargalhadas, pessoas que imitavam os nobres e a plebe. Mas Paulo não cita nenhuma dessas pessoas, não cita os famosos, não cita porque imitar é fazer algo que não lhe é próprio, veio de outra pessoa.
Paulo se refere à uma pessoa em que há a única possibilidade de se imitar por não haver maldade, por não haver mal pensamento, por não querer se exibir,  por não querer passar os outros para trás, por ser servo, por ser puro, por ser santo. Como as pessoas curtem, compartilham e seguem facilmente uma pessoa, às vezes até sem saber o que ela pensa ou faz! Ou até sabem o tipo de vida que ela leva, conhecem suas músicas ou dança, fazendo apologia ao crime, ao sexo, às drogas, mas, porque achamos engraçado, compartilhamos! Será que vale a pena imitar essa pessoa?
A Bíblia têm muitos aplicativos e mas não os divulgamos em nossas redes sociais. Aquele que eu realmente devo imitar, por ser cristão, é Cristo (Jo 13.15). Como nova criatura, minha fé precisa influenciar meu comportamento, porque o novo nascimento envolve algo mais profundo, envolve meu interior e a superação das “coisas velhas”.
O aplicativo Dubsmash já foi baixado por mais de 20 milhões de usuários em 192 países. Enquanto isso, temos de ser conscientes de que a proclamação do evangelho não pode parar. Alcance seu amigo, seu vizinho, sua família. Apenas imite a Cristo.
Dá. Nelson Leal é Secretário do Departamento Assistencial da Convenção Paulista

Pastores, homens privilegiados?

Os desafios diários e sem trégua do ministério pastoral não são pagos com presentinhos anuais

Superficialmente. Na maioria das vezes, é como boa parte da igreja vê e julga seus pastores. Os pensamentos a seguir demonstram: “Filho de pastor pode tudo…”, “Só porque é a esposa do pastor ninguém mexe com ela…”, “É fácil ser pastor, sempre de roupa nova e participando de todas as festas…”, “Pastor só prega no fim de semana e, durante a semana, só descansa…”, “O pastor ganha presente no aniversário e no dia do pastor, assim, até eu…”.
Os pensamentos citados bastam. Além de claramente equivocados, passam a falsa ideia de que pastores têm privilégios que os demais não possuem. E olha que eu relacionei pensamentos dos mais leves e corriqueiros, porque, infelizmente, existem comentários bem mais pesados, maldosos e injustos.
A superficialidade causa isso: julgamentos superficiais. Somente na profundidade, mergulhando, é que a ovelha começa a perceber responsabilidades, desafios, lutas espirituais, demandas e lágrimas duramente administradas em todo pastorado. Tudo vivido na constante tensão entre solitude e solidão, limites e espaços nos quais todo pastor, vez por outra, se encontra.
Não! Materialmente falando, definitivamente, “não” é a resposta objetiva. Os desafios diários e sem trégua do ministério pastoral “não” são pagos com presentinhos anuais, muito menos com coxinha, bolinha de queijo, guaraná ou picanha. É lamentável que alguns imaginem assim. A entrega ao ministério pastoral é doação de corpo, alma, entendimento, coração. Talvez aqui, no ato de servir, esteja de fato o alto privilégio do pastorado. E este deve ser o desejo de todo pastor.
Na tradução da Bíblia Viva, no Salmo 27, verso 4, lemos o seguinte: “Há uma coisa que realmente desejo do Senhor; o privilégio de viver durante toda a minha vida na sua presença, para descobrir a cada dia um pouco mais da sua perfeição e do seu amor.” E como descobrir a perfeição e amor de Deus se não for na comunhão com os santos e a eles servindo com um coração de pastor?
Este, sim, é um real privilégio. Tratar das coisas de Deus, na casa de Deus, para as pessoas de Deus. Que ao seguir a Cristo carregando a nossa cruz e negando a nós mesmos, possamos perceber os privilégios especiais a nós reservados.

Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP) e integra o Departamento Ministerial – Convenção Paulista e Convenção Geral.

Mãe, invista em seu papel mais importante

A educação cristã de seus filhos não pode ser negligenciada

Com a proximidade do Dia das Mães, em que a preocupação com os presentes toma muito do nosso tempo, julguei oportuno convidar a você, mãe, para refletir na importância de investirmos no papel mais importante de nossas vidas: a educação cristã de nossos filhos.
Vivemos numa sociedade em que o conceito de educação e sua importância para o bom andamento da sociedade têm sido amplamente discutidos. São muitos os educadores, filósofos e professores que debatem e argumentam a respeito desta questão. No entanto, o conceito de educação não está restrito ao que se ensina e aprende na escola. A própria Bíblia Sagrada reforça a importância da educação cristã para os nossos filhos e para as nossas crianças. Ela vai responder a algumas perguntas que podemos ter como pais, professores e educadores cristãos, como por exemplo: o que ensinar, por que ensinar, qual o propósito do ensino cristão para as nossas crianças?
Para responder a algumas destas questões, vamos ler o Salmo 78, dos versos 4 ao 8. No versículo 4, lemos “Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor.” O que devemos ensinar às nossas crianças? O salmista responde: “os louváveis feitos do Senhor”. Não podemos perder a oportunidade de ensinarmos sobre Deus para as crianças. Dessa forma, a base do nosso ensino cristão, seja para nossos filhos, seja para nossos alunos são os atos poderosos de Deus que estão registrados na Bíblia Sagrada. Devemos mencionar os atos maravilhosos do Senhor, sempre!
Desde os bebês até os adolescentes, cabe a nós mostrarmos e contarmos todas as maravilhas que o Senhor fez, faz e fará. Nossos filhos e nossos alunos precisam conhecer o Deus a quem servimos. É o próprio Deus quem nos orienta a ensinarmos as verdades bíblicas às crianças e aos adolescentes: “Ele decretou estatutos para Jacó, e em Israel estabeleceu a lei, e ordenou aos nossos antepassados que a ensinassem aos seus filhos.” (v. 5).
Em um mundo cada vez mais confuso e perdido, do ponto de vista espiritual, é imprescindível que nós assumamos o nosso papel como mães, pais ou como professores do Dijap para ministrar às nossas crianças e adolescentes, para que eles aprendam a Palavra de Deus e tomem a decisão de servir a Cristo, não por imposição, mas porque aprenderam a amá-lo de todo o coração, alma e entendimento.
A educação secular é importante, mas é fundamental que tenhamos a consciência de que, em primeiro lugar, devemos ensinar a criança no caminho em que ela deve andar. E que caminho é esse? O que está registrado na Palavra de Deus: o caminho de salvação que está em Cristo Jesus, Senhor e Salvador. A criança deve ser motivada a entregar a sua vida a Cristo, pois ele morreu na cruz por ela também.
Dessa forma, podemos compreender o que está registrado nos versos 6-8 do capítulo do salmo 78: “de modo que a geração seguinte a conhecesse, e também os filhos que ainda não nasceriam, e eles, por sua vez, contasse aos seus próprios filhos. Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os seus feitos e obedecerão seus mandamentos.”
Devemos ensinar nossos filhos a respeito de Cristo e de seu plano de salvação, pois o propósito do Senhor é que todos o conheçam. Da mesma forma, o nosso ensino cristão deve ter como alvo motivar os pequeninos a confiarem em Deus, para que não se esqueçam de seus feitos poderosos e por amor, obedeçam a Cristo de todo o coração. Devemos ensinar levando em consideração que as nossas crianças e adolescentes precisam ser alcançados e transformados pelo poder do evangelho. Os nossos filhos devem sem impulsionados a conhecerem a Jesus cada dia mais e mais, a estreitarem o seu relacionamento com ele, o que, com certeza, os conduzirá a uma vida de santidade, dedicação e obediência a sua vontade.
Que o Senhor permita que através da nossa vida, nossos filhos conheçam a Cristo e decidam obedecê-lo!
 
Dsa. Cláudia dos Santos Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Dijap da Convenção Noroeste Paulista.

A fama de Viçosa


Não sou nem viçosense nem mineiro. Sou de Campos, no norte do Estado do Rio, a penúltima cidade banhada pelo rio Paraíba. Eu era muito bairrista. Fui ordenado pastor presbiteriano nesta cidade e preparado para exercer o meu ministério nela. Mas houve uma virada impressionante logo após a minha formatura em teologia no Rio de Janeiro e, em janeiro de 1955, há sessenta anos, vim para Minas com o propósito de organizar uma igreja presbiteriana em Ubá, onde permaneci por cinco anos.Continue reading

Quero o que é seu!

Como evitar a cobiça, esse pecado sorrateiro

“Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras. Não têm, porque não pedem. Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres.” (Tiago 4:2-3)
Cobiça é o desejo desmedido pelo poder, dinheiro, bens materiais, glórias etc. Acã teve a vida arruinada quando viu entre os despojos de guerra “uma boa capa babilônica” e outros objetos. ele cobiçou para si, escondeu na terra, no meio da sua tenda (Josué 7:21).
Diferentemente de Jó, que orava e buscava viver uma vida integra. Este homem de Deus fez um concerto, uma aliança com seus olhos de não se fixar numa virgem (Jó 31:1). Ele sabia que “sua fixação” poderia fazê-lo pecar contra Deus, moralmente falando. É preciso tomar cuidado com a porta da entrada da cobiça: os nossos olhos.
Há um alerta para nós que diz: “Os olhos do homem nunca se satisfazem“ (Prov.27:20). É preciso domar os nossos olhos para que não sejam corrompidos pelo pecado que  nos assedia. “Compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar.
(Apocalipse 3:18). Em outras palavras,tome cuidado, santifique os teus olhos no seu dia a dia .”Portanto, se teus olhos forem bons, teu corpo será pleno de luz.“ (Marcos 6:22).
Somos assediados por alta tecnologia, “homens de mídia e de marketing feroz” com pensamentos malignos que, dia e noite, trabalham para dissimulação desta sociedade já corrompida e perversa, através da pornografia em todas as escalas de difusão. Ela está presente em novelas, seriados, filmes, big brother, internet etc. O pior é que muitos têm se alimentado da pornografia: adolescentes, Jovens, idosos, casais e, pasmem, até crianças inocentes.
O que fazer?  Tomar cuidado com o que tem alimentado os nossos olhos. “Não porei coisa má diante dos meus olhos.” (Salmos 101:3).
Seguir princípios bíblicos morais em todo lugar que estivermos e saber que a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens não provém do Pai, mas do mundo (I João 2:16).
Entender,  segundo o texto, que os “nossos conflitos” e as nossas guerras” provêm da cobiça. O querer algo não é errado, mas querer às custas do outros ou por causa de ciúmes é cobiça maligna.
Até o pedir a Deus é comprometido quando a cobiça é o mote principal do pedido: para gastar nos próprios deleites e apetites carnais. Com a cobiça, vêm também atreladas: inveja, ódio, insatisfação, luxúria, soberba, arrogância, cegueira total de Deus, afastamento da comunhão e indiferença . Deus nos livre da cobiça e nos conserve em santificação.
Pr. Omar Figueiredo dos Santos é responsável pelas IAPs em Jardim Paineira e Itaquera, na Convenção Paulistana Leste.
 

Uma grande pesca

Demonstramos nossa fé em Jesus por meio de nossa obediência a ele, independente das circunstâncias 
 
Estando Jesus um dia à margem do lago de Genesaré, o povo se comprimia em redor dele para ouvir a palavra de Deus. Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago, – pois os pescadores haviam descido delas para consertar as redes -, subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia. Acenaram aos companheiros, que estavam na outra barca, para que viessem ajudar. Eles vieram e encheram ambas as barcas, de modo que quase iam ao fundo. Vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus e exclamou: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. É que tanto ele como seus companheiros estavam assombrados por causa da pesca que haviam feito. O mesmo acontecera a Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus companheiros. Então Jesus disse a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. E atracando as barcas à terra, deixaram tudo e o seguiram.” ( Lc 5: 1-11)
Vamos refletir um pouco sobre a fé. Quais as consequências da fé para a minha vida? Quando eu tenho fé, o que acontece na minha vida? Jesus utiliza este milagre para chamar e convocar os seus primeiros discípulos. Este milagre é uma grande demonstração do poder de Deus sobre a natureza e sobre os animais.
Enquanto estava ensinando à multidão, Jesus resolveu entrar num barco que estava à beira-mar e que pertencia a Pedro. Ele pediu que o barco se afastasse um pouco da praia e dali mesmo, continuou a ensinar a multidão. Quando ele acabou de falar, ordenou a Pedro que fosse para uma parte mais funda do lago. Quando chegaram lá, Jesus disse para que eles jogassem a rede de novo para a pesca. É interessante nós observamos que os pescadores já tinham lavado as redes, o que demonstrou que eles já haviam dado a pesca por encerrada. Geralmente eles pescavam mais durante a noite, e Jesus estava mandando jogar a rede em plena luz do dia!
Mas, mesmo falando para Jesus que já haviam estado no lago a noite inteira e não haviam pego nada, eles iriam lançar as redes mais uma vez, porque era Cristo quem estava mandando. Nessa parte, nós podemos ver uma demonstração de fé na palavra de Cristo. Mesmo não tendo pego peixe a noite toda, eles se dispõem a obedecer a ordem de Jesus. Por meio do exemplo de Pedro, Tiago e João no barquinho, nós vamos aprender quatro “coisas” importantes sobre a fé.
Em primeiro lugar, a fé gera obediência. Os homens que estavam no barco obedeceram ao Senhor sem vacilar. Mesmo sabendo que aquela parte que Jesus mandou jogar a rede poderia quase não ter peixe, o que eles fazem? Voltam para a praia? Não! Eles obedecem à ordem de Jesus. Da mesma forma, a minha fé em Cristo deve me conduzir à obediência. Alguém já brincou daquela brincadeira do “mestre mandou”? Uma criança é o mestre e manda as outras crianças fazerem um monte de coisa: levantar o pé; bater palma etc. A criança que ganha a brincadeira é a que mais obedece ao que o mestre mandou.
Nós demonstramos nossa fé em Jesus por meio de nossa obediência a Cristo. Seja em casa, no trabalho, seja em situações difíceis, quando estou triste ou quando estou alegre, devo sempre obedecer a Deus! A minha fé não pode ser morta, mas deve estar relacionada à uma profunda obediência. Mesmo sem entender tudo o que Jesus estava fazendo, Pedro estava disposto a se sujeitar às ordens e à autoridade de Jesus.
Outro ponto importante que aprendemos com a história de Pedro, Tiago e João no barquinho é que a fé gera resultados. Eles jogaram as redes porque acreditaram na palavra de Cristo e o que aconteceu? Pescaram tantos peixes que tiveram que pedir ajuda para segurar a rede. Eram tantos e tantos que a rede estava se rasgando! Nós também podemos confiar em Deus, pois ele responde nossa oração! Quando eu tiver aquele problemão, posso confiar que Deus cuida de mim e ouve o meu clamor!
Mas essa história não acabou por aí. Ainda tem mais!
Com essa história bíblica aprendemos também que a fé em Cristo reconhece a Ele como Senhor da vida. Depois de obedecer e de ver o resultado da pesca, Pedro compreende algo muito importante: Jesus é o Senhor sobre todas as coisas! Pedro reconhece com grande humildade que é somente um pecador, mas ao mesmo tempo percebe que Jesus é o Senhor. Ele fez com que muitos peixes fossem pescados num lugar em que ninguém acreditava muito que havia uma grande quantidade de peixes! Para Deus não há impossíveis (Lc 1:37)! Não há dificuldade que o Senhor Jesus não possa resolver. A nossa fé também deve reconhecer a Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas, pois assim alcançamos paz, perdão e salvação.
O quarto ponto: a fé me impulsiona a seguir a Jesus. A Bíblia afirma que o milagre da pesca transformou a vida desses homens. A fé que eles tiveram fez com que eles resolvessem seguir a Cristo. Eles tornaram-se discípulos de Jesus. Deixaram de lado tudo o que podia atrapalhá-los e obedeceram ao chamado de Cristo. Pedro, Tiago e João deixaram tudo e seguiram a Jesus, dedicando suas vidas ao Mestre. Esses homens tornaram-se discípulos de Cristo. E nós? O que tem nos impedido de seguir a Cristo de todo o coração? A minha fé tem me motivado a seguir Jesus com toda a minha vida?
Que o Senhor acrescente nossa fé a cada dia.
 
Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infanto Juvenil Regional.