Para teólogo, Eclesiastes é um salva-vidas nestes tempos de pandemia. Confira a entrevista

“O sentido da vida: a mensagem de Eclesiastes e Cantares” é o tema da nova série de Lições Bíblicas de número 335 para estudos na Escola Bíblica, nas Igrejas Adventistas da Promessa, no 2º trimestre de 2021 (abril a junho). Nada mais propício de se pensar, diante do mais delicado e crítico momento da pandemia para muitos países, como o Brasil, em que o número diário de mortos, passou de 4 mil.

No meio desse cenário desolador, a nova série de estudos se propõe a trazer um bálsamo de esperança e tocar, no meio da “tempestade”, temas como: o sentido da vida, o prazer, a morte, a fé que convive com tragédias, o casamento etc. Nessa entrevista ao Promessistas.org, o secretário da Editora Promessa, doutorando em Filosofia pela PUC-São Paulo, presbítero na Promessa em Santana e um dos editores da série de lições, Kassio Passos Lopes, conta como os dois livros de sabedoria bíblica podem dar rumo à vida, mesmo em meio ao caos que vivemos.

Promessistas.org: A pandemia tirou o sentido da vida de muitos. Como a nova série de lições pode ajudar na redescoberta de sentido?

Pb. Kassio Passos Lopes: “Momentos de intenso sofrimento, como a pandemia que vivemos, normalmente nos levam a questionar o sentido da vida, pois, por vezes, irrefletidamente, tornamos o gozar de boa saúde, o prazer do entretenimento, a realização profissional, a aquisição de bens ou consumo de produtos, os planos de viagem e os relacionamentos amorosos como razões para nosso viver, isto é, motivos pelos quais nos levantamos todos os dias para trabalhar, estudar, ganhar dinheiro. Contudo, quando tudo isso nos é tirado, como acontece em uma quarentena, nos vemos desnudos daquilo que era, ainda que implicitamente, a razão de vivermos.

Eclesiastes explora precisamente o erro de tomar trabalho, saúde, empreendimentos, dinheiro, entretenimento, prazeres dos mais diversos, como objetivos últimos de nossa existência. Primeiro, porque eles não satisfazem de modo pleno um coração que anseia pelo que é eterno; segundo, porque, em uma vida fugaz como a nossa, eles são transitórios e não podemos nos agarrar a eles para sempre – eles são, na linguagem do sábio de Eclesiastes, hebel, ou seja, vaidade.

Assim, Eclesiastes, especialmente neste tempo de pandemia, nos faz olhar acima do sol, para aquele que nos criou e que controla o tempo e encontrar nele o sentido de nossas vidas. Eclesiastes é um salva-vidas, ainda numa pandemia dessas. Ele pode trazer o verdadeiro sentido da existência para as pessoas que perderam o motivo pelo qual viver”.

 

Qual o maior desafio de escrever sobre Eclesiastes e Cantares para os dias de hoje?

Pb. Kassio: “O maior desafio de escrever sobre Eclesiastes e Cantares é mostrar Deus como o sentido para a vida. Deve-se fugir da busca desenfreada de prazeres. Deve-se fugir também, da via dos ascetas, dos legalistas, dos ativistas que não param por um segundo ou dos workaholics (que só pensam no trabalho) e dos avarentos, que idolatram tanto o dinheiro que se privam das coisas boas para não perder seu acúmulo monetário.

Eclesiastes e Cantares, contudo, nos apontam uma terceira via. Ela nos mostra que, se o sentido da vida está em nosso Criador, não devemos fazer dos prazeres deste mundo o motivo de nossa existência. Não precisamos idolatrar os prazeres da vida nem nos privar deles, mas podemos desfrutá-los com intensidade e temor, diante de Deus. Abordar esse assunto é um desafio porque, normalmente, vivemos em extremos.

 

Eclesiastes mostra um homem que reflete diversas partes de sua vida; um mau humor é visto. Como as inquietações de Salomão se relacionam com as nossas?

Pb. Kassio: “O prefácio ou a introdução de Eclesiastes é a chave para entender do que o livro trata. O sábio explora a resposta para a seguinte questão: A gente gasta a vida trabalhando, se esforçando e, afinal, que vantagem leva em tudo isso? (Ec 1:3). O termo “vantagem” ou “proveito” (como a Almeida Revista e Corrigida traduz) é a palavra hebraica yitrôn, que era um termo comercial, trazendo a ideia de “lucro”. A expressão alude ao mundo de negócios da época, em que um comerciante avaliava o lucro de uma negociação e determinava se valia a pena, se fazia sentido ou não.

O pregador está avaliando a vida, se ela faz sentido, buscando determinar qual a razão de tudo o que fazemos neste mundo. Isso faz do livro de Eclesiastes um tratado sobre a vida. Nós nos identificamos com Salomão, pois também nos questionamos, por vezes, se aquilo que fazemos tem algum sentido, se valem a pena nossos esforços nesta vida, e pensar dói, pois leva-nos a quebrar nossas ilusões (de que teremos saúde para sempre, de que teremos longevidade, de que nada de ruim pode nos acontecer, de que teremos alegria o tempo todo etc.) e os falsos deuses que, por vezes, construímos em nosso coração (o sexo, o dinheiro, o trabalho, as posses e os bens, os prazeres etc.).

O aparente mau humor de Eclesiastes vem daí, de uma seriedade em analisar a vida como ela é, desconstruindo ilusões e ídolos de nosso coração, algo extremamente doloroso. O sábio faz isso para que olhemos acima dos céus e O encontremos, e, à luz de sua sabedoria, vivamos neste mundo marcado pela queda adâmica, isto é, pela morte, pelo sofrimento, pela injustiça, pela efemeridade, mas com contentamento, alegria e temor a Deus, aguardando pela eternidade”.

 

Os princípios de Cantares podem ajudar a salvar muitos casamentos?

Pb. Kassio: “O livro de Cantares celebra o amor romântico entre um homem e uma mulher, mostrando a conjugalidade como uma fonte de deleite e prazer que devem ser desfrutados. Temos aqui uma teologia bíblica do amor. Sendo a Bíblia o manual do criador para a sua criatura, por que ele não dedicaria um livro inteiro a essa área tão especial da vida humana?

A sexualidade e o desejo sexual no seio matrimonial são tratados de maneira muito desinibida e sem bloqueios: o autor mostra que devem ser considerados extremamente naturais e prazerosos, bênçãos de Deus para os seres humanos que ele criou. Por que razão, por vezes, há receio de tratar desse assunto na igreja? Afinal de contas, quem criou o sexo? Quem fez o casamento? Quem idealizou o amor romântico entre o esposo e a esposa, que devem ser uma só carne? A resposta é Deus.

Promiscuidade e erotização desregrada não passam de distorções pecaminosas da prazerosa vida sexual e romântica que Deus criou no princípio, a fim de proporcionar prazer dentro da relação conjugal.  Longe de condenar, a Bíblia sacraliza o amor entre e um homem e uma mulher, mostrando-o como dádiva divina em Cântico dos cânticos. Mas, por muito tempo, o livro foi interpretado apenas como uma alegoria do amor de Deus (o esposo) por Israel (sua noiva), ou do amor de Jesus por sua igreja, e a dimensão tão importante da vida humana, que é tratada no livro dos Cânticos, acabou obscurecida.

Também, por muito tempo, uma filosofia dualista e ascética, que vê o ser humano cindido entre corpo e alma – sendo o corpo essencialmente mau e a alma essencialmente boa –, exerceu influência na cristandade e em sua ideia de espiritualidade, fazendo com que muitos cristãos entendessem que os prazeres do corpo (comer, beber, ter relações sexuais etc.) deveriam ser regrados, a fim de que se santificasse a alma, o elemento bom do ser humano. Ainda encontramos reminiscências desta equivocada teologia dualista, quando vemos pessoas dizendo que as coisas espirituais nada têm a ver com o corpo.

Cantares nos livra dessa visão equivocada, mostrando a legitimidade de nos deleitarmos nos prazeres do corpo e do amor conjugal, criados por Deus. Sendo assim, o livro de Cantares pode motivar os casais a repensar, em seu diálogo, o tempo em que desfrutam das bênçãos da vida a dois; pode entusiasmar os casais a buscar uma relação mais amorosa, a procurar a satisfação mútua, a alegria recíproca, a resgatar o romantismo perdido e a viver a sexualidade como presente de Deus para nós.  Sem dúvida, se levarmos a sério a sabedoria deste livro, nossos casamentos serão abençoados pelo bondoso Criador”.

 

Saiba mais sobre as Lições Bíblicas: https://promessistas.org/licoes-biblicas/o-sentido-da-vida/;

Assinaturas: https://editorapromessa.com.br/produto/licoes-biblicas-edicao-335/.

Por: Ministério de Comunicação.

Nota de Falecimento | Presbítero José Elias

Hoje dormiu no Senhor um homem de Deus. Nos solidarizamos com a família, amigos e igreja do valoroso presbítero José Elias Floriano (Zezé). Ele foi recolhido pelo Senhor nesta manhã de quarta-feira, aos 56 anos de idade.

O presbítero José Elias, homem de fé, convicção, dedicação, companheiro e oração, pastoreou as igrejas Adventista da Promessa em Lages e Lago dos Peixes. Sem dúvida deixou uma linda história de amor por Jesus, pela palavra de Deus e pala igreja de Cristo.

Nosso irmão sempre dedicado as obras sociais, muito colaborou em sua região com os mais necessitados, além de ser um pai zeloso, um marido exemplar e amigo para todas as horas. Casado com Luiza Andrea, pai de Misraine e Ismael. Oremos por todos eles, especialmente pela sua mãe, esposa e filhos.

Na sua vida, é muito sugestivo e cabem adequadamente as palavras do apostolo Paulo: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda.” (2 Timóteo 4:7,8)

Por: Diretoria da Convenção Rio de Janeiro/Espírito Santo.

Páscoa contínua

Pois Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que celebremos a festa, não com fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (1 Co 5:7-8, grifos nossos).

Paulo diz que Cristo é a “nossa páscoa”, e depois exorta: “celebremos a festa”. Em que sentido o apóstolo quer que “celebremos a festa”? É importante sabermos desta resposta, pois é um mandamento para os cristãos. Não creio que ele faz esta exortação em termos literais. Paulo não está pedindo que os cristãos celebrem a páscoa judaica, senão ele estaria diminuindo o significado da expiação de Jesus, o cordeiro sacrificado de modo definitivo (verdade que ele também abordou neste texto). Na verdade, ele usa a cerimônia da celebração da páscoa entre os judeus como uma metáfora para a vida cristã. Vamos tentar entender esta metáfora?

O contexto de 1 Coríntios 5 é o pecado. Paulo está oferecendo orientações à igreja sobre como agir frente a um pecador imoral que não quer se arrepender. Nas orientações de Paulo este pecador deve ser excluído da comunhão da igreja (v.5), pois um pouco de fermento pode levedar toda a massa (v.6). Ele usa o “fermento” aqui como símbolo do pecado. Na linguagem deste texto, se ninguém tomar atitude contra este irmão, ele vai acabar influenciando outros. Daí entra a imagem da comemoração da páscoa judaica. Paulo diz: Lançai fora o fermento velho… (v.7a). Quando se aproximava a época de comemorar a páscoa, o judeu se livrava de todo o fermento que houvesse em casa, pois junto com a páscoa eles comemoravam a festa dos pães asmos, em que ficavam sete dias sem comer pão com fermento. Tudo isso era feito antes do cordeiro ser oferecido no templo.

 

Levando-se em conta que o fermento era símbolo do pecado, e este contexto mencionado, não é difícil deduzir o que Paulo está pedindo. Assim como os judeus tinham de se livrar de todo o velho fermento de suas casas e comer pão sem fermento durante sete dias, os cristãos devem se livrar do pecado em sua vida. Devem fazer isto para mostrar que são “nova massa”, isto é, um novo povo em Cristo. A razão? Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado (v. 7b). Cristo é o sacrifício perfeito. Ele é a solução do pecado no meio do seu povo. Os nossos pecados foram perdoados por ele na cruz, definitivamente. Somos libertos da penalidade do pecado, e estamos sendo libertos de seu poder. Por isso devemos lutar contra o pecado em nossa vida cristã! Apressadamente nos livremos de todo fermento velho!

 

À luz desta explicação, chegamos à expressão “Pelo que celebremos a festa”. Que festa? Não a páscoa judaica e nem mesmo a ceia do Senhor. Ele está comparando a vida cristã com uma festa da páscoa contínua. Podemos nos alegrar, continuamente, porque Cristo nos limpou dos nossos pecados! “Celebrar a páscoa”, neste texto, é viver esta certeza da vida cristã. Como? Fugindo do pecado (não com o velho fermento), vivendo a nova vida (comendo os asmos da sinceridade e da verdade).

 

Metaforicamente falando, a vida cristã é uma páscoa contínua. E neste sentido, podemos celebrá-la. Por isso o título do artigo: “Celebremos a Páscoa”. Celebramos Cristo, nossa páscoa, louvando e nos alegrando em Deus todos os dias pelo que foi feito no calvário, onde nossos pecados foram perdoados, e vivendo a nova vida, fugindo a todo custo das más influências do pecado.

 

Para este período de páscoa, onde pessoas de todo o nosso país celebram esta festa, você pode simplesmente dizer que é contra tudo e demonizar a palavra “páscoa”, o coelho, o ovo, etc.; ou aproveitar estes dias, mesmo a despeito destes elementos, para falar da verdadeira páscoa, que todo cristão deve e pode comemorar todos os dias. Por este texto, você já sabe da minha escolha.

 

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Eleiton William. É pastor e mestre em Teologia. É vice-presidente da Convenção Geral da IAP e Diretor da Editora Promessa.

Sexta-feira da paixão?

A sexta-feira da paixão, dentro da chamada semana santa, é uma data utilizada para se lembrar e celebrar a crucificação de Jesus em favor dos pecadores. Esta celebração acontece numa sexta-feira porque, grande parte dos evangélicos crê que Jesus morreu numa sexta-feira. Não vemos problemas de celebrarmos a Deus pela morte de Jesus. Aliás, os cristãos possuem uma celebração em que fazem questão de trazer a memória o evento da cruz: a ceia do Senhor. Contudo, neste texto, temos por objetivo refletir: Jesus morreu mesmo numa sexta e ressuscitou num domingo? De maneira objetiva, nossa resposta é não. Vamos ao que a Bíblia diz.

 

Jesus foi crucificado no dia 14 de abibe, numa quarta-feira, e ressuscitado no dia 17 de abibe, no sábado, momentos antes do pôr-do-sol. Agora, veremos as razões por que chegamos a essa conclusão. É muito claro, pela leitura dos evangelhos, que Jesus foi traído e preso na mesma noite em que ceou com seus discípulos. Sobre essa noite, o Evangelho de João diz: Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai … (13:1).

 

Em outra versão, lemos: Faltava somente um dia para a Festa da Páscoa (NTLH). Nessa noite, Jesus foi traído, preso e julgado pelo Sinédrio (cf. Mt 26:47-75; Mc 14:43-72; Lc 22:47-71; Jo 18:1-27), e, ao amanhecer, levado diante de Pilatos para também ser julgado (cf. Mc 15:1-15; Lc 23:1-25; Jo 18:28-19:16). Na manhã desse mesmo dia, por volta da hora terceira (nove da manhã), ele foi crucificado (cf. Mt 27:32-56; Mc 15:21-41; Lc 23:33-49).

 

De acordo com João 19:14, esse era o dia da preparação da Páscoa. Tal informação é importantíssima. O dia chamado de “preparação da Páscoa” era o dia em que os cordeiros eram levados até o templo para serem mortos, a fim de serem comidos à noite. A páscoa era a primeira festa do calendário judaico. Era celebrada todo ano, dia catorze do primeiro mês [abibe] ao entardecer (Lv 23:5). E era exatamente neste dia que os cordeiros eram mortos. Então, se Jesus morreu no dia em que os cordeiros eram sacrificados, morreu no dia 14 de abibe, por ocasião da celebração da Páscoa.

 

Segundo acreditamos, nesse ano, 14 de abibe caiu em uma quarta-feira. Isto é totalmente coerente a Bíblia. Você já entenderá o porquê. Nesse dia, houve trevas sobre toda a terra, desde a hora sexta até a hora nona (Mt 26:45). Jesus entregou o seu espírito por volta da hora nona – três da tarde (Mt 27:46-50). Horas depois, no cair da tarde desse mesmo dia, 14 de abibe, foi sepultado, conforme dizem os evangelhos (cf. Mt 27:57-60; Mc 15:42-46). Então, guarde esta informação: Jesus foi sepultado pouco antes do pôr-do-sol do dia 14 de abibe, uma quarta-feira. A nossa pergunta agora é: Quanto tempo ele permaneceu no sepulcro? Deixemos que ele mesmo responda.

 

No evangelho de Mateus, temos uma declaração bastante enfática de Jesus: assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra (Mt 12:40 – grifo nosso). O “coração da terra” é uma referência à sepultura. Jesus deixou bem claro que ficaria três dias e três noites ali. Ele foi específico. O texto de Jonas, que trata sobre a experiência do profeta, também é específico: … e esteve Jonas três dias e três noites no ventre do peixe (Jn 1:17). Sendo assim, levando em conta que ele foi sepultado antes do pôr-do-sol do dia 14 de abibe, deveria ressuscitar, também, antes do pôr-do-sol do dia 17 de abibe, em cumprimento de sua palavra. E assim foi.

 

Cristo esteve morto três dias e três noites inteiras. No final do sábado, quando as mulheres foram ao sepulcro de Jesus, ele já havia ressuscitado (Mt 28:1,6; Mc 16:1-2; Lc 24:1; Jo 20:1). Agora grave isto: os textos estão tratando do momento da ida delas ao sepulcro e não do dia da ressurreição. Nenhum texto afirma que ele ressuscitou no domingo. Cremos que Jesus ressuscitou antes do pôr-do-sol do dia anterior a este que estava começando. Que dia é o anterior ao domingo? Sábado! Jesus ressuscitou no sábado, momentos antes do pôr-do-sol. Para ter ficado três dias e três noites no coração da terra, temos de concordar que ele foi colocado no túmulo em uma quarta-feira, momentos antes do pôr-do-sol.¹ 14 de abibe caiu em uma quarta-feira, e 17, num sábado. A sexta-feira da paixão deveria ser quarta-feira da paixão.

 

Numa quarta-feira, no monte caveira, Jesus foi crucificado e morreu por nós. Por meio de sua morte, hoje podemos ter vida! Por meio de sua morte, nossa dividida diante de Deus pode ser perdoada. O sangue dele fez propiciação pelos nossos pecados (Rm 3:25). Por isso, não deixe de agradecê-lo, todos os dias de sua vida, por aquilo que Ele fez na cruz! Fomos salvos graciosamente por conta do episódio da paixão. Que tal agradecê-lo por tão grande amor no dia hoje também?

 

Eleilton William é pastor e mestre em teologia, além de ser o vice-presidente geral da Convenção Geral das Igrejas Adventista da Promessa e Diretor da Editora Promessa.

¹(1ª Noite: De quarta para quinta. 1º Dia: Quinta. 2ª Noite: De quinta para sexta. 2º Dia: Sexta. 3ª Noite: De sexta para sábado. 3º Dia: Sábado).

Como Soa o mundo do surdo?

Um olhar sobre a vida da pessoa com surdez

De acordo com o Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda, no Brasil vivem cerca de 10,7¹ milhões de pessoas com deficiência auditiva. Nesse índice 2,3 milhões têm deficiência severa e a surdez atinge 54% de homens e 46% de mulheres. Sendo assim, torna-se relevante pensar em como essas pessoas veem o mundo diante desse desafio que é a perda auditiva.

Para isso, iniciarei relatando a primeira experiência que tive com um surdo e que marcou minha vida. Em 2014 e 2015 tive a oportunidade de cursar Teologia no seminário interno da Igreja Adventista da Promessa. Congreguei durante este período com os promessistas de Vila Medeiros, onde pude conhecer um grande amigo e servo de Deus, chamado de Daniel Pereira da Cruz. Na primeira vez tomei um susto quando o vi, pois não entendi nada do que estava me falando, só entendi após uma das intérpretes traduzir para minha língua, ou seja, o português. Atualmente Daniel é presbítero na igreja e sendo surdo, sua língua é a Libras  (Língua Brasileira de Sinais).

O meu primeiro contato com o Daniel e suas palavras me deram um choque. Dizia ele: “Você irá ser pastor, então é importante que saiba Libras para pregar a todas as pessoas”. Daí em diante, comecei acompanhá-lo nos evangelismos e nos trabalhos em Vila Medeiros e aprendi Libras.

Certo dia, por curiosidade, perguntei a ele como era ser surdo. Sorrindo me respondeu que era uma pessoa comum, com as mesmas capacidades que um ouvinte. Nem maior nem menor que ninguém. Ficava admirado e perplexo vendo-o dirigir seu carro com autonomia, pois por muitas vezes pensei que o surdo é uma pessoa limitada, simplesmente porque não ouve.

Hoje vejo a pessoa surda com outros olhos, uma pessoa capaz como qualquer outra de executar tarefas. A grande diferença é que o som para a pessoa surda é perceptível nas movimentações dos objetos e das pessoas e nas vibrações. O som para a pessoa surda é perceptível pelos olhos, já a sua fala é emitida pelas mãos.

O modo de ver o mundo da pessoa surda é diferente do ouvinte. A cultura surda está ligada com as imagens. Por exemplo, quando pergunto a uma criança ouvinte como o gato faz, ela irá responder de forma voluntária “Miau Miau”. Como o cachorro faz, ela responderá “Au, Au”.

Se fizer a mesma pergunta a uma criança surda ela irá responder conforme sua cultura surda, de forma imagética. Ela irá atribuir a sua resposta a imagem do gato se lambendo ou um gato arrepiado arranhando, pois ela assim imagina em sua mente. É por esse motivo que a pessoa surda quando está em um ambiente onde há muitos surdos conversando em Língua de sinais sente dor de cabeça. Ou seja, quando há muitas pessoas sinalizando no ambiente o surdo tem uma sobrecarga sensorial, podendo ocasionar dor de cabeça.

Ser uma pessoa surda apesar dessa limitação auditiva não é empecilho para ser um bom cidadão, um bom cristão e constituir uma família. O Daniel é um exemplo para mim, não é um “super-homem” só porque supera suas limitações, pois todo ser humano possui uma limitação, mas é um exemplo pelo seu caráter em sociedade e como cristão. Mesmo sendo surdo é uma pessoa que pode ver o que outro precisa, é uma pessoa que luta pelos seus ideais.

Ele é casado com uma pessoa ouvinte, pessoa extraordinária que estimo muito, e tem um casal de filhos ouvintes. Agradeço a Deus pela oportunidade de conhecer o Daniel, pois com a ajuda de Deus ele transformou minha vida.

Por: Waldemir Júnior

¹Agencia Brasil. Disponível em: < https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-10/brasil-tem-107-milhoes-de-deficientes-auditivos-diz-estudo#:~:text=Estudo%20feito%20em%20conjunto%20pelo,3%20milh%C3%B5es%20t%C3%AAm%20defici%C3%AAncia%20severa>. Acesso em 11 de Março de 2021.

 

Escola Bíblica Especial: programa reestreia com novidades

O programa Escola Bíblica Especial está de volta. Ele reestreia nesta quarta-feira, 17/2, às 20h no YouTube e Facebook Promessistas Brasil, e na plataforma de vídeos, Promessistas Play. Outra novidade, é que a partir desta temporada, o Escola Bíblica Especial será focado nos professores, com dicas de como ensinar de forma mais clara a lição da semana. Sem deixar de lado, a parte devocional do conteúdo.

 

No comando semanal, está o pr. Samuel Braz, diretor do Centro de Estudos Teológicos Adventista da Promessa (CETAP), que receberá convidados todas às quartas-feiras, às 20h, para orientar os professores. A novidade do dia de exibição, é proporcionar aos ensinadores, tempo hábil para aplicar as dicas do programa na Escola Bíblica, no sábado, dia do Senhor.

 

Confira o vídeo de apresentação da nova temporada: https://youtu.be/Bl9PIkuO7GA.

 

Por: Ministério de Comunicação

Nota de Falecimento: Pr. Abner Silveira

O primeiro presidente do Ministério Jovem da Convenção Geral, antiga Federação das Uniões de Mocidade Adventista da Promessa (FUMAP), Pr. Abner Silveira, faleceu dia 21/02. Pr. Abner foi um grande servo de Deus, que dentre muitos serviços à causa de Cristo, trabalhou pela a juventude promessista.

Segundo o livro de história da denominação, “Marcos que pontilham o caminho”, ele foi o primeiro líder do Ministério Jovem, que se chamava Grêmio Monte Tabor, em 1948, em Santana, São Paulo (SP), e que servia de “ponte” entre as outras agremiações das igrejas promessistas da época, que depois se tornaria a União de Mocidade Adventista da Promessa (UMAP). Ele foi constituído, o presidente da FUMAP, no ano de 1950, durante o I Congresso Juvenil. No vídeo de 70  anos da Juventude Promesssitas, Pr. Abner é o primeiro a falar, entre outros pioneiros, do trabalho jovem.

Que Deus console seus familiares e amigos, a juventude promessista e toda a igreja de Cristo, pela morte deste servo do Senhor. Em breve, o Pr. Abner será ressuscitado, e todos os que morreram em Cristo, e junto com os demais salvos, estarão para sempre com o Senhor (1 Ts 4:17).

 

Por: Ministério de Comunicação

Projeto modifica situação social de crianças e adolescentes de Manaus (AM)

Como ser “sal da terra e luz do mundo” ou tornar a presença de Jesus real para quem mais precisa? A Secretaria de Capelania da Convenção Amazônica das igrejas Adventistas da Promessa tem cumprido as palavras do Senhor (Mt 5:13-14, 25:35-36), através do “Projeto do Morro”, na cidade de Manaus (AM).

 

Desde 25 de novembro de 2014, semanalmente, voluntários participam da ação solidária que leva o evangelho e três panelões de sopa, para cerca de 100 crianças e adolescentes, de uma das periferias da cidade. Estes já receberam: sapatos, roupas e colchões para dormirem melhor. Com o apoio da convenção regional, de igrejas locais, equipe fixa de seis pessoas, pastores e mais de 60 voluntários, reúnem doações, têm sido os “pés e as mãos do Senhor” naquele lugar. Diaconisa Ozileth Silva, Diretora da Capelania Regional, descreveu ao promessistas.org como as ações destes adventistas da promessa tem impactado a vida dessas pessoas.

 

A ação de solidariedade é o meio pela qual, vidas têm saído dos mais diversos contextos: analfabetismo, conflitos familiares, situações de violência, opressão demoníaca, falta de cuidados com a saúde e pobreza extrema. E mais, : pessoas se convertem, são batizadas e encontram seu caminho em Cristo, glorificam o nome de Deus, por serem livres de todo tipo de morte.

               

 

Casamento coletivo realizado

A equipe de capelania em Manaus glorifica a Deus pelos resultados maravilhosos obtidos através da evangelização. A gratidão ao Senhor foi pelo matrimônio dos irmãos Ednaldo e Marly, residentes da comunidade e alcançados pelo “Projeto do Morro”. Os dois sonhavam em se casar, e, com mais outros três casais promessistas, que casaram coletivamente, puderam desfrutar dos mesmos buffet, decoração e cerimônia. A atitude dos casais da igreja revela que estão à espera do Noivo Jesus e aprenderam que é melhor dá que receber (At 20:35).

 

“Gratidão à Convenção Amazônica, nas pessoas do nosso Superintendente, Pr. Marcelo Augusto Martins; do Pr. Benjamin Figueiredo, Secretário Regional,; do Pr. Alfredo Viana, Diretor do Ministério de Missões e Evangelismo; do Pr. João Marinho, e a todos os patrocinadores e colaboradores que contribuíram para a realização desse evento.”, agradeceu Dsa. Ozileth.

 

A líder da Secretaria de Capelania da Convenção Geral, Missionária Solange Oliveira, avalia que a atitude dos promesssitas amazônicos é uma demonstração de autêntico amor cristão. “O fato de os casais promessistas abrirem espaço em seu casamento coletivo para o projeto, a parceria com a igreja local e a Convenção Amazônica, foi um gesto muito bonito. A participação de toda a igreja é muito importante; demonstra acolhimento e o exercício da misericórdia”, pontou a líder.

Dsa. Ozileth e equipe sabem que os desafios são grandes, que a perseverança é necessária, principalmente nos momentos de desistência: “Uma vez, no meio do louvor das crianças, parei e falei com Deus que era meu último dia no Projeto. Depois dessa conversa com o Pai, duas pessoas pediram para eu ir até a casa delas, porque queriam aceitar Jesus. Isso era um sinal de que eu deveria continuar”, testemunha a diretora de capelania regional.

Casamento coletivo em Manaus. (Foto: Reprodução/Capelania Geral)

 

O projeto continua, mesmo que, nestes dias de colapso na saúde em Manaus, devido à pandemia do coronavírus, tenha parado por uns dias. Entretanto, a motivação e o compromisso permanecem. Por isso, a necessidade de interceder por dias melhores, de ajuda e mão de obra, para que mais crianças, adolescentes e famílias sejam salvos pelo amor de Jesus Cristo.

Para informações e doações:

(92) 99169-7695 (Falar com Dsa. Ozileth)

Pix da convenção amazônica.Banco do Brasil.

CNPJ: 17739576/0001-78

Banco Itaú.

Pix: convencaoamazonica@gmail.com

Observação: As doações devem ser identificadas como “DOAÇÃO MORRO”, e o comprovante para o meu WhatsApp do celular acima. Obrigada.

Reinauguração e comemoração dos 89 anos da Promessa em Ananindeua (PA)

Os promessistas do Distrito Industrial, em Ananindeua (PA), estão em festa, além da reinauguração do templo pela Convenção Norte, comemoraram os 89 anos da Igreja Adventista da Promessa no último sábado, dia 30 de janeiro. Estiveram presentes no culto de louvor e gratidão a Deus a Diretoria Regional representada pelo seu Superintendente, Pr. Francileu Ferreira de Sousa, e o Vice-Superintendente, Pr. Livaldo Sales da Nóbrega.
Durante o momento festivo, foi inaugurado um lindo salão social em homenagem ao Pr. Eduardo Melo (in memorian), para diversas atividades da igreja pastoreada pelo Pr. Hugo Santos Pinheiro. Convidados, entre pastores, ordenados e membros, cultuaram a Deus junto a Diretoria Regional e contemplaram mais um fruto de suas mãos concluído para a glória do Todo-Poderoso.

Nota de pesar: Jurandir Júlio Pereira

Faleceu neste sábado, 30.01, o irmão Jurandir Júlio Pereira, aos 75 anos de idade. Ele era membro da Igreja Adventista da Promessa, em Rolim de Moura (RO), desde a década de 1970. Júlio era pai do Presidente da Convenção Geral das igrejas Adventista da Promessa, pr. Adelmilson Júlio Pereira, e estava internado desde o dia 22.01 na cidade, lutando contra a Covid-19, sendo transferido para a UTI em Cacoal (RO), vindo a óbito nesta tarde.

A Prefeitura de Rolim de Moura emitiu nota de pesar, onde testemunhou sobre sua vida: “Seu Didi, como era conhecido, foi membro fiel da Igreja Adventista da Promessa, morador de Rolim de Moura há mais de 30 anos e pai de Adilson Júlio Pereira e da enfermeira Márcia Pereira, ambos servidores deste município”, disse o Prefeito Aldo Júlio na nota.

Diante do ocorrido, a igreja deve interceder pelos familiares do irmão Jurandir, pelo Presidente da Convenção Geral, pr. Adelmilson, além dos amigos enlutados.  É certo o consolo divino e a ressurreição na Segunda Vinda de Jesus, como afirma a Escritura: Tendo esperança em Deus, de que há de haver ressurreição de mortos… (At 24:15).

Promessistas: 89 anos cumprindo a missão de Deus

Como podemos cumprir a missão de Deus como seu povo na terra? O Senhor tem levantando milhares de milhares, ao longo do tempo, a fim de, levar sua Palavra no mundo. Nestes 24 de janeiro de 2021, a Igreja Adventista da Promessa completa 89 anos, e temos ao longo dos anos, colaborado com a missão de Cristo, através de alguns valores. 

 

EVANGELIZAÇÃO

Entre os anos 1960 e 1961, ocorreram três viagens missionárias que deram início à obra de expansão missionária na Igreja Adventista da Promessa, pelo pai das “missões promessistas”, Pr. Junílio da Silveira. Em primeira viagem, passou por Montevideo, no Uruguai; depois, foi até a Argentina, onde evangelizou um pastor. Na segunda viagem, voltou à Argentina e ao Paraguai, colhendo mais frutos. Na terceira viagem, voltou ao Paraguai e à Argentina, onde sete pessoas foram batizadas. Com ele, nesta etapa, estavam os pastores Cassiano Domingos de Souza e José da Costa Menezes. 

Assim, a igreja começou a se expandir.Através deles, estamos completando 89 anos de evangelização. A IAP está presente na Argentina, em Angola, na Bolívia, no Brasil, no Chile, na Colômbia, em El Salvador, na Espanha, na França, na Guatemala, na Índia, na Inglaterra, em Moçambique, na Nigéria, no Paraguai, no Peru, em Portugal, na Suíça e no Uruguai. São 1.070 igrejas e congregações, cerca de 70 mil promessistas, nos 18 países em que a IAP está presente. Mas a missão continua. Precisamos fazer mais. Alcance pessoas do mundo todo, a partir das pessoas de seu bairro e sua cidade.

 

ORAÇÃO

Nosso fundador, o Pr. João Augusto da Silveira, esperou por volta de 4 anos, após sair de sua antiga denominação, pelo batismo no Espírito Santo. Em 24 de janeiro de 1932, ajoelhou-se em seu quarto e orou a Deus: “Não pedi para ser batizado com o Espírito Santo, mas aquele que prometeu o Consolador aos seus discípulos e o deu, lá no Cenáculo, e, posteriormente, à sua igreja, respondeu à minha oração. Em línguas estranhas e glorificações ao Pai e ao Cordeiro Exaltado, o Espírito Santo completou em meu ser a obra excelsa da Trindade”. 

A história pode se repetir. Você pode clamar ao Pai celestial e pedir que Jesus o batize no Espírito Santo. Tenha coragem; faça essa oração a Deus. Ele pode fazer isso, hoje; ele pode fazer agora! “Porque a promessa é para vocês e para os seus filhos, e para todos os que ainda estão longe, isto é, para todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar.” (At 2:39)

 

PREGAÇÃO

 

A pregação da Palavra sempre foi uma força dos promessistas. Desde seu início, a IAP contou com homens e mulheres separados para tão grandiosa obra de Deus. Nomes como: Pr. Manoel Corrêa, Pr. Santana Lopes e Pr. Godofredo Vanderley são considerados referências na pregação, na Igreja Adventista da Promessa. 

Nas ruas, nas praças, em tenda e no rádio, a igreja sempre buscou pregar a palavra.Agora, chegou a sua vez. Cada promessista é chamado a proclamar a Palavra do Senhor, a levantar a voz, com a coragem do Espírito e a sabedoria celestial, e compartilhar das Escrituras Sagradas. Estude, viva e pregue a poderosa mensagem do evangelho. 

 

SERVIÇO

Os promessistas sempre “arregaçaram as mangas” no serviço a quem precisa. Já realizaram muitos projetos: orfanatos, tarde de ação social nas igrejas e ajuda humanitária. Um marco da denominação foi o Encontro Vida, em que foram comemorados os 70 anos da igreja, com a presença de 10 mil pessoas de vários estados brasileiros, no Ginásio da Portuguesa, em São Paulo. Nesse evento, houve uma acentuada doação de alimentos como entrada. 

A IAP continua vivendo conforme a bem-aventurança de que é melhor dar que receber (Atos 20:35): são auxílios a casas de recuperação, casa de apoio aos parentes de pacientes com câncer, cestas básicas distribuídas. Durante a pandemia da Covid-19, mulheres e homens se levantaram para servir os domésticos da fé e os não cristãos e socorrê-los em suas necessidades. 

 

ENSINO

A Igreja Adventista da Promessa sempre se preocupou com o ensino da Palavra. As Lições Bíblicas datam de 1937, mais de 80 anos atrás. Investimos em literatura e sempre tivemos uma ênfase forte na doutrina, com os estudos do Pr. Genésio Mendes. Além do mais, a igreja sempre se esforçou no preparo teológico, desde a década de 1950, e sempre produziu diversa literatura, panfletos, livros e livretos. A IAP sempre se esforçou para ensinar (At 19:10). 

A história se passou, e hoje a igreja continua sua jornada de ensinar o evangelho, enquanto o proclama. Formando discípulos e discípulas para o reino de Deus. Isso, de certa forma, tem influência em sua musicalidade e em sua liturgia, em sua evangelização e em sua comunhão. 

FIDELIDADE

Os promessistas, pela graça salvadora de Jesus, têm buscado a fidelidade à Lei de Deus. A ênfase nos mandamentos de Deus, a guarda do sábado, o cuidado com a alimentação e a manutenção da obra são marcas da Promessa. Um dos que mais enfatizavam isso era o Pr. João Cavalcante Neto, um dos primeiros convertidos, ainda na década de 1930. 

 

Obedecer aos mandamentos do Senhor é uma marca dos adventistas da promessa. Uma das canções do Hinário Brados de Júbilo diz que obedecer é uma importante prova de amor (Ef 2:10). Devemos sempre buscar mais a obediência ao nosso Deus. 

 

PODER

O poder de Deus sempre conduziu a Igreja Adventista da Promessa. Após receber o poder do Consolador, o Pr. João Augusto saiu a proclamar a Palavra. Em 12 de outubro de 1933, ele viajaria ao Sudeste, chegando a Itariri (SP). Nessa viagem, desde o litoral Paulista até o Oeste do estado, centenas de pessoas foram agraciadas com o poder de Deus, em debates e vigílias. Muitas se converteram ao Senhor Jesus. Nessa viagem, muitos dos presidentes da IAP “nasceram”: João Cavalcante Neto, Vicente Muniz Falcão, Joaquim Peu, Francisco Tabanez. Eles estavam entre os primeiros promessistas a crerem na Promessa. 

Diante do poder recebido, o Pr. João Augusto passou quase um ano longe de casa; entregou-se à causa do Mestre. Muitos outros líderes e membros, por meio do poder do Espírito, marcaram a história promessista. Por isso, diante do poder divino, dedique-se à igreja do Senhor. 

 

Cremos que estes valores nos faz refletir, como no decorrer dos 89 anos, Deus tem usado a vida de cada promessista, cada igreja local, para que a missão de Deus, no que compete a nossa participação, cada vez mais se concretize. Afinal, são 89 anos de missão vivendo as promessas de Deus. 

 

Bibliografia:

Marcos que Pontilham o Caminho, São Paulo: 2002, GEVC, pp. 68-81.

_________, pp. 50-51.

_________, pp. 241-250.

_________, pp. 231-232.

_________, p. 190-191.

O Doutrinal: nossa crença ponto a ponto. São Paulo: GEVC, 2012, pp. 155-164; 187-230.

Marcos que Pontilham o Caminho, pp. 118-119.

 

Teste

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”Mateus 28:19

Jesus Cristo deu uma ordem expressa para sua igreja: fazer discípulos em todas as etnias da terra. Essa é a grande comissão que, por muito tempo, costumava colocar a ênfase no ide e, consequentemente, o imperativo se referia apenas ao verbo ir. Mas, será que esta frase dita pelo Mestre (e repetida muitas vezes por sua igreja) está ordenando apenas que precisamos ir? Seguramente, não. Hoje, entendemos biblicamente que o grande foco da missãoé fazer discípulos. Assim, tal compreensão não altera apenas a concepção, bem como a práxis da igreja.
Ficamos espantados com a situação da igreja contemporânea: o ativismo tem “drenado” as energias e os esforços da liderança eclesiástica, levando muitas comunidades a fazerem de tudo, exceto cumprir a ordem de Jesus.
Logo, pensamos nos motivos pelos quais devemos conduzir nossas igrejas ao engajamento no discipulado cristão: 1) porque este é um mandamento de Cristo e deve ser cumprido por todos; 2) porque é o único caminho para a maturidade dos novos crentes; 3) porque uma igreja discipuladora, inevitavelmente, será uma igreja multiplicadora.
Para nós, uma igreja bíblica é uma igreja que investe tempo e recursos em discipulado, por issoa CPL irá reorientar seus ministérios acerca dessa missão. Nosso horizonte é construir uma igreja simples, uma igreja missional e, sobretudo, uma igreja discipuladora.

Leitura importante para o Ministério Pastoral

“O Drama das Escrituras” e “Introdução à Cosmovisão Cristã”

Há poucos dias recebi a nova série de Lições Bíblicas do trimestre julho a setembro deste ano que trata de forma especial sobre 14 “Vidas Missionais”. Profundas, práticas e indispensáveis para o nosso rebanho. Mas como aproveitar o máximo estas lições para que as mesmas nos impulsionem a sermos mais missionais? Recentemente dois livros me levaram a refletir sobre os valores bíblicos e os valores da sociedade atual. “O Drama das Escrituras” e “Introdução à Cosmovisão Cristã”, escritos Por Michael W. Goheen e Craig G. Bartholomew, publicados pela Editora Vida Nova.

O pastor normalmente é desafiado a entender as gerações que compõem a sua igreja e comunicar a elas os valores essenciais da Bíblia Sagrada.

No livro “O Drama das Escrituras”, os autores apresentam a Bíblia toda, de uma forma coerente, ressaltando seis atos principais: criação, pecado, Israel, Jesus, missão e nova criação. Ressaltando que há também uma reflexão interessante sobre o período interbíblico ou intertestamentário. Estes atos se encaixam entre si dando um significado especial no plano de redenção de Deus, ficando compreensível a conexão da nossa história pessoal com a história da Bíblia.

O livro “Introdução à Cosmovisão Cristã” traz uma proposta desafiadora de como os cristãos podem viver os valores bíblicos na cultura contemporânea, analisando desde o período clássico até a pós-modernidade. Como viver a Bíblia nas áreas de educação, mundo acadêmico, economia, política e igreja? Estas são as preocupações dos autores que mostram que é possível ser cristão num mundo de constante modificações.

Com certeza, bem compreendidos, estes dois livros ajudarão em muito o ministério pastoral na área pessoal, de exposição das Escrituras Sagradas e aconselhamento. Aproveite o máximo.

Pr. Elias Alves Ferreira, integrante da equipe do Ministério de Vida Pastoral

A Arte de Pastorear – Um ministério sem todas as respostas

David Hansen – Shedd Publicações
Relata algumas facetas do ministério pastoral. Foi escrito com linguagem simples e bem criativa. É uma obra inspiradora que une teologia bíblica à prática ministerial e à espiritualidade. Também indicado para esposas de pastores, pois abre os olhos para esta tarefa que os maridos receberam do Senhor.