O drama em Janaúba e o Calvário

Uma tragédia que nos faz lembrar do sacrifício de Jesus por nós

Na semana passada, o Brasil chorou diante da tragédia que ocorreu no Município de Janaúba, norte de Minas Gerais. Na ocasião, o vigilante da creche, Damião Soares dos Santos, provocou um incêndio durante o horário da recreação no Centro Municipal infantil Gente Inocente, onde estavam mais de setenta crianças. Conforme relatos, ele jogou combustível nas crianças, em funcionários e nele mesmo, agravando o impacto ao abraçar algumas delas.
Esse fato, como o de Realengo (RJ) em 2011, no qual um jovem matou 11 alunos em uma escola, vem nos alertar acerca das nossas crianças: elas tiveram suas vidas interrompidas e outras tantas ficarão com marcas eternas, inclusive na “alma”. Isso tudo demonstra também uma humanidade perdida, um país violento, frágil e sem Deus.
A professora da Escola Gente Inocente, Helley Abreu Batista, de 43 anos, foi apontada como heroína, pois deu sua vida para ajudar seus alunos que agonizavam; mesmo em chamas, salvou da morte quase 25 crianças, porém não suportou as queimaduras e morreu. Em seu lugar, seus familiares receberam várias homenagens pelo gesto de amor da professora.
O drama em Janaúba nos lembra do Calvário.
Se em Janaúba houve morte de “gente inocente”, no Gólgota um inocente também expirou. Na cruz do Calvário, Jesus morreu de maneira brutal sem ter cometido delito algum: foi traído, abandonado, julgado, chicoteado, esbofeteado, blasfemado… Teve os pés e as mãos pregados em uma cruz, deram-lhe vinagre em vez de água para beber e sofreu pela insanidade e decadência do ser humano.
Os evangelhos testemunham de seu sacrifício da redenção.
Como a professora Helley em Janaúba, Jesus também morreu salvando, doou a sua vida por toda a humanidade. Na cidadezinha mineira houve um culpado pelas tantas mortes; no Gólgota, todos éramos culpados, foram os nossos pecados que penduraram Jesus em uma cruz.
“Está consumado” (Jo 19.30). Estas foram as últimas palavras de Jesus e têm um significado maravilhoso. A expressão pode ser traduzida por “Tetelestai” que significa: dívida quitada. Jesus nos declarou inocentes e livres da culpa do pecado. Jesus nos garantiu uma morada eterna (Jo 14). Lá não haverá mortes de inocentes e “Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”.(Ap 21:4). Por isso caminhemos esperançosos com o “Tetelestai” de Jesus em nossos corações.

Pr. Thiago Rivoredo Braga é diretor financeiro da Convenção Norte

Ainda precisamos de uma Reforma?

Nosso desafio diante de uma sociedade secularista

No dia 31 de outubro, o início da Reforma Protestante alcançará um marco significativo: a celebração dos 500 anos. Em 1517, a atitude do monge agostiniano Martinho Lutero de pregar as 95 teses na porta do Castelo de Wittenberg causou um grande “reboliço” naquela época, tornando-se assim o estopim para uma reforma sem precedentes na igreja cristã medieval. Tanto Lutero quanto os demais reformadores objetivavam um retorno aos ensinamentos contidos na Palavra de Deus. Mas, no ano em que a Reforma Protestante comemora os 500 anos de seu início podemos nos perguntar: “será que ainda precisamos de uma Reforma”? E ainda: “qual é a necessidade de lembrarmos um acontecimento de tantos anos atrás”?
Somente a graça (Sola gratia), somente a fé (Sola fide), somente Cristo (Solus Christus), somente as Escrituras (Sola Scriptura) e somente a Deus glória (Soli Deo gloria) ficaram conhecidos como os 5 pontos principais da Reforma. Será que estes princípios bíblicos ainda precisam ser resgatados, vividos, ensinados e proclamados nos dias de hoje? A resposta é sim, com certeza! Em meio a uma sociedade que prega o pluralismo, o relativismo, o secularismo e tantos outros “ismos” que existem, é fundamental que cada um de nós, como discípulos de Jesus, voltemos às Escrituras, ao Evangelho e ao Senhorio de Cristo. Até mesmo em algumas igrejas vemos ensinamentos e práticas que não têm qualquer base bíblica, muito pelo contrário. Desta forma, é importante refletirmos que, em meio a tantas ideias, opiniões, sugestões ou pontos de vistas contrários à Palavra de Deus, somos chamados por Deus para defendermos corajosamente a verdade que liberta e a salvação pela graça mediante a fé em Jesus Cristo.
Além disso, podemos ver a necessidade de uma reforma a partir de cada um de nós. Sendo assim, precisamos refletir a respeito de nossa fidelidade a Deus e à sua Palavra. Nossas vidas pertencem ao Senhor: foi ele que nos criou, nos amou e enviou o seu Filho Jesus para nos salvar das consequências trágicas do pecado e da morte. Por isso, devemos viver para a glória de Deus, reconhecendo que ele é a nossa prioridade e o 1º lugar em nossas vidas. A correria do cotidiano pode fazer com que esqueçamos a razão principal de existirmos: glorificarmos a Deus e amá-lo de todo o nosso coração, alma e entendimento. No entanto, ter um relacionamento íntimo e sincero com Cristo é o propósito de Deus para todos nós.
Desde que Adão e Eva pecaram, ao longo da história da humanidade, sabemos que a natureza humana permanece a mesma, afundada em pecado. Alguns dos problemas e situações do século da Reforma tendem a repetir-se em nossa sociedade nesta geração em que vivemos. Todavia, o Deus Todo – Poderoso continua falando ao mundo hoje, com a sua mensagem de arrependimento, salvação, graça e perdão. Precisamos, portanto, em oração e dependência divina, ter a coragem de proclamar e viver a mensagem do evangelho de Jesus, custe o que custar. A boa notícia é que Deus tem usado a vida de muitos homens e mulheres que se dispuseram em suas mãos. O mundo em que vivemos ainda precisa de uma reforma proporcionada pela Palavra de Deus, e certamente ele quer usar nossas vidas para impactar e transformar esta geração.
“Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.” – Romanos 11: 36.

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional da Convenção Noroeste Paulista

Sola Scriptura

Somente as Escrituras podem nos dar correção e crescimento

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. ” 2 Tm 3.16, 17
Dentre as riquezas que a Reforma Protestante nos proporcionou, estão as cinco “solas” que em latim significa “somente”: Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Fide, Sola Gratia e Soli Deo Glória. Somente a Escritura, somente Cristo, somente a fé, somente a graça e somente Deus é digno de glória. Independente da sequência, refletir sobre estas verdades é espiritualmente compensador.
Começando pela Bíblia, podemos dizer que é importantíssima para nós porque ela própria destaca-se e se auto declara como:
· Valiosa como ouro e doce como o mel – Sl 19.10.
· Lâmpada e luz – Sl 119.105.
· Fonte de fé – Rm 10.17.
· Fonte de esperança – Rm 15.4.
· Alimento que produz vida – Mt 4.4.
· Espada de dois fios – Hb 4.12.
· Espada do Espírito – Ef 6.17.
· Fonte de vida eterna – Jo 5.39.
O texto de Paulo deixa claro que a Bíblia é:
Inteiramente inspirada por Deus. “Toda” ela, cada porção, princípio e detalhe foi cuidadosamente “inspirado” por Deus [1]. Esta expressão está em concordância com 2 Pe 1.21 “pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo.” O Senhor esteve e está no controle da Sua Palavra – Jr 1.12.
Proveitosa (útil) para o ensino [2]. Nós precisamos de ensino, de doutrina, de par&a circ;metros espirituais. A Bíblia é este limite. Ela é a nossa autoridade maior. Qualquer ensino ou revelação que a contraria deve ser considerado anátema – Gl 1.8.
Para redarguir [3]. A Bíblia corrige o conteúdo errado e o falso mestre para que vol te a viver e ensinar o que é correto.
Para corrigir [4]. Não podemos permanecer como estamos, precisamos de dinamismo e andar de acordo com a vontade do Senhor. A Bíblia nos dá este desenvolvimento espiritual. O Salmo primeiro aponta o conteúdo Bíblico como o caminho da felicidade para quem medita nela continuamente.
Para instruir em justiça [5]. Como as crianças necessitam de assimilar coisas corret as e morais para aumentar o conhecimento e ter um bom caráter, assim necessitamos de crescer no modelo bíblico.
O homem de Deus, independente do cargo, título ou função deve buscar a perfeição pessoal na Bíblia, que é o livro perfeito, inerrante, ministrando com a vida e os ensinos, as verdades maravilhosas da Palavra de Deus.
Então podemos dizer como os reformadores esta exclusividade da Bíblia (“sola”, “somente”):
Somente por meio das Escrituras, por ser Divinamente inspirada, temos a maior revelação de Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) e Seu plano de salvação.
Somente as Escrituras são inerrantes pois foram “sopradas” por Deus.
Somente nas Escrituras podemos nos apoiar doutrinariamente porque toda a verdade está nela revelada. Jesus autenticou a Bíblia como verdade – Jo 17.17.
Somente as Escrituras são a nossa maior fonte de correção. Ela aponta sempre os valores eternos em detrimento aos valores do mundo.
Somente as Escrituras podem nos dar o maior crescimento espiritual que necessitamos. Jesus venceu as tentações e permaneceu fiel por meio da Palavra – Mt 4.1-11.
Somente as Escrituras podem fornecer a perfeição para todas as nossas atividades. Ele deve normatizar toda a nossa fé e prática.
Como são valiosas as palavras do reformador Menno Simons:
“Eis que, meus dignos irmãos, comparados às doutrinas, aos sacramentos e à vida que acabamos de examinar, os decretos imperiais, as bulas papais, os concílios dos eruditos, as práticas tradicionais, a filosofia humana, Orígenes, Agostinho, Lutero, Bucer, o aprisionamento, a exclusão ou o assassinato nada significam; pois é a eterna, imperecível Palavra de Deus, repito, é a eterna Palavra de Deus, e assim permanecerá para sempre. ” [6]
Sem medo de errar, dizemos que em termos de texto autoritativo sobre nós, Sola Scriptura!

Pr. Elias Alves Ferreira é responsável pela IAP em Jales (SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral


[1] Vine, W.E, Dicionário, CPAD, Rio de Janeiro – RJ – 2004- Pg 715. Do grego “theopneustos” que significa “soprado” por Deus.
[2] Vine, W.E, Dicionário, CPAD, Rio de Janeiro – RJ – 2004- Pg 595. Do Do grego “didaskalia” “didasko”que significa qualidade de ensino, educação, doutrina.
[3] Vine, W.E, Dicionário, CPAD, Rio de Janeiro – RJ – 2004- Pg 942. Do Do grego “elegmos” que significa “reprimenda”, “teste”, “provação”.
[4] Champlin, R.N. O N.T. Interp. V.p/ V. Candeia, Cidade Dutra – SP, Vol. V, Pg 396. Do grego “epanorthosis” que significa “correção” e “aprimoramento”.
[5] Vine, W.E, Dicionário, CPAD, Rio de Janeiro – RJ – 2004- Pg 596. Do Do grego “paideia” e “dikaiosune”- que significa “instrução”, “treinamento”.
[6] George, Timothy, Teologia dos reformadores, Vida Nova, São Paulo, SP, 1993, Pg 271

Quem foi Martinho Lutero?

O homem que Deus usou para concretizar a Reforma Protestante

Em 31 de outubro de 1517, o Monge Agostiniano, Martinho Lutero, fixou na porta do Templo em Wittenberg, na Alemanha, 95 teses protestando contra o Cristianismo dominante da época, surgindo assim o Movimento de Reforma Protestante. Embora tenham havido outros movimentos e vozes, que não aceitavam a forma de como viviam o evangelho na época, por exemplo, os Grupos Monásticos, Albigenses, Pedro Valdo, John Wycliffe, John Huss e Girolamo Savonarola, entre outros, o movimento iniciado por Lutero, foi o mais impactante deixando marcas espirituais, religiosas, culturais, políticas, econômicas, tecnológicas, sociais e intelectuais.¹
Mas, o que provocou esta gigantesca reforma? As áreas principais foram: Teológica (Venda de perdão divino, “indulgências”; venda de objetos sagrados, “relíquias”; ensinos de Pelágio, que entre outras heresias negava o pecado original; sacerdocialismo, onde o sacerdote centralizava toda a vida espiritual). Moral (declínio moral do Clero). Administrativa (forma religiosa de dominar).²
Mas quem foi Lutero? Lutero nasceu em 10 de novembro de 1483, em Eisleben, na Alemanha. Morreu na mesma cidade, em uma viagem no dia 18 de fevereiro de 1546. O pai possuía uma mina e pertencia à classe média alta. O pai de Lutero queria que ele fosse advogado. Porém, quase morreu atingido por um raio certa tarde de verão enquanto andava sozinho pela estrada. O raio derrubou-o no chão e, cheio de medo, clamou à sua padroeira “Santa Ana, ajude-me e me tornarei um monge! ”. Pouco depois, o jovem estudante universitário vendeu todos os livros de Direito e bateu à porta do mosteiro agostiniano em Erfurt, tornando-se monge. Como monge experimentou crises do que chamava Anfechtungen – ansiedade espiritual aguda sobre o estado da alma. Em suas in certezas castigava-se para compensar essa deficiência e conseguir mérito diante de Deus. Disse, posteriormente, que toda a sua vida no mosteiro foi a “busca de um Deus gracioso”. Mas, em vez de amar a Deus e descobrir que ele era gracioso Pai Celeste, Lutero o temia e passou a odiá-lo porque só sentia sua ira e não seu amor. Obteve doutorado em Teologia na Universidade de Wittenberg em 1512 e passou a lecionar matérias bíblicas. Neste período debateu-se muito com as questões da graça e da justiça de Deus. Mas, um dia pode escrever: “Finalmente, pela misericórdia de Deus, meditando dia e noite, dei ouvidos ao contexto das palavras: “A justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” – Rm 1.17. Aqui, senti como se renascesse totalmente e entrasse no paraíso pelos por tões abertos. Ali, uma faceta totalmente nova da Bíblia revelou-se para mim.”
Após a experiência salvífica, se opôs aos caminhos tomados pela igreja da época, principalmente à venda de indulgências. No dia 31 de outubro de 1517 fixou então as 95 teses contra o que achava de errado. Em poucos meses, tornou-se herói popular alemão por ter desafiado o poderio religioso e estrangeiro de Roma.³
Qual a importância da Reforma Protestante para nós? Apesar de não ter sido completa, foi um avivamento sem precedentes na história e temos o sentimento de gratidão e desafio. De gratidão, por que muitos valores espirituais e teológicos tiveram origem nesta Reforma. Aliás, nossos próximos artigos versarão sobre esta herança maravilhosa. E de desafio, principalmente de perseverança, por que a Reforma Protestante tem em sua história exemplos de coragem e fé. Os reformadores foram corajosos e muitos pagaram com suas próprias vidas. Assim também, não podemos negar as verdades bíblicas num mundo de trevas espirituais. Temos que permanecer fiéis a Cristo, que deu a Sua vida por nós na cruz, re ssuscitou ao terceiro dia e nos comissionou a fazer discípulos de todas as nações, não negligenciando quaisquer detalhes de Seus ensinos.

Pr. Elias Alves Ferreira é responsável pela IAP em Jales (SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral.


¹Chaves, Gilmar Vieira, Reforma Protestante, Central Gospel, Rio de Janeiro, RJ, 2017, Cap 2.
²Idem, Cap.1.
³Olson, Roger, História da Teologia Cristã, Editora Vida, São Paulo, SP, 1999, Cap 24

Tudo em nome da arte

Eventos expõem crianças a prejuízos Emocionais

Ensina o teu filho no caminho em que deve andar…
O Museu de Artes Moderna (MAM) de São Paulo nesta quinta e sexta-feira foi além dos limites artísticos e afrontou a família. O “Espetáculo” mostrou o ator Wagner Schwartz apresentando-se completamente nu ao lado de crianças. Um amargo e infeliz episódio defendido pela cúpula moderna como “arte”. O que estão fazendo com nossas crianças? É o fim da inocência e o desastre de uma infância roubada. Em Porto Alegre, o banco Santander, numa “suposta exposição de artes” colocou diante de alunos de escolas públicas e particulares, quadros e pinturas de nudez, sexo ilícito, imoralidade total, ignorando princípios morais, blasfemando contra a pessoa de Jesus.
A palavra de Deus nos orienta e nos alerta sobre essas questões. O livro de Provérbios é recheado de ensinamentos. Segundo Wilkilson, “a palavra chave em Provérbios é SABEDORIA, a capacidade de viver com habilidades” (Livro: Descobrindo a Bíblia pág 202). É no livro de Provérbios que encontramos uma bela instrução aos pais para nossas crianças: “Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele.” (Pv 22:6 NTLH).
Devemos nos importar sim em instruir nossas crianças e isto deve ser feito com amor e dedicação. Resgatar valores e devolver o sorriso e a inocência de uma criança é papel de todos nós. Não podemos aceitar essa cultura imoral defendida pelo MAM e Santander. Devemos nos posicionar e em favor de nossas crianças, para protegê – las dessa geração má.
O evangelho precisa ser anunciado aos pequenos, Jesus é o nosso maior exemplo de atenção e amor às crianças “Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças” (Mt 19:14 NTLH).

Pr. Thiago Rivoredo Braga é secretário na Convenção Norte na Igreja Adventista da Promessa.

Qual é o X da questão para as Gerações Y e Z?

Vamos logo às definições: se você tem entre 15 e 20 anos, você é comumente considerado um integrante da Geração Z. Se você tem entre 21 e 34 anos, você é da Geração Y (ou também Geração do Milênio). Entre 35 e 49 anos, escreve aí: Geração X. Ainda temos os baby boomers (50 a 64 anos) e a Geração Silenciosa (65 anos ou mais). Se você está nessas faixas lendo esse texto, seja bem-vindo!
A galera das Gerações Y e Z desenvolvem sua visão de mundo, conhecimentos e experiência em e através de plataformas digitais. “Compartilhar” já significou repartir um pedaço do lanche e “postar” já foi entendido como selar uma carta e leva-la aos Correios para que em alguns dias o destinatário pudesse receber para ler o que estava escrito (à mão) nas folhas contidas dentro do envelope. Essas palavras e tantas outras tem contextos digitais para a galera da Y e da Z.
Os dilemas estão diante deles: novas e emergentes profissões, um mercado que valoriza cursos e experiências sócio culturais que agreguem valor aos seus currículos, novas tecnologias que caminham para a computação cognitiva e a tal da Internet das coisas (I.O.T, em inglês), diversidade de gênero, responsabilidade sócio ambiental, terrorismo, espiritualidade e fé…
Como não temos espaço, nesse texto, para continuar abrindo mais horizontes, vamos focar em um ponto: Para uma juventude com tantos e complexos desafios, onde a espiritualidade e a fé se encaixam? Talvez, um compartimento da rotina, confinada a um dia da semana? Uma questão de foro íntimo sendo desenvolvida sem apoio institucional? Uma fé líquida que desvaloriza qualquer doutrina com cheiro de século passado? Um êxtase “espiritual” e momentâneo, que não impacta em nada a profissão, o namoro, o consumo e o entretenimento?
Como resgatar uma sólida fé em Jesus naqueles que ainda frequentam as igrejas? E, mais, como levar as Gerações Y e Z a compartilharem o evangelho aos seus amigos e para as próximas gerações?
Essa era a preocupação de Moisés diante das novas gerações de sua época, como se observa em Deuteronômio. Como eles encarariam os desafios de seu tempo para que a fé de seus pais se mantivesse viva em Canaã. Há quem diga que a idolatria e a dificuldade de transmitir a fé para as novas gerações foram os dois grandes fatores do declínio da fé em Israel.
O grande Moisés tem uma resposta. Ele sabia o X da questão para as novas gerações de então e ouso dizer que o X da questão para a juventude atual continua o mesmo: educação, que envolva conhecimento racional (conhecer a lei e a história da redenção) e relacional (pais, professores, pastores e amigos que andam juntos as milhas da fé diante das crises e desafios que se apresentam para cada geração).
Precisamos aprender a ensinar e a assumir responsabilidades. Pais precisam assumir o papel de fonte primeira do ensino e desenvolvimento da fé de seus filhos (isso mesmo pais, não dá para lavar as mãos e acharem que professores de Escola Bíblica e líderes de jovens farão o seu serviço ou consertarão tudo que vocês deixaram de fazer). Professores, líderes de jovens e pastores não podem desistir da galera porque algumas famílias não realizam a sua parte. Deus nos chamou para liderar, discipular e servir para essas gerações. Assim, encontrar alternativas, estuda-los, buscar novas abordagens para um tempo de tamanhas transformações, tudo isso, confesso e concordo, são tarefas pesadas e recheadas de obstáculos, tentativas e erros. Nada é desculpa para desistir das novas gerações. Precisamos encontrar maneiras para que o ensino fiel, constante e transformador da Palavra de Deus possa fazer diferença na nossa galera e, então, eles impactem outros de sua geração e, por fim, quando passarmos o bastão, eles assumam a responsabilidade por levar a fé para as gerações que virão, até que Cristo volte e possamos, cada um a seu tempo, ter a paz no coração com a certeza que cumprimos nossa parte na missão de Deus, no tempo que coube, cabe ou caberá a cada um de nós.
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PARTICIPE DO CONGRESSO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ NA ASSEMBLEIA GERAL DE NOVEMBRO/2017
Inscrições pelo site: http://backup.portaliap.org/congressodeeducacao/


Publicado originalmente em fumap.portaliap.org

Arte, a mãe das desculpas

Exposição em Porto Alegre escancara zoofilia, pedofilia e pornografia

O Santander Cultural, em Porto Alegre (RS), investiu quase um milhão de reais, usando os benefícios fiscais da lei Rouanet, numa exposição que fez apologia declarada à zoofilia, pedofilia e pornografia, além de afrontar e debochar de personagens e símbolos religiosos de alguns segmentos da fé cristã. Crianças já visitaram a exposição, tanto acompanhada de seus responsáveis, quanto em grupos de escola, com o objetivo de fazerem trabalhos para valer nota.
Após um forte protesto nas redes sociais, o banco não resistiu e suspendeu a exposição no dia 10/09/17 e emitiu um comunicado se desculpando por qualquer ofensa que tenha causado. No comunicado, alega que não tinha intenção de agredir ou atacar os valores e a fé, apenas que acredita na pluralidade e nas diversas expressões de arte. A retratação é boa, mas tardia, muitos clientes simplesmente cancelaram suas contas no banco de tão inconformados e indignados que ficaram com o fato.
Quando eu soube, pela internet consegui ver alguma coisa. Deplorável, infame, nojento, degradante, podre, estas palavras ainda não são suficientes para explicar a tal exposição. Mas precisamos nos perguntar por que um banco detentor de uma marca como o Santander coloca quase um milhão de reais numa exposição de nível muito abaixo do que poderíamos chamar de baixo? Qual o objetivo de escancarar zoofilia, pedofilia e pornografia sob o escudo da… arte?!?
Infelizmente, para cristãos que prezam, valorizam e procuram praticar os valores judaico cristãos, o Santander “errou a mão”, achou que já dava para expor as taras de uma minoria e que ia ficar tudo bem, mas não deu. Por enquanto. A guerra filosófica continua selvagem, desconstruir valores segue sem trégua. Tivesse o Santander e seus mentores tirado as “artes” mais escandalosamente declaradas sobre a decadência da moral, tudo passaria, e passaria como sendo… “arte”. É tudo apenas uma questão de tempo, o desmoronamento de nossa sociedade segue a passos largos.
Todo dia, a qualquer hora, na TV aberta ou fechada, na internet, exposições semelhantes estão lá. E todas por trás do mesmo rótulo: é arte. Dizem que é uma forma do artista expressar seus sentimentos, opiniões, protestos e inspirações. E pronto. Se é arte, nada mais precisa ser explicado, esclarecido, impedido. Se é arte, pode tudo. Não é exatamente assim que se declaram artistas o tempo todo? Não é isso que temos assistido em performances acadêmicas em salas de aula e espaços públicos? E tudo em nome da … arte.
Mas tem o lado positivo desta história. O grito dos insatisfeitos, indignados e ofendidos foi ouvido. Porém o grito só foi dado, como já afirmei, porque a dose foi muito acima do suportável. Penso que deveríamos estar mais atentos, alertas, críticos e atuantes também com as doses homeopáticas, pois tenho visto muita gente tomando uma gotinha a cada dia, achando que não causará qualquer dano e, quando vê, o estrago já foi feito numa família desfeita, num suicídio consumado, numa depressão incurável, numa insensibilidade espiritual incompreensível.
Proteste com sua fé, seus joelhos, sua herança contida nas promessas que nunca falharam, só assim as “exposições” pensadas para aniquilar você cessarão. Não aceite arte como desculpa. A arte está declarada no firmamento, nos dons que Deus deu aos homens, porém o inferno, percebendo o poder que a arte tem, usurpa um conceito, o deturpa e tenta empurrar seus valores por goela abaixo de toda uma geração sob a fachada da arte.
Você é mais, foi feito com dignidade, a arte que foi gravada em você atende por um nome que nos define e, por mais que tentem destruir e depravar, a centelha desta definição habita em você e nela se encontram os verdadeiros propósitos da vida, chama-se Imago Dei. Sim, nascemos para expressar a imagem e semelhança do Criador, e assim será independentemente dos ataques e afrontas que são sistematicamente orquestrados, pois quem zela pelo que somos é Ele, Aquele que eternamente se apresenta como o Eu Sou.

Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Italia (Campinas, SP) e integra o Departamento Ministerial – Convenção Geral e Convenção Paulista

O Ministério Pastoral de Jesus revelado na oração do Getsêmani – III

Palavra e intercessão

Continuando a aprender com o modelo pastoral de Jesus, a oração do Getsêmani nos traz ainda ricos ensinamentos.
Ele revelou que a Bíblia é a grande dádiva do Ministério. “Pois eu lhes transmiti as palavras que me deste… Dei-lhes a tua palavra… Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. ” – Vs 8a; 14a; 17. O Ministério de Jesus tinha alicerce profundo. O alicerce era todo o conteúdo profético, histórico e didático do Antigo Testamento. Jesus não inventou nada. Ele venceu o adversário com três “Está Escrito”. Seus ensinos tinham base os princípios já anunciados anteriormente. A Bíblia é inerrante em seu conteúdo, inspirada pelo Espírito Santo, a revelação máxima de Deus, um perfeito manual para a vida espiritual, um “GPS” para a nossa fé. Nenhum ensinamento pode ultrapassar os seus limites. O Ministério Pastoral é exercido essencialmente na comunicação. E o nosso posicionamento espiritual deve estar sempre arraigado na Palavra de Deus. O maior legado que deixamos em um campo pastoral não são as construções materiais, os projetos administrativos e sim o conteúdo bíblico que ensinamos e vivemos.
Ele revelou que o Ministério é exercido com intercessão. “Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus… protege-os em teu nome…. Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim…” – Vs. 9; 11; 15; 20. Jesus estava prestes a ir para a cruz e nem por isso deixou de interceder pelos discípulos presentes e por nós, que um dia iríamos crer. Uma das formas de proteger o rebanho a nós confiado é leva-lo sempre à presença do Senhor. Deus nos trouxe para o Ministério para que também sejamos intercessores. Não apenas publicamente, nas visitações e reuniões, mas acima de tudo, na particularidade, na devocionalidade. Faz parte do Ministério carregar outros na oração.
Jesus revelou que após a nossa ida a Ele, os valores que assumimos são eternos. “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou. Eles não são do mundo, como eu também não sou.” – Vs 14; 16. Quem olha para Jesus e observa sua vida, ensinos, morte na cruz, ressurreição, ascensão e intercessão, conclui: Jesus não é deste mundo. E quem aceita e vive em comunhão com Ele, passa também a não ser deste mundo. Os valores desejados passam a ser os eternos. Não podemos nos esquecer que um dos objetivos de nosso Ministério é despertar o desejo de eternidade nas pessoas.
Jesus revelou a missão que recebeu e que depois a transmitiu à Igreja. “Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. ” – V. 18. Ir ao mundo é a grande missão. É uma resposta obediente ao envio da parte de Deus. Mas não devemos ir em conformidade com os padrões do mundo e sim com uma contracultura. Uma contracultura com padrões elevados de amor, perdão, graça, misericórdia, bondade, fidelidade, vida eterna… Por viver estes padrões Jesus morreu na cruz. E quando nós vivemos, sofremos também, porque mesmo estando no mundo, não somos dele. Nossa escala de valores é diferente da maioria das pessoas que estão ao nosso redor. Por isso somos enviados para fazer a diferença. Jesus obedeceu e nos enviou também. Cabe a nós a consciência e a obediência.
Jesus revelou que a unidade é a grande finalidade do Ministério e a expressão mais convincente da vida Cristã. “… para que sejam um, assim como somos um… para que eles sejam um, assim como nós somos um… eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste. ” – Vs. 21; 22 (b); 23. Os ensinos e a oração de Jesus era para que os seus discípulos tivessem unidade. Não dá para fazer nada no Corpo de Cristo sem unidade. Todos os esforços serão em vão se estivermos divididos. Jesus sabia disso e por isso pediu com profunda intensidade. A igreja é um grupo de pessoas com variações em termos de idade, sexo, cultura e condição social. É uma sociedade heterogênea e complexa. Nosso Pastorado possui este mais alto desafio, que é produzir união na igreja, para que a mesma caminhe unida na direção da salvação. E a unidade possui além da agradabilidade da vida comunitária, o potencial de testemunhar da graça Divina, sendo esta a porta para evangelização, o sal que desperta a sede em quem não creu ainda.
Jesus revelou que objetivava a felicidade das Suas ovelhas. “… para que eles tenham a plenitude da minha alegria…. Dei-lhes a glória que me deste… ” – Vs. 13; 22 (a). Jesus serviu, ensinou, doou-se plenamente para que os outros estivessem bem. Ele estava feliz e alegre com o Pai. E queria também que Suas ovelhas tivessem a mesma alegria. Ele recebeu glória e doou a glória. Tudo que recebemos, principalmente em nossa formação, é para que, em primeira mão, fiquemos bem. Mas não para aí. Ministério é doação de vida. É doar o que se tem. Assim, não podemos reter nada do que o Senhor espiritualmente nos doou. A alegria do rebanho deve ser a nossa alegria.
Jesus revelou que era satisfeito no Ministério. “Agora eles sabem que tudo o que me deste vem de ti. Tudo o que tenho é teu, e tudo o que tens é meu. E eu tenho sido glorificado por meio deles. ”- Vs. 7, 10. Do ponto de vista humano, Jesus foi um fracasso na área financeira. Nasceu numa família humilde. Seu primeiro berço foi um cocho onde se colocava alimento para os animais (manjedoura). Suas primeiras vestes foram uns panos que o envolveram. Não tinha onde reclinar a cabeça. E, depois da morte na cruz, foi colocado num túmulo emprestado (Lc 2. 7; Mt 8.20; 27.57-60). Mas o fato de não ter riquezas para administrar, tornou seu Ministério totalmente livre para atender discípulos e multidões. E esta forma de viver não o fez infeliz. Ao contrário, Jesus foi satisfeito com as pessoas que faziam parte do seu Ministério. E tudo que tinha era do Pai e todas as coisas do Pai eram dele. Neste sentido, Paulo escreveu aos Coríntios: “…como nada tendo, e possuindo tudo” 2 Co 6.10. O que temos é sempre o suficiente para o que precisamos. O compromisso de Deus conosco é com as nossas necessidades – Fl 4.19. A maior satisfação em nosso Ministério não devem ser as coisas materiais que conquistamos para a Igreja e sim as vidas alcançadas.
Jesus termina a oração, desperta os sonolentos discípulos, e caminha em direção ao traidor e aos soldados, julgamentos, escárnios, feridas e cruz.
Só nos resta entrar na presença do Sumo Pastor, com profundo temor e dizer: Obrigado Senhor por esta oração tão intimamente constrangedora! Pelo maravilhoso e desafiador exemplo de Pastorado que conseguimos ver! Oh Jesus, por tua graça, ajude-nos a ser mais profundos em oração e viver, para sermos a cada dia, mais parecidos contigo!

Pr. Elias Alves Ferreira é responsável pela IAP em Jales (SP) e atua no Departamento Ministerial – Convenção Geral.

O Ministério Pastoral de Jesus revelado na oração do Getsêmani – II

Sacrifício pelo rebanho

No Getsêmani, percebemos detalhes interessantes do maior e perfeito Pastor que o mundo já viu.
Jesus revelou que é preciso sacrifício pelo rebanho. “Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade. ” – V. 19. Quando Jesus usou as palavras “me santifico” não estava apenas referindo-se à oração pelos Discípulos, porém, uma entrega maior de vida. Uma impecabilidade. Um afastamento maior do mundo. Um vaso exclusivo para Deus. E isto implica sacrifício. No caso de Cristo, encontra-se o ponto alto, quando foi para cruz. Em nosso caso, quando abandonamos nossos projetos pessoais e materiais, convivência com pessoas queridas… Para ser exemplo de um rebanho e conduzi-los no caminho da verdade.
Ele revelou que o maior objetivo do Seu Ministério era salvar. “Pois lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste… Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste… Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição…” – vs 2, 3, 12. Jesus fez muitas coisas: consolou, aconselhou, perdoou, exortou, curou, expulsou demônios, ressuscitou, fez sinais maravilhosos na natureza… Contudo, seu objetivo foi sempre o de salvar. De trazer para perto de si pecadores que cressem nele. O homem é a expressão máxima da glória de Deus pois foi feito à Sua imagem e semelhança. Por isso Ele providencia todos meios para salvá-lo. Podemos realizar muitas coisas em nosso Ministério, mas nada iguala-se ao ato de cooperar com o Senhor, quando este está salvando alguém do lago de fogo e trazendo-o para a eternidade feliz ao seu lado. Nossas pregações, aconselhamentos, palestras, discipulado, visitações deve ter sempre a direção de salvar as pessoas. Jesus é a única possibilidade de salvação. E a pregação da cruz nunca deve envelhecer. É o recado mais urgente e importante que temos para transmitir. Quem convence é o Espírito Santo, mas quem prega somos nós.
Ele revelou que o Seu Ministério era para a glória de Deus. “Eu te glorifiquei na terra…” – v. 6 a. Jesus nunca buscou ostentação pessoal. Aliás, se buscasse, não escaparia das tentações do deserto – Mt 4.1-11. Mas o Filho de Deus venceu Satanás e as suas ciladas. As pedras continuaram a ser pedras, Ele não pulou do pináculo do templo num espetáculo efêmero e não trocou a glória do mundo pelo prazer maior de adorar unicamente ao Pai. Tudo que fez foi para exaltá-lo. Assim, não podemos concorrer com a glória de Deus. Jamais nossas ações devem ser usadas para auto realização. Ele é o Senhor, nós somos servos. Devemos realizar todas as atividades do nosso Ministério para exaltação e glorificação de Deus.

Pr. Elias Alves é responsável pela IAP em Jales (SP) e atua no Departamento Ministerial – Convenção Geral.

O Ministério Pastoral de Jesus revelado na oração do Getsêmani – I

Intimidade e suficiência

Ministério é aquilo que abraçamos como alvo para nossa vida dentro do Corpo de Cristo. A partir desta certeza, nosso foco e energia passam a ser para o que definimos a “ministrar”. Nosso exemplo é Jesus, que revela as facetas do Seu Ministério Pastoral o tempo todo nos Evangelhos. É lindo demais vê-lo em ação. Cada movimento transparece seu sentimento, sua sabedoria e seu objetivo na vida Pastoral, nos dias em que viveu entre nós.
Nosso desafio é que entremos com Cristo no Getsêmani, na prensa de azeite, no local onde Suas veias capilares não suportaram a agonia da morte e Seus poros transpiraram gotas de sangue. Assim, poderemos perceber , na oração mais intensa que alguém já possa ter tido, detalhes interessantes do maior e perfeito Pastor que o mundo já viu.
Ele revelou que a intimidade com o Pai vem primeiro. “…Pai, chegou a hora… E agora, Pai… Eu revelei teu nome àqueles que do mundo me deste… Pai santo… Pai, como tu estás em mim e eu em ti… Pai, quero que os que me deste estejam comigo… Pai justo…” – vs 1, 5, 6, 11, 21, 24, 25. Há centenas de nomes de Deus revelando Sua infinitude. Mas, somente chama de Pai quem é Filho. E é desta forma que Jesus se dirigia a Deus. Alguns capítulos da Bíblia trazem dezenas de vezes este nome, como em Mateus 6, João 14-16. Aliás, a única vez que Jesus não chama Deus de Pai, foi quando estava na cruz, momentos antes de expirar, quando disse “…Eli, Eli, lamá sabactâni…” – Mt 27. 46. Pai é o nome revelado por Jesus aos Seus discípulos. Pai significa que Deus é o autor, sustentador e salvador de todos que creem. Pai também é sinônimo de vida, amor e graça. Jesus exerceu o seu Ministério e somente suportou todas as provas devido à sua intimidade com o Pai que é santo e justo. O Ministério que temos é divino. Aliás, o desejo e o efetuar sempre vem dEle – Fl 2.13. Foi Ele que nos despertou e colocou onde estamos. No entanto, não esqueçamos que antes das mãos, deve vir o coração. Antes da ação, a oração. Antes da intimidade com os irmãos, intimidade com Ele.
Ele revelou que a Divindade é suficiente dentro de si mesma. “E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse. ” – v. 5. Com essas palavras Jesus define a Sua divindade e preexistência. Deus não é um ser carente das nossas palavras de adoração. Ele é perfeito em tudo e o versículo acima, deixa-nos ver a perfeição e a suficiência da comunhão dentro da Triunidade. Os Pais da Igreja, ou era Patrística, definiram teologicamente a comunhão da Divindade, utilizando a palavra grega “perichoresis”. Esta palavra define a coabitação, a comunhão dinâmica, voluntária e perfeita entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Então por que Jesus abdicou a glória celeste, se humanizou e se entregou numa cruz? A resposta é o amor incondicional derramado em favor da humanidade. Não precisava fazer isso, mas fez. Quando alguém recusa esse amor, assume a perdição. Não há Ministério sem amor, que se traduz em renúncia e entrega. Em nossa vida devemos ter a consciência de que não é Deus que precisa de nós, mas somos nós que precisamos dEle.

Síndrome de João Doria

Como um pastor pode se tornar uma vítima de burnout

Não muito tempo atrás, ouvi a seguinte observação: “você não era assim, você mudou”. Essa fala foi feita em um contexto em que falávamos sobre minha aparente mudança de ritmo e como não estava mais ágil em algumas atividades. Não pude negar, pois realmente estou em processo de mudança. As mensagens do whats já não são mais prioridade como antes. A agenda já não está tão lotada como antigamente. As noites, especialmente as madrugadas, agora são destinadas ao sono. Os períodos de folga e lazer são curtidos ao máximo. Realmente mudei.
Recentemente, tem sido muito falado sobre o workaholic (viciado em trabalho, trabalhador compulsivo) por causa da gestão do prefeito João Doria. Doria, conhecido como João trabalhador, ganhou destaque por causa de sua agenda frenética de trabalho. Em seu programa na internet, ele afirmou dormir três horas por dia (veja trecho abaixo). Secretários foram trocados por não aguentarem o ritmo. Em visita a China, Doria faz uma brincadeira sobre uma nova tecnologia que permitiria seus secretários trabalharem 24 horas por dia. A reação foi um coro de “não!”.
Junto com o workaholic, outro conceito que está ganhando bastante destaque é o do burnout (“queimar por completo” ou “consumir-se”). O burnout está associado ao esgotamento no trabalho. O acúmulo de tarefas, cobranças excessivas e foco exclusivo no trabalho têm levado ao esgotamento físico e mental. Segundo uma reportagem do jornal Folha, o Brasil é o segundo país que mais perde dinheiro com problemas emocionais no trabalho. O burnout faz com que o rendimento profissional caia. Não é curioso que o país do workaholic também seja o país do burnout?
A primeira vez que ouvi sobre burnout foi em 2013, quando fazia minha pós em plantação e revitalização de igrejas. Nessa época tive acesso ao livro “Andando com o tanque vazio?” do pastor Wayne Cordeiro. No livro, ele relata sua experiência com o esgotamento físico e emocional que o fizeram a se afastar de suas atividades. Ele também compartilha sua jornada para a superação. O livro me impactou e me fez perceber o que vinha acontecendo comigo ao longo dos anos: eu estava andando na reserva havia muit o tempo.
Como pastor (uma das categorias mais atingidas por essa síndrome), sempre tive dificuldade com o descanso. Tinha vergonha de falar que iria sair de férias. Na maioria das vezes, me pegava me envolvendo com algo ou planejando alguma coisa para a igreja, a fim de me sentir menos mal. Lembro de uma vez que encontrei uma irmã que me deu um baita sermão quando disse que estava de férias. “Onde se viu pastor sair de férias”. Disse ela. Pra mim a coisa piorou quando o whats chegou. Agora estava conectado 24 horas por dia. Mensagens e mai s mensagens. Grupos e mais grupos. A vida agora tinha um convidado a mais. O celular sempre estava presente.
Comecei a repensar minhas práticas quando, em 2015, saí de férias para celebrar o aniversário de um ano de casamento. Na época não percebi, mas a viagem tinha sido feita a três: eu, minha esposa e o celular. O momento que era para ser curtido a dois, fora dividido com situações e cobranças que estavam a quilômetros de mim. No entanto, eu queria ficar a par de tudo o que estava acontecendo, afinal, sou pastor. Para mim estava tudo bem, só que a viagem não foi nada prazeirosa para minha mulher.
O ponto máximo que me obrigou a começar uma mudança foi em dezembro de 2016. Quando minha relação com o burnout deixou de ser teórica e passou a ser física. Não sei dizer se realmente tive um burnout, mas com toda certeza cheguei perto e a luz da reserva se acendeu. Comecei a ter dificuldade para me concentrar. Sentia-me irritado sem motivo algum. Passei a ter imensa dificuldade para dormir. Dificuldade em respirar e taquicardia. Dores de cabeça passaram a ser frequentes. Tive também grande problema estomacal que levo u a inflamação completa do meu estomago e esôfago. Nesse momento, percebi que algo estava errado. E realmente estava. Meu corpo me disse que estava no limite.
Foi nesse momento que conclui que precisava mudar e que algumas condições para nossa saúde física, emocional e espiritual só dependem de nós. Esperamos muito que os outros pensem e proporcionem as condições para nosso bem estar, mas a verdade é que depende de nós reconhecermos nossos limites e dizer aos outros até onde eles podem ir com suas cobranças e expectativas. No final das contas, a grande questão é que não nos esquecemos de que somos pastores, líderes, profissionais; esquecemos-nos que somos humanos. Esquecemos que temos limites. Muitos de nós temos medo de decepcionar e de não atender o que se espera de nós, por isso, acabam por não conseguirem dizer não. No entanto, uma lição importantíssima é que nem todo não é de rebeldia. Alguns deles são de preservação da saúde.
Por fim, queria dizer que realmente estou mudando. Não pretendo mais ser vítima do sucesso e muito menos desrespeitar minhas limitações. Percebo ainda que o descanso é essencial e que Deus nunca quis qu e fôssemos máquinas de trabalho. Por essa razão é que ele criou um dia de descanso: No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Aben çoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação (Gênesis 2:2-3).
Deus é um Deus que sabe que o cansaço é uma realidade para nós. Ele sabe que as demandas são muitas e, com frequência, não temos tempo para cuidar de nós mesmos e muito menos para de scansar. Nesse ponto, uma passagem me chamou a atenção. Marcos 6:30-31 fala que os discípulos de Jesus, depois de uma intensa atividade missionária, retornaram completamente exaustos e, como tinham muitas pessoas para atenderem, não conseguiram nem mesmo comer. Diante dessa situação, Jesus lhes propõe o seguinte: Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco. Quem sabe essa não seja a solução para muitos dos exaustos: encontrar o equilíbrio entre o trabalho e o descanso. Afinal, Deus é um Deus que trabalha, mas que também descansa.

Ismael Braz é pastor das IAP’s de Cumbica-Base e Ponte Rasa (Convenção Paulistana Leste – SP).
Publicado originalmente em www.alemportal.com

De que forma estamos carregando a cruz?

Quem caminha ao lado de Cristo, é impactado por seu amor e sua pureza

“E, quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar a sua cruz.” (Mt 27.32)
A hora da crucificação havia chegado para Jesus. Ele sabia de tudo. Nada o pegou de surpresa. A morte na cruz fazia parte de um plano divino. Foi uma decisão resoluta. Então, por que ele não conseguiu carregar? É bom pensar que após a Ceia, Jesus havia ido ao Getsêmane e ali, orado em intensa agonia, que mesmo pequenas veias e poros do seu corpo não suportaram. Havia ainda passado uma noite sem dormir devido aos vários julgamentos (Herodes, o Sumo-Sacerdote e Pilatos). Um chicote com pedaços de ossos e metais já tinha rasgado várias partes do seu corpo. Uma coroa de espinhos foi colocada em sua fronte. Teve o rosto coberto com um tecido vermelho e tinham batido em sua cabeça. Zombarias foram pronunciadas… Quase todo o horrível espetáculo que antecedia a crucificação já tinha sido feito, faltava apenas um ato. O crucificado deveria carregar a própria cruz – Jo 19.17.
Pense no quanto Jesus lhe ama. Foi por você. E, você, pode parar por um instante e cantar o refrão de um cântico? “Se isto não for amor, o oceano secou, não há estrelas no céu, as andorinhas não voam mais. Se isto não for amor, o céu não é real, tudo perde o valor, se isto não for amor.”
Conforme os Evangelhos Sinóticos, Jesus não suportou. E Simão, de Cirene, norte da África, foi obrigado a carregar a cruz. Os soldados romanos consideravam humilhante fazer isso. O outro Simão, o Pedro, com os outros discípulos, ficaram de longe. Por isso obrigaram o cirineu. No entanto, mesmo que naquele instante não tenha sido voluntário, o Senhor recompensou sua vida, sua família e sua terra natal. Lucas pontua em Atos 11.20, 21, que de Cirene saíram várias pessoas testemunhando poderosamente de Cristo. Quem pregou para eles? E quem pregou para Lúcio de Cirene que foi um porta-voz ousado da parte do Senhor? – Atos 13.1. A possibilidade de que tenha sido Simão é muito grande.
E a família dele? Marcos 15.21 cita seus filhos, Alexandre e Rufo. Sobre Rufo e a esposa de Simão veja o que Paulo diz: “Saudai a Rufo, eleito no Senhor, e a sua mãe e minha.” – Rm 16.13. Sim, Rufo, seu filho, uma pessoa escolhida especialmente por Cristo. E a mãe de Rufo ou esposa de Simão? Uma mulher amorosa, prestativa e protetora. Uma “mãe” para Paulo. Feliz é o pastor que tem uma mãe dessas por perto.
E Alexandre, o outro Filho? A maioria pontua como o latoeiro que causou muitos males – 2 Tm 4.14. Se foi ele, a Bíblia também adverte: “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” – Mt 22.14.
Ministério é cruz? Se a sua resposta foi sim, acertou. Mas, de que forma devemos carregar a cruz? De forma forçada ou voluntária? Saiba que tudo o que é somente por força produz: tristeza, ira, ódio, peso, vergonha, somente para os outros e exasperação (não vê o momento de se livrar) … Que tragédia um ministério assim. Pregar, visitar, aconselhar, congregar, cantar, orar, constrangido e sem satisfação.
E quem carrega voluntariamente? Alegria, paz, leveza, primeiro para si, satisfação, prazer, honra… E um dia receberá a coroa da glória – 1 Pe 5.4.
Acredito que os primeiros momentos para Simão tenham sido constrangedor. Mas depois, uma satisfação enorme, porque quem caminha por Cristo e ao lado dele, logo percebe o amor, a pureza, a salvação e passa a entender plenamente quando ele disse: “Se alguém ‘quiser’ vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” – Lc 9.23 (grifo nosso).

Pr. Elias Alves Ferreira é responsável pela IAP em Jales (SP) e atua no Departamento Ministerial – Convenção Geral

A crise da solidão

O dilema que toda esposa de pastor enfrenta

Tenho lido muito a respeito das esposas de pastores. Talvez por ser uma, sinto-me na obrigação de falar mais sobre esse assunto que é de tão pouco interesse para muitos, mas de extrema importância.
Você já parou para pensar que mesmo estando rodeada de pessoas, na maioria dos dias, as esposas de pastores e até mesmo os pastores se sentem sozinhos? São poucas, bem poucas as pessoas que realmente ‘sabem’ como de fato estão.
A esposa de pastor costuma viver no “chão da suspeita”. Não podendo abrir a casa para todos, mas também não podendo fechar! Como diz um escritor “O medo é um gigante que se nutre da carência “, e carência é o que grande parte das esposas de pastores mais possui: carência de amizades sem interesse, carência de conversa sem medo de dedos apontados, carência de um olhar sincero.
Se você é esposa de pastor, às vezes pode ser difícil, mas como todas as escolhas que tomamos, temos que abrir mão de algumas coisas. Porém, o mais importante é observar quando é preciso procurar ajuda e não deixar isso adoecer o coração, confiando em Deus, que nos mantém de pé.
Se você é membro, procure colocar-se no lugar da família do pastor. Coloque-os em suas orações, independente da situação.

Veronica Braz é esposa de pastor, atuando na IAP em Jardim Mabel e Arujá (SP, Convenção Paulistana Leste)

Porque a vida é trem bala

Além de ser vapor, sombra, conto ligeiro, navio veloz, flor do campo, a vida da gente é também trem-bala, como diz última estrofe da música composta e cantada pela paranaense Ana Vilela: “Segura teu filho no colo / Sorria e abrace teus pais enquanto estão aqui / Que a vida é trem-bala, parceiro / E a gente é só passageiro prestes a partir”.
Porque a vida é trem-bala, viva e curta apenas o agora. Não viva inquieto com o ontem nem com o amanhã. O ontem é história. O amanhã é mistério. O agora é oferta de Deus para você. Preste atenção apenas no que Deus está fazendo agora e não se inquiete com o que pode ou não acontecer amanhã. Se tiver de lidar com uma situação difícil, Deus estará lá para ajudar você (Mt 6:34).
Porque a vida é trem-bala, aprenda a viver contente em todo lugar e em qualquer situação. Você pode todas as coisas naquele que lhe fortalece (Fp. 4:13), inclusive se alegrar quando a figueira não floresce, quando as parreiras não dão uvas, quando não há azeitonas para apanhar, quando não há ovelhas nos campos, quando não há gado nos currais (Hc 3:17).
Porque a vida é trem-bala, não deixe nada para ser feito depois. Chega de ensaio, de teoria, de treino, de análise. Tudo o que você tiver que fazer, faça logo e faça o melhor que puder. E, sobretudo, faça com prazer! Pode ser a sua única chance, pois, junto com os mortos, para onde você vai mais cedo ou mais tarde, não há nada a fazer nem o que pensar (Ec. 9:11).
Porque a vida é trem-bala, aproveite a vida com a mulher que Deus lhe deu. Alegre-se com ela, que é amável como um anjo, linda como uma flor – nunca deixe de se deleitar em seu corpo. Ame-a como Cristo amou a igreja, mas ame-a também como o amado de Cantares de Salomão amou a sua amada. Nunca ache que o amor está garantido para sempre, mas conquiste a mesma mulher todos os dias (Pv 5:18)!
Porque a vida é trem-bala, jogue fora o seu registro de ofensas. Quem ama, não guarda mágoas (I Co 13:5). O verbo “guardar” é um verbo contábil, que significa calcular, registrar, computar. As pessoas mais infelizes são aquelas que fazem questão de anotar e lançar no livro fiscal do seu ser cada ofensa que sofreu ao longo da vida.
Porque a vida é trem-bala, enfim, aprenda a doar tempo para os amores da sua vida. Doe com alegria do muito ou do pouco tempo que ainda lhe resta neste mundo (I Pd 4:2) para o seu cônjuge, pai, filho, amigo, irmão, família, Deus… Tenha com eles um tempo a sós, sem pressa, para conversar ou mesmo para ficar juntinhos em silêncio.

Pr. Genilson Soares da Silva é pastor da IAP em Vila Camargo (Curitiba – PR).

Vitamina espiritual

Sua atitude em meio às lutas impacta os que estão a sua volta
“E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram têm antes contribuido para o progresso do evangelho” (Fp 1:12)
Não apavorar, não desesperar, não agitar, não agoniar; diante da hostilidade, da afronta, da ameaça, do perigo de morte, o seguidor de Jesus deve acalmar a si próprio, a família e a igreja.
Quem está sofrendo por causa do evangelho sabe que a vitória virá. O apóstolo Paulo passava por terríveis oposições e disse para a igreja: “Irmãos, está tudo bem comigo; a gente está conseguindo progresso mesmo com os bloqueios; apesar das hostilidades, muita gente está se rendendo a Jesus”.
E continuou: “Eles me agarraram e me prenderam, e aí eu aproveitei a oportunidade e preguei para toda a guarda de elite do império, especialmente ao policial a quem me acorrentaram, a ele falei tudo sobre Jesus”. (Fp 1:13) Que testemunho!
Você está reclamando de suas dificuldades, lutas, apertos, tribulações? Olhe só, suas dificuldades podem ser ferramentas poderosas nas mãos de Deus, sabia? O Espírito Santo pode usar o seu testemunho em meio a dor para estimular outros à pregação do evangelho. (Fp 1:14)
Atenção: Sua atitude em meio às lutas é vitamina espiritual para os demais irmãos da igreja. Quando você sofre, e persevera, vence e enche seus irmãos de ânimo.
Isso acontece porque o sofrimento por causa da fé nos torna parecidos com Cristo (1 Pd 4:12-16). Amém?
Pr. José Lima, segundo secretário Geral da IAP 

Qual o nome do futuro?

Apesar das perspectivas sombrias, decida confiar em Deus, seja na fartura ou escassez, na guerra ou na paz

O medo do amanhã está cada vez mais estampado nos rostos que encontro. A corrupção de uns poucos assaltam bem mais que os cofres do país, assaltam a paz da alma, a tranquilidade do coração e a saúde do raciocínio. Assaltados em suas possibilidades, pessoas são vitimadas por quadrilhas de terno e gravata, gente que só tem olhos para o ego refletido no espelho, jamais para os milhares que deram seu precioso voto de confiança. Grana não é tudo, e na conta da vida grana significa muito pouco, afinal, perder a confiança num amanhã melhor leva inevitavelmente para esse quadro preocupante: medo.
Mas o medo nunca vem sozinho, vem sempre muito mal acompanhado. Estresse, preocupação, dúvida, incerteza, desequilíbrio, doenças emocionais, incapacidade reflexiva, instabilidade intelectual, falta de foco, desmotivação. Enfim, ontem não foi bom, hoje está um pouco pior, caramba!, que tipo de amanhã nos aguarda? Neste contexto, independente de quem seja, o futuro que se aproxima assusta a cada um.
No lugar de ouvirmos e lermos as vozes do caos que gritam todos os dias nas ruas, na imprensa e na vida, deveríamos ler mais e ouvir mais as palavras milenares de um sábio: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em TODOS os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas.” Provérbios 3:5 e 6 (grifo meu).
Ou confiamos ou não confiamos. Não dá para ser seletivo, em algumas situações eu confio e em outras não. Nada disso. O texto me motiva a confiar no Senhor em TODOS os meus caminhos, sejam caminhos de fartura ou escassez, de guerra ou paz, de vida ou morte.
O tempo perfeito de Deus não é apenas perfeito quando as coisas dão certo, é perfeito também quando tudo parece conspirar contra. Basta olhar para o sepulcro, a esmagadora maioria do povo e das autoridades da época achava que tudo havia terminado, três dias depois o mundo descobriu que estava apenas começando.
Qual, enfim, deve ser o nome do futuro? Como você o chamaria? Vou emprestar a ajuda de um pensamento de Victor Hugo: “O Futuro tem vários nomes. Para os fracos e covardes, chama-se Impossível. Para os comodistas, Inútil. Para os pensadores e valentes, Ideal.”
Neste exato momento podemos escolher, podemos definir o nome que perseguiremos. Mas por favor não compreenda errado. Ideal, no verso de Victor Hugo, não tem nada a ver com ficar rico e tudo dar certo. Ideal está ligado a honra, caráter, luta, coragem e saber enfrentar cada desafio com resignação, ousadia e submissão àquele que cuida da nossa vida.
A palavra final de nossas vidas somente Ele define. Nosso amanhã está escondido nas mãos do Eterno, protegido num futuro incerto para o mundo que não crê, porém um futuro seguro para todo aquele que decidiu nEle confiar e com Ele se relacionar em graça, fé e amor.
 
Pr. Edmilson Mendes integra a equipe do Departamento Ministerial e congrega na IAP em Pq. Italia (Campinas, SP).