Bruno Fratus: Do quase ganho, para o amor que me fez vencer

Após ficar no quase nas Olimpíadas de Londres em 2012 e no Rio, em 2016, caiu em depressão, porém (como ele mesmo relata), foi recuperado com o amor de sua esposa, pais e do seu amigo e treinador (Hawke), onde encontrou forças para conquistar sua primeira medalha nas Olimpíadas, sonhada há mais de 10 anos, ele foi Bronze nos 50m livre.

Lições que Bruno Fratus nos ensina:

  1. O poder do incentivo. Antes de iniciar a prova suas emoções foram tomadas por um turbilhão de cobranças, as quais o prejudicariam a nadar com equilíbrio. Até que ouviu sua esposa dizer: “se permita e vá ser feliz”. Isso fez toda a diferença para o atleta, e lhe trouxe equilíbrio e foco na competição.
  2. A necessidade do preparo. Foram 10 anos de espera pela medalha, e muito mais em treinamentos. Bruno superou a depressão, enfrentou o quase nas Olimpíadas de 2012 e 2016, buscou se espelhar nos melhores a sua volta, e continuou treinando. Todo esforço não seria possível sem treinamento. Após anos de preparo, renascia um campeão!
  3. A importância de estar focado. A obsessão por ganhar a prova dos 50 metros livres era tão grande que Bruno junto com a comissão técnica decidiram por retirá-lo da disputa de revezamento 4x100m livre. Dessa forma ele poderia estar inteiramente dedicado a prova dos seus sonhos. Deu certo! Uma pessoa com foco vai mais longe do que imagina.
  4. Precisamos ser mais parceiros. Casais, famílias, a igreja. Juntos podemos chegar mais longe, assim como Bruno com a esposa e técnica, chegaram. Quando Paulo, que era um apreciador dos jogos olímpicos, falou a respeito do crescimento da Igreja, como Corpo de Cristo, enfatizou a importância da parceria, do incentivo mútuo: É ele quem faz com que o corpo todo fique bem-ajustado e todas as partes fiquem ligadas entre si por meio da união de todas elas. E, assim, cada parte funciona bem, e o corpo todo cresce e se desenvolve por meio do amor (Ef 4:16).

Ao concluir a prova, Bruno deu um beijo na sua esposa. Aquela medalha não era só dele mas de todos que o incentivaram.

Franilson G. Dos Santos é Teólogo e congrega em Londrina 

 

Rebeca Andrade: “Eu sou preta e vou representar todo mundo. No esporte não tem que ter isso!”

 

Rebeca Andrade, atleta de 22 anos, natural de Guarulhos, na Grande São Paulo, foi a primeira mulher brasileira a vencer duas provas na mesma edição dos Jogos Olímpicos. Na última quinta-feira (29), Rebeca conquistou a primeira medalha olímpica da ginástica artística feminina. Nesta prova, o individual geral, vale a soma das notas dos quatros aparelhos e define a ginasta mais completa do mundo. A brasileira terminou na segunda colocação com 57,289 pontos, garantindo a medalha de prata para o Brasil. A primeira colocação ficou com a americana Sunisa Lee com a pontuação 57,433.

Neste domingo (01) a já medalhista conseguiu mais um marco histórico na conquista da medalha de ouro, no salto da ginástica artística com a pontuação média de 15,083, superando as favoritas para o podium. A americana Mykayla Skinner pegou a prata e fez 14,916 e a sul-coreana Seojeong Yeo, ficou com o bronze e média de 14,733.

A história de Rebeca Andrade é uma história de superação, determinação e muito apoio. Seu sonho começou quando ainda era uma criança de 4 anos, em um projeto social local, onde recebeu o apelido de “Daianinha de Guarulhos”, uma referência a Daiane dos Santos, vencedora de nove medalhas de ouro em campeonatos mundiais no solo entre 2003 e 2006.

Rebeca enfrentou dificuldades financeiras quando estava iniciando sua carreira, chegou a dormir na casa de seus treinadores para ir treinar. Ela lembra que sua mãe ia trabalhar a pé para lhe dar o dinheiro da condução ou seu irmão a levava de bicicleta aos treinos. Ela sofreu três lesões no joelho, a última em 2019, chegou a pensar em desistir da vida de atleta, mas sua mãe a incentivou a continuar firme.

Falando sobre o fato de ser mulher e negra, Rebeca Andrade, afirmou: “Eu sou preta e vou representar todo mundo. Preto, branco, pardo, todas as cores, verde, azul e amarelo. No esporte não tem que ter isso, você tem que representar todo mundo”. Rebeca está correta, sua fala nos faz refletir e nos dá uma belíssima lição em um tempo de “guerras ideológicas” e “preconceitos estruturais”, além de reforçar o combate ao racismo e reforçar a igualdade entre as pessoas.

Pois, segundo a Bíblia, não temos diversas raças, apenas uma. Em Gênesis, Deus criou a raça humana, o que separou as pessoas umas das outras, fazendo distinções por causa da cor da pele ou outras questões sociais foi a entrada do pecado no mundo.

Todavia, olhando para o Evangelho de Jesus, temos esta percepção: Não há mais judeu nem gentio, escravo nem livre, homem nem mulher, pois todos vocês são um em Cristo Jesus (Gl 3:28). Ou seja, não apenas no esporte, mas nas mais diversas áreas da sociedade, o preconceito encontrado é um efeito do pecado em nós que encontra verdadeira solução em Cristo, ele nos ajuda a ter uma compreensão correta de nós mesmos e dos outros, pois nossa identidade é redimida: E agora que pertencem a Cristo, são verdadeiros filhos de Abraão, herdeiros dele segundo a promessa de Deus (Gl 3:29). Portanto, é necessário voltar-se para a pessoa de Jesus e reconhecer sua obra salvífica para desfrutar sua paz e vencer os males deste mundo.

Em seu agradecimento, Rebeca atribui a conquista do ouro a bondade de Deus, ao afirmar: “Deus é bom o tempo todo”. Em conversa com o narrador Galvão Bueno, sua mãe, dona Rosa, revelou: “Somos evangélicos, então nos preparamos espiritualmente, com muita oração”.

Que o exemplo de Rebeca e sua família nos inspire a buscar em Deus o preparo espiritual em nossa vida pessoal e que o Evangelho de Jesus, nosso Senhor e Salvador, norteie nossa visão de mundo, para superarmos as barreiras instauradas pelo pecado, vivendo na dependência da graça de Deus, em todas as áreas da vida.

 

Mateus Almeida | é Teólogo, Pastor da Promessa em Itatiba e Bragança Paulista e Líder do Ministério de Ensino da Convenção Paulista.Continue reading

As arquibancadas de Tóquio e as arquibancadas da fé

As arquibancadas de Tóquio não puderam receber o público tão esperado, devido a pandemia de Covid-19. Porém, sob os olhares de juízes, delegações, jornalistas e através dos meios de comunicação, cada modalidade tem o seu público  nos Jogos Olímpicos, em Tóquio, no Japão.  

É possível, que ao notar a ausência de público, você tenha sentido a diferença dessa Olimpíada remota. Afinal, arquibancadas foram feitas para terem torcedores vibrantes, apaixonados e via de regra, incentivadores. 

Imagine, então, você. Na pista de corrida, na piscina ou na pista de skate. Depois de anos de treinos, de competições e campeonatos conquistados. Chegou sua vez de competir nos jogos olímpicos da vida cristã. Os holofotes, as atenções e a torcida estão sobre você. 

Os gritos são os melhores: a “voz” do testemunho de Moisés, faz você entender que é possível o mar se abrir. Com a sunamita diante de Eliseu, você entende que mortos voltam a viver. Com o rei Davi, você supera escândalos pessoais e cumpre o propósito na sua geração. Com Raabe, você arrisca a própria vida, para ver todo o povo de Deus vencer. 

Esses são alguns dos exemplos bíblicos, que segundo o autor de Hebreus, formam a “arquibancada da fé”. Todos descansam no Senhor, mas suas vidas, testemunharam o que Deus fez, através das escrituras. Eles enfrentaram de tudo e morreram acreditando na promessa de vida eterna (Hb 11:33-38). 

Você então, corre a corrida proposta por Deus. Sendo incentivados pelos testemunho dos heróis da fé. Sabendo que eles não receberam a recompensa: visto que Deus havia providenciado algo melhor a nosso respeito, para que, sem nós, eles não fossem aperfeiçoados (Hb 11:40). 

Ao perceber todas as providências divinas, deixa o desânimo de lado e segue rumo ao alvo. Estádio lotado, grande nuvem de testemunhas,  elimina tudo que o impede de prosseguir e o pecado que o assedia (Hb 12:1). Uma corrida longe de ser solitária, mas em parceria, um revezamento que todos desejam chegar  ao fim, você está em competição. 

Não bastasse esses incentivos. Você olha para o telão do estádio e uma cruz vazia é exibida. Quem estava lá, é considerado o Campeão em todas as modalidades. Seguido da imagem, surge a mensagem: fixando os olhos em Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé, o qual, por causa da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da vergonha que sofreu, e está assentado à direita do trono de Deus (Hb 12.2).

A mensagem é clara: Jesus é o maior exemplo a seguir! Esteve na cruz mas ressuscitou. Diferente dos heróis, provou a morte, mas a derrotou. Por isso, não desista da corrida cristã. Junte-se com seus irmãos e irmãs que Deus te deu, por meio do Salvador, e lembre-se: depois de enfrentar tudo que tem passado, um dia você se reunirá com todos os que creram no Salvador e receberão o prêmio da soberana vocação em Cristo, pelos méritos do Herói dos heróis (Fp 3:14).

 

Por: Ministério de Comunicação

Foto: R7/Reprodução.

Semana Abençoada: dedicando a semana a Deus!

Você já imaginou fazer uma lista de sonhos, projetos, planos e desejos para realizar a cada semana, e colocá-los diante de quem tem o poder de torná-los em realidade? Colocar diante de quem inventou o tempo, daquele que conhece seu futuro, seus anseios e necessidades? Começar a semana dedicando seus dias, em oração ao Senhor, é uma boa forma de tornar em realidade, o que com fé e segundo a vontade do Senhor, pedimos. 

Há um conselho do livro sagrado de Provérbios, que nos orienta a colocar diante de Deus nossa lista de necessidade: Peça a Deus que abençoe os seus planos, e eles darão certo (Provérbios 16:3). Esse conselho da Palavra de Deus, nos faz pensar em dois pontos importantes para termos uma SEMANA ABENÇOADA:Continue reading

O que fazer com as Lições Bíblicas quando o trimestre acaba?

Quatro dicas para “reaproveitar” as revistas da Escola Bíblica 

As Lições Bíblicas, são sem dúvida, grande fonte de conhecimento. A cada trimestre (no caso da lição de jovens e adultos), mergulhamos num assunto bíblico, que nos serve, tanto de aprofundamento bíblico quanto de direção prática. Mas, passando os períodos de estudos, podemos nos perguntar: “O que fazer com as Lições Bíblicas quando o trimestre acaba?”. Propomos algumas dicas de como utilizar cada revista da Escola Bíblica quando acaba o período de estudo delas: 

  1. Repasse para quem não conhece o assunto.

Uma boa maneira de reutilizar as revistas da Escola Bíblica, é repassar para quem não pode estudar os assuntos no templo, manifesta curiosidade por algum tema bíblico, ou ainda, precisa ser evangelizado. Vários títulos de nossas lições, podem ser compartilhadas até mesmo com quem não conhece o Evangelho. 

Por exemplo: uma lição para esse tempo de pandemia, que pode auxiliar na compreensão melhor da vida, é a série “O sentido da vida”, que fundamentou sua reflexão em Eclesiastes e Cantares; para quem se sente sozinho, a série que estudou o evangelho de Mateus, é uma boa forma de dizer: “Deus conosco“, em momentos de solidão; quem precisa responder questões difíceis da fé cristã ou tirar dúvidas pessoais, as Lições, “Respostas bíblicas a perguntas difíceis”, ajuda numa compreensão melhor de dúvidas difíceis. 

  1. Use como um comentário da Bíblia. 

Mas, se você deseja ficar com seu exemplar trimestral de estudos, pode usá-los como comentários bíblicos. Há alguns anos, o Ministério de Ensino da Convenção Geral das Igrejas Adventista da Promessa, vem produzindo uma grade curricular, que tem publicado estudos dos vários livros da Bíblia. Já estudamos, por exemplo, “Atos”, “Juízes”, “Romanos”, “1 e 2 Coríntios”, “Apocalipse”, “Daniel” e vamos começar a estudar “Colossenses e Filemon”, na série “Firmados em Cristo”.  

Embora os estudos não comentem todos os versículos, em muitos deles, podemos encontrar a explicação de um versículo ou capítulo, que é “chave” no capítulo ou livro; ou o seu contexto, nos ajuda a entender melhor a Palavra de Deus. Assim, as séries de lições servem para termos o entendimento da Igreja Adventista da Promessa sobre os livros da Bíblia e o significado dos vários textos das escrituras.

  1. Transforme as lições em série de mensagens ou estudo de PG.

A terceira dica, é que os estudos das Lições Bíblicas, podem ser transformados em séries de mensagens e/ou estudos para Pequeno Grupo (PG). No caso das mensagens, é possível deixar mais detalhada a parte explicativa, e contextualizar de maneira mais local a parte aplicativa. Até porque, basicamente, os estudos são feitos em estilo de sermão expositivo.

Se tratando do PG, os estudos podem destacar os pontos principais das explicações, pois aplicação sem contexto cria prática errada. Nestes estudos, pode-se utilizar as aplicações que refletem mais a realidade local dos participantes do encontro. Estudos como “Quero Mudar”, “Academia espiritual”, “Um só povo”, entre outros, são bem práticos para as reuniões.

  1. Colecione as revistas para consultas futuras.

Por último, se você gosta de colecionar  as revistas da Escola Bíblica, isso também é uma ótima escolha e dica a seguir. As lições são peças históricas, e que trazem o pensamento teológico do promessismo. Vale também, como uma oportunidade futura para consultas quando for pregar, fazer trabalhos teológicos e/ou ministrar estudos, além é claro, de lembrar de estudos marcantes para sua vida cristã. 

Por: Ministério de Comunicação

 

Sobre nossa identidade

“Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos chamados e santificados em Deus Pai, guardados em Jesus Cristo” (Jd 1:1).

Já conheceu alguém com crise de identidade? Pois bem, para os cristãos isto não deveria ser um problema. A Bíblia mostra de modo claro quem somos. Judas, por exemplo, no primeiro versículo da carta que ele escreveu, faz três afirmações importantes sobre quem são os cristãos.

Os cristãos são pessoas chamadas por Deus Pai (v.1a). Todos nós um dia fomos convocados por Deus para a salvação por meio da pregação do evangelho. Todo cristão é alguém que respondeu positivamente a esta chamada, que aconteceu não por conta das nossas obras, mas por causa da graça de Deus (2 Tm 1:9). Apesar de usar seres humanos para pregar a mensagem do evangelho, quem está chamando pecadores ao arrependimento é o próprio Deus! 

Os cristãos são pessoas santificadas por Deus Pai (v.1b). Quando fala sobre “santificação”, Judas utiliza uma palavra que diz respeito a alguém que é separado do uso comum para ser dedicado a algo, no caso, dedicado a Deus. Esta é uma consequência do chamado. Fomos chamados, respondemos positivamente, e fomos santificados, isto é, separados para viver para Deus e para a sua glória! Esta é uma realidade de todo cristão! 

Os cristãos são pessoas guardadas em Jesus Cristo (v.1c). Além de serem chamados e santificados, os cristãos contam com a proteção de Jesus em sua caminhada ao lado do Senhor. Cristo nos mantém em segurança. No que depender dele, seremos preservados até o final. Ele vai fazer de tudo para permanecermos na fé! Não é maravilhoso saber que Jesus investe tempo para guardar a nossa vida?

Você pode louvar a Deus hoje por estas verdades sobre sua vida?

Continue reading

Dia do Diácono Promessista: É sobre servir ao Senhor

Assim como os demais cristãos, diáconos diaconisas promessistas servem a Jesus Cristo 

_____________________________________________________________

“Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago” (Jd 1:1)

Judas inicia sua carta chamando a si mesmo de “servo” de Jesus Cristo. Ele está usando uma imagem bem própria de sua época. Mercadores de escravos eram coisa comum na época do império romano, e diariamente promoviam-se leilões de mercadoria humana. As pessoas entendiam muito bem o que significava ser escravo de alguém. O servo devia sua lealdade e obediência ao seu senhor. 

Assim como escravos eram comprados na época, Jesus nos resgatou, com sua morte e ressurreição, de todas as formas de escravidão (do mundo, do pecado, de Satanás). Uma vez resgatados, estamos sob as ordens de novo Senhor. O nome deste Senhor é Jesus Cristo. Somos chamados a levar a vontade dele a sério!

Todo cristão é alguém chamado para ser servir (Mc 10:42-45; 1 Co 4:1-2), e diáconos e diaconisas, tem por assim dizer, essa “dupla vocação”: de servir por serem cristãos, e de servir, por terem o dom do serviço e/ou serem ordenados ao ministério diaconal (Rm 12:7; 1 Pd 4:10-11).   

Ao lado dos pastores e presbíteros, missionários e missionárias, e dos membros em geral, os que atuam no ministério da diaconia exercem um serviço que deve ser estimado pela igreja e valorizado. Eles servem ao Senhor por meio das tarefas materiais necessárias à igreja: desde servir na Ceia do Senhor, a ajuda em visitações e no exercício da assistência social dos cristãos (At 6:1-7). 

O último domingo de maio é o dia do diácono promessista. Servos e servas de Deus que auxiliam a igreja de forma voluntária, disposta e sempre com o fim de agradar ao seu Senhor. Por isso, lembrar de seu trabalho, é trazer à memória a palavra apostólica “…sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co 15:58).

 

Serviço à Deus, dever de todo cristão!

Agora, voltando a falar de serviço geral, todo cristão deve pensar no seu serviço ao Senhor, e é no dia-a-dia que mostramos se realmente somos servos de Cristo. Na hora de fazermos nossos negócios; na hora de escolhermos nossas diversões; na hora de nos relacionarmos com aqueles que nos cercam; na hora de desenvolvermos o ministério que ele colocou em nossas mãos e a missão que temos como cristãos. 

É Jesus mesmo quem manda? E se ele nos pedir para perdoar o que nos ofendeu, estamos dispostos? E se ele nos pedir para irmos até aquele que ofendemos e nos reconciliarmos com esta pessoa? E se ele nos pedir para pregarmos mais uma vez aquela pessoa que já resolvemos desistir?  E se ele pedir para visitarmos aqueles que estão precisando de uma palavra amiga?

E se ele pedir para levarmos o sábado um pouco mais a sério? E se nos pedir para orarmos mais? Para buscar mais os dons? E se ele nos pedir para olharmos com generosidade para o desvalido, o pobre, o necessitado? E se nos pedir para contribuirmos mais para sua obra? E se ele nos pedir para nos engajarmos mais em sua missão? E se ele nos pedir para deixarmos de ser rudes em casa? Tratarmos melhor a esposa, o esposo, os filhos? 

Como servos, cristãos em geral, diáconos e diaconisas obedeçamos a nosso Senhor, sempre!

Eleilton William é pastor e mestre em Teologia, além de ser o vice-presidente geral da Convenção Geral das Igrejas Adventista da Promessa e Diretor da Editora Promessa.

Para o casamento dar certo

O mês de maio é comumente conhecido como o mês da família. É tempo propício para refletirmos sobre esta temática. Neste devocional, quero chamar sua atenção para o tema “casamento”. A ideia de que casamentos não duram para sempre, já é aceita por grande parte da população atual, com muita naturalidade. O que será que Deus pensa disso? O livro do profeta Malaquias, em especial, traz uma palavra esclarecedora de Deus sobre este assunto. Que atitudes podemos tomar para o casamento dar certo?

A cooperação entre o casal
A palavra “companheira”, de Malaquias 2:14, significa “a que está atada a ti”. Este significado é um tanto quanto revelador e esclarecedor. Tente visualizar a imagem de duas pessoas atadas uma a outra… O que aconteceria, se cada uma delas resolvesse andar para um lado? De duas uma: ou a mais forte arrastaria a mais fraca para o seu lado, ou então não sairiam do lugar. Você já deve ter entendido onde queremos chegar. Num casamento onde não existe companheirismo, cooperação; as coisas não andam! Afinal, não há como mudar o que foi feito: marido e mulher, por ocasião do casamento, são “atados” um ao outro pelo próprio Deus. Se você quer ver seu casamento dar certo, coopere!

A vigilância entre o casal

Talvez uma das coisas que mais corroem um casamento, seja a falta de vigilância. Não foi sem razão que, por duas vezes, Deus disse aos esposos infiéis da época de Malaquias: …tenham cuidado para que nenhum de vocês seja infiel (Ml 2:15,16). A falta de cuidado e vigilância coloca o casal à beira do precipício. Quando o casal não vigia os olhos e os pensamentos, eles podem olhar e cobiçar o cônjuge alheio. Se o casal não vigia as palavras, podem dizer palavras que fazem mal aos outros (Ef 5:29, NTLH). E assim por diante. Por isso, se não quisermos que o nosso casamento termine da pior maneira: vigiemos! Pequenas atitudes podem trazer grandes transformações.

Faça seu casamento dar certo!

 

Eleilton William é pastor e mestre em Teologia, além de ser o vice-presidente geral da Convenção Geral das Igrejas Adventista da Promessa e Diretor da Editora Promessa.

Valorize sua família!

Segundo uma pesquisa publicada na Revista Cristianismo Hoje, realizada com jovens brasileiros, entre 18 e 24 anos, a constituição de uma família é um dos objetivos menos importantes entre eles. Só 6% dos entrevistados disse que seu maior sonho é casar e ter filhos. A principal meta, de 55% dos entrevistados, está ligada à formação profissional e a possuir um bom emprego. De alguma maneira, esta pesquisa reflete a atual situação da instituição “família”: crise! 

A instituição chamada “família” está em crise, e não é de hoje. Encontrar famílias unidas, juntas, estruturadas, é cada vez tarefa mais difícil. Nunca a autoridade dos pais sobre os filhos foi tão fraca. Nunca a ideia de que casamentos não são feitos para durar foi tão forte. Não podemos olhar para tudo isso e achar normal. Precisamos orar para que haja um verdadeiro reavivamento nos lares! Só assim teremos uma sociedade e uma igreja fortes. Vale a pena refletir sobre isso, neste dia 15 de maio, Dia da Família. 

Concordamos com o comentarista bíblico Wiersbe, quando este diz que o “alicerce da sociedade humana é a família, uma dádiva de Deus para a qual não foi encontrado nenhum substituto adequado”. Para o nosso Deus as famílias e sua manutenção são importantes. No livro de Deuteronômio, encontramos alguns textos que mostram esta verdade, e que nos incentiva a lutar pela preservação da família! Queremos destacar um deles. 

Este princípio será extraído de uma das “leis civis” de Israel, isto é, leis que regulavam a vida dos cidadãos do povo de Israel. É importante ressaltar, antes de mais nada que, estas leis só deviam ser obedecidas, da maneira como estão escritas, por Israel, no contexto daquela sociedade. Contudo, podemos aprender princípios ao estudá-las. 

Preocupação com o fortalecimento dos laços matrimoniais e a consolidação da família.

Pois bem, vejamos a lei que tratava dos soldados recém-casados. Leia o que diz Deuteronômio 24:5: Quando um homem for recém-casado, não deverá ir para a guerra, nem será requisitado para qualquer coisa. Ele ficará em casa, de licença, por um ano, alegrando a esposa que tomou (BJ).

As guerras não tinham prioridade sobre a família que estava se iniciando. O homem poderia participar de outras guerras no futuro, que naquele tempo eram quase que contínuas. Ao se casar, num primeiro momento, ele deveria dedicar atenção especial à esposa. Por trás deste mandamento há uma preocupação com o fortalecimento dos laços matrimoniais e a constituição e consolidação da família. “Alegrando” a esposa, diz respeito a todos os prazeres partilhados pelos recém-casados, incluindo os conjugais.

Este um ano seria um tempo para que a família pudesse se assentar, e aumentava a probabilidade de que o homem deixasse descendentes caso morresse na batalha. Além disso, esta lei se refere ao direito do indivíduo de aproveitar das alegrias da vida antes de ir para a guerra. Qual o princípio para nós? Os cristãos, em especial os líderes, precisam saber que Deus não se interessa apenas pelos seus ministérios, mas por sua vida no lar, e estes, têm de tomar cuidado para não descuidarem da família por se encontrarem “ocupados demais” em outras tarefas, incluindo as eclesiásticas.

Outra lei, paralela a esta, é a seguinte: Algum homem aqui assumiu compromisso de casamento e ainda não recebeu a esposa? Que ele vá para casa agora mesmo, para que não aconteça de ele morrer em batalha e outro homem receber sua mulher (Dt 20:7, AM). Neste texto, os noivos são exortados a ir para casa, abandonar a guerra, para casar, antes que morra em batalha. Observe o quanto era importante constituir família! Não seria “correto que outro homem ficasse com a noiva dele, enquanto seus ossos jazessem a secar, no sepulcro”, conforme escreveu o teólogo Russell Norman Champlin.

Deus realmente se importa com a família! Neste dia da família, valorize a sua. Já deu um abraço em seus familiares hoje? Já disse que os ama? Faça isso o quanto antes!

 

Eleiton William. É pastor e mestre em Teologia. É vice-presidente da Convenção Geral da Igreja Adventista da Promessa e Diretor da Editora Promessa.

Sábado Abençoado: bem-estar físico e espiritual do ser humano

Uma pesquisa realizada por uma empresa de consultoria, em 13 países, mostrou que o profissional brasileiro é o mais estressado do mundo. As principais causas são: a pressão por resultados e o excesso de trabalho. O problema é que isso tem adoecido a muitos, emocionalmente, trazido fadiga mental, fazendo com que as pessoas durmam e acordem cansadas, tenham mudança repentina de humor e até alteração de peso! Mais do que nunca, precisamos redescobrir as bênçãos do descanso sabático, um presente que Deus deu para a humanidade.

Jesus afirmou: O sábado foi feito por causa do homem (Mc 2:27). O verbo “fazer” poderia ser traduzido, também, por “começar a ser”, “vir à existência”, “ser criado”, implicando a ideia de origem. O sábado foi criado. E quem o criou? Essa fala de Jesus é para fazer lembrar o relato da criação. O Gênesis responde quem criou o descanso sabático: No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação (Gn 2:2-3). O sábado foi feito, quando Deus fez todas as coisas, no início (Ex 20:8; 31:17).

E com que propósitos ele o criou? Jesus ensinou: … o sábado foi feito por causa do homem (Mc 2:27). Aqui, o substantivo “homem” é a tradução para anthropos, e poderia ser traduzido por “ser humano” ou “humanidade”, ou seja, o valor do sábado se encontra em sua relação com o ser humano. Este é o seu propósito original e último: o bem-estar físico e espiritual do ser humano. O sábado existe para servir às pessoas. Deus não o criou para que o homem e a mulher fossem escravos de regras. O sábado é um dia de deleite, não de privação; é um dia de alegria, não de tristeza.

Segundo o livro do Gênesis, homem e mulher foram criados em algum momento do sexto dia. Isso significa que nenhum deles viveu as vinte e quatro horas completas do sexto dia. O primeiro dia completo na vida dos primeiros seres humanos foi um sábado. Eles acabaram de ser criados e já tiveram um dia para contemplar a Deus e sua criação, para louvá-lo por suas dádivas; um dia para demonstrar sua confiança nele. Que tal aproveitar este sábado para fazer estas coisas? Afinal de contas, quando paramos aos sábados, estamos reconhecendo e aceitando o domínio de Deus sobre o nosso tempo, nossa agenda e nossas vidas.

 

Eleiton William. É pastor e mestre em Teologia. É vice-presidente da Convenção Geral da Igreja Adventista da Promessa e Diretor da Editora Promessa.

 

#cristianismonaprática

O irmão de condição humilde deve orgulhar-se quando estiver em elevada posição.
E o rico deve orgulhar-se se passar a viver em condição humilde, porque passará como a flor do campo.
Pois o sol se levanta, traz o calor e seca a planta; cai então a sua flor, e é destruída a beleza da sua aparência. Da mesma forma o rico murchará em meio aos seus afazeres. [Tiago 1:9-11]

#cristianismonaprática
#mjgeral_oficial
#juventudepromessista

@mjgeral_oficial

@garotasdapromessa_oficial

 

Atitudes nem sempre lembradas

A história, ah! a história. Ela registra fatos e feitos de grandes personagens. Faz, nesse aspecto, justiça. Mas não cuida de registrar, no mais das vezes, sequer o nome de personagens menores, ainda que tenham realizado algo meritório.

“Jaime Scott era bem garotinho e queria muito participar da apresentação de uma peça teatral em sua escola. Inscreveu-se e colocou nisso o seu coração. Sua mãe preocupou-se diante da possibilidade de Jaime não ser escolhido e sentir-se frustrado. Ocorreu, então, a distribuição dos vários papéis, das várias partes ou atos em que a peça se desenrolaria. E o menino não foi escolhido para nenhuma delas. Mas sua professora, com muita sabedoria lhe disse: Jaime você foi escolhido para aplaudir, ou seja, faria parte do auditório e deveria bater palmas em aplauso à peça[1]”.

Quando sua mãe foi buscá-lo ele veio ao seu encontro sorrindo, esbanjando alegria e satisfação – “Adivinha, mamãe, eu fui escolhido para bater palmas”.

A par da sabedoria da professora destaca-se a humildade de Jaime Scott.

Eis uma bela lição. Sabedoria de um lado e humildade de outro. Dois ingredientes que marcam sempre as pessoas de sucesso.

Na Bíblia Sagrada encontram-se registros de pessoas que praticaram atos nobres, mas que delas pouco se falou e se fala. No livro de Êxodo está registrado o ato de duas parteiras: Sifrá e Puá (Ex. 1:15-22) que, tementes a Deus, não cumpriram a ordem criminosa de Faraó e deixaram sobreviver muitos meninos nascidos das mulheres hebréias, entre eles Moisés, o homem que sob as potentes mãos de Deus foi o grande libertador do povo de Israel da escravidão no Egito.

Apesar de notável o feito de Sifrá (cujo nome significa “resplendor”) e de Puá (que significa “esplêndido”) nada mais sobre elas se falou. Ficaram em completo anonimato, pelo menos na memória humana.

Outra personagem que realizou feito considerável não tem seu nome registrado, mas sobre a sua atitude sempre se fala nos púlpitos pelo menos.

Ela era uma cativa de guerra e criança. Sucinta referência sobre ela está no segundo livro dos Reis, capítulo 5 e verso 2-3[2]. Seu gesto foi muito nobre, tanto mais se se considerar a sua condição. O anotador do texto na Bíblia de Estudo Plenitude (Larry D. Powers) pontuou que “essa jovem provê aqui uma comovente imagem da importância de se vencer o medo das pessoas e levar outros ao Senhor”. Ele refere que a menina cativa foi ousada, considerando-se a sua condição de cativa de guerra e serviçal e, ainda, em terra estranha para ela.

Belíssima lição sem dúvida.

Considere agora uma outra situação igualmente importante. Paulo, o Apóstolo, escapou de morte certa em uma emboscada porque Deus, que vê e ouve todas as coisas, fez com que um rapaz desconhecido e por isso mesmo sem relevância, ouvisse a trama macabra que estava sendo urdida por mais de quarenta judeus, os quais mancomunados, fizeram um voto de que não comeriam e nem beberiam enquanto não matassem a Paulo (At. 23:12-35).

Aquele moço era filho da irmã de Paulo. Providencialmente Deus fez com que ele estivesse próximo, quando os conspiradores falaram com os principais sacerdotes e anciãos para que dirigissem ao tribuno pedindo que no dia seguinte pela manhã, trouxessem a Paulo, que se encontrava preso, para ouví-lo e, antes que ele chegasse, o atacariam e matariam.

Entra, então em cena, o até então obscuro sobrinho do grande Apóstolo que, imediatamente “conseguiu” entrar na fortaleza, avistar-se com seu tio e colocá-lo ciente da cilada que lhe estavam preparando. Levado por um centurião ao tribuno o jovem deu-lhe conhecimento da terrível trama, o que tendo o tribuno ouvido mandou ao rapaz que a ninguém falasse sobre aquele fato.

Incrível mas o tribuno agiu corretamente e naquela mesma noite providenciou a transferência de Paulo, sob forte esquema de segurança para Cesaréia, de sorte que o diabólico plano engendrado pelos mais de quarenta judeus não se concretizou.

Deus tem seus métodos sempre corretos, sempre oportunos, mesmo quando deles nada se entenda nem se os compreenda.

Qualquer um dirá, como se faz costumeiramente, que o moço estava no lugar certo  na hora certa, o que aliás não deixa de ser verdade. Mas não se tem dúvida de que foi Deus que fez com que ele estivesse ali, naquele lugar e naquela hora e, não sendo levado a sério por ser ainda bem jovem, os conspiradores não tiveram a precaução necessária e ele ouviu tudo o que estavam planejado. Também parece fora de qualquer dúvida razoável que foi Deus quem permitiu que ele entrasse na fortaleza e se avistasse com seu tio preso. Vou além: foi Deus quem permitiu ao tribuno “dar ouvidos” a um rapaz desconhecido e foi ainda a providência de Deus quem “tocou” no coração do tribuno para tomar as medidas que culminaram na frustração do plano maquiavelicamente engendrado pelos judeus.

Esse mesmo Apóstolo tem uma palavra que se faz oportuno recordar e que diz: “..Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as coisas desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são” (1 Co. 1:27-28).

Nos exemplos mencionados se vê que pessoas sem importância aos olhos humanos, são usadas por Deus para concretizar seus planos, da maneira que Ele os quer concretizados. É bom que se tenha presente que muitos outros exemplos do cotidiano poderiam ser trazidos à colação.

O gesto, as atitudes dessas pessoas, conquanto não registrados pela História, são como a elegante e bela atitude da pecadora que ungiu os pés de Jesus: serão lembradas em todo o mundo, e ensinam que, na jornada da vida cristã, situações tantas darão ensejo a que sejam praticadas ações que, mesmo não constando dos anais da História, poderão contribuir de maneira eficaz para o avanço do reino de Deus e para a salvação de almas.

 

S. LINO Simão

________________________

¹ Rubens Scheffel. Meditações Matinais: Até que Ele volte. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí/SP, 2021, p. 27.

² “Tropas saíram da Síria, e da terra de Israel e levaram cativa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã. Um dia a menina disse à sua senhora: – Quem dera o meu senhor estivesse na presença do profeta que está em Samaria; ele o curaria da sua lepra” (Nova Almeida Atualizada).

Páscoa contínua

Pois Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que celebremos a festa, não com fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (1 Co 5:7-8, grifos nossos).

Paulo diz que Cristo é a “nossa páscoa”, e depois exorta: “celebremos a festa”. Em que sentido o apóstolo quer que “celebremos a festa”? É importante sabermos desta resposta, pois é um mandamento para os cristãos. Não creio que ele faz esta exortação em termos literais. Paulo não está pedindo que os cristãos celebrem a páscoa judaica, senão ele estaria diminuindo o significado da expiação de Jesus, o cordeiro sacrificado de modo definitivo (verdade que ele também abordou neste texto). Na verdade, ele usa a cerimônia da celebração da páscoa entre os judeus como uma metáfora para a vida cristã. Vamos tentar entender esta metáfora?

O contexto de 1 Coríntios 5 é o pecado. Paulo está oferecendo orientações à igreja sobre como agir frente a um pecador imoral que não quer se arrepender. Nas orientações de Paulo este pecador deve ser excluído da comunhão da igreja (v.5), pois um pouco de fermento pode levedar toda a massa (v.6). Ele usa o “fermento” aqui como símbolo do pecado. Na linguagem deste texto, se ninguém tomar atitude contra este irmão, ele vai acabar influenciando outros. Daí entra a imagem da comemoração da páscoa judaica. Paulo diz: Lançai fora o fermento velho… (v.7a). Quando se aproximava a época de comemorar a páscoa, o judeu se livrava de todo o fermento que houvesse em casa, pois junto com a páscoa eles comemoravam a festa dos pães asmos, em que ficavam sete dias sem comer pão com fermento. Tudo isso era feito antes do cordeiro ser oferecido no templo.

 

Levando-se em conta que o fermento era símbolo do pecado, e este contexto mencionado, não é difícil deduzir o que Paulo está pedindo. Assim como os judeus tinham de se livrar de todo o velho fermento de suas casas e comer pão sem fermento durante sete dias, os cristãos devem se livrar do pecado em sua vida. Devem fazer isto para mostrar que são “nova massa”, isto é, um novo povo em Cristo. A razão? Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado (v. 7b). Cristo é o sacrifício perfeito. Ele é a solução do pecado no meio do seu povo. Os nossos pecados foram perdoados por ele na cruz, definitivamente. Somos libertos da penalidade do pecado, e estamos sendo libertos de seu poder. Por isso devemos lutar contra o pecado em nossa vida cristã! Apressadamente nos livremos de todo fermento velho!

 

À luz desta explicação, chegamos à expressão “Pelo que celebremos a festa”. Que festa? Não a páscoa judaica e nem mesmo a ceia do Senhor. Ele está comparando a vida cristã com uma festa da páscoa contínua. Podemos nos alegrar, continuamente, porque Cristo nos limpou dos nossos pecados! “Celebrar a páscoa”, neste texto, é viver esta certeza da vida cristã. Como? Fugindo do pecado (não com o velho fermento), vivendo a nova vida (comendo os asmos da sinceridade e da verdade).

 

Metaforicamente falando, a vida cristã é uma páscoa contínua. E neste sentido, podemos celebrá-la. Por isso o título do artigo: “Celebremos a Páscoa”. Celebramos Cristo, nossa páscoa, louvando e nos alegrando em Deus todos os dias pelo que foi feito no calvário, onde nossos pecados foram perdoados, e vivendo a nova vida, fugindo a todo custo das más influências do pecado.

 

Para este período de páscoa, onde pessoas de todo o nosso país celebram esta festa, você pode simplesmente dizer que é contra tudo e demonizar a palavra “páscoa”, o coelho, o ovo, etc.; ou aproveitar estes dias, mesmo a despeito destes elementos, para falar da verdadeira páscoa, que todo cristão deve e pode comemorar todos os dias. Por este texto, você já sabe da minha escolha.

 

_____________

Eleiton William. É pastor e mestre em Teologia. É vice-presidente da Convenção Geral da IAP e Diretor da Editora Promessa.

Sexta-feira da paixão?

A sexta-feira da paixão, dentro da chamada semana santa, é uma data utilizada para se lembrar e celebrar a crucificação de Jesus em favor dos pecadores. Esta celebração acontece numa sexta-feira porque, grande parte dos evangélicos crê que Jesus morreu numa sexta-feira. Não vemos problemas de celebrarmos a Deus pela morte de Jesus. Aliás, os cristãos possuem uma celebração em que fazem questão de trazer a memória o evento da cruz: a ceia do Senhor. Contudo, neste texto, temos por objetivo refletir: Jesus morreu mesmo numa sexta e ressuscitou num domingo? De maneira objetiva, nossa resposta é não. Vamos ao que a Bíblia diz.

 

Jesus foi crucificado no dia 14 de abibe, numa quarta-feira, e ressuscitado no dia 17 de abibe, no sábado, momentos antes do pôr-do-sol. Agora, veremos as razões por que chegamos a essa conclusão. É muito claro, pela leitura dos evangelhos, que Jesus foi traído e preso na mesma noite em que ceou com seus discípulos. Sobre essa noite, o Evangelho de João diz: Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai … (13:1).

 

Em outra versão, lemos: Faltava somente um dia para a Festa da Páscoa (NTLH). Nessa noite, Jesus foi traído, preso e julgado pelo Sinédrio (cf. Mt 26:47-75; Mc 14:43-72; Lc 22:47-71; Jo 18:1-27), e, ao amanhecer, levado diante de Pilatos para também ser julgado (cf. Mc 15:1-15; Lc 23:1-25; Jo 18:28-19:16). Na manhã desse mesmo dia, por volta da hora terceira (nove da manhã), ele foi crucificado (cf. Mt 27:32-56; Mc 15:21-41; Lc 23:33-49).

 

De acordo com João 19:14, esse era o dia da preparação da Páscoa. Tal informação é importantíssima. O dia chamado de “preparação da Páscoa” era o dia em que os cordeiros eram levados até o templo para serem mortos, a fim de serem comidos à noite. A páscoa era a primeira festa do calendário judaico. Era celebrada todo ano, dia catorze do primeiro mês [abibe] ao entardecer (Lv 23:5). E era exatamente neste dia que os cordeiros eram mortos. Então, se Jesus morreu no dia em que os cordeiros eram sacrificados, morreu no dia 14 de abibe, por ocasião da celebração da Páscoa.

 

Segundo acreditamos, nesse ano, 14 de abibe caiu em uma quarta-feira. Isto é totalmente coerente a Bíblia. Você já entenderá o porquê. Nesse dia, houve trevas sobre toda a terra, desde a hora sexta até a hora nona (Mt 26:45). Jesus entregou o seu espírito por volta da hora nona – três da tarde (Mt 27:46-50). Horas depois, no cair da tarde desse mesmo dia, 14 de abibe, foi sepultado, conforme dizem os evangelhos (cf. Mt 27:57-60; Mc 15:42-46). Então, guarde esta informação: Jesus foi sepultado pouco antes do pôr-do-sol do dia 14 de abibe, uma quarta-feira. A nossa pergunta agora é: Quanto tempo ele permaneceu no sepulcro? Deixemos que ele mesmo responda.

 

No evangelho de Mateus, temos uma declaração bastante enfática de Jesus: assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra (Mt 12:40 – grifo nosso). O “coração da terra” é uma referência à sepultura. Jesus deixou bem claro que ficaria três dias e três noites ali. Ele foi específico. O texto de Jonas, que trata sobre a experiência do profeta, também é específico: … e esteve Jonas três dias e três noites no ventre do peixe (Jn 1:17). Sendo assim, levando em conta que ele foi sepultado antes do pôr-do-sol do dia 14 de abibe, deveria ressuscitar, também, antes do pôr-do-sol do dia 17 de abibe, em cumprimento de sua palavra. E assim foi.

 

Cristo esteve morto três dias e três noites inteiras. No final do sábado, quando as mulheres foram ao sepulcro de Jesus, ele já havia ressuscitado (Mt 28:1,6; Mc 16:1-2; Lc 24:1; Jo 20:1). Agora grave isto: os textos estão tratando do momento da ida delas ao sepulcro e não do dia da ressurreição. Nenhum texto afirma que ele ressuscitou no domingo. Cremos que Jesus ressuscitou antes do pôr-do-sol do dia anterior a este que estava começando. Que dia é o anterior ao domingo? Sábado! Jesus ressuscitou no sábado, momentos antes do pôr-do-sol. Para ter ficado três dias e três noites no coração da terra, temos de concordar que ele foi colocado no túmulo em uma quarta-feira, momentos antes do pôr-do-sol.¹ 14 de abibe caiu em uma quarta-feira, e 17, num sábado. A sexta-feira da paixão deveria ser quarta-feira da paixão.

 

Numa quarta-feira, no monte caveira, Jesus foi crucificado e morreu por nós. Por meio de sua morte, hoje podemos ter vida! Por meio de sua morte, nossa dividida diante de Deus pode ser perdoada. O sangue dele fez propiciação pelos nossos pecados (Rm 3:25). Por isso, não deixe de agradecê-lo, todos os dias de sua vida, por aquilo que Ele fez na cruz! Fomos salvos graciosamente por conta do episódio da paixão. Que tal agradecê-lo por tão grande amor no dia hoje também?

 

Eleilton William é pastor e mestre em teologia, além de ser o vice-presidente geral da Convenção Geral das Igrejas Adventista da Promessa e Diretor da Editora Promessa.

¹(1ª Noite: De quarta para quinta. 1º Dia: Quinta. 2ª Noite: De quinta para sexta. 2º Dia: Sexta. 3ª Noite: De sexta para sábado. 3º Dia: Sábado).

Dia Internacional da Mulher | 2021

Você é Especial | 8 de Março

Você é Especial | 8 de Março

Podemos ser sensíveis ou duronas, vai depender da ocasião; às vezes estamos tranquilas, outras vezes “ligadas no 220” como dizem; somos apegadas aos detalhes, mas podemos ficar bem desencanadas também; alguns dizem que é difícil entender a gente, nesses casos eu diria: nem perca tempo, só nos ame! Kkk

Deus nos amou desde a criação lá no Jardim. E durante toda história da humanidade Ele vem criando mulheres incríveis, que fazem a diferença. E Jesus Cristo quando veio cumprir sua missão na terra, ele só reafirmou seu respeito e admiração pelas mulheres!

O dia de hoje não é mais especial do que os outros, mas é um lembrete do quanto cada uma de nós é simplesmente espetacular!

 

Por. Andrea Nunes – MJGeral

@garotasdapromessa_oficial
@mjgeral_oficial

#diainternacionaldamulher