Dia do Pastor

Pastor, um presente para a Igreja

Um pai, um irmão, um intercessor, um exemplo, dependente da graça de Deus

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres” – Ef 4.11.
Jesus é o presenteador por excelência. Doou-se por inteiro na cruz como presente para a humanidade – Jo 3.16. Depois para aqueles que, pela fé, aceitam a graça oferecida na cruz, trazendo-lhes para Si mesmo, formando um Corpo, do qual é o Cabeça – Ef 1.22, 23.
E ao Corpo de Cristo, também denominado Igreja, sob a regência do Espírito Santo, os salvos são capacitados, nas mais diversas áreas. Estas capacitações ocorrem através do desejo divino, expresso em Ef 4.12: “Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos, para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo”. O Senhor quer que o seu povo tenha uma unidade perfeita, que cresça espiritualmente, que o conheça continuamente, tornando-se Ele próprio modelo e alvo: “Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, a perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” – Ef 4.13.
Neste sentimento indesistível de Cristo, neste “até”, Ele presenteou “uns para apóstolos”, que foram os doze discípulos e mais tarde Paulo, enviados como desbravadores do cristianismo e solidificando a fé cristã. “Outros para profetas”, que foram os pregadores inspirados e com autoridade em situações específicas, sendo em nossos dias, irmãos com o dom de profecia e não como ministério. “Outros para evangelistas” cuja missão é aliançar vidas com a mensagem da salvação que advém da cruz. E por último, “outros para pastores e mestres” que são os responsáveis por todos os membros do Corpo de Cristo, no dia a dia, dando provisão, proteção, coordenação, equipando os salvos através do conhecimento e ensino. Assim, um pastor é um presente de Cristo para a igreja. Uma dádiva para o coletivo, o corpo espiritual de Cristo. É evidente que o valor de um pastor como um presente excede o significado emocional e nos remete ao espiritual.
E o que mais a Bíblia diz sobre a missão de um Pastor?

  • Um pai, um irmão e um filho – 1 Timóteo 5.1 e 2.
  • Um intercessor – Hebreus 13.17.
  • Um exemplo – 1 Pedro 5.3.
  • Uma estrela – Apocalipse 1.20.
  • Um anjo ou “mensageiro”– Apocalipse 2-3.

A Bíblia, porém, não diz que ele é um “super-herói” ou uma pessoa infalível. A igreja ou campo missionário não é um estúdio cinematográfico. Ao contrário, um campo de batalha espiritual. E o pastor, um cristão como todos, que sofre o que todos sofrem, que vive a guerra interior do Espírito contra a carne, conforme Romanos 7, mas que um dia aceitou ao chamado de Cristo. E que, para isso, aprendeu a palavra “renúncia”. Sendo a primeira delas a financeira e chegando até à renúncia dos familiares, dos amigos, da sua cidade… para tão somente cuidar da noiva e apresentá-la em toda a sua beleza e esplendor a Jesus, o Noivo – Ef 5.25-27.
Obrigado pastor ou missionário (a) pelo seu “sim” a Cristo. Parabéns pelo seu dia!
A você e a sua família, nosso abraço e oração.
DEMI – Departamento Ministerial

Fuja do esgotamento

Atitudes simples, para um estilo de vida equilibrado

Em março último, a multinacional norte-americana Johnson & Johnson anunciou um programa intensivo de cuidados pessoais e de saúde chamado Premier Executive Leadership. A iniciativa tem por objetivo evitar que seus principais executivos se tornem vítimas do burnout, palavra que tem se tornado cada vez mais frequente em nosso vocabulário, e que indica uma condição de esgotamento que pode levar, entre outras coisas, à apatia, estafa e depressão.
No programa, após o executivo passar por uma bateria detalhada de exames clínicos, ele é acompanhado por um nutricionista, um fisiologista e um consultor pessoal.
Em que está baseada essa proposta ousada de prevenção de burnout da Johnson & Johnson? Ao olhar atentamente para o programa de acompanhamento, a palavra que se destaca é equilíbrio. Tudo é feito para que os executivos encontrem sua melhor forma física, mental e emocional. A consultoria pretende influenciar desde o tipo de desjejum que os profissionais tomam até sua conduta no trabalho, passando por sua rotina de exercícios físicos e cuidado à família.
Estilo de vida equilibrado
O que chama mais atenção, nesse caso, é que a solução atribuída a um problema que, por exemplo, tem atingido 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros, está intimamente relacionada ao estilo de vida equilibrado.
Se você não tem um nutricionista, um fisiologista e um coach à disposição, pode se beneficiar com algumas dicas práticas e gratuitas para fugir do esgotamento e experimentar melhor qualidade de vida.
Primeiro, Deus: Separe tempo para nutrir sua comunhão diária com o Senhor. O estudo das Escrituras, a oração e a reflexão espiritual logo ao início do dia proporcionam direcionamento, crescimento e paz. Vivemos dias conturbados e precisamos realmente nos apropriar da promessa de Cristo: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas” (Mateus 6:33).
Dê atenção à sua família: Muitos profissionais se frustram porque dedicam muito tempo ao trabalho e pouco tempo à família. Recentemente, um conhecido apresentador da televisão brasileira demonstrou publicamente sua insatisfação por não ter sido o pai que gostaria. Em suas palavras “eu fui um péssimo pai por força da profissão, porque tive que viajar a vida inteira, ganhava muito mal. Tive que viajar e ficava mais tempo fora do que dentro de casa. Então eu fui muito relapso na educação dos meus filhos”. Procure separar algum momento do dia para estar junto de seu cônjuge e filhos. No passado, as refeições serviam como elo entre os familiares. Atualmente, os dispositivos de comunicação se interpuseram entre as pessoas e têm roubado parte desse tempo precioso em família. Deixe a televisão e o smartphone de lado, sente-se com seus familiares em torno da mesa e enriqueça seus vínculos domésticos.
Invista em sua saúde: Busque ter uma alimentação saudável, ingerir água regularmente, respirar ar puro, expor-se ao sol, praticar exercício físico, dormir regularmente, exercer a temperança e confiar em Deus. Infelizmente, o cuidado com o físico tem implicações mentais e emocionais que têm sido amplamente negligenciadas. Não caia nessa armadilha!
Relacione-se bem com as pessoas: Nutrir amizades sadias e edificantes é um fator importante para prevenir-se do burnout. Portanto, semanalmente, dedique tempo para conversar com amigos e desenvolver atividades que não estejam relacionadas com o trabalho. Pode ser a prática de um esporte coletivo, o engajamento em um projeto social, a participação em alguma atividade musical, enfim, algo que aproxime você das pessoas e lhe permita experimentar satisfação.
Monitore suas emoções: Busque recursos para administrar seus sentimentos. Alguns se utilizam de diários, outros de amizades sólidas (e do mesmo sexo), e ainda há aqueles que procuram o auxílio de um psicólogo ou conselheiro cristão. Encontre o meio mais adequado para você e não abra mão disso. Sobretudo, entregue ao Senhor, em oração, suas lutas e frustrações. Nele há não somente um Amigo, mas, sobretudo um Deus preocupado com você!
Embora essas dicas pareçam muito simples, elas demandam um alto nível de disciplina e força de vontade para ser seguidas. Entretanto, a fim de se ver livre do esgotamento e experimentar plenitude de vida, valem muito a pena!

Publicado pelo Sou da Promessa (www.soudapromessa.com.br). Fonte: adventistas

Como vai? Tudo bem!

Com a “resposta pronta” perdemos a chance de que alguém ore por nós

Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.” (Gálatas 6:2).
Há algum tempo, aprendi que esta expressão “brota” nos lábios sem dar tempo de pensarmos na interrogação. Na maioria das vezes, se pensarmos antes de responder nossa resposta seria diferente.
Talvez fosse: não tão bem neste momento ou estão faltando algumas coisas para ficar bem e confio em Deus para ficar melhor.
Tudo bem! Preocupo-me quando esta resposta não condiz com a verdade e acaba por nos afastar da possibilidade de ter alguém para dividir as nossas preocupações e dificuldades.
Enquanto família cristã, devemos andar juntos, compartilhar as alegrias e tristezas. Ter alguém para orar por nós e conosco é uma benção que devemos buscar.
Lemos em Tiago 5:13 : “Está aflito alguém entre vós? Ore.” É certo que, em alguns momentos, temos dificuldades em abrir o coração, mas ao ser sincero na resposta ao “Como vai?” abrimos a oportunidade de alguém orar por nós.
Um simples “não tão bem” nos deixaria mais próximos de quem faz a pergunta.
Somos humanos e estamos sujeitos a aflições. Não temos a obrigação de afirmar que estamos sempre bem por sermos de Cristo.
Neste mundo sofrereis tribulações; mas tende fé e coragem! Eu venci o mundo.” (Jo. 16.33)
Reflita sobre estas questões:

  1. Sinto-me livre de culpa em relação ao meu sofrimento nos momentos de dificuldades?
  2. Tenho liberdade para expressar sentimentos para as pessoas que me são próximas?
  3. Isolo-me quando sofro ou busco ajuda com parceiros de oração?

Miss. Ilma Farias de Souza é educadora cristã, pedagoga e esposa de pastor, além de membro da equipe de Mulheres em Ministérios

Com o cesto na mão

Mesmo que se sinta pequeno, distribua, pela fé, os pães e peixinhos

Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?” – (Jo 6.9)
Um dos sinais ortográficos que estão sempre na mente de um pastor é o da interrogação. E quantas situações desafiam um pastor! Qual deles, em alguma situação, não se sentiu pequeno demais? De ir para algum lugar desconhecido? Diante do peso de um sermão? Do pedido de oração por alguém em fase terminal da vida? Diante de uma reunião da Igreja? De conduzir suas ovelhas para a eternidade ao lado do Senhor? De estar fazendo as coisas certas? Interrogações e mais interrogações.
Um dia, diante de uma multidão, Jesus pergunta a Filipe: “…Onde compraremos pão, para estes comerem?” – Jo 6.5. O versículo 6 deixa claro a intenção de Jesus: “Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer.” Diante disto também perguntamos: Apesar de pequenos não fomos chamados por Jesus? Não é ele o Senhor de todas as coisas? Estou aqui por capricho humano? Não tem ele um projeto maior em meu ministério? Com certeza sim!
Felipe respondeu humanamente: “Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco.” v.7. A resposta foi financeira, o gasto seria acima de “duzentos dinheiros” que seriam os denários (moedas prata) ou duzentos dias de trabalho comum. Quantas vezes, diante dos desafios, procuramos uma resposta humana, prática, lógica, dimensionável. Mas as soluções pastorais estão no andar de cima, diante do Trono de Deus, na fé e na oração.
André, irmão de Pedro, foi melhor: “Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?” Ele havia encontrado o princípio da solução, os pães e os peixes. Era humilde na qualidade e quantidade. Pães de cevada era o alimento dos mais pobres. E o que seria cinco pães e dois peixinhos diante de uma multidão? Mas o “está aqui” revela que ele apresenta a Jesus, mesmo tendo certa dúvida: “Que é isto para tantos?” Muitas vezes sabemos o certo, mas uma multidão faminta ao redor e uma pequena porção de alimento parece uma distância intransponível. E é verdade mesmo. Em nossas mãos, cinco pães e dois peixinhos são insignificantes, mas não nas mãos de Jesus.
Jesus deu ordem para se assentarem na relva. Isto nos lembra de descanso quando colocamos as situações nas mãos divinas. A solução está nele. Ele multiplicou os pães e peixes. A multidão saciou-se. Sobejaram ainda 12 cestos cheios. Ele não nos trata espiritualmente com miséria. Um cesto para cada discípulo para que não esquecessem sua graça, seu amor, sua bondade, sua misericórdia… Porque ninguém que se aproxima do Senhor da vida sai vazio, com fome.
Qual a sua dúvida? O tamanho da Igreja em comparação com o da cidade? A profundidade do seu sermão? Alguma enfermidade ou problema na Igreja? O lugar deserto onde está? Ou quem sabe, uma dúvida como a de André: “O que é isto para tantos?” a resposta é: Deixe os dilemas nas mãos do grande Pastor. Ele sempre soube, sabe e saberá o que fazer com a sua pequenez. Pregue a Palavra de Deus como ela é. Não deixe ninguém com fome. Pegue o “seu” cesto com os humildes pedaços de pães de cevada e “lambarizinhos secos” e distribua pela fé. Acredite, vai sobrar.

Pr. Elias Alves Ferreira é responsável pela IAP em Jales (SP) e atua no Departamento Ministerial – Convenção Geral.

Thirteen reasons why I can live

Mesmo que você esteja passando por desilusão, desespero, violência e solidão

Oi, é a Hannah. Hannah Baker. Não ajuste seu… seja lá o que estiver usando para ouvir isso. Sou eu, ao vivo e em estéreo. Sem promessa de retorno, sem bis e, dessa vez, sem atender a pedidos. Pegue um lanche. Acomode-se. Porque eu vou contar a história da minha vida. Mais especificamente, por que minha vida terminou. E se você está ouvindo essa fita, você é um dos porquês…”. Essas são algumas das frases mais marcantes da série produzida e exibida pela Netflix, “13 Reasons Why”. Tal série tem sido muito comentada por causa de sua proposta principal: apresentar para os telespectadores os 13 motivos (ou pessoas) que influenciaram Hannah Baker, uma adolescente de 17 anos, a cometer suicídio.
Nossa proposta aqui não é discutir ou dar um veredicto final no sentido de podermos ou não assistir a essa série. Neste artigo, o objetivo é apresentar 13 razões pelas quais cada um de nós pode decidir viver, por mais que estejamos enfrentando a desilusão, o desespero, a violência e a solidão. Você quer conhecer essas 13 razões?
1. Você é amado por Deus.
“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16). Na Bíblia Sagrada, está escrito que existe alguém que nos ama muito: Deus! O amor de Deus por mim e por você é tão grande, tão intenso e tão profundo que ele enviou Jesus Cristo para morrer numa cruz, para nos dar a paz necessária para vivermos neste mundo tão caótico e também para nos conceder a salvação e a vida eterna.
2. Você é acolhido por Deus.
“Ainda que me abandonem, pai e mãe, o Senhor me acolherá.”
(Salmos 27:10). Mesmo que a solidão, o vazio e a sensação de abandono cheguem ao nosso coração, ainda assim, existe alguém que não nos abandona e que está sempre ao nosso lado. E, esse alguém é o Deus que criou os céus, a terra e criou a cada um de nós. Em momentos de angústia, de desespero, de extrema solidão você pode buscar ao Senhor Deus, pois ele não o desemparará, mas te acolherá com graça e misericórdia.
3. Você tem um propósito de vida
“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro”. (Jeremias 29:11). Quais são os seus planos? O que você deseja fazer ou realizar? Ou ainda: o que fez com que você perdesse a vontade de sonhar e de planejar? Independente do que planejamos (ou deixemos de planejar) para nós, é importante saber que os planos de Deus para cada um de nós são muito mais maravilhosos que os nossos. Dentre esses planos, Deus deseja dar a você paz, perdão e uma razão muito especial pela qual viver: o melhor amigo, o Salvador Jesus Cristo.
4. Você é fortalecido e sustentado em Deus
“Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade.” (Salmos 46:1). Existem situações em nossas vidas que parecem que vão nos derrotar. São problemas, frustrações, decepções que nos levam a questionar se conseguiremos superá-las e vencê-las. Mas, você pode ter a certeza de que mesmo que “o mundo desabe sobre a sua cabeça”, a partir do momento em que sua vida está nas mãos de Cristo, ele o fortalece, o sustenta e ajuda você a vencer e ultrapassar qualquer desafio, um dia de cada vez. Não há problema, luta, decepção ou dificuldade que Jesus não possa nos ajudar a enfrentar!
5. Você é consolado por Deus
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em todas as nossas tribulações,” (2 Coríntios 1:3,4). Deus vê todas as nossas lágrimas, o nosso choro e a nossa tristeza. Não se desespere, pois não há lágrimas que não possam ser enxugadas por Deus e não existem tristezas que ele não possa consolar! Ele é o nosso melhor consolo e nosso grande abrigo.
6. Você é convidado a encontrar descanso em Deus
“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”. (Mateus 11: 28). Este convite de Jesus é para você! Você tem se sentido cansado e sem uma perspectiva de vida, ou tem se sentido sobrecarregado com dúvidas, incertezas ou questionamentos? Jesus Cristo convida você a entregar a vida a ele! Certamente, problemas e dificuldades continuarão existindo, mas ao entregarmos nossa vida a Cristo você terá a certeza de que ele lhe dará descanso e refrigério, graça e misericórdia.
7. Deus ouve a sua oração
“Eu clamo pelo Senhor na minha angústia, e ele me responde.” (Salmos 120:1). Nós não temos a garantia que viveremos uma vida que seja um “mar de rosas”. Luto, enfermidades, problemas na escola, faculdade, trabalho ou família podem surgir para cada um de nós. Mas, temos a garantia de que se buscarmos com sinceridade a Deus em oração, ele ouvirá o nosso clamor e nos responderá, conforme a sua vontade soberana. Ao dedicarmos nossa vida a Cristo e o buscarmos de todo o nosso coração, ele ouvirá a nossa oração e atenderá o nosso clamor!
8. Deus cuida de você
“Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês”. (1 Pedro 5: 7). O que tem causado ansiedade em sua vida? Será aquele sonho desfeito, o projeto que não deu certo, alguém que lhe virou as costas num momento em que mais precisava ou um problema que parece não ter solução? Seja o que for que esteja deixando você ansioso, creia em Cristo e confie nele! A Palavra de Deus garante que Cristo cuida de você, e ele faz isso porque te ama e deseja o melhor para a sua vida. Exercite sua fé e dedique ao Senhor Jesus a sua vida. Apresente a ele o que tem afligido você, o que tem te deixado ansioso e confie que ele fará o melhor por você!
9. Deus concede a você a oportunidade de um recomeço
“Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade!” (Lamentações 3:22,23). Cada dia é um recomeço dado por Deus para cada um de nós. O fato de enfrentarmos todo o tipo de situações não significa que Deus não nos ama! É o amor de Deus por nós que nos ajuda a ultrapassar as dificuldades. É por causa do amor de Deus que temos a oportunidade de recomeçarmos a cada manhã. A cada dia, a cada manhã eu e você podemos vivenciar um relacionamento com Deus e experimentar da sua fidelidade. Você está pronto para um recomeço com o Senhor?
10. Você é perdoado por Deus
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9). Todos nós somos pecadores (aceitemos este fato ou não) que precisam desesperadamente da graça de Deus e do seu perdão. Mas, a boa notícia é que não importa o quanto já erramos ou como nossos pecados são graves! Deus, por sua infinita misericórdia, nos perdoa e nos dá uma nova vida através de Jesus Cristo. O que é necessário para recebermos esse perdão? Aproximarmo-nos de Deus, pela fé em Cristo Jesus e entregarmos nossas vidas a ele.
11. Você tem um grande e fiel amigo
“Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido”. (João 15:15). A amizade é um presente de Deus para cada um de nós. Ter um amigo é tão bom! E quando temos aquele melhor amigo, nossa vida fica mais alegre e mais completa. Mesmo que não tenhamos muitos amigos ou que nos sintamos desamparados e solitários, podemos contar com a amizade de alguém muito especial: Jesus Cristo! Ele é fiel e nele a gente pode sempre confiar. Cristo entende os nossos dilemas, nos consola em meio ao choro e se alegra com as nossas vitórias… Permita que ele seja o seu melhor amigo, pois ele é a única pessoa que nunca deixará você sozinho!
12. Você pode encontrar uma fonte de esperança
“Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.” (Romanos 15:13). As decepções, as frustrações e os problemas podem fazer com que nos sintamos inseguros e desesperançados. Mas, existe alguém que enche o nosso coração de esperança. Quem ele é? Esse alguém é Jesus Cristo! A partir do momento em que confiamos nele, o Espírito Santo passa a habitar em nossos corações e nos concede a alegria, a paz e a esperança para vivermos, mesmo que tenhamos que enfrentar momentos difíceis.
13. Em Cristo, você vive uma vida plena e abundante
“(…) eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. (João 10:10). Esta é maravilhosa promessa de Cristo para cada um de nós: uma vida abundante. Isso não significa que não teremos problemas, que não passaremos por aflições ou que não desanimaremos diante de algumas situações, mas quer dizer que, ao entregarmos nossa vida a Jesus, ele preencherá o vazio do nosso coração, fortalecerá e sustentará a nossa vida e guiará os nossos passos. Ele encherá os nossos dias com sua misericórdia, sua graça e seu favor. Ele nos concederá paz, perdão e salvação. Estará sempre conosco e nunca nos desamparará ou abandonará!
Gostaríamos de finalizar esta reflexão lembrando que todos nós enfrentamos problemas, lutas e decepções (seja em maior ou menor grau). No entanto, o fato é que, ao buscarmos a Cristo, entregarmos nossa vida a ele e dedicarmos todos os nossos dias ao Salvador, encontramos não somente 13, mas inúmeras razões e motivos pelos quais vivermos!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional da Convenção Noroeste Paulista

Meu Salvador me conhece

Líderes da igreja, aqui está um pensamento para encorajar a sua alma: Porque Cristo é capaz de se compadecer da nossa fraqueza, não precisamos nos autocompadecer! Se você é como eu, qualquer consciência de fraqueza se torna um convite imediato para a minha celebração de autocomiseração. “Venha se unir a Dave, enquanto ele passa mais um dia se compadecendo de si mesmo por não ser Deus!”. Mas por meio dessa passagem Deus fala outra palavra. “Ei, Dave”, ele diz, “vamos transformar um pouco a pena de si mesmo hoje. Lembre-se, eu sou o perfeito sumo sacerdote – compadecer-me de você é o me u trabalho. Eu tenho domínio de toda essa compaixão. Por que você não pensa em como me amar e fruir de mim hoje?”.
Em todas as áreas da vida, o evangelho transforma tudo. Em relação à autopiedade, o evangelho invade minhas tendências de autocomiseração e me lembra que, por causa da morte e ressurreição de Cristo, recebo muito mais compaixão do que eu mereço. O evangelho proclama uma dupla troca. Na cruz, não somente deixo de ter o justo julgamento que meus pecados merecem, mas no lugar da ira de Deus recebo a sua adoção, sua afeição amorosa e sua compaixão por minha fraqueza. Em vez da hostilidade que mereci, recebo compaixão como filho do meu Pai celestial.
Você está se sentindo fraco hoje? Oprimido, talvez, por tentações? Você acabou de imprimir alguns convites para sua própria celebração de autocomiseração? A boa notícia do evangelho inclui um Grande Sumo Sacerdote. Um Salvador com um amor tão imenso que ele vem nos momentos mundanos da nossa fraqueza e tentação e diz: “Eu conheço você, e eu entendo”. Então, no momento certo, ele provê o caminho de escape (1 Coríntios 10.13).
Meu Salvador me conhece. E a partir desse conhecimento perfeito, inclusive de todo o meu DNA, ele anuncia esse convite transformador da vida: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4.16).
Que bondade e graça do Deus que me conhece. Penso que isso é o que o torna o Sumo Sacerdote perfeito (Hebreus 9.11-12).

Por: Dave Harvey., publicado em www.voltemosaoevangelho.com

Fraco diz respeito a mim

Jesus conhece tudo o que passamos

Há pouco tempo, eu estava saindo do Starbucks e tentei desbloquear meu carro através da minha sofisticada chave eletrônica. Nada aconteceu. Minha mente imediatamente ficou escura, instintivamente irritada sobre o dia desperdiçado diante mim se eu precisasse de uma bateria nova para a minha chave (essas coisas ainda têm baterias?), uma bateria nova para o meu carro (ele tem uma bateria nova!), ou se algum outro reparo inesperado fosse necessário (eu odeio carros!). Enquanto eu estava emocionalmente afundando sobre as horas perdidas para um dia ainda não iniciado, observei outro carro no estacionamento que parecia exatamente com o meu. Na verdade, era o meu. É um mau sinal quando um homem começa seu dia percebendo que a sua chave está bem, é o seu cérebro que está com defeito.
Eu sou fraco, e todos os dias há mais indícios.
A fraqueza descreve aqueles lugares na vida em que somos lembrados de que não somos conquistadores do reino exercendo onisciência, onipotência e completa competência à vontade. Nem mesmo perto disso! Somos os fabulosamente caídos e frágeis que esquecem os horários das reuniões, destroem nossos carros e deixam as portas abertas para chamar todos os tipos de bichos e insetos para se tornarem ocupantes de nossa casa. Você sabe do que estou falando. Somos os dorminhocos, os esquecidos das contas, as pessoas que dizem “oh Senhor, que cheiro é esse?”. Nós somos fracos.
E no caso de você estar se perguntando, isso não é sobre o pecado. Certamente, todo pecado revela fraqueza, mas nem toda fraqueza é pecado.
Fraco implica em compaixão
Para os líderes que possuem esse selo de fraqueza, essa passagem oferece uma mensagem arrebatadora. Jesus nos conhece. Eu não estou falando de um tipo de desinteresse, em que Jesus escuta bem, mas em verdade está desconectado das frustrações reais que enfrentamos. Jesus não é um fariseu, virando os olhos quando falhamos, nos tolerando externamente, mas insultando interiormente a nossa fraqueza. Não, Jesus realmente se compadece de nós onde somos fracos. Como um sumo sacerdote amoroso, ele é empático naquelas áreas onde sofremos deficiências ou defeitos.
Mas isso não é tudo. Jesus não se simpatiza como um estranho. Ele não é aquele que leu um livro sobre fraqueza, ou rapidamente pesquisou no Google para se familiarizar. Não senhor, o Salvador o conhece em um nível experiencial. Como nosso perfeito sumo sacerdote, Jesus “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança”.
Pastores, diminuam o ritmo um pouco mais, e apenas pensem sobre isso: “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança”. Foi uma semana ruim para você na luta contra a luxúria? Jesus entende. Ele conhece a tentação. Você está lutando com pensamentos amargurados sobre algum modo pelo qual foi maltratado? Jesus entende. Ele foi realmente atingido por pessoas e lutou contra essas mesmas tentações. Está temeroso sobre uma questão da igreja? Aflito pelas finanças? Sentindo-se esquecido? Jesus conhece tudo isso. Está tentado a jogar a toalha, a desistir do seu rebanho? Está tentado a dizer que você não foi feito para isso? Jesus o en tende também. Ele entende a batalha porque ele foi para a guerra. Sobre as tentações de Cristo, Raymond Brown disse: “Ninguém na Terra, antes ou depois, jamais foi trazido a tal desolação espiritual e angústia humana. Por essa razão, ele pode nos ajudar em nossos momentos de tentação. Ele está ciente das nossas necessidades porque ele experimentou plenamente as pressões e provações da vida neste mundo mau”.
Lembre-se sempre: Jesus sabe como um mundo caído o afeta, como as tentações competem pela supremacia em sua alma. Jesus conhece a vergonha, o sentimento desmoralizador que acompanha o conflito entre o que você sente e quem você é chamado para ser. Jesus entende, e ele simpatiza com você.

Por: Dave Harvey. – publicado originalmente em www.voltemosaoevangelho.com.

Pastor, Deus te conhece

Ele é capaz de se compadecer da sua fraqueza

Recentemente, eu tive a honra de pregar em nosso culto de Sexta-feira Santa. Durante a mensagem, fiz uma referência rápida a uma passagem de Hebreus que pareceu ressoar profundamente para algumas pessoas da igreja. Foi um daqueles momentos imprevisíveis, quando um versículo da Bíblia atravessa o caos da agitação e aciona os freios para que possamos nos aquietar e ouvir.
Em Hebreus 4.15, o autor escreve: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”. O sumo sacerdote que temos é Jesus Cristo, que desceu do céu para se tornar o sacrifício e o mediador para o seu povo. Mas aqui aprendemos que essa notável função traz uma característica muito incomum, particularmente para aqueles que assumem que “sumo sacerdote” significa rigidamente religioso, gigantescamente julgador ou perigosamente desconectado da vida real.
Jesus, nosso Sumo Sacerdote, é capaz de se compadecer da nossa fraqueza.
Não se apresse em deixar essa afirmação. Ela nos convida a fazer uma pausa e meditar, como uma brisa suave e perfumada adentra a varanda em um dia de primavera. Ela nos diz algo sobre nós mesmos; uma realidade obscura que pode ser penoso de ver e difícil de admitir. Jesus assume que somos fracos.
Se você é um pastor, você é fraco.
Pense sobre esse fato. Isso se refere a você, a mim e a todo ser vivo que possui uma alma. Somos débeis peregrinos em um mundo caído, frágil, tênue e imperfeito. Todos nós. Esse versículo não está se dirigindo a algum subconjunto específico de seres humanos que têm a desgraça de serem falhos. Se você respira, você é fraco. Mais especificamente, se você é um pastor, você é fraco. Essa não é uma questão de saber se é verdade; a questão é se você é ciente ou ignorante sobre isso.

Dave Harvey é pastor na ConvenantFellowshipChurch, Pennsylvania (EUA), que faz parte da família de igrejas do ministério Sovereign Grace. Dave Harvey é um dos líderes desse ministério, cujo objetivo é estabelecer e apoiar igrejas. Dave também dirige o envolvimento do Sovereign Grace na Europa, África e Ásia. Publicado originalmente em www.voltemosaoevangelho.com/blog

Porto desejado

O mar pode estar revolto, as ondas amedrontadoras, mas Deus sempre nos conduz a salvo

Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas.
Esses vêem as obras do Senhor, e as suas maravilhas no profundo.
Pois ele manda, e se levanta o vento tempestuoso que eleva as suas ondas.
Sobem aos céus; descem aos abismos, e a sua alma se derrete em angústias.
Andam e cambaleiam como ébrios, e perderam todo o tino.
Então clamam ao Senhor na sua angústia; e ele os livra das suas dificuldades.
Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas.
Então se alegram, porque se aquietaram; assim os leva ao seu porto desejado.” (Sl 107.23-30)
Nosso ministério pode ser comparado a uma viagem de navio. Um dia deixamos a praia e fomos lentamente adentrando ao mar e quando demos conta, estávamos em alto mar. Aceitamos Cristo como nosso Salvador, fomos batizados, despertamos para as atividades ministeriais e chegamos ao pastorado.
Na viagem podemos contemplar a grandeza de Deus –Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas. Esses vêem as obras do Senhor…”. Num simples sermão, numa decisão inesperada de alguém por Cristo, nos irmãos descendo às aguas batismais, numa apresentação de bebê, num batismo no Espírito Santo por Jesus, numa oração respondida, numa cura divina, num milagre… Estas são as águas profundas da graça, do amor, do perdão, da salvação e da bondade do Senhor.
Na viagem descobrimos a soberania de Deus –Pois ele manda, e se levanta o vento tempestuoso que eleva as suas ondas. Sobem aos céus; descem aos abismos…” Deus é soberano, nada acontece sem a permissão dele. Uma incompreensão, uma palavra injusta, uma cobrança, alguém que abandonou a fé, uma provação além da capacidade e do discernimento, uma igreja que não cresce… São verdadeiras tempestades físicas, emocionais e espirituais. Mas não podemos esquecer: O Eterno está no controle. Ele reina sobre cada molécula de água.
Na viagem descobrimos que Deus permite as tempestades para que olhemos para Ele –e a sua alma se derrete em angústias. Andam e cambaleiam como ébrios, e perderam todo o tino. Então clamam ao Senhor na sua angústia…” Na hora das grandes ondas, empregamos toda a nossa energia para vencê-las. Mas depois percebemos que somos pequenos diante do mar enfurecido. Então olhamos para cima e apesar de visualizarmos as nuvens negras, o nosso coração cheio de fé busca quem possui o trono acima delas. A tormenta é colocada em suas mãos. Então chega a hora de a Majestade agir, pois demos permissão através da oração.
Na viagem experimentamos a misericórdia divina –…e ele os livra das suas dificuldades. Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas. Então se alegram, porque se aquietaram…” Sem mérito, fomos salvos pelo sacrifício expiatório de Cristo, sem mérito fomos chamados, sem mérito experimentamos os livramentos. Sim, sem mérito as ondas se acalmam porque Deus, o Pai, por meio da cruz de Cristo, agradou-se de nós. A provação termina e esta bendita misericórdia vem cheia de alegria e paz: “Então se alegram, porque se aquietaram”.
Cada experiência da viagem nos traz a certeza da vitória –assim os leva ao seu porto desejado”. Que benção, Deus nos conduzirá à vitória eterna! Um dia terminaremos nossa “viagem”. O porto desejado nos saúda. Os vencedores do passado também estarão lá.
Vá firme “marinheiro”, ice bem alto as velas e navegue pela fé, porque o comandante do seu barco é o Senhor.

Pastor Elias Alves Ferreira é responsável pela IAP em Jales (SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral.

O beijo de Judas

O perfil de quem é sempre politicamente correto, mas implode as estruturas da igreja

E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi; e beijou-o.” (Mt 26.49)
Um dos episódios mais intrigantes da Bíblia, com certeza, foi a traição de Jesus por Judas. As palavras foram bonitas, “Eu te saúdo, Rabi”. E o gesto, um dos mais nobres: “e beijou-o”. No entanto, por trás destas palavras e gesto aparentemente íntimo, havia uma negociação de trintas moedas de prata. E o beijo era um sinal de identificação para a prisão de Cristo. Judas era uma pessoa que queria sempre se dar bem. João 12.6 nos informa que ele sempre furtava o que se colocava na bolsa, por que era o tesoureiro do grupo. O dinheiro era um ídolo no coração de Judas, um dos mais antigos negociadores de propina.
Qual pastor não tem ou teve um Judas em seu Ministério? Gente que revela o conteúdo de uma reunião estratégica da Igreja, que sabota constantemente o plano de ação local, que insinua sutilmente as limitações, que fala mal do Pastor e de sua família, que liga para um superior para que seja transferido, que atua nas impossibilidades, que gosta de trazer uma palavra de autoridade na ausência. É como o Judas da história: furtivo, malicioso, superficial, sem escrúpulos, inconsequente, maligno, preferindo sempre posições ao invés de pessoas. Mas atenção, sempre politicamente correto. Ele não explode, mas implode as estruturas da igreja. Tudo isso, para ficar bem, para se sentir superior, para ser melhor.
Salomão advertiu: “Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos.” Pv 27.6. Zacarias, a respeito de Cristo profetizou: “E se alguém lhe disser: Que feridas são estas nas tuas mãos? Dirá ele: São feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos.” Zc 13.6. Paulo confessou: “…em perigos entre os falsos irmãos”- 2 Co 11.26. Assim, uma bajulação desnecessária, uma falsa humildade, uma proposta indecente ou uma armação suspeita pode ser o beijo de um Judas. Paulo orienta seu Filho Espiritual que há pessoas que “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” 2Tm 3.5.
Conseguiu identificar o Judas? E o que fazer com ele? Promover uma ação disciplinar? Medir forças administrativas? Tratá-lo com ódio? Expulsá-lo da Igreja? A vontade é essa, entretanto, a resposta é não!!! Alguém com o perfil de Judas é esperto e não deixa provas.
A recomendação é: siga os passos de Jesus. Lave os pés dele. Dê o bocado especial, fazendo-o convidado de honra – Jo 13.26. Após um beijo falso, trate-o de amigo – Mt 26.50.Lembre-se: o joio não pode ser arrancado antes da colheita – Mt 13.29, e que atitudes bondosas produzem brasas na cabeça do inimigo, sendo este o melhor revide – Rm 12.20. Ore por ele e o ame, essa é a sua obrigação. Deixe o Senhor cuidar, pois no tempo certo acertará contas com esse Judas. Vai haver remorso ou arrependimento? Vida ou morte? Isto não lhe pertence.

Pr. Elias Alves Ferreira é responsável pela IAP em Jales (SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral

Reforma previdenciária

Não pode prevalecer a insegurança

Ainda que o foco das discussões tenha mudado nos últimos dias, em função dos escândalos envolvendo o presidente Michel Temer, sabemos que o assunto da Reforma Previdênciária voltará à discussão em breve. As posições da sociedade são as mais diversas: muitos são os que apoiam, muitos são os contrários.
A Comissão Especial da Reforma da Previdência se reuniu e votou aprovando o Parecer (manifestação especializada de um assunto). A PEC 287 foi aprovada por 23 votos sim e 14 votos não, sem nenhuma abstenção.
Para alguns, a conta será paga pelos já sofridos trabalhadores, aposentados, pensionistas, servidores, não havendo alteração para os já privilegiados, políticos e classes minoritárias. Para outros, a economia somente se restabelecerá caso a Reforma Previdenciária seja aprovada.
Entre os pontos principais do relatório estão a idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, para que seja reconhecido o direito à aposentadoria por idade paga pelo INSS, além da exigência de pelo menos 25 anos de contribuição. Altera também as regras para a Pensão por Morte, com o impedimento da cumulação de pensão com aposentadoria, além de outras medidas.
Houve grande impacto e busca desesperadora de reserva de direito junto às Agências do INSS, além de uma grande busca também em todos os canais de atendimento: fone 135, internet e demais canais.
Há 30 anos trabalho como servidora do INSS e, neste período, participei de várias reformas, como a introdução da Lei 8213 de 1991, reforma de 1998 e agora os esforços para a nova reforma previdenciária.
Há várias medidas que foram introduzidas nesse período para melhor, principalmente em 1991, garantindo e estendendo direitos. Vemos também grandes discrepâncias, onde classes foram desprestigiadas e outras privilegiadas pela ação do lobby político.
O lema da Previdência Social brasileira é a garantia dos direitos do trabalhador e sua família. Prevenção é o destaque e, se assim fosse feito, a aposentadoria seria melhor planejada e haveria mais debates sobre o assunto.
Muitas discussões ainda restam. A Reforma Previdenciária pode ou não ser votada e promulgada. O que não pode prevalecer é a insegurança. Para aqueles que estão com seus direitos reservados, garantidos, acalmem-se! Para os que estão entrando no mercado de trabalho, previnam-se!
Há necessidade de mudanças? Certo que sim! Não podemos ver a Previdência Social sofrer os danos que outras Previdências pelo mundo afora sofreram, com falências, calotes e outras situações. Não podemos também concordar que haja um sacrifício dos trabalhadores e notável privilégio de alguns. É certo que deveria haver também melhor preparo, uma educação previdenciária ao longo dos anos, em nosso lar, nos vínculos empregatícios, em nossas escolas, nas faculdades.
Caro leitor, havendo aprovação, aprovada será. Havendo texto ou voto contrário, poderá ficar tudo como está. E como estará sua vida, nossa vida, nossos projetos?
É certo que haverá impacto em nossa vida cotidiana. No entanto, nosso coração, nosso alvo, nossas alegrias não dependem dessa ação.
¨Uns confiam em carros, outros em cavalos…¨ nos afirma o texto de Salmos 20 verso 7. Qual é nossa confiança? No governo X ou Y? Jamais! Nossa confiança e alvo estão em nosso Redentor!
Nossa parte é ler sobre tudo, nos informar sobre tudo, planejar, mas sobretudo orar pelos que nos dirigem, para que haja sabedoria em todas as coisas. Tudo está sob os olhares do Altíssimo e a Soberania de Deus é sobre todos os homens que detêm o poder e sobre nós, seus filhos!

Lucimara Toste de Oliveira Gonçalves congrega na IAP em Londrina (PR) e é gestora da Agência de Atendimento de Demandas Judiciais do INSS.

“Trem-bala”

Qual é o legado que você está disposto a deixar?

Há alguns dias, escutei uma música popular que tem feito muito sucesso: a canção “Trem-bala”, de autoria de Ana Vilela. Essa música tem uma letra bem interessante, pois fala sobre o valor de aproveitarmos o que realmente importa na vida e também valorizar ao máximo os momentos que temos com aqueles que amamos. Conforme a letra da canção, precisamos considerar que a vida é como um “trem-bala”, ou seja, passa muito rápido e cada um de nós, na verdade, é um passageiro que está prestes a partir. É muito interessante a comparação entre a vida e o “trem-bala”: ambos passam de forma muito rápida e, às vezes, imperceptível para aqueles que fazem parte, tanto de um quanto do outro.
Refletindo justamente no quanto a vida é breve e rápida, o Salmo 144. 4 nos ensina que “O homem é como um sopro; seus dias são como uma sombra passageira”. Precisamos lutar diariamente contra a tentação de esquecermos a brevidade da vida e da arrogância de uma vida distante da vontade de Deus. É imprescindível considerarmos, à luz da Palavra de Deus, que nossa vida é menos de uma névoa. Nossa existência é como uma sombra: estamos aqui agora, mas de repente, nossa vida chega ao fim. E com isso, todos os nossos planos, projetos, afetos, sonhos, desejos e sentimentos são enterrados juntamente conosco. Essa é uma verdade que, às vezes, não lembramos ou não queremos perceber. E assim, vivemos sem considerar que, um dia, nossa imprevisível vida também chegará ao fim.
Quando meditamos nestas questões, compreendemos a importância de vivermos de forma mais plena e abundante possível e de termos as prioridades corretas. Não podemos nos esquecer que a vida é muito breve e passa num “piscar de olhos”. O que as Escrituras Sagradas nos ensinam sobre isso? Em primeiro lugar, que nossa vida é um presente de Deus. Ele nos concedeu a vida por causa de seu grande amor e misericórdia. Eu e você não existimos por acaso e nem somos o resultado de um “acidente” biológico, mas nascemos e existimos porque um Deus maravilhoso nos deu o dom da vida.
O propósito de Deus para cada um de nós é que tenhamos uma vida plena e abundante. Para isso, é preciso que entreguemos nossa vida a Cristo e o reconheçamos como o Senhor e Salvador de nossa vida. Nossa esperança deve estar alicerçada em Deus, o Autor da vida. Além disso, devemos priorizar e valorizar os nossos relacionamentos: seja com o nosso cônjuge, seja com os nossos filhos, seja com nossos pais, seja com nossos amigos. O fato é que as pessoas que estão à nossa volta são muito mais importantes do que quaisquer bens ou recursos financeiros que consigamos conquistar e adquirir.
Sendo assim, gostaria de finalizar esta reflexão com as seguintes questões: qual é o legado que você está disposto a deixar? O que você gostaria que fosse esculpido em sua lápide? No final de sua vida, se você tivesse a oportunidade de assistir a um filme com as principais cenas de tudo o que você viveu, o que veria? A proposta de Deus para cada um de nós é que possamos compreender e considerar a brevidade da vida. Ao mesmo tempo, que possamos viver para adorar e glorificar a Cristo, o Senhor da vida, investindo e valorizando os relacionamentos que ele nos tem concedido. A cada dia somos chamados por Deus para vivermos de forma plena e abundante em Jesus.

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional da Convenção Noroeste Paulista

Oração, oração e oração

O soldado cristão não pode vencer sem essa prática

Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos. E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho.” Ef. 6.18,19
O soldado Cristão não pode agir e vencer sem a oração. Oração é expressão de humildade, de dependência do Senhor, de fé, de confiança, de amor e de esperança. Através dela invocamos a Deus e na Sua presença: agradecemos, pedimos, confessamos e O adoramos através do nome de Jesus. É a forma mais antiga e simples de comunhão com Deus. Enos foi o primeiro – Gn 4.26, mas vieram outros que se deleitaram e venceram pela prática da oração. Patriarcas, Juízes, Profetas, Reis, libertadores, Apóstolos e Discípulos, tiveram a marca indelével da oração. E não esqueçamos o Senhor Jesus. Na tentação, na escolha dos discípulos, antes dos milagres, na Getsêmani, na cruz… Oração, oração e oração.
A palavra chave do versículo 18 é “todo” e seus equivalentes, no qual aparece quatro vezes. Isso significa que a oração, em nenhum momento, pode ser esquecida.
Por outro lado, a palavra “orando” no grego está no particípio, ou seja, desde o instante que se coloca a primeira peça da armadura, o cinturão, até a última, a espada, e em todas as ações, deve-se estar em diálogo com Deus.
“Em todo tempo”, em todo “kairós”, que significa em todos os momentos pontuais da vida.
A oração também não pode ser de qualquer forma, mas intensa, numa entrega total, “com toda a oração e súplica”.
Não apenas com a nossa mente, mas “no Espírito”. O Espírito Santo que nos convence do pecado, nos guia na verdade, nos consola e nos ajuda na oração – Rm 8.26. O Espírito Santo é o oxigênio que o cristão autêntico respira.
Também deve ser com atenção “e vigiando nisto”, para perceber para qual situação a oração deve ser mais intensa. Wiersbe comenta esta expressão: “Orar com olhos abertos”.
Muitos fatores poderão ser desanimadores, no entanto, quando se sabe da importância da oração, não prevalece o desânimo e sim “toda perseverança”.
No final do versículo 18 está a expressão “por todos os santos”. A oração, quando passa a ser um estilo de vida, não olha somente para si, mas para todo o Corpo de Cristo. Quando há oração, o Senhor governa soberanamente o Seu povo.
Paulo entendeu isto, e tendo provas de que a oração é algo excelente e indispensável pede: “E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho.” Pedir oração é prova de humildade. Se outros são abençoados por minha oração, eu também serei se outros orarem por mim. E ainda, as boas novas de um amor tão grande não poderiam ser transmitidas timidamente, mas com confiança e em oração, oração e oração.

Pr. Elias Alves Ferreira integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral.

Jesus é o centro

O trabalho não pode comprometer nosso relacionamento com Deus e com a família
 
No dia 1 de maio comemora-se o Dia do Trabalho. Neste ano, temos observado vários debates e reflexões que dizem respeito a uma série de mudanças no que se refere ao trabalho. Aproveitando essa data, estaremos refletindo sobre algumas orientações bíblicas. Para isso, podemos considerar a seguinte questão: qual é a forma correta de encararmos o trabalho? As respostas são as mais variadas: para alguns, é um mal necessário. Para outros, o trabalho é tão importante que está num grau de prioridade maior na vida daquela uma pessoa. Essas pessoas acreditam que para vencerem um mercado de trabalho cada vez mais consumista e competitivo, precisam colocar sua vida profissional acima de sua família e de sua própria saúde. Ainda para outros, o trabalho é apenas um meio de trazer subsistência para a família. E para você, o que o trabalho representa?
Conforme a Palavra de Deus, para termos uma visão correta a respeito do trabalho, é fundamental que o encaremos de forma equilibrada. Ou seja, sem cometer excessos tanto de um lado quanto do outro. Somos incentivados pelas Escrituras a sermos trabalhadores e a não nos deixarmos dominar pela preguiça (Pv 6: 6-11). No entanto, também somos orientados a não trabalharmos em excesso. Muito pelo contrário, em meio a uma rotina exaustiva e cansativa de trabalho, é muito importante que descansemos, renovemos as nossas forças e aprofundemos o nosso vínculo com o Senhor, além de estarmos junto da nossa família (Ec 4: 6; Ex 20: 10). Sendo assim, o nosso envolvimento com a vida profissional não deve ser tão grande a ponto de descuidarmos de nosso relacionamento com Deus, com nossa família ou ainda a ponto de prejudicarmos nossa saúde. Certamente, a vontade de Deus no que se refere ao nosso trabalho não é que trabalhemos exaustivamente até a morte!
Além disso, um dos aspectos mais importantes a respeito do trabalho é que lá, no local em que exerço minha vida profissional, eu também posso e devo cumprir a minha missão como servo e discípulo de Cristo. Missão de compartilhar a respeito do amor de Deus, de sua misericórdia, de sua graça e da transformação que ele deseja realizar na vida de todos aqueles que firmam sua fé em Jesus. É no trabalho que temos a oportunidade de compartilharmos sobre o grande amor de Cristo através de nossas vidas. Certamente, em nosso ambiente de trabalho conhecemos várias pessoas que necessitam da salvação que somente Jesus pode dar. E temos o privilégio de abençoar a vida de todos os que trabalham conosco.De forma semelhante, não podemos esquecer que no lugar em que batalhamos pelo pão de cada dia também temos a oportunidade de glorificarmos a Deus e de cumprirmos a sua vontade.
Concluindo, a proposta do Senhor para nós é que exerçamos nossa vida profissional considerando os princípios bíblicos para o trabalho e reconhecendo que somos chamados por Deus para proclamarmos, no ambiente profissional, as virtudes daquele que nos tirou das trevas para a sua maravilhosa luz!
 
Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional
 
 

A espada do Espírito

A única peça da armadura usada para duas finalidades: defesa e ataque

… e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” – Ef6.18
Não podemos descuidar, porque quando menos esperamos, nos encontramos no meio de uma batalha. Mas ainda bem que há possibilidade de vitória através de uma arma maravilhosa que está à nossa disposição, a espada do Espírito. Mas não nos esqueçamos:
Ela é do Espírito. Foi o Espírito Santo que a inspirou – 2 Pe 1.21. Portanto, é Ele quem dá a iluminação certa no momento de necessidade, tanto para o ministrante como para o ministrado.
Jesus deixou o maior exemplo de como utilizá-la por ocasião da tentação no deserto – Mt 4.1-11. Com ela o Senhor venceu todas as artimanhas malignas de Satanás. Através da Palavra podemos também vencer os ardis malignos.
Esta espada é espiritual e não carnal. Pedro usou uma espada carnal quando Jesus foi preso no Getsêmani e causou ferida em Malco – Jo 18.10. Porém, no dia de Pentecostes, usou a espada espiritual num memorável sermão e quase três mil pessoas tiveram um encontro com Cristo – At 2.41. Então o contraste é grande: arma material ou carnal fere e mata, enquanto a espiritual, que é a inerrante Palavra de Deus, sob a direção do Espírito Santo, cura as feridas, convence as pessoas do engano e traz a vida que continua para sempre.
A espada era a única peça da armadura usada para as duas finalidades: defesa e ataque. Com ela defendemos nossa posição de fé, dissipamos dúvidas e avançamos, invadindo o reino do mal, conquistando almas para o Senhor. O texto de Hebreus 4.12 fala também deste símbolo da Bíblia Sagrada: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”.

Pr. Elias Alves Ferreira é responsável pela IAP em Jales (SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral

Jonas e o grande peixe

Será que precisamos de uma “Baleia Azul” para acordar?

Hipoteticamente, imagine um jovem que já não recebe mais o carinho do pai e da mãe. É um rapaz que já não acredita mais em seus amigos, pois eles o abandonam e só o buscam quando precisam. Esse jovem não recebe apoio na igreja que frequenta. Porém, no meio de uma crise existencial gigantesca e, mergulhado numa situação como esta, surge uma suposta solução. Aparece algo que, aparentemente, pode suprir este vazio: neste mar de decepções e desilusão, desponta uma “baleia azul”.
Tenho certeza que, nas últimas semanas, você ouviu falar muito nesta “baleia azul”. Este jogo surgiu na Rússia e tem levado pessoas ao suicídio, sobretudo jovens e adolescentes. A proposta é que os jogadores cumpram 50 desafios, sendo que o último deles é cometer o suicídio. De acordo com a imprensa, já houve vários casos de vítimas do jogo, aqui no Brasil.
Quando li a respeito deste jogo fiquei pensando numa história muito famosa da Bíblia Sagrada. Após ser chamado por Deus para ir pregar em Nínive, Jonas tenta fugir da presença de Deus e pega um navio sentido à cidade de Társis. Mas no meio do caminho, uma grande tempestade sobrevém sobre a embarcação e os tripulantes ficam com medo. Diante disso, eles começam a se questionar porque uma grande tempestade estava os afligindo até que Jonas lhes conta que estava fugindo de Deus. Ao saberem disso, lançam Jonas no mar.
Ao ser jogado no mar, Deus envia um grande peixe que engole Jonas e o leva até a cidade de Nínive. Não sabemos ao certo se este grande peixe era realmente uma baleia, pois a Bíblia diz apenas sobre um peixe muito grande. Contudo, o fato é que Jonas, dentro da baleia, se deparou com um grande desafio. Agora ele repensa sobre tudo o que havia feito, sobre sua rebeldia perante Deus. Mas acima de tudo, este encontro com o grande peixe o fez perceber o quanto estava longe de Deus.
Diante disso, penso que estes jovens, que estão jogando “Baleia Azul” estão tentando, de alguma forma, fugir de suas realidades, fugir de suas famílias que não lhes dá atenção, dos seus círculos de amizades que não os acolhem. Ou talvez estejam fugindo de si mesmos, pois não conseguem enxergar Deus. Qual o nosso papel como cristãos, à vista disso? Nossa função é mostrar Jesus a essas pessoas.
Enquanto vemos nossos jovens morrendo “na boca” da “Baleia Azul”, podíamos estar mostrando Jesus, o único capaz de trazer sentido pra vida. De acordo com pesquisas, os jovens têm perdido a fé de uma maneira assustadora, e na busca de algo que lhes dê sentido e satisfação, esta juventude se entrega a tudo que este mundo oferece. No entanto, após perceberem que nada disso faz sentido, então eles se recolhem.
Recolhem-se em seus quartos escuros, como se fosse um cais em frente a um mar de solidão e desespero. E ali lançam suas vidas ao mar para serem abocanhados pelas “baleias azuis”. Basta um clique na tela do celular para que eles sejam apanhados e tenham suas vidas completamente falidas. Basta um descuido por parte dos jovens, uma falta de atenção por parte dos pais. É apenas isso que basta para que esta juventude tenha sua vida interrompida.
Jonas teve de se deparar com um grande peixe, para que um filme passasse em sua mente e ele então percebesse o quão longe estava de Deus. Será que precisamos esperar que nossos filhos, irmãos ou amigos se deparem com a “Baleia Azul” para perceber isso? Claro que não. Hoje, em momento oportuno ou não, falemos de Deus para os nossos jovens.
Fico triste ao ver dentro de muitas igrejas jovens distantes de Deus. Eles frequentam os cultos, cantam e tocam no grupo de louvor, mas seus corações estão longe, muito longe de Deus.
Se você é jovem, fale de Cristo nos seus círculos de amizade. Deus pode usar você para salvar vidas que, muitas vezes, estão indo em direção à alguma “Baleia Azul”. Diante de tudo isso, eu me questiono: Jonas já teve seu grande peixe, será que precisamos de uma baleia?! Definitivamente, não!

Lucas Timóteo Moraes, seminarista pela Convenção Paranaense, é estudante de teologia no Centro de Estudos Teológicos Adventista da Promessa (CETAP).