ÍDOLOS

“Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” – Êxodo 20:4,5

Graça e Paz meus amigos. Vocês observaram que o primeiro mandamento proíbe a adoração de qualquer deus falso, visto ou invisível? Pois é… hoje a ênfase é o adorar uma imagem de qualquer espécie, seja a figura de uma falsa divindade, cf. Josué 23:7, ou uma de qualquer forma simbólica, cf. Êxodo 32: 4.

Diante disso, fica claro que a presença do Deus invisível não seria representada por nenhum símbolo de si mesmo, mas por Suas palavras escritas em pedras e nos corações daqueles que O buscavam para presta-lhe culto.

Quando o Senhor orientou a Moises e a todo povo de Isael, em Deuteronômio 6:4-9, o Shemá!, que significa Ouve… ó Israel! a Ordem expressa era: Yahweh, o nosso SENHOR, é o único Deus! Amarás o SENHOR, teu Deus, com todo o coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. No plano eterno de nosso Criador, essas Palavras deveriam alcançar o coração de todos que tivessem o interesse de serví-lo como Deus. Assim elas foram confirmadas em toda a Escritura Sagrada, inclusive nos evangelhos pela boca do próprio Jesus, quando lhe perguntaram sobre o grande Mandamento ele disse: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e com toda a tua inteligência” – Mateus 22:37

Assim, como o contrário do Amor não é o ódio e sim a indiferença, o contrário de uma devoção, adoração e do amor exclusivo ao nosso Deus é nada mais, nada menos que Idolatria. Neste contexto, nos tornamos idólatras quando colocamos qualquer coisa no lugar da adoração a Deus em nossos corações.

Entenda: toda idolatria apoia-se em um tripé descrito em 1 João 2:16: “porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo”, então se quisermos escapar da idolatria perversa e moderna, temos que admitir que é urgente rejeitar de todas as suas formas. Assim, o ponto inicial desse processo é a aceitação de que o Único a tomar lugar em nossos corações e mentes deve ser Deus… Ele deve ter centralidade em nós.

Negando-nos a nós mesmos, carregando diariamente a nossa Cruz e seguindo única e exclusivamente a Jesus (Lucas 9:23), estamos no caminho que foi proposto para nós, assim, amaremos ao Senhor e os outros com tudo o que está em nós e, finalmente, não haverá nenhum espaço em nossos corações para a idolatria.

O que tem ocupado o seu tempo, seu dinheiro, o assunto principal de suas conversas, o que você busca, ouve, lê, onde você vai, onde está planejando ir, quais os planos para seu futuro?

Respondendo essas perguntas, você não apenas se conhecerá melhor como também compreenderá o objeto de sua Adoração.

E não esqueça que uma das piores formas da idolatria neste momento é o amor demasiado a si mesmo! O egoísmo te impossibilita de negar-se, consequentemente não deixa você carregar sua Cruz. O mais triste fim que alguém pode ter é viver aqui sem servir a Jesus e deixar que um instante de idolatria roube a eternidade de uma vida.

Lembre-se, se o Eu não for negado, daqui a pouco, vai quer ser adorado…

 

Texto de Pr. Rogerio Assunção da Convenção Goiás

Semana abençoada: o jeito certo de começar!

Não há forma melhor de começar uma semana do que a colocando diante de Deus. Já dizia o apóstolo Tiago: O que vocês deveriam dizer é isto: “Se Deus quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo” (Tg 4:15). Neste contexto bíblico, o escritor sagrado combatia o orgulho e a arrogância dos projetos humanos, pois, sem a consciência do controle divino, as pessoas são incapazes de considerar a vontade e a soberania do Senhor do tempo.

Portanto, ao desejar uma semana abençoada, consideramos o Criador do mundo e sua vontade; reconhecemos que todas as coisas estão nas mãos do Alpha e Ômega (Ap 1:8). Quando cumprimentamos alguém com essa expressão, estamos falando sobre a importância de Deus em nosso cotidiano, e reconhecendo que, sem Jesus Cristo, nada podemos fazer (Jo 15:5).

Ao desejarmos uma “semana abençoada”, apontamos para a oração mosaica, que nos encoraja a pedir a Deus: … ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio (Sl 90:12). Esse pedido do salmista leva-nos a uma prática diária pautada pelas orientações daquele que é atemporal e rege todas as coisas.

É exatamente este o espírito da saudação: nosso dia a dia não é ateu, pois Deus está nele. Temos uma “semana abençoada”, não somente quando acontece algo inesperado, mas quando temos a certeza da participação dele em cada segundo, minuto e hora da nossa semana.

Sempre que começar uma semana, não deixe de saudar as pessoas com esse cumprimento. Fale nos cultos, em casa, na oração do fim do sábado. Deseje que as bênçãos de Deus estejam sobre elas, alcançando seus familiares, seu trabalho, seu lazer, sua saúde e todos os projetos que tiverem durante os próximos dias.

Adote práticas que façam as pessoas compreenderem que dizer “semana abençoada” transcende um mero cumprimento:

  • Envie as imagens disponíveis nas redes sociais @promessistasbrasil, seguidas de um: “Posso orar por você?”.
  • Expresse gratidão em família, orando, no início da semana (domingo), para que tudo que for feito honre o nome do Senhor.
  • Converse com seus familiares e amigos, peça a direção de Deus e a sua vontade, ao logo dos dias.

 

Ao abençoar nossa semana, Deus nos mostra que o cotidiano e a rotina importam para ele. Por isso, devemos nos portar, no templo ou em casa, honrando seu nome; afinal, a Bíblia nos ensina: Quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. (1 Co 10:31 – NTLH).

 

Por: Ministério de Comunicação

 

A importância de dizer “Sábado Abençoado”

Deus separou um dia para que, de forma mais dedicada e completa, pensássemos, refletíssemos e vivêssemos seus propósitos. O quarto mandamento tem caráter universal e atemporal, ou seja, é eterno! Uma das considerações que a Bíblia faz sobre o sábado é a seguinte: E Deus abençoou… o sétimo dia (Gn 2.1). Mas como entender que bênção existe sobre o dia do Senhor?

Uma rápida análise sobre o sentido da expressão original nos ajuda à compreensão. Em linhas gerais, o correspondente de “abençoar” da língua portuguesa é o vocábulo hebraico “barakh”, que traz o significado da pessoa abençoada e beneficiada, por alguém ou alguma coisa¹. Isso quer dizer que, quando o texto sagrado diz que o Senhor “abençoou o sábado”, está afirmando ser este o dia dado para benefício e desfrute da humanidade. A bênção é essa!

O fato de Deus ter determinado que a humanidade guardasse esse dia, que o separasse para seu serviço e o dedicasse ao descanso físico e ao ensino bíblico mostra como, de fato, o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem, por causa do sábado (Mc 2:27). É maravilhoso ter um dia para “pisar no freio” da semana agitada e descansar nos braços do Mestre.

Quando desejamos um sábado abençoado, na oração do pôr-do-sol da sexta, em nossas redes sociais, na Escola Bíblica, no culto divino, é mais que um cumprimento e muito menos palavras mágicas: estamos, na verdade, compartilhando que fomos alcançados por esse benefício de Deus.

Portanto, abençoe os outros com a mesma bênção que Deus lhe deu. Fale para as pessoas dos benefícios do descanso sabático. Diga-lhes que descansar conforme o mandamento é uma demonstração de que adoramos o Criador e somos gratos ao Salvador. Deseje um sábado abençoado, pois são muitas as pessoas aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor (Mt 9:36). Então, quando encontram o Salvador, podem descansar em seus braços e ter a bênção do seu dia.

 

Por: Ministério de Comunicação

 

¹Bíblia Palavras-Chave Hebraico e Grego. 4 ed. Rio de Janeiro: CPAD, p. 1293. 2015.

O lugar do homem no combate à violência contra a mulher

Quando se pensa no combate à violência doméstica, em campanha contra o feminicídio, em conquistas justas para as mulheres na sociedade, convém deixar claro que esses temas não pertencem somente ao chamado “mundo feminino”, ou não devem ser objeto de conversas e conscientização só das mulheres, os homens de bem e de paz devem se levantar como defensores e promotores da proteção e combate às injustiças feitas ao sexo oposto.
Aliás, você sabia que existe um dia no calendário brasileiro, reservado para mobilização dos homens pelo fim da violência contra as mulheres? Leia mais sobre isso no final desse texto.
Agora, vamos para um papo aberto e reto com todos os homens.

O “combate” bíblico à violência contra a mulher
 
Olhando para a Bíblia e sua visão da mulher, vemos Deus apresentando-as em igualdade aos homens, embora na esfera familiar  possuam papéis diferentes (e fique claro: não estamos falando de serviços domésticos… isso é assunto para outro momento). No Gênesis, ela é vista como tendo as qualidades divinas da inteligência, sensibilidade, vontade, e governo, por exemplo, porque: Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou (Gn 1:27 NTLH). Ver a mulher como tendo a imagem do Senhor é uma concepção que contribui para olhá-la com dignidade e amor. Isso tem que estar presente nos púlpitos e nas rodas de conversas dos cristãos.
O Novo Testamento apresenta uma série de destaques a esse olhar de igualdade e valorização feminina. Quando fala do contexto de casamento, o apóstolo Paulo trata a submissão como parceria na família, nunca como menosprezo e indignidade (Ef 5:22-24). Aliás, antes de falar da sujeição da esposa no casamento, o apóstolo nos dá um mandamento: Sujeitem-se uns aos outros no temor de Cristo (Ef 5:21). O equilíbrio nas relações, entre homem e mulher, é ensinado tanto na esfera familiar como na sociedade e na comunidade cristã.
Mas o mais radical e surpreendente é o cuidado com o qual Paulo trata do respeito de maridos para com suas esposas. O tratamento que o esposo dá à mulher é baseado no exemplo de amor de Cristo para com a Igreja. E ainda mostra porque o homem deve dispensar um cuidado tão especial: Porque ninguém jamais odiou o seu próprio corpo. Ao contrário, o alimenta e cuida dele, como também Cristo faz com a igreja (Ef 5:29). Veja que é no ambiente familiar que o apóstolo mais reforça a importância de um tratamento digno, protetivo e não violento à mulher. De certa maneira, podemos tirar deste comportamento conjugal exemplo do tipo de trato que todos os homens, especialmente os cristãos, devem ter para com as mulheres, pois: …não existe diferença entre judeus e não judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homens e mulheres: todos vocês são um só por estarem unidos com Cristo Jesus (Gl 3:28 NTLH).
Concretamente falando, homens cristãos não podem olhar para a mulher como a cultura, que a subjuga em posição de inferioridade. Não deve permitir que homens violentos tenham espaços nas relações com elas. Devemos ser combativos, trazendo à tona este tema em rodas de conversas nas nossas igrejas; os números disponíveis pelos governos devem ser divulgados e a denúncia no 180 deve ser uma ação sempre praticada, já quando há quadros de violência verbal, evitando que a violência física seja praticada. Denunciar não é pecado, afinal …a autoridade é ministro de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, então tenha medo, porque não é sem motivo que a autoridade traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar quem pratica o mal (Rm 13:4).
O combate à violência doméstica antes de ser uma pauta feminina e/ou masculina, é uma pauta cristã! Portanto, é coisa de homem sim! Os homens cristãos devem abraçar o debate, combater a violência e dar ao assunto a importância, visibilidade e olhar cristão que ele merece. Na violência doméstica devemos lembrar que o combate vai muito mais além da oração.

6 de dezembro: Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres[1]
 
O Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres é datado anualmente em 6 de dezembro. A campanha, conhecida como “Laço Branco”, busca conscientizar o público masculino para lutar esse combate em relação às mulheres.
A data criada no Brasil para lembrar a importante pauta, é uma alusão ao que ocorreu em 1989, quando homens se mobilizaram para distribuir laços brancos e falar sobre o tema, após o genocida Marc Lepine invadir uma escola politécnica em Montreal, Canadá. Lepine pediu a retirada dos homens da sala de aula, e assassinou 14 mulheres na ocasião. O ocorrido, 6 de dezembro daquele ano, ficou conhecido como o “Massacre de Montreal” e gerou esse marco em todo mundo. Até o dia 25 de dezembro, foi estabelecido pela ONU como o Dia Internacional de Erradicação da Violência contra a Mulher.
No dia 6 de dezembro diversas entidades de governos e sociedade civil, além da distribuição de laços brancos, promovem debates, passeatas, fóruns públicos, conscientização da participação masculina no debate e combate à violência. Homens são chamados em parceria para ajudar nas conquistas femininas.
Andrei Sampaio Soares, Diácono na Igreja Adventista da Promessa em Benguí – Pará,  teólogo e graduando em jornalismo.

Conecte-se com a sua história

“Um povo sem memória é um povo sem história.”  Emília Viotti da Costa
O que somos hoje é reflexo do caminho que percorremos. É preciso seguir em frente, mas sem esquecer aquilo que já se passou. Lembre-se de onde você veio. Não importa se sua origem foi humilde e pobre, se você passou por privações, dificuldades e tristezas. Todos temos um passado e temos responsabilidade com ele. Seja grato. A gratidão é o reconhecimento de que para chegar onde você está, você precisou de ajuda. Lembre-se de quem te alimentou, ensinou a andar, a comunicar-se, segurou sua mão para te ajudar a levantar quando, em seus passos inseguros, você caía. Demostre gratidão por quem esteve ao seu lado e lhe educou, ensinou, apoiou, incentivou e motivou. Lembre-se de quem cuidou de você quando você precisou. Lembre-se de suas raízes.
O apóstolo Paulo, em sua segunda carta a Timóteo, advertiu que nos últimos dias sobreviriam tempos difíceis e que os homens se tornariam egoístas, avarentos, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis e inimigos do bem. (2 Tm 3.1-3). Os filhos de Deus não podem se encaixar, de forma alguma, a essa descrição.
A palavra de Deus orienta seus filhos a honrar pai e mãe. (Êx 20.12, Ef 6. 1-3). Honrar é obedecer, amar, cuidar, não importando a idade que tenham ou se foram bons ou maus.
Deus, em sua infinita misericórdia e amor, se preocupou e deixou orientações sobre o cuidado com homens e mulheres idosos. Também fez recomendações sobre o cuidado com as “viúvas” (bisavó, avó e mãe) e com os “da sua própria casa” (Família – pais, irmãos, irmãs). (1 Tm 5. 1-2,4,8). A orientação é para que filhos e netos cuidem primeiramente das mulheres viúvas de sua própria casa. Porém, quando lemos a palavra “primeiramente”, fica implícito no texto a responsabilidade de cuidar também das outras mulheres viúvas. O cuidado com as viúvas não deve ser somente o provimento material (muitas nem precisam), mas também com a provisão espiritual e emocional. Elas passam por momentos de angústias, aflições, sofrimento, tristezas e solidão. É dever do cristão cuidar das viúvas e, além disso, é mandamento de Deus. (1Tm 5.3).
Sobre “cuidar dos da sua própria casa”, é importante observar que muitas pessoas não conseguem, por si só, prover os meios de sobrevivência. Cabe a todos, portanto, o exercício da generosidade.
Cuide daqueles que fizeram e fazem parte da sua história. Valorize seus bisavós (aqueles que ainda os tem vivos), seus avós, seus pais e irmãos. Ame-os. Visite-os. Sente-se para conversar, recordar, ouvir. Não renegue a sua história.
“Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior que o descrente.” 1 Timóteo 5.8
Valdete Moraes da Cunha de Oliveira, casada com o Pastor Moisés Severino de Oliveira, é professora e congrega na Igreja Adventista da Promessa em Prado Velho, Curitiba – Pr.

Enquanto a igreja nos falta, um convite nos surge

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Rm. 8:28
Pandemia, distanciamento social, templos fechados, cultos online.
Será que Deus tem um propósito para isso tudo? Certamente sim! É tempo de, individualmente, trazermos novo significado à nossa espiritualidade.
Quando a dinâmica da igreja nos é suprimida, nos esforçamos para mostrar a nós mesmos que, ainda assim, somos corpo de Cristo. A igreja reunida tem a função de conduzir seus membros, de modo coletivo, à santidade, à adoração, à aprendizagem, ao crescimento espiritual. Hoje, por meio de lives, de Pequenos Grupos virtuais e de Grupos de Oração nas Redes Sociais, esforçamo-nos para não perdermos a sintonia que tínhamos na igreja, em nossos encontros presenciais, mantendo-nos espiritualmente saudáveis.
Cremos que, em algum momento, estaremos juntos novamente e temos ansiado muito por isso! No entanto, esse é um tempo único, no qual o Espírito Santo nos convida a colocarmo-nos realmente a sós com Deus. O Senhor nos quer de maneira mais profunda e significativa. Ele nos impulsiona agora a ultrapassarmos os limites do visível e a conhecê-lo mais!
Enquanto as atividades da igreja nos davam uma sensação de bem-estar e conforto, com suas músicas e com seu ambiente preparado a receber adoradores, agora a solidão dos pensamentos, as orações aos pés de nossa cama, a adoração em meio às tarefas nos conduz a percebermos Deus mais intimamente e nos provoca a buscarmos ao Senhor de maneira diferente e especial. Agora, na introspecção e na solitude, não há nada que nos confunda. Tudo passa a ser transparente e nítido. Mas, a busca por Deus se intensificou?
Você já pensou que talvez esse seja o propósito em tudo isso? É tempo de abrirmos as portas mais secretas de nosso íntimo e, sem receio, desfrutarmos de experiências com nosso Deus que, provavelmente, no conforto da igreja, não alcançaríamos. É tempo de avançarmos e caminharmos mais com Ele.
A oportunidade nos é dada. Podemos ultrapassar níveis inimagináveis de proximidade com o Senhor; basta um passo priorizando tempo com Deus e sua Palavra.
Há um convite da parte do Espírito Santo que, nesse tempo, ressoa em nossos ouvidos chamando-nos a seus propósitos. Que, enquanto a igreja nos falta, em tempos de distanciamento, aproximemo-nos intensamente do Senhor, respondendo ‘sim’ a seu amoroso convite, com a certeza de que, mesmo depois, quando enfim pudermos ir aos templos cultuar coletivamente, que a intimidade com Deus permaneça em nossas vidas!
Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Isaias 55:6
Por Simone de Macedo Bastos da Silveira
Graduada em Letras e Pedagogia, especialista
em tecnologias interativas aplicadas à Educação (PUC-SP).
Coordenadora Pedagógica
Casada com Álvaro Augusto da Silveira, mãe da
Vanessa e Fernanda. Membro da IAP V. Maria – SP.

Conectadas com a palavra

“Um dia o sumo sacerdote Hilquias foi ver Safã, o secretário do rei, e disse: ‘Encontrei um livro no templo do Senhor, e esse livro é o livro da lei!’…” II Reis 22:8 NBV-P
No livro de II Reis capítulos 22 e 23 encontramos a história do reinado de Josias. Ele estava reinando há dezoito anos quando resolveu consertar os estragos do templo. Safã, seu secretário, foi até o sacerdote Hilquias e repassou suas orientações. Ao executar tal ordem, o sacerdote encontrou o livro da lei do Senhor.
Como assim? O livro da lei do Senhor estava perdido? Pode parecer estranho, mas é o que está registrado nas sagradas escrituras. E, da mesma forma que aconteceu nessa história durante o reinado de Josias, é possível que muitos de nós tenhamos perdido a palavra de Deus.
Os zeladores de igreja que o digam. Quantas Bíblias são esquecidas nos bancos das igrejas e muitas vezes seus donos nem sentem falta…
Nesse momento muitos podem até dizer, eu não perdi minha Bíblia. Ok, pode ser que você a tenha na sua casa guardada em algum lugar, em alguma gaveta, bolsa, no smartphone, no computador ou até mesmo ela esteja em cima de um móvel aberta no Salmo 91. Mas, será que a palavra do Senhor não está “perdida”?
Se nós temos a Bíblia mas não a lemos, paramos de praticá-la ou ainda não permitimos que ela produza efeito em nossas vidas, então está perdida.
Não adianta termos a palavra de Deus à nossa disposição em todas as versões possíveis se a deixamos pelos cantos e não meditamos em seus ensinamentos.
O Senhor nos convida a nos conectarmos com a sua palavra, de tal modo que ela produza em nossas vidas o efeito que produziu na vida de Josias.
Quando o rei ouviu as palavras do livro, rasgou as suas vestes, abriu seu coração, se humilhou diante do Senhor e tomou a atitude de renovar a sua aliança e do povo com o seu Senhor.
Não deixemos a palavra de Deus esquecida. Precisamos todos os dias desse encontro com a palavra do Senhor. A leitura e a prática dos ensinamentos que esse livro maravilhoso contém irá produzir em nós mudança de comportamento, restauração e renovo.
Débora Hilário Pereira, casada com Dayvison Levy, Congrega na Igreja Adventista da Promessa em Osasco – SP.

Desconectadas, com a cabeça na lua

Há 51 anos o homem pisou pela primeira vez na lua, e desde então a ciência busca no cosmos respostas para diversos enigmas e solução para os problemas aqui da terra. Como a astronomia, o ser humano vive buscando longe de si a conexão consigo mesmo e com o mundo que o cerca.
Numa época dominada pela tecnologia, falar em conexão nos leva automaticamente a pensar na internet, pois ela encurta distâncias, facilita a comunicação, amplia o conhecimento e nos liga a quase tudo o que consideramos importante. Apesar de super conectadas, parece que nunca estivemos tão distantes de nós mesmas e de nossas reais necessidades.
Prova disso é que, às vezes, sabemos muito de moda, de tendências de cabelo e de maquiagem, mas pouco sobre quem somos de verdade. Conhecemos a vida de todo mundo pelas redes sociais, mas quase nada do que se passa dentro de nossas casas. Estamos informadas sobre política, ciência e sociedade, contudo não sabemos como resolver nossos problemas do dia a dia. Desenvolvemos um perfil atraente nas redes, mas não atraímos amizades verdadeiras. Ostentamos nossas aquisições, nossa vida social, entretanto escondemos o vazio que vai em nossa alma. Na busca de respostas sobre a vida procuramos literaturas, cursos, palestras, experiências imersivas¹, ajuda de couchers² e mentores³.
Porém, conexão diz respeito a uma ligação forte e profunda que não pode ser encontrada em nosso ego, numa vida de aparências ou na aprovação dos outros. Somente quando nos afastamos de prioridades vazias e nos aproximamos de Deus, passamos a nos conectar com o que pode dar significado verdadeiro às nossas vidas. Só Ele, que conhece a nossa essência (Jeremias 17:10, Romanos 8:27), é capaz de revelar nossa verdadeira identidade, de filhas de Deus (João 1:12, Gálatas 3:26) e de nos mostrar que valemos muito mais do que aquilo que vestimos, temos ou fazemos (Mateus 10:31, 6:28-30, Lucas 15:8-10). Só Ele consegue nos libertar de nossos desejos egoístas (Fil 2:3, I Cor 10:24, Jeremias 17:9) e nos ensinar o amor verdadeiro (I Coríntios 13: 4-7, I João 4:9-11), mudando nosso jeito de pensar e de agir (Efédios4:22-32). E, o mais importante: revela para nós o propósito de nossa existência (João 3:16, I Pedro 2:9, Romanos 11:36).
Desenvolva uma conexão íntima com Deus e você encontrará respostas para suas perguntas, solução para seus problemas e sentido para sua vida!
 
Romi Campos Schneider de Aquino, mãe do Henrique e do Davi, é psicóloga, auxilia seu marido Luciano no pastorado das Igrejas Adventistas da Promessa de Ana Terra e Monte Castelo, em Colombo -PR e íntegra a equipe do Ministério Vida Pastoral Geral da IAP.
 
Notas:

  1. A experiência imersiva é uma técnica onde as pessoas são convidadas a viver uma experiência intensa em ambiente interativo, que pode consistir numa situação da vida real ou paralela à sua vida quotidiana.
  2. Coach é um facilitador que presta apoio ao coachee através da identificação dos seus valores, da sua visão pessoal e dos seus objetivos, por meio de perguntas, encorajamento, tarefas e desafios.
  3. Mentor é uma pessoa mais experiente ou com mais conhecimento que ajuda a guiar uma pessoa menos experiente ou com menos conhecimento, orientando ideias, ações, projetos e realizações.

 
 
 
 

ONTEM, HOJE, SEMPRE

“O coronavírus nos chama a considerar Deus como a realidade mais presente e importante em nossas vidas. Nossas vidas dependem dEle mais do que da respiração.” (John Pipper)¹
Ainda  lembro de alguns medos que me assolavam durante a infância:  medo do fim do mundo, da terceira guerra mundial, do alinhamento dos planetas. Quem  em sua inocência nunca teve medo de cachorro louco,  fantasma e bicho-papão?
Quando a gente é criança, não entende a verdadeira dimensão das coisas. Juntamos o que é real com a nossa imaginação e criamos situações que nos apavoram. Mas quando nos tornamos adultos e sabemos distinguir a realidade da fantasia, percebemos que a maioria de nossos medos de infância era irreal. Apesar disso, neste período de pandemia, pode parecer difícil manter o equilíbrio e não ter medos como: de perder o emprego, de passar por necessidades financeiras, de pegar e de transmitir o coronavírus, de perder pessoas queridas e até a própria vida.
Acredito que todo mundo já se sentiu assim pelo menos um dia em meio à situação atual. Porém, mesmo que tenhamos dificuldade para evitar, não podemos deixar que esses medos tomem conta de nós, tirem a nossa alegria e levem embora a nossa paz. Felizmente, em maior ou menor grau, a maioria de nós encontra formas razoáveis de lidar com essas situações. No entanto, nós que servimos a Deus, encontramos na Sua Palavra recursos espirituais valiosíssimos que não nos deixam sucumbir diante das circunstâncias.
A Palavra nos ensina que podemos vencer o medo sabendo que os desertos da vida nunca duram eternamente. Por mais que  não consigamos ver, um oásis pode brotar logo à frente.  Como diz o Salmista: “Depois de uma noite de choro, sempre há um novo dia de alegria.” ² Ainda não vemos, mas cremos!
            Nela também aprendemos que, além de cultivar a esperança, podemos vencer o medo, colocando nossos pensamentos naquilo que Deus fez, quando nos socorreu em momentos difíceis do passado. Foi o que fez o profeta Neemias, que num momento de angústia e muitas incertezas, vislumbrou um futuro melhor olhando para o que Deus já tinha feito:  “Todavia lembro-me também do que me pode dar esperança”.³
            Mas ainda que o medo insista em nos assolar, que pareça que tudo está desabando ao nosso redor, a Bíblia nos mostra que o nosso fim não é aqui, que temos um futuro glorioso e uma casa no céu onde todos os sofrimentos ficarão para trás. (4)
Por isso, mesmo que nossos planos tenham sido frustrados e que neste momento vejamos um futuro incerto para o país, para a economia e para a nossa própria vida, devemos lembrar que ao contrário de nossa fantasia de onipotência, em essência nunca tivemos controle sobre o nosso viver e nem sobre o que está por vir, pois, como diz Thiago “… Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”.(5) Isso nos dá a certeza de que o melhor a fazer, especialmente no momento difícil que estamos vivendo é continuar crendo e dependendo dEle.
 
Referências:

  1. Pipper, John. Coronavírus e Cristo (trd. Vinícius Mussemean Pimentel) São José dos Campos, SP: Fiel, 2020.
  2. Salmos 30:1
  3. Lam 3:21
  4. Fil.3:20, Rom. 8:18

 
5.Tiago 4: 13-17
 
Romi Campos Schneider de Aquino. Casada com o pastor Luciano, mãe do Henrique e do Davi. Congrega em Colombo PR. Psicóloga, faz parte do MVP Geral.

Continue orando pela nação

O Brasil já passou a marca dos cinquenta mil mortos pelo novo coronavírus, o covid-19. São cinquenta mil pessoas que não voltarão para casa para estar com seus familiares e amigos; que não vão poder abraçar e serem abraçadas. Lamentamos e nos solidarizamos com todas as famílias. Como igreja, reforçamos que continuamos orando pelo nosso país e por todas as famílias que perderam seus entes queridos. Continuamos orando para que muito depressa os efeitos dessa pandemia sejam amenizados em nosso país.
De acordo com a Bíblia Sagrada, todo este sofrimento, é resultado do pecado. Nunca podemos nos esquecer disso. Desde que o ser humano gritou independência em relação a Deus e o pecado entrou no mundo, todas as misérias e desarmonias passaram a existir (Gn 3:1-19). Vivemos numa terra amaldiçoada por conta do pecado (Gn 3:17). Quando o homem caiu em pecado, arrastou a natureza junto. O apóstolo Paulo escreveu que a criação está no “cativeiro da corrupção”, que ela “geme e suporta angústias” (Rm 8:21-22).
Tim Keller, comentando este texto de Romanos 8:20-22, diz que a natureza não é o que deveria ser ou o que foi criada para ser. Ela encontra-se presa em um clico contínuo de morte e decomposição. Apesar de ter sido criada perfeita, a natureza é palco de desastres e doenças (tais como o coronavírus). Então, a pandemia do coronavírus é um lembrete das consequências danosas do pecado.
Todavia, mesmo num contexto de pandemia, de grandes incertezas, de instabilidade econômica, de apreensão sobre o futuro, precisamos nos lembrar que a nossa grande esperança está em Jesus Cristo, nosso Senhor. Fomos salvos na esperança! (Rm 8:24). A boa nova do evangelho é que Jesus Cristo está restaurando todas as coisas (2 Pd 3:13; Ap 21:1). Podemos viver com esperança crendo que, no futuro, tudo será diferente. No futuro, as lágrimas dos nossos olhos serão enxutas, no que em Jesus Cristo devolver o reino ao seu Pai, quando tiver destruído todo domínio, toda autoridade e todo poder (1 Co 15:24). Caminhe com esta fé em seu coração!

O EVANGELHO E O RACISMO

Racismo é pecado contra Deus e contra as pessoas. Esse tema ganhou os noticiários, nos últimos dias, por conta da morte do afro-americano George Floyd. Ele morreu sufocado, enquanto um policial, ajoelhado no pescoço do rapaz, ignorou seus pedidos de ajuda. Esse lamentável acontecimento mobilizou pessoas a protestar contra o racismo, em várias partes do mundo.
Racismo é discriminação, é preconceito dirigido a pessoas, direta ou indiretamente, por conta de sua etnia ou cor. Além de ser pecado, é crime, um comportamento que todo ser humano deve repudiar, principalmente quem conhece o evangelho de Jesus! O evangelho não compactua com estruturas segregadoras, que dividem as pessoas por status social, sexo, cor de pele, etnias etc.
O evangelho mostra que todos os seres humanos foram criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26). Esse fato, por si só, mostra o quanto cada ser humano deve ser tratado com respeito e consideração. Infelizmente, o pecado, tendo entrado na história humana, desfigurou-nos, enfeiou-nos; desperta o que de mais terrível há em nós (Gn 3).
Por conta do pecado, julgamos o outro por sua posição social, sua cor de pele, sua etnia etc. O pecado faz, inclusive, que muitos seres humanos olhem para o seu semelhante não como humano, como gente, mas como “coisa”. Contudo, em Cristo, somos redimidos e motivados a viver de maneira diferente. O evangelho ensina-nos que, em Cristo, todos são importantes e têm valor: Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus (Gl 3:28).
Um exemplo claro dessa verdade de que, em Cristo, todos somos importantes e podemos ser usados por Deus, independentemente de nossa cor de pele, etnia ou coisa do tipo, é a formação de liderança da igreja de Antioquia da Síria, uma comunidade altamente comprometida com a obra missionária em todo o mundo, de acordo com o livro de Atos. Foi a partir dessa igreja que Paulo e Barnabé foram enviados para plantar igrejas pelo mundo (At 13:2).
Preste bastante atenção à descrição da liderança dessa comunidade cristã: Na igreja de Antioquia havia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo (At 13:1 – grifos nossos). Chamamos atenção para os nomes de Simeão e Lúcio. Simeão é chamado de “Niger”, nome latino que significa “negro”, de onde vem o nome “Nigéria”, por exemplo. Indubitavelmente, temos, aqui, uma referência à cor de sua pele. Simeão era um líder negro da igreja de Antioquia.
Lúcio, por sua vez, era conhecido por seu lugar de origem, a cidade de Cirene, que ficava ao norte da África, onde hoje está a Etiópia. Embora não possamos cravar com cem por centro de certeza que Lúcio era negro, há boas razões para crermos nisso. Esses dois líderes, com os demais, ouviram e foram sensíveis à voz do Espírito. Oraram, jejuaram e impuseram as mãos sobre Paulo e Barnabé para enviá-los à missão.
Deus usa gente de todas as etnias, de todas as cores, de todas as idades, de todas as classes sociais! Quem discrimina pessoas usa padrões malignos (Tg 2:4). O evangelho é claro: … se fazeis discriminação de pessoas, estais cometendo pecado (Tg 2:9). Fujamos desse caminho! Valorizemos e respeitemos todas as pessoas. Essa é a vontade de Deus para todos nós. Racismo é pecado contra Deus e contra o próximo.
 
 

Vivendo além das limitações:

A história da menina cega que podia ver.
Alguém poderia até dizer que essa garotinha não teve muita sorte.
Nascida em 1820, numa família pobre da cidade de Putnam- Nova York, com seis semanas de vida, por causa de um erro médico, perdeu totalmente a visão dos dois olhos.
Pouco tempo depois, o seu pai veio a falecer e sua mãe precisou se esforçar muito para manter a casa.
Quando tinha 5 anos, com ajuda financeira dos vizinhos, consultou o melhor especialista do país que colocou fim em qualquer esperança de cura.
O cenário não era bom…
Que futuro essa garotinha deficiente visual poderia ter?
Uma luz raiou em meio à escuridão: sua dedicada avó se esmerou em pregar-lhe o evangelho. Todos os dias ela empreendia tempo para ler as maravilhosas histórias bíblicas para sua netinha. A garotinha aprendeu, de modo que até decorou trechos extensos de livros como Salmos, Rute, os Evangelhos, entre outros. Plantar a palavra de Deus naquele coraçãozinho mudaria totalmente a história daquela vida!
Aos 8 anos ela já demonstrava a luz que iluminava o seu caminhar. Com uma habilidade peculiar em escrever poesias, declarou:
 
“Então pode chorar e soluçar porque sou cega
Oh, que menina contente sou eu,
Apesar de não poder ver,
Pois decidida estou que
Neste mundo alegre serei!
Quantas bênçãos recebo eu
Então pode chorar e soluçar
Porque sou Cega
Porque isso não farei”.
 
Aos 12 anos, sua avó faleceu, mas o fruto já apontava maduro, e aos 15 anos passou a estudar no Instituto de Cegos de Nova York, onde depois lecionou por longo tempo como professora de Inglês e História e conheceu seu marido que também era cego e professor.
Aos 23 anos, foi a primeira mulher a falar no Parlamento americano. Recitou um poema em defesa dos direitos de educação dos cegos.
Lutou contra escravidão compondo músicas.
Apoiou Abraham Lincoln em favor da abolição.
Lutava pelos direitos de emancipação feminina, entre muitas outras realizações.
Aquela menina cega havia se tornado uma consagrada poetisa.
Porém, foi aos 44 anos de idade que essa notável mulher passou a tecer seu maior legado: escrever hinos sacros.
Movida pelo avivamento americano do século XlX, e juntamente com as pregações de   D. L. Moody, escrevia hinos que embalavam os cultos e acendiam as chamas da pregação do evangelho naquela nação em expressões que demonstravam a fonte viva que jorrava em seu coração:
” Canta Minh ‘alma, canta ao Senhor
Rende-lhe sempre ardente louvor”
” Meu Senhor sou teu, tua voz ouvi a chamar me com amor…”
“Oh não consintas tristeza dentro do teu coração, tendo fé firme no Mestre, segue o sem hesitação”
“Seguirei a meu bom Mestre, onde quer que for irei”
“Quero estar ao pé da cruz de onde rica fonte, corre franca a salutar do calvário monte
Sim na cruz! Sim na cruz! Sempre me glorio, té que ao fim vá descansar, salvo além do rio”
Enfim, foram mais de oito mil hinos que embalam o coração de cristãos ao redor do mundo até hoje trazendo a luz da palavra de Deus em momentos que conferem fé, alegria e eterna esperança.
Em 1915, aos 94 anos, descansou a brava guerreira deixando um legado inestimável em valor.
A menina que nunca se intimidou por ser cega muito pelo contrário, segura por saber que sua sorte estava na cruz, se tornou uma mulher visionária, trazendo luz a esse mundo com coragem, alegria e altruísmo, tanto em suas ações como em suas canções.
E foi assim que Frances Janes Crosby, mais conhecida como Fanny Crosby, se tornou a maior compositora cristã de todos os tempos, afinal, ela nunca deixou de ser cega, mas por toda a sua vida também nunca deixou de ver.
 
Juliana Menezes Duque José
musicaeadoracao.com.br
prazerdapalavra.com.br
wikipedia.org

Socorro: tá todo mundo em casa!

De um dia para outro as crianças e os adolescentes não vão mais à escola; o pai ou a mãe está trabalhando em homeoffice, ou pior, algum deles pode ter perdido seu ganha-pão.  Há ainda o vovô, a tia, a sogra… que estão proibidos de sair de casa. Lembrando também que o cachorro, com quem fazíamos festa ao chegar em casa,  agora está o tempo todo em cima de nós querendo brincar.
Com todo mundo em casa há mais comida pra fazer, mais sujeira pra limpar, mais problemas pra pensar e talvez o mais difícil: além de conviver com os medos e as preocupações que a pandemia da COVID 19 traz, enfrentar o desafio de conviver “em relativa paz” com a família!
Talvez no começo as coisas não sejam assim tão complicadas: podemos encarar como férias fora de época: oportunidade para descansar, fugir da rotina, fazer planos. Porém, depois de alguns dias de confinamento, saturados da TV que só fala em pandemia, entediados de ver filmes ou séries, jogar online, interagir no Face, morar no ZAP… as coisas podem ficar um pouquinho mais complicadas.
E é nesse tipo de situação, totalmente inesperada e peculiar que precisamos desenvolver a serenidade e utilizar as reservas emocionais que temos, ou pensamos ter. É importante ter consciência de que não podemos resolver a situação, mas que atitudes pessoais podem ser decisivas para passarmos por ela com o menor prejuízo possível. Todos estamos no mesmo barco e sempre há algo que podemos fazer para melhorar as coisas. A primeira é exercer a empatia, pensar que se eu estou sofrendo, os outros também estão, cada um a seu modo. Todos perderam um pouco de seu espaço, de sua rotina, de seus prazeres. Se você adulto, está estressado, imagine seu filho jovem ou adolescente, em confinamento, sem ir para escola, sem encontrar amigos e até namorar? O seu cônjuge que, além de outras coisas, pode estar pensando se terá seu emprego quando tudo se normalizar? O seu familiar idoso, que já é limitado para tantas coisas, e agora perde até a liberdade de transitar? As crianças, com toda energia que possuem, sem nem mesmo descer para o play?
Além da enxurrada de sugestões de atividades que a mídia traz para este momento,  podemos ainda ser iluminados com boas ideias do que fazer, mas que podem exigir um pouco de cautela.  Não seria fantástico utilizar o tempo em casa para fazer umas arrumações, talvez uma faxina geral? Pode ser também que alguém pense que finalmente conseguirá colocar todo mundo na linha, estabelecer rotinas, dividir tarefas como nunca conseguiu antes. Talvez também possamos achar oportuno e necessário puxar as rédeas dos filhos, colocar limites que deixamos em outros tempos. Isso tudo parece muito bom, desde que não torne o isolamento mais pesado do que já é. Analise, antes de tudo,  se o estresse de virar a casa de pernas pro ar com todo mundo dentro vai compensar o resultado;  se vai conseguir manter as novas rotinas e os limites quando tudo voltar ao normal.
Por outro lado, conviver intensamente com o cônjuge nesse contexto também pode ser um desafio novo, pois é bem provável que vejamos os defeitos dele saltarem aos nossos olhos como nunca. Mas, será uma boa ideia tentar modificar em dias o que não conseguimos em anos? Vale lembrar que a pessoa que está ali é a mesma a quem você prometeu amar e respeitar na alegria e na tristeza, na saúde e na COVID, ops! se não prometeu, está na hora de prometer!
E o que fazer com nossos idosos, sempre rotulados como teimosos e muitas vezes tratados como crianças? Nesses tempos, temos visto muita chacota a respeito deles, mas ainda que o comportamento de alguns possa parecer infantil, eles não são crianças. São pessoas adultas, dotadas de experiência de vida e personalidade própria. Mais do que nunca eles precisam ser cuidados, com firmeza, se necessário, mas sem abrir mão do respeito e do carinho.
Por tudo isso, esse é o momento em que nossas relações familiares são colocadas à prova e a forma como construímos nossos vínculos pode ser decisiva para o bem ou para o mal. Se já tínhamos diálogo e respeito, é hora de acrescentar a isso a paciência e submissão da vontade própria ao interesse comum. Se precisamos melhorar as relações, é um excelente momento para chegar mais perto, aprender a ouvir, se abrir para o outro sem a pressão da rotina e da falta de tempo. E, por que não, aproveitar para aparar as nossas próprias arestas?
Sobretudo devemos pensar que além da vida eterna, nada é para sempre. Um dia, que esperamos seja logo, isso tudo terá passado. Certamente ficarão prejuízos, teremos que retomar e reconstruir muitas coisas, mas podemos ser mais do que sobreviventes se usarmos com nossa família um antídoto para qualquer crise: O AMOR! Só ele é capaz de nos dar a paciência, a lucidez e a serenidade que precisamos em dias tão difíceis. E o melhor: só ele é capaz de mandar o nosso medo embora!1
(1) I João 4:18
Por: ROMI CAMPOS SCHNEIDER DE AQUINO Psicóloga, Líder do Ministério de Mulheres da Região Sul. Casada com Luciano, mãe de Henrique e Davi, congrega na Igreja Adventista da Promessa de São José dos Pinhais, Paraná.

Dicas para manter a saúde mental no isolamento social

Dicas para manter a saúde mental no isolamento social

Quando 2020 começou, o mundo não poderia imaginar o que viveríamos. Todos fomos forçados a mudar drasticamente nossas rotinas, convivermos isolados em nossos lares e agora temos que digerir as incertezas do futuro. É possível manter o equilíbrio mental diante de tudo isso?
A resposta vai depender muito de você! Separamos algumas dicas práticas para te ajudar a superar este momento difícil, mantendo sua mente saudável.
– PLANEJE UMA ROTINA. Tenha com um horário para acordar, tomar um banho e trocar de roupa. Tome um bom café da manhã e siga seu planejamento diário. Ter uma rotina é uma forma de organizar a nossa mente.
– MANTENHA O AMBIENTE AREJADO, LIMPO E ORGANIZADO. Tenha um lugar agradável para fazer suas atividades. Abra as janelas e deixa a luz do sol entrar na sua casa.
– TENHA MOMENTOS DE LAZER. Mesmo para quem esta fazendo home office é importante ter um momento para você fazer coisas que você goste como ler um bom livro, assistir uma série ou um filme. Não trabalhe mais que o devido.
– CUIDE DA ALIMENTAÇÃO. Pare de trabalhar na hora da sua refeição. Tenha alimentos saudáveis no seu prato. Uma boa alimentação também contribui para o seu bom ânimo.
– DURMA BEM. Aproveite para dormir 8 horas por noite, sua mente precisa descansar para conseguir filtrar as informações do dia seguinte. Pessoas que não dormem bem, têm as atividades cerebrais prejudicadas.
– FAÇA EXERCÍCIOS FÍSICOS. Seu corpo precisa manter o movimento. Existem vários sites com exercícios simples e fáceis para qualquer tipo de pessoa.
– EVITE SER BOMBARDEADO COM EXCESSO DE INFORMAÇÃO. Escolha um momento do dia para se informar em uma rede confiável. No restante do dia, se ocupe com outras coisas. Não permita que seu ânimo seja abalado com informações o dia todo de fontes nem sempre confiáveis.
– TENHA UM BOM RELACIONAMENTO COM QUEM VIVE COM VOCÊ. Diálogo é a chave para sabermos o que se passa com nosso próximo (muito mais próximo agora). Crie um ambiente de amor, respeito e cooperação, com a ajuda de Deus. Dividam as tarefas da casa, façam exercícios juntos, joguem jogos de tabuleiros. Aproveitem para fortalecer os laços da sua família.
– INVISTA EM UMA REDE DE APOIO. Forme um grupo de pessoas que você possa trocar conselhos e carinho nesse momento difícil. Aproveite o melhor da tecnologia para aproximar as pessoas. Todo mundo ganha!
– EXPRESSE SEUS SENTIMENTOS. Pode ser escrevendo em um caderno ou compartilhando com alguém de confiança. Se sentir que é necessário, procure ajuda profissional para lidar com as emoções.
– SEJA GRATO. Faça uma lista de coisas pelas quais você se sinta grato. Afaste dos seus pensamentos o excesso de crítica e ideias negativas.
– FORTALEÇA SEU RELACIONAMENTO COM DEUS. Medite nas promessas de Deus para a sua vida, leia a bíblia, passe um tempo em oração e confie.
– E NUNCA ESQUEÇA….NADA ESTA FORA DO CONTROLE DO NOSSO PAI, TUDO VAI PASSAR.
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”
Filipenses 4:8

Dicas para Home Office

Home office

Nesses momentos de isolamento social, temos que adaptar a nossa rotina para trabalhar remotamente, em nossas próprias casas. O home office não é algo novo nas empresas, mas para muitas pessoas sim, por isso vale a pena algumas dicas.
Primeiramente, podemos citar algumas vantagens e desvantagens do trabalho em home office, a seguir:
– Vantagens:
Não temos o stress do deslocamento diário por conta do trânsito intenso;
Trabalhamos no conforto da nossa casa;
Estamos constantemente perto da nossa família.
– Desvantagens:
Distrações podem prejudicar a produtividade do nosso trabalho;
Tendência a trabalhar demais (além da carga horária normal);
Menos interações com as pessoas (contatos somente via ferramentas virtuais). Nesse aspecto, é importante fazer as reuniões com a câmera de vídeo do computador habilitada para ter uma sensação de mais proximidade com as pessoas.
Então, o que fazer para que o home office seja bom, produtivo e eficaz? Seguem algumas dicas.
1. Faça o setup da sua mente
É importante manter rotina normal de trabalho. Devemos acordar cedo, fazer a nossa devocional diária com Deus, tomar o nosso café da manhã, colocar uma roupa confortável (por favor, não fique de pijama o dia inteiro, senão a sua mente não vai se conectar com o trabalho), e no final do dia, é importante que se movimente o corpo com algum tipo de exercício combinando aeróbico, musculação e alongamento, para evitar o sedentarismo.
2. Construa um espaço específico para o trabalho
É essencial ter um local específico em casa onde possa se montar um ambiente de trabalho o mais confortável possível. Não é necessário ter um escritório na casa, mas separar um espaço que conecte você ao seu trabalho.
3. Seja organizado
É bom que se tenha uma rotina estabelecida de trabalho com início e fim, estabelecendo metas realistas e atingíveis, além é claro, de definir prioridades. Faz-se importante também a disciplina e a celebração no final de cada meta atingida. Temos que evitar procrastinação de alguma tarefa, por mais desafiadora que seja, mas encará-las com ânimo e força de vontade.
4. Cuidado com as distrações
A família, o celular, as músicas, as mídias sociais, as notícias na TV, podem ser distrações que atrapalham a sua produtividade. Pausas para café, ou mesmo caminhada que movimente o esqueleto durante o dia em alguns horários específicos são importantes para melhorar o seu rendimento.
5. Tenha horários bem definidos para as atividades
É muito importante ter horário para início das atividades, para as pausas (tanto café quanto almoço), e para finalização das atividades. Também é essencial que no horário do almoço você saia do ambiente de trabalho. Por favor, não almoce no seu ambiente de trabalho, senão você vai acabar almoçando e trabalhando ao mesmo tempo. E, também, não deixe de almoçar uma comida saudável. Não fique comendo besteira o dia inteiro, pois isso fará mal para sua saúde.
Por fim, vamos aproveitar as vantagens do trabalho em home office para que seja bom para nós, para a nossa família, para a nossa produtividade e, consequentemente, para a nossa empresa.
Espero que essas dicas possam ajudar de alguma forma em sua rotina diária de home office. Um abraço virtual a todos e fiquem com Deus.

Vacinas não causam autismo

Em 28 de fevereiro de 2020, foi registrada a primeira morte por sarampo no estado de São Paulo. A vítima foi uma criança sem histórico de vacinação, fato esse grave, já que o sarampo é uma doença altamente contagiosa e letal, principalmente em crianças menores de 5 anos, sem tratamento específico. Porém, é possível previni-la por vacinas. Então, por que não vacinar?
Muitas pessoas que assumem uma postura contrária à aplicação de vacinas baseiam-se num movimento que nasceu na tese do médico Andrew Wakefield, publicada em 1998, na revista científica The Lancet. Nela, ele relatou que doze crianças desenvolveram autismo após a exposição à vacina MMR, que previne contra o sarampo, a caxumba e a rubéola (1). Algum tempo depois, descobriu-se que cinco crianças já tinham problemas neurológicos, que nenhuma criança tinha vestígio de sarampo no organismo e que Andrew havia solicitado a patente de uma outra vacina contra o sarampo, que seria concorrente da MMR no mercado. Isso culminou na despublicação da pesquisa, em 2010. Wakefield perdeu o direito de exercer a medicina (2); porém, um grande estrago na reputação das vacinas já havia sido feito.
Depois dessa tese equivocada, várias pesquisas foram realizadas, comprovando que nem a vacina MMR, nem qualquer componente de vacinas têm alguma relação com a causa do autismo. Também não é possível sustentar especulações que tentam relacionar o surgimento do autismo ao uso de vacinas, pois existem casos desse transtorno registrados  desde o século Xlll (3). Num estudo mais recente, na Dinamarca, pesquisadores acompanharam, por dez anos, 657.461 crianças nascidas no país, entre 1999 e 2010. Dessas, 31.619 não haviam sido vacinadas (lá, a vacinação é voluntária e gratuita) e, destas que não haviam sido vacinadas, 6.517 foram diagnosticadas com autismo, ou seja, uma taxa de incidência de 129,7 casos para cada 100.000 habitantes (4). E o que isso quer dizer?
Considerando que, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população do mundo tem autismo (o que pode ser relativo, pois, nos EUA, 1 para cada 59 nascidos tem autismo), esse dado mostra que uma criança vacinada tem a chance de desenvolver autismo tanto quanto uma criança não vacinada, mas com um diferencial importantíssimo: a criança que não recebe vacina fica menos protegida contra doenças graves, como o sarampo, por exemplo.
Em 2016, o Brasil recebeu um certificado da OPAS/OMS, como um país livre do sarampo (agora, não mais, infelizmente). Porém, incentivo você a vacinar o seu filho e, assim, ajudar a prevenir essa terrível doença, bem como tantas outras, na vida dele e de muitas outras crianças. Então, vamos lá: não vacile, mas vacine! Ajude a proteger quem você ama!
Referências:
(1) MMR- Measles (sarampo), Mumps (caxumba), Rubella (rubéola).
(2) www.google.com/amp/s/www.bbc.com/portuguese/amp/geral-40663622
Outra Sintonia, a história do Autismo- John Danvan e Caren Zuker .
(3) Autism um history- Houston e Uta Frith .
(4) www.google.com/amp/s/veja.abril.com.br/saude/vacina-nao-causa-autismo-novo-estudo-comprova/amp/