Nossos filhos e nossas mudanças

Mantenha sempre o diálogo aberto e dê tempo a eles para a adaptação

Ao longo destes 27 anos de vida ministerial passei por algumas igrejas, cidades e um estado diferente. Para nós, apesar do muito trabalho com o “desfazer uma casa e faze-la em outro lugar”, sempre foi motivador, pois sabíamos que Deus estava nos direcionando. Temos três filhos e recordo-me, quando pequenos, nos acompanharam com alegria e curiosidade. Já em outro momento, adolescentes, preferiram ficar na mesma igreja dos amigos, o que pareceu-nos estranho no início, mas concordamos em deixá-los livres para servir a Deus com inteireza de coração. Estar conosco não significava “estar com Deus”.
Nossos filhos por vezes sofrem com as nossas mudanças de casa, cidade, as rotinas são modificadas, seus amigos deixados para trás. Eles se deparam com o desafio de começar tudo de novo, onde terão que adaptarem-se ao novo contexto e fazer um novo círculo social. Isto não é uma tarefa fácil para eles e nós precisamos ajudá-los.
Gostaria de mencionar alguns passos importantes, segundo minha vivência, para facilitar este momento da vida de nossos filhos.

  1. Mantenha sempre o diálogo aberto.
    Conversar sobre a mudança com detalhes, expor o plano da família para o “novo momento”.
  2. Planejem juntos a nova rotina.
    Procure ouvir os seus filhos, fale sobre as possibilidades de locais para o estudo, lazer, convívio social. Deixe que se manifestem e verifique com carinho suas sugestões.
  3. Dê tempo para a adaptação. Não exija de seus filhos atitudes “prontas” diante do novo. Algumas personalidades precisam de mais tempo para se adaptar ao novo e dependendo da faixa etária em que se encontram precisaram de um tempo maior.
  4. Dedique-se a acompanhá-los neste processo. Eles precisarão de atenção e de espaço para se manifestarem à medida que se confrontarem com algumas novidades em sua nova vida. Será preciso ouvi-los com carinho (sem críticas), esclarecer onde houver dúvidas e dar apoio no que for preciso.
  5. Esteja atenta.
    Algumas mudanças afetam o comportamento de nossos filhos, em alguns casos causam desequilíbrio emocional e podem trazer enfermidades (somatização).
    Mudanças causam insegurança, ansiedade e precisamos ser o “porto seguro” de nossos filhos neste início de caminho.
  6. Não se ocupe demasiadamente com suas diversas tarefas ministeriais. Dedique-se a fazer com que os seus filhos tenham um período de adaptação saudável e tranquilo.

Para finalizar a minha experiência do primeiro parágrafo, em nosso último ministério assumimos a igreja em uma cidade, morávamos em outra próxima. Meus 2 filhos mais novos (21 e 23 anos) permaneceram em suas igrejas onde continuaram a trabalhar e foram liderados por outros pastores.
Hoje casados, homens de Deus e dedicados, o mais velho seguiu conosco nas igrejas que passamos até quando ele foi morar nos Estados Unidos.
Não existem mágicas…
No mais (ou tudo), é oração, oração e oração.

Miss. Ilma Farias de Souza é educadora cristã, pedagoga e esposa de pastor.

Brasil, mostra a tua vergonha na cara!

Nestes tempos de caos absoluto, tudo é permitido, o errado virou certo, tá tudo dominado

Chacina, rebelião, massacre, estupro, pedofilia, suicídio, infanticídio, assassinato, sequestro, roubo, desvio de verba pública, caixa dois, tráfico, libertinagem, pornografia, álcool, drogas, insubordinação, indisciplina, desobediência, desrespeito, malandragem, preguiça, gula, inveja, esperteza, racismo, juros, impostos, (in)justiça, pronto socorro, fila, doença, solidão, rejeição, isolamento, angústia, depressão, pressão, câncer, poluição, sujeira, esgoto, vírus, virose, epidemia, falência, bala perdida, gente perdida, esperança perdida, geração perdida.
O parágrafo acima daria um livro de dez mil páginas se cada palavra fosse dissecada pelos eventos dos últimos anos. E não conseguiríamos escrever tudo, explicar tudo, compreender o motivo de tudo. Cada palavra revela uma porta que leva a um único lugar: ao caos absoluto. Não importa por onde cada um entrou. Uma vez dentro e sem forças para sair, outras portas vão se abrindo e, de desgraça em desgraça, chegamos ao ponto agudo no qual nos encontramos como nação.
Existem outras portas pelas quais cada vez menos pessoas querem entrar. As portas da fé, do amor, da religião, do transcendente, do Cristo. Famílias inteiras, doutores de todas as áreas, universidades, artistas, políticos, tribos, formadores de opinião, cada grupo de sua forma e do seu jeito, vão dizendo não para o Cristo da Bíblia. O volume de gente simplesmente debochando dos valores cristãos e invertendo-os não para de crescer. As boas portas estão lá, destrancadas para quem quiser entrar e experimentar uma nova realidade, mas não, a opção social, política, econômica, cultural e até espiritual, em alguns casos, é a de mantê-las fechadas, pois assim, os “antiquados” valores cristãos não aborrecem os desejos que a carne dessa gente exige.
Escolhas são livres. Mas cada escolha exige um preço a ser pago. Não sai barato, muito menos de graça. A decadência fez morada em nossa nação há décadas. Até quando nossas lideranças de todas as áreas achavam que daria para se esbaldar em pecados, ofensas, explorações, libertinagens e descasos para com a Palavra e o Deus da Palavra? Quando o Criador é colocado de lado na equação da vida, quem perde é a vida. Para confirmar, basta acompanhar o quadro diário que escandaliza todo aquele que ainda não perdeu um mínimo de sensibilidade.
Então, é tudo um castigo de Deus? Absolutamente. Não pense pequeno, não tenha um coração pequeno, nem por um segundo engula teologias que pregam um mesquinho toma-lá-dá-cá. Nada disso. O fator determinante chama-se “abandono”. Ao decidir que Deus não é necessário, que só atrapalha, que Ele não existe, que Cristo é um mito, que é autossuficiente, que Ele tem que ser retirado das escolas, do entretenimento, dos lares, da vida, os homens estão decidindo, na prática, o seguinte: daqui para frente é do nosso jeito, não queremos interferência de nenhuma força que não seja a nossa, abandonamos Deus e todas as suas chatas e ultrapassadas regras. Pronto, Deus simplesmente se retira e o homem fica sozinho, com os poderes que acha que tem, e sozinho se enrola, se confunde, se destrói, se aniquila.
Mas e o amor de Deus que os cristãos tanto falam? Não poderia este amor intervir? Sim, pode. São aquelas portas que citei. Estão ainda destrancadas no correr da história. Basta ter a humildade de abri-las. Porém, como disse, cada vez mais pessoas passam por estas portas e nem querem encostar na maçaneta! Sabem que fé, amor e Cristo são bons, sabem que seriam a melhor “sociedade alternativa” para o caos instalado. A carne, porém, é incansável, é teimosa, é resistente, é doente pelos prazeres que o mundo oferece. Parece louco, e é. A decisão, via de regra, tem sido pagar o preço do caos. “Vamos continuar nos refestelando ao som das festas e propostas da mídia, carnaval taí, os cardápios cada vez mais variados de sexo estão aí, deixa a vida me levar…” E o preço é cobrado, vidas se perdem, gente se destrói, famílias se desintegram, esperanças se enfraquecem, tudo por conta de infelizes e fugazes escolhas que apenas colocam as pessoas para baixo, para baixo, para baixo…para morte.
Alguns insistem. “Tá, mas mesmo assim, se Deus existe Ele poderia mudar o quadro, ou não?” Se a pergunta é repetida, a resposta também é. Para todo aquele que tem tido a coragem e a ousadia de abrir a porta certa num mundo de tantas portas erradas, sim, Deus está mudando o quadro. Falei sobre várias portas que a maioria não quer nem se aproximar. Na verdade todas elas são uma só: Jesus. Quando Jesus é convidado, quando Ele é a prioridade, quando Ele é a primeira escolha, tudo o mais acontece naturalmente. Entram em cena a fé, o amor, o transcendente, a verdadeira religião, que nada mais é senão a religação com o Pai.
Tudo isso acontece no ajuntamento de filhos e filhas, por isso se tratam como “irmãos” – e tantos ignorantes zombam de tal tratamento, enquanto lá no fundo enfrentam a solidão da falta de pelo menos um irmão. Tudo isso é possível no lugar de comunhão. E as perguntas continuam: “Mas tem tanta gente mentirosa e fofoqueira nas igrejas…” Tem sim. Mas onde não tem? Qual família não tem? Qual empresa não tem? O que difere este grupo de fé dos demais não é e nunca foi o grupo em si, mas o Cristo que ali se adora, se exalta e se segue. Embora invisível, são estes grupos que formam o que cristãos no mundo inteiro definem como o corpo de Cristo. Corpo esse que, como estamos assistindo, está sendo deixado de lado para se juntar a corpos que há tempos deixaram de ser morada do Espírito Santo, portanto, templos espirituais vazios de propósito. Foram criados para serem morada de Deus, mas, com atitudes e palavras, expulsaram Deus da morada que os céus escolheram. Definitivamente, escolhas têm um preço, e o preço que a sociedade atual está pagando está muitíssimo alto.
Nilo Roméro, George Israel e Cazuza foram os compositores da poesia “Brasil”. Nela, num trecho, surge o grito de desabafo: “Brasil mostra tua cara. Quero ver quem paga pra gente ficar assim. Brasil qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim.” Nos anos 80, essa música funcionou como um protesto contra os escândalos políticos, as desigualdades sociais e as injustiças. Em parte, a música continua funcionando frente à realidade nacional. Mas o quadro hoje é infinitamente pior.
Por isso, meu título: Brasil, mostra tua vergonha na cara. Mas está difícil ver qualquer mínimo movimento que indique vergonha por parte daqueles que mandam, manipulam e comandam as massas. O politicamente correto diz que tudo é permitido, toda forma de sacanagem é válida, o errado virou certo, o que antes corava de vergonha agora recebe gargalhadas de orgulho e ostentação, vale tudo, tudo pode, nada é proibido, tá tudo dominado, tá todo mundo indo pela correnteza do “eu mereço ser feliz” e o resto que se afunde, o importante sou eu, eu, eu, eu…
Finalizo com um pensamento de Alexander Pope: “Um homem nunca deve sentir vergonha de admitir que errou, o que é apenas dizer, noutros termos, que hoje ele é mais inteligente do que era ontem.” Pense nisso. Um pouco de inteligência poderia mudar radicalmente o quadro atual. Ou será que viver em amor, pelo amor e no amor de Cristo não seria inteligente? O evangelho antigo continua sendo a melhor e mais revolucionária proposta de uma vida plena e feliz para o “já” e o que ainda está por vir. Paz!

Planeje o que é mais importante na vida

Tudo deve estar no seu planejamento: o tempo com o cônjuge, com os filhos, exercícios físicos, alimentação saudável e, sobretudo, a oração e meditação na Palavra

Por John Piper
O Planejamento do Apóstolo Paulo
Vamos dar apenas um exemplo do planejamento de Paulo entre os muitos que poderíamos retirar de Atos e de suas cartas. Romanos 15:20-28:

“Esforçando-me (isto é, planejando), deste modo, por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheio… Mas, agora, não tendo já campo de atividade nestas regiões e desejando há muito visitar-vos, penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha, pois espero que, de passagem, estarei convosco e que para lá seja por vós encaminhado, depois de haver primeiro desfrutado um pouco a vossa companhia. Mas, agora, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos… Tendo, pois, concluído isto e havendo-lhes consignado este fruto, passando por vós, irei à Espanha.”

Aqui está um exemplo típico de como o apóstolo Paulo cumpriu sua missão. E eu acho que devemos aprender com ele que o planejamento é essencial para um ministério produtivo. E estou falando tanto do seu ministério pessoal, quanto do mais complexo organismo dos ministérios da igreja. Paulo foi o maior plantador de igrejas que já viveu. Ele conseguiu mais em sua vida para a propagação do reino de Cristo do que qualquer outra pessoa. Então, eu acho que faríamos bem em levar a sério o seu método. Parte de seu método era o seu planejamento.
Ele tinha uma diretriz geral: ele queria pregar onde ninguém havia pregado antes. Então, ele desenvolveu um plano específico a partir dessa diretriz: ele levaria ajuda a Jerusalém e, em seguida, iria para Roma, para estabelecer uma base ocidental, da qual iria, então, para a Espanha.
O que torna isto especialmente significativo é que, tanto quanto sabemos, o plano falhou. Ele foi preso em Jerusalém. Ele foi para Roma como prisioneiro e, provavelmente, nunca chegou à Espanha. Deus é aquele que, afinal, faz o futuro. Mas nós planejamos, apesar disso. Deus usa nosso planejamento mesmo se Ele abortá-lo.
Por exemplo, se Paulo não tivesse planejado usar Roma como uma base de operações para viajar à Espanha, ele provavelmente nunca teria escrito a maior carta que o mundo já conheceu: a Epístola aos Romanos. Planejamento é fundamental na vida e no ministério cristão, mesmo quando Deus anula o nosso planejamento.

O Planejamento de Deus
A razão fundamental para o planejamento é que Deus é um Deus que planeja, e nós fomos criados à sua imagem para exercer domínio sobre a terra sob Seu senhorio.
Eu não acho que é possível conceber um deus que não age de acordo com seu próprio planejamento eterno, isto é, um deus que responde automaticamente a estímulos, ao invés de tomar ações deliberadas que se encaixam em um sábio propósito.

Isaías 46:9-10: “Eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade.”

Efésios 1:9-10: “desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra.”

Atos 2:23: “sendo este [Jesus] entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus.”

Uma vez que Deus é um Deus que faz todas as coisas segundo um plano, isso nos beneficia a nos aproximarmos das coisas mais importantes da vida com prudência e planejamento, não acidentalmente.

O Planejamento de Jesus
Jesus tinha uma missão a cumprir, e ele a terminou com prudência e planejamento.
Quando sua mãe o incentivou a fazer um milagre nas bodas de Caná, ele disse: “Ainda não é chegada a minha hora” (João 2:4). Havia uma hora planejada e designada para a revelação do seu poder. Ele ficaria com o plano. Lucas 9:51 diz: “Ao se completarem os dias em que devia ele ser assunto ao céu, manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém.” Ele sabia que o plano significava a morte em Jerusalém, e ele não recuou do plano.
Mas ele não foi levado contra sua vontade. O plano do Pai era seu plano. Ele disse em João 10:18: “Ninguém tira [minha vida] de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.”

Conclusão
Muito especificamente, o meu apelo a você neste novo ano é que você gaste tempo para planejar as coisas mais importantes da sua vida.
Planeje as Coisas Mais Importantes da Sua Vida
Planeje como você irá passar o tempo com seu cônjuge para aprofundar e fortalecer o relacionamento. Planeje como você irá passar o tempo brincando com as crianças e ensinando-as. Planeje como você irá praticar a quantidade de exercício que você precisa para se manter saudável. Planeje como você irá dormir o suficiente. Planeje quanto você deve comer e como você irá impor limites a si mesmo. Planeje suas férias para que elas realmente proporcionem descanso e renovação espiritual.
E o mais importante, planeje como a oração e a meditação na Palavra serão partes importantes da sua vida. Sem um plano estas coisas mais importantes são sempre afastadas por pressões urgentes.
Faça do Planejamento Algo Habitual em Sua Vida
Mas isso não vai funcionar apenas para planejar algo esta noite ou amanhã. O planejamento deve ser uma parte habitual da sua vida. Espero que a equipe pastoral em Bethlehem gaste um dia inteiro em cada mês longe do escritório da igreja apenas para orar e planejar seu ministério, além do tempo que eu espero que todos nós estejamos tendo a cada semana para planejar o nosso trabalho semanal.
Então, o meu apelo é para que você reserve tempo a cada semana para planejar, especialmente para planejar a sua vida de oração e de estudo bíblico. Pense um pouco sobre como Deus pode querer te usar na semana de uma maneira especial. Planeje as cartas que você precisa escrever, os versículos bíblicos que pretende ensinar aos seus filhos, a visita que você quer fazer, o livro que deseja ler, o vizinho com quem você quer conversar etc.
Provérbios nos ensina a planejar. O maior missionário que já viveu era um planejador. Deus é um Deus que faz todas as coisas de acordo com um plano. E Jesus manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém por causa do maior plano de amor já feito.
Ele planejou para a nossa alegria; nós devemos planejar para Sua glória.

John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais. © Desiring God. Website: desiringGod.org

Planeje-se! Não desperdice seu 2017

Por John Piper

Planejamento das necessidades físicas

Suponha que venha à sua mente o pensamento de que você quer construir uma casa. Você se senta e faz uma lista com todos os materiais que acha que irá precisar. Então você pede que eles sejam entregues no lote onde irá construir. Tudo é empilhado no centro do lote, e no dia seguinte a escavadeira vem cavar o alicerce e tudo está no caminho. Tudo está justamente onde ela tem que cavar.
Por quê?
Uma falha de planejamento.
Sem um planejamento rudimentar provavelmente você não terá nada para comer quando se levantar de manhã. E sem um planejamento detalhado, ninguém pode construir uma casa, muito menos um arranha-céu, um shopping center ou uma cidade. Se fornecer abrigo, alimentação, vestuário e transporte é valioso, então o planejamento é valioso. Mas os mais simples impulsos nada realizam sem alguma previsão a que nós chamamos de plano.

Planejamento das necessidades espirituais

Todos nós sabemos e praticamos isso em relação às necessidades físicas básicas da vida. Tomamos medidas para assegurar que temos o suficiente para comer e roupas para nos manter aquecidos. Mas nós levamos nossas necessidades espirituais tão a sério? Aplicamos a mesma seriedade que temos em ganhar a vida, no planejamento para maximizar o nosso ministério?
O que eu gostaria de fazer aqui é tentar persuadi-lo a reservar um tempo a cada semana deste novo ano para planejar, e planejar especificamente sua vida de oração, devoção e ministério. A escavadeira do Espírito de Deus muitas vezes entra na cena do nosso coração pronta para começar uma grande obra de construção e ela descobre que, devido ao mau planejamento, existem pilhas de coisas desordenadas em seu caminho. Nós não estamos prontos para ela.
A maneira pela qual eu espero motivá-lo a fazer isso é dar a você quatro exemplos de planejamento na Bíblia. Primeiramente, algumas ilustrações de Provérbios; segundo, o planejamento do apóstolo Paulo; terceiro, o planejamento de Deus; e quarto, o planejamento de Jesus.

Ilustrações de Provérbios

  • Provérbios 6:6-8: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio. Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante, no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento.
    A formiga é um exemplo não só porque ela trabalha tão duro, mas também porque ela planeja pensando no futuro. Ela pensa no verão sobre a necessidade que haverá no inverno, e essa previsão fornece as suas necessidades no inverno.
  • Provérbios 14:15: “O simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos.
    A diferença entre planejar e não planejar é esta: você olha para onde está indo no futuro, ou você concentra toda sua atenção sobre o que está imediatamente à sua frente? Se você não é um planejador, estará à mercê de outras pessoas que tentam te dar conselhos sobre como agir agora, de modo a ser feliz no futuro.
    Então, “o simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos”. O prudente considera os dias que virão e o que está trazendo, e pensa sobre a melhor forma de se preparar para eles e usá-los para realizar seus propósitos.
  • Provérbios 15:22: “Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito.
    Aqui a sabedoria do planejamento é tomada como certa, e o escritor simplesmente nos aconselha sobre como fazer planos bem-sucedidos. Ele diz: Não seja tão independente a ponto de se achar superior ao conselheiro. Leia a sabedoria dos outros que vieram antes de você. Converse com pessoas experientes e sábias. Preste atenção ao modo como os outros fazem as coisas e aprenda com seus erros e acertos.

Leia mais na próxima semana.
John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais. © Desiring God. Website: desiringGod.org

“…e sereis meus discípulos”

Uma afirmação ainda válida para os nossos dias

Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos” (João 8.31)
“Você quer ser igual a mim?” Na tradição judaica, quando alguém era convidado por um rabino para segui-lo era como se ouvisse esta pergunta.
Será que, quando os discípulos de Jesus ouviram: “Vem e segue-me”, foi essa pergunta que eles ouviram? “Quer ser igual a mim?” Para eles, sem dúvida, tratava-se de um chamado radical – imitar o rabino Jesus. Discípulo é um aprendiz. Ainda na tradição judaica era o Talmid, meninos judeus que, desde os 6 anos, eram levados aos pés dos rabinos para estudar a Torah e a decorarem. Eles eram ensinados até os 10 anos. Os mais interessados, mais inteligentes, eram escolhidos pelos rabinos – mestres judeus, para serem seus Talmidim, ficavam até os 14 anos diariamente com esses rabinos. Eles não aprendiam apenas o Pentateuco, cinco primeiros livros, mas aprendiam todo Antigo Testamento.
Em Israel havia uma recomendação aos Talmidim*: “Cubra-se com a poeira dos pés do seu Rabi”. Isso significava que o Talmid deveria observar tudo o que o seu Rabi falava, fazia e a maneira como vivia, pois, a sua ambição não era simplesmente saber o que o seu rabino sabia, mas era ser semelhante ao seu rabino. Provavelmente os chamados para serem discípulos de Jesus sabiam bem disso. Mas quem sabe eles apenas queriam segui-lo. Pois não era nada fácil ser um Talmid, pois cada rabino tinha o seu conjunto de regras e interpretações, e esse conjunto era chamado de jugo, pois de fato era muito pesado.
Jesus Cristo escolheu o método Rabino/Talmid ou Mestre/Aprendiz para se relacionar com seus discípulos, porém encontramos duas diferenças entre Jesus e os rabinos:

a) Os rabinos colocavam um jugo tão pesado aos seus Talmidim que nem eles conseguiam cumprir e Jesus em todo tempo os criticava por isso. Eles viviam de uma forma, mas queriam que seus Talmidim vivessem de outra, porém, Jesus, além de viver conforme o seu ensino, ainda dizia e diz em Mateus 11.28-30: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

b) A segunda diferença é que os Talmidim eram meninos extraordinários, faziam parte de uma elite intelectual e privilegiada, mas Jesus chama a todos indistintamente, todos os que quiserem podem ser discípulos de Jesus. Jesus chamou os doze, chamou Paulo, chamou homens e mulheres, judeus e gentios, chamou a mim e a você e ainda continua chamando, porque seu maior desejo é que aprendamos com Ele, para que um dia estejamos plenamente com Ele, eternamente…

Podemos identificar que o chamado é para todos a partir do texto de Lucas 14.25-27 e 33. “Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe:Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.
Porque será que Jesus fala com a multidão dessa forma?
A primeira condição é ama-lo acima de tudo v. 26, a nossa família e até mesmo acima da nossa própria vida. Jesus não está pedindo ou ordenando que odiemos nossa família e nem nossa vida, mas Jesus está dizendo que muitas vezes priorizamos a nossa família em detrimento de Jesus, O deixamos em último lugar e não como primazia em nossas vidas. Jesus precisa ser o Centro da nossa vida. Antes de amar as pessoas ao meu redor, preciso amá-lo de todo meu coração, e quando coloco Ele como meu primeiro amor, consigo amar muito melhor as pessoas ao meu redor e até mesmo os meus inimigos.
A segunda condição é carregar a cruz (v.27) – esse tipo de sofrimento vem por causa do amor a Jesus. Levar a nossa cruz não significa de forma alguma sofrer com alguém da nossa família, sofrer com uma doença, e assim vai… Quantas vezes você já ouviu dizer que a cruz é a sogra, o esposo, o patrão… Esse texto não quer dizer nada disso. Tomar a nossa cruz e seguir a Cristo significa estar disposto a identificar-se como cristão publicamente, se preciso, experimentar oposições, sofrimento e até mesmo a morte, tudo por amor ao nome dele.
A terceira condição é a renúncia (v.33) – Jesus Cristo é nosso maior tesouro, nosso bem mais precioso, portanto, precisamos renunciar a tudo que temos e até mesmo quem somos, renunciar nossas paixões, nossos bens, nossos conceitos e viver para Deus. É desapegar desse mundo, é dizer não a muitas coisas que nos trazem um prazer momentâneo para obedecermos a Cristo.
A mim e a você cabe a reflexão: Eu tenho sido discípulo? Eu tenho dado ouvidos à voz do Mestre? O capítulo 14 de Lucas termina da seguinte forma: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!
Reflitamos no que temos sido em Cristo e tomemos uma decisão rápida: Eu quero, eu sou um discípulo de Cristo!
 
Dsa. Eliane Salvador Correa da Silva é diretora da Resofap – Convenção Geral e congrega na IAP em Pq. Edu Chaves (São Paulo, SP).

[*] – http://talmind.blogspot.com.br/2012/01/significado-de-talmidim.html. Postado por Edmilson Aparecido Seraphim às 16:54

Prossigamos e atravessemos o Jordão!

“Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”, Josué 1:9
Uma das épocas que mais chama a minha atenção é o período em que um ano está finalizando e outro está começando. Durante esses momentos de “transição”, alguns de nós geralmente fazemos uma retrospectiva de nossas vidas, além de nos planejarmos e elaborarmos uma lista dos objetivos e metas para o próximo ano. Da mesma forma, ao pensarmos no ano que passou nos lembramos das dificuldades, das lutas, mas também das alegrias e das vitórias que tivemos (seja em maior ou menor proporção). Por outro lado, quando pensamos no ano que está começando, refletimos nos desafios que talvez enfrentemos e também, nas conquistas que poderemos alcançar.
O povo de Israel também enfrentou vários momentos de transição e um deles está registrado em Josué, capítulo 1. O líder Moisés havia morrido, e o novo líder escolhido por Deus – Josué – era o encarregado de comandar os israelitas na tarefa de conquistar a região de Canaã, terra prometida por Deus para o seu povo. Esse era o momento. Essa era a oportunidade concedida pelo Senhor para que a sua promessa se concretizasse.
Certamente, nós também temos nossos sonhos, nossos projetos de vida, nossos propósitos para o ano de 2017: seja no nosso casamento, na nossa família, no nosso trabalho, nos nossos estudos, na nossa vida financeira e principalmente, na nossa vida espiritual. E esse momento de transição entre um ano e outro é também ideal para “atravessarmos o nosso Jordão” e deixarmos para trás tudo aquilo que nos impede de amar a Deus e de servi-lo de todo o nosso coração. É também uma ótima ocasião para firmarmos o objetivo de cumprir os propósitos do Senhor para a nossa vida: nos apegarmos ainda mais a ele e aprofundarmos o nosso relacionamento com o “Deus de toda a graça”. Mas, para que isso aconteça, nós devemos confiar que mesmo que enfrentemos crises e turbulências, o Deus Soberano está no controle de todas as coisas. É justamente esse Deus que animou Josué e o impulsionou a atravessar o rio Jordão.
Além disso, é preciso que tiremos os nossos olhos do deserto, e firmemos nossa visão em Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé e da nossa salvação. Certamente, para vários de nós, o ano de 2016 foi um momento de perda, de tristeza e de choro, no entanto, a misericórdia e a graça do Senhor foi para nós fonte de alento, refrigério e consolo. E a maravilhosa notícia é que Deus continua conosco, nos ajudando e nos fortalecendo, nos dando alegria e paz.
Por isso, prossigamos para o ano de 2017 com a convicção de que aconteça o que acontecer, se a nossa fé estiver firmada em Cristo Jesus, testemunharemos o favor de Deus sendo derramado sobre a nossa vida, independente do que tenhamos que viver. É o Senhor quem nos concede força e coragem para que nós ultrapassemos o Jordão da desesperança, da falta de fé, da ausência de compromisso com a oração e a leitura da Bíblia, da falta de perdão, somente para citar alguns exemplos. Igualmente, é Deus que nos faz avançar em direção ao que deve ser o mais importante projeto de nossa vida: ser um discípulo de Cristo.
Sendo assim, ao meditar em Josué 1: 9 e escrever esta reflexão, a minha oração é que o Senhor nosso Deus, nos ajude a superarmos o nosso “Jordão”, nos sustente por sua graça e nos fortaleça a fim de que, venha o que vier, o ano de 2017 seja marcado pelo nosso amor, comprometimento e dedicação a Cristo!
 
Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

O cântico das boas-notícias

Os anjos anunciaram que Deus enviara seu único filho para viver como homem e morrer por nossa redenção

De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” (Lucas 2.10-14)
Nessa época próxima ao final do ano, ouvimos muito a respeito do nascimento de Jesus, mesmo que seja de uma maneira superficial. Em nossa sociedade, a proximidade com a data de 25 de dezembro causa uma série de reações. Algumas pessoas se preocupam em realizar a melhor ceia possível, outras pensam em comprar presentes para a toda família (mesmo enfrentando a crise financeira), já outras pessoas refletem sobre o motivo desta data ser tão comemorada e comentada. Sabemos que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, e que o dia correto do seu nascimento não foi registrado na Bíblia Sagrada, mas podemos meditar sobre esse acontecimento tão importante para todos nós: o nascimento do Filho de Deus, que nasceu como homem para nos salvar. Para isso, vamos refletir sobre o cântico que os anjos cantaram e que está registrado em Lucas 2. 14.
Imaginemos a cena: um grupo de pastores estava numa determinada noite apascentando suas ovelhas. Mais um dia de trabalho havia passado e a perspectiva era de que esses pastores teriam uma noite sem grandes novidades. Mas, de repente, algo surpreendente aconteceu, quebrando totalmente a rotina de trabalho e descanso desses homens: um grupo de anjos começou a louvar a Deus! Certamente, isso causou grande espanto e assombro aos pastores!
No entanto, o mais maravilhoso foi o teor do cântico dos anjos: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor“. (Lucas 2.14). Qual foi a razão desse cântico? A resposta está nos versículos 10 – 12: o Salvador da humanidade, o Filho de Deus havia acabado de nascer. Isso deveria ser motivo suficiente para encher o coração dos pastores (e o nosso também) de alegria e de gratidão a Deus, pois ele enviara o seu único Filho para viver como homem e para morrer pela nossa redenção e salvação. Diante desse nascimento tão importante e especial, os anjos cantaram e adoraram a Deus por sua bondade e graça. Por meio do nascimento de Jesus, podemos hoje ser alcançados por sua salvação.
Os anjos louvaram a Deus pelo seu plano de redenção e salvação, e particularmente, pelo nascimento do Redentor e Salvador (v.14). Eles reconheceram a majestade e a soberania de Deus, e também exaltaram a graça e a misericórdia do Senhor demonstradas através do nascimento do Salvador Jesus. Além disso, em suas palavras, eles enfatizaram que somente em Cristo o homem poderia alcançar a verdadeira paz (14). Neste período, o Império Romano estava vivendo um período chamado de Pax Romana (Paz Romana), marcada pela tranquilidade externa. No entanto, a paz proclamada pelos anjos é muito mais duradoura e profunda do que a ausência de conflito entre as nações, pois a verdadeira paz é proveniente de Deus, o Senhor. É a paz que habita na nossa vida a partir do momento em que cremos em Cristo e dedicamos nossas vidas a ele. Esta paz é concedida por Jesus, preenche o vazio de nossos corações e nos fortalece nos momentos de aflições e dificuldades. Sendo assim, essa paz “aos homens aos quais ele concede o seu favor” não é algo que se adquire por uma ação humana, mas é recebida por cada um de nós somente pela graça e pela misericórdia de Deus.
Ao crermos no Salvador Jesus e entregarmos nossa vida a ele nos é concedido pelo Senhor: paz, perdão e salvação. Que cada um de nós glorifique a Deus pela grande salvação que ele nos concedeu ao enviar Jesus Cristo, e que a paz de Deus “que excede todo o entendimento” (Filipenses 4: 7) continue guardando nossas mentes e corações em Cristo Jesus!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Dia de batalha

Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.” – Ef 6.13

Ministério é sinônimo de guerra. Afinal, estamos lidando com a questão mais importante da vida, que é a salvação. Fazer com que pessoas que vivem nesta terra, respirando este mundo e seus prazeres, a desejar a eternidade ao lado do Senhor, é um desafio diário.
Além disso, a Bíblia fala de um “dia mau”. E o que vem a ser isso? Embora tenha-se a interpretação futurística, o contexto da carta está tratando de assuntos práticos. Não ignoramos o posicionamento escatológico da grande tribulação, que os dias que antecedem a vinda de Cristo serão mais difíceis – 2 Tm 3.1-5. Mas cremos que este termo pode ser observado em toda a história da Igreja. Este “dia mau” pode ser interno, de dentro da própria Igreja ou externa, de fora para dentro. A Igreja é composta de gente falha, pecadora, que dá oportunidade para o adversário agir. Essa expressão nos faz entender que, além das lutas diárias, há determinados períodos em que as batalhas são mais intensas. É um dia em que as trevas resolvem oprimir e atacar o povo de Deus com muita intensidade.
Muitos definem “este dia”, de forma figurada, como uma tempestade de areia no deserto, um terremoto, um furacão, um assalto relâmpago, uma bomba camuflada que explode… algo que chega de repente, complicando tudo, roubando esperança e a alegria de viver.
Não estava previsto na agenda e de repente, um escândalo, uma forte tentação, uma má notícia, uma divisão, uma traição, uma injustiça, ou mesmo algo simples quase transforma num palco de guerra. E por causa dessas coisas geram-se despesas, reuniões desgastantes, viagens, tempo, tristezas e perdas.
Bom seria se a caminhada da Igreja fosse sempre em “céu de brigadeiro” e não houvesse tribulações. Mas não é assim no ministério pastoral e devemos estar preparados. De vez em quando, enfrentamos um dia como esse. O Senhor deseja que sejamos vigilantes e alertou: “…sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas. ” – Mt 10.16. Precisamos destas duas virtudes equilibradas: prudência e simplicidade. Ele também deseja que façamos tudo e ainda assim permaneçamos firmes, inabaláveis, de pé.
O dia mau é permitido, não para nos derrotar, mas para nos fazer fortes e crescer na graça e companhia dEle.

Pr. Elias Alves Ferreira integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral.

Contra quem estamos lutando?

Não podemos negar que o mal existe e atua de forma sutil

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes.” – Ef 6. 11, 12
Temos três adversários gigantescos: O mundo (1 Jo 2.15-17), a carne, (Rm 7.18-25) e o diabo (Ef 6).
Em relação a este último, precisamos de equilíbrio e discernimento. Não podemos demonizar tudo (flores, animais, objetos, cores…), e culpar o Diabo por tudo. Isso é imaturidade. que pode até mesmo gerar distúrbios emocionais. Por outro lado, não podemos negar que o mal existe e atua de forma sutil. Basta lembrarmos de alguns episódios bíblicos como o Jardim do Éden, a história de Jó, as tentações de Jesus e veremos o Maligno atuando. A Bíblia ainda o chama:

  • Anjo caído – (Is 14.12-17; Ez 28.12-19).
  • Tentador – Mt 4.3.
  • Pai da mentira – Jo 8.44.
  • Assassino, ladrão e destruidor – Jo 10.10.
  • Adversário que ataca como leão – 1 Pe 5.8.
  • Acusador – Ap 12.10.

Quando Paulo escreve aos Efésios, não está supervalorizando o Diabo. É que com certeza, a guerra estava ocorrendo entre os irmãos, no nível humano. Não estavam enxergando as armadilhas espirituais. Então lhes diz que o mal existe, age organizadamente, com astutas “ciladas”, ardilezas, promovendo e atuando de forma espiritual através das “iniquidades”. As obras da carne são solos férteis para a semeadura maligna.
Pensemos nisso em nosso campo pastoral quando ocorrer divisões, escândalos, destruição de famílias, o pecado dominando, palavras ferinas… Podemos ter certeza que antes, durante ou após, veremos as trevas agindo. Muitos sendo fantoches nas mãos do Inimigo ao invés de instrumentos do Senhor.
O que fazer nestes momentos? Desistir? Jamais! Soldado do Senhor não se rende! “Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. Tg 4.7. Para Deus a gente se entrega, para o mal a gente resiste. Irmãos a gente acolhe, ama incondicionalmente, perdoa, ajuda. Já o destruidor e suas obras a gente rejeita.
Não precisamos saber as coisas profundas de Satanás (Ap 2.24) e nem o ignorar. Precisamos de sabedoria, de discernimento, de vigilância e crescer na comunhão do Senhor que é o Todo-Poderoso e deseja que fiquemos firmes em nosso propósito de vida. Para isso fomos chamados. Quanto mais luz, menos trevas; mais Bíblia, menos ignorância; mais verdade, menos mentira; mais confissão, menos ressentimentos; mais amor, menos feridas abertas; mais Jesus, menos o mal.

Pr. Elias Alves Ferreira é integrante da equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral.

Um ótimo ano novo para você!

“Vemos, assim, que por causa da incredulidade não puderam entrar” (Hebreus 3:19 – NVI)

Será que, em algum momento de nossas vidas, nós já agimos como pessoas pessimistas diante de algumas circunstâncias? Estamos nos aproximando das festas de final de ano e este é um bom momento para repensarmos sobre nossa conduta. Nas reuniões familiares de fins de ano, geralmente costumamos fazer uma retrospectiva sobre como foi nosso ano, nossos acertos e erros.
Contudo, aqui está um grande embate, uma vez que muitas pessoas, mesmo depois de terem vivido mais 365 dias, não conseguem enxergar algo de bom, pois tudo o que fazem é ter uma visão pessimista do mundo e das pessoas. O pessimismo têm assolado a vida de muitas pessoas, inclusive cristãos e isso tem deixado uma visível marca. De acordo com a psicóloga Thaiana F. Brotto *, uma pessoa pessimista “sempre espera o pior de todas as situações e de outras pessoas, com pensamentos e atitudes negativas”.
Isso é o que vemos registrado em Hebreus 3.19, quando lemos a respeito do povo de Israel, que havia sido liberto do Egito e andava pelo deserto por 40 anos. O escritor de Hebreus diz que o povo não entrou na Terra Prometida por causa da sua incredulidade. Mesmo vendo tudo o que Deus havia feito por eles, ainda assim, sempre endureciam os seus corações e se rebelavam contra Deus.
Para muitos cristãos do século 21, ter uma visão pessimista se tornou algo comum e muitos já nem percebem isso. Muitos estão agindo como Marta, enxergando apenas a parte “ruim” da situação, e não conseguem enxergar as coisas como Maria, que viu qual era a “boa” parte de tudo o que estava acontecendo (Lc10:38-42). Se colocarmos um copo com água pela metade em cima de uma mesa, e trouxermos um otimista, ele dirá: “Veja! Um copo quase cheio de água”. Mas o pessimista dirá: “Vejam! Um copo quase vazio”. O pessimismo limita nossa visão de tudo. Não conseguimos ver nada de bom no outro. Sempre teremos a dificuldade de entender que nem tudo na vida é ruim.
Talvez o que esteja afligindo tais cristãos seja esta a falta de fé, a incredulidade. Em todos os momentos, Cristo nos alertou dizendo que neste mundo teríamos dificuldades, contudo poderíamos nos animar, pois Ele venceu o mundo (Jo 16.33)
Dentro de muitas igrejas, há muitos crentes que frequentam os cultos regularmente, mas que estão completamente vazios de fé. Talvez possuam uma fé teórica, mas que se limita a professar da boca pra fora uma pobre frase dizendo “Eu tenho fé”, mas na prática, isso está longe de ser comprovado. Tiago, quando escreveu sua carta, desafiou seus leitores a viverem uma fé que fosse além da teoria do dia-a-dia, e que se expressasse na prática. Entre o otimismo e o pessimismo, temos a fé, que nos faz ver a realidade que vivemos, debaixo da soberania de Deus.
Se estivermos sofrendo com o pessimismo em nossas vidas, recorramos ao Psicólogo dos psicólogos, Jesus Cristo. Ele, que é manso e humilde de coração, nos mostrará que mesmo com todos os problemas que enfrentamos no nosso cotidiano, temos motivos de sobra para vivermos a vida de maneira otimista. O apóstolo Paulo entendia isso, e por isso, mesmo estando preso, ao escrever sua carta aos Filipenses, ele diz “Alegrem-se sempre no Senhor! Novamente direi: Alegrem-se!” (4:4). Paulo nos lembra que, se temos Jesus conosco, temos motivos o bastante para vermos a vida com bons olhos. Estando em Cristo, o pessimismo não encontra lugar.
Que neste final de ano, nossa fé seja fortalecida e vivenciada na prática e que, com a ajuda de Deus, possamos vencer o pessimismo do século através da fé.

Lucas Timóteo Moraes, estudante de Teologia no Seminário Interno da Fatap.


Disponível em: https://www.psicologosberrini.com.br/psicologia-e-psicologos/pessimismo/ – Acessado em 06/12/2016

Que livro é este?

O que faz a Bíblia ser mais importante do que qualquer outra obra literária

No segundo domingo de dezembro é comemorado o “Dia da Bíblia”. Sobre este livro, existem alguns dados bem interessantes: a Bíblia é o livro mais vendido ao longo da história, com mais ou menos 6 bilhões de cópias. Ainda, conforme esses dados, o Brasil é o segundo maior produtor mundial de Bíblias que, por sua vez, tem sido distribuída e traduzida para os mais diversos idiomas. Diante de tais informações, você pode estar se perguntando: “o que faz este livro ser diferente e mais importante do que qualquer outra obra literária”?
A resposta para esta pergunta é muito simples: a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus. Mesmo existindo algumas pessoas que duvidam do seu conteúdo, a Bíblia vai nos revelar a mensagem de Deus para as nossas vidas. Ao longo dos 39 livros do Antigo Testamento e dos 27 livros do Novo Testamento, encontramos o plano de redenção e salvação para a humanidade. O objetivo divino com este plano é a restauração da nossa vida, o perdão dos nossos pecados e a nossa justificação diante de Deus.
Conhecer a Palavra de Deus é fundamental, pois é através dela que podemos aprender sobre a “boa, agradável e perfeita” (Romanos 12: 2) vontade de Deus para cada um de nós. A partir do momento em que a Palavra de Deus se torna o manual e o guia para a nossa vida, podemos ser ajudados pelo Espírito Santo a deixar para trás a insegurança o medo e a desesperança, e avançarmos para a certeza e a convicção no amor e na misericórdia do Senhor. Além disso, a Bíblia nos ensina o único caminho que devemos percorrer para nos aproximarmos de Deus: entregar nossas vidas a Jesus, o nosso Salvador, e dedicarmo-nos a amá-lo e servi-lo de todo o nosso coração. Apenas nas Escrituras Sagradas encontramos a mensagem divina de paz, perdão e salvação para a humanidade.
Um dos propósitos principais da Bíblia consiste em “iluminar” os nossos passos e “guiar” os nossos caminhos (Salmo 119: 105), apontando o propósito de Deus para nós. É a Palavra de Deus que pode nos orientar nos momentos em que estamos desanimados e confusos, mostrando o caminho em que devemos seguir. Ao lermos a Bíblia Sagrada, reconhecemos a sua importância para a nossa vida; ao obedecermos às orientações bíblicas demonstramos a transformação maravilhosa que o Espírito Santo realizou e tem realizado em nossas mentes e em nossos corações.
Nesta semana, em que o Dia da Bíblia é comemorado por muitos cristãos, gostaria de desafiar cada um de nós a ler, meditar, praticar e compartilhar a Palavra de Deus durante todos os dias de nossa vida!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Em guerra – A busca da excelência

Revesti-vos de toda a armadura de Deus…” – Ef 6.11

Como soldados de Cristo devemos buscar o melhor. Não podemos desprezar nenhum detalhe da armadura. Temos que considerar:
Primeiro, que a armadura é de Deus. O primeiro passo é sempre o Divino. Ele nos chama, nos capacita e disponibiliza as condições para vencermos. Isto é demonstração clara da graça de Deus. A armadura é doação do Senhor. A compreensão disso nos faz servos humildes, sabendo que todo dom perfeito vem do alto, do nosso Pai – Tg 1.17, e o Ministério só tem sentido quando é exercido em lealdade e para a glória dEle.
Segundo, aceitar o que Deus oferece – Revesti-vos. Esta é a nossa parte. Quem nos convoca oferece as armas certas. Antes do campo de batalha, a armadura. Acima das vestes visíveis, as invisíveis, das humanas, as espirituais. Não podemos sair de qualquer forma, achando que o nosso comissionamento, por si próprio, nos fará vitoriosos. Que apenas a nossa reflexão teológica será suficiente para nos sustentar.
Terceiro, a busca da excelência – “toda a armadura”. Deus oferece uma armadura completa, não devemos desprezar as partes que a compõem. As batalhas são exaustivas. E a armadura é riquíssima em seus detalhes e todos os dias precisamos dela. Por outro lado, há sempre algo novo para aprender. Aprendemos muito quando lemos, participamos de aulas ou palestras. Tudo isso é bom e recomendável. Nos faz práticos e convictos. Faz parte na busca da excelência. Porém, não desprezemos ninguém. Mesmo os irmãos mais humildes, também nos ensinam coisas indispensáveis para o desenvolvimento do Ministério. Um jovem, um idoso, uma pessoa simples que nunca estudou, pode nos dar dicas importantes. Em 1 Co 12:22, 23 lemos: “Antes, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários; e os membros do corpo que reputamos serem menos honrados, a esses revestimos com muito mais honra; e os que em nós não são decorosos têm muito mais decoro”.
Em todas as atividades, façamos o nosso melhor. Queiramos tudo que venha de Deus. Não desprezemos nada que a graça Divina nos disponibiliza. E não esqueçamos que Deus pede o melhor da nossa parte, porque Ele nos deu o Seu melhor, Jesus Cristo.

Pr Elias Alves Ferreira é responsável pela IAP em Jales e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral.

Russel Shedd

Uma vida dedicada à literatura teológica de fácil compreensão

No último sábado, 26 de novembro de 2016, morria Russel Phillip Shedd (87 anos). Boliviano de nascimento (1929), a partir de sua adolescência, foi para os Estados Unidos, onde completou os estudos de segundo grau.
Formou-se em teologia, em renomadas universidades americanas, onde adquiriu o título de bacharel, com especialização em Bíblia e grego, além de mestrado em Novo Testamento. Sagrou-se doutor em Filosofia, pela Universidade de Emdiburgo na Escócia. Foi professor na Universidade de Southeastern Bible College, em Birmingham, no estado do Alabama, nos EUA, instituição onde conheceu a esposa Patrícia.
Este casal missionário desenvolveu sua vida missionária a partir de Portugal, cuidado de um projeto que tinha por objetivo fornecer literatura teológica de fácil compreensão, além de obra de referenciais, chamado de “Edições Vida Nova”. Vindo posteriormente para o Brasil, onde expandiria o empreendimento missionário, desde 1962, o Dr. Shedd esteve promovendo a teologia fácil e profunda, em território nacional.
Ele teve por volta de 25 títulos seus publicados pela Editora Vida Nova, que ainda conta com outros selos editoriais, como: Shedd Publicações e Shedd Kids. Ele também atuou como professor na Faculdade Batista de São Paulo. Sem falar nas diversas palestras, pregações e devocionais que fez.
Quando penso em Russel Shedd, percebo o grande legado que ele deixou em solo brasileiro. Seus livros com rico e destacado embasamento bíblico nos fazem entender sua paixão pela Palavra de Deus e fazer com que seus leitores a entendessem. Era o seu principal objetivo de vida.
Sua Bíblia de estudo, em que foi o organizador; livros como: “O mundo, a carne e o diabo” e “Adoração Bíblica” estão entre o legado o legado que trouxe honra e glória ao nosso Deus. Por isso, apesar do luto pela morte do Dr. Shedd, podemos dizer que a igreja brasileira ganhou um nome eternizado nela, pelo ardor e cuidado com que ele falava do Evangelho de nosso Senhor.
Nessas horas, que o Espírito Santo conforte a família e a igreja cristã. E totalmente de luto, mas totalmente com esperança: “Nós cremos que Jesus morreu e ressuscitou; e assim cremos também que, depois que Jesus vier, Deus o levará de volta e, junto com ele, levará os que morreram crendo nele.” (1 Tessalonicenses 4.14 NTLH).

Ms. Andrei Sampaio Soares é colaborador do Departamento de Educação Cristã da IAP.

Você conhece seus filhos?

A grande muralha a ser vencida chama-se comunicação

Amor é conhecimento. Este tipo de conhecimento que estou falando é muito mais prático do que técnico, ele é produto de relacionamento. Ou você se relaciona, ou nada feito, seu conhecimento será como contemplar uma ilha distante no mar. Olhando da areia da praia, ela é linda, mas para conhecê-la mesmo, você tem que navegar até lá e explorá-la.
Sem relacionamento, não existe conhecimento. Relacionar-se dá trabalho, exige tempo, provoca conflitos, desencadeia crises, o que é bom, pois mostra falhas, revela acertos, aponta soluções e resulta em crescimento, maturidade.
A grande muralha a ser vencida chama-se comunicação. A maioria dos pais e filhos perderam a capacidade de conversar. Ambos, pais e filhos, cada grupo tem sua correria, interesse e necessidade peculiar, os mundos parecem muito diferentes. O abismo de gerações, cantado por João Alexandre, parece maior a cada geração.
Quantas famílias estão na igreja, mas seus filhos, aprontando todas. No início, ninguém sabe, mas logo, toda a igreja está comentando. De alguma forma, os pais acabam sabendo. Mas não fazem nada, ou porque não sabem o que fazer, ou, lamentavelmente, por falta de moral e autoridade. Sabe onde sua moral começou a ser perdida? Em uma palavra: comunicação. Faltou papo, interesse, diálogo, aproximação. Hoje, a muralha do silêncio está alta, sua casa desaprendeu os princípios da arte da fala.
Se você, na condição de educador que ama, quer resgatar a beleza do diálogo, comece. Pode ser absolutamente sem graça, seu filho poderá sentir um misto de situação tensa, ridícula, estranha, como eles dizem, “nada a ver”.
Mas comece e não pare. Você encontrará o jeito, a forma e a hora. Quando o casal do Éden deu uma escorregada fatal, Deus não se omitiu nem se calou, Ele procurou o casal, fez perguntas, insistiu. Cada versículo de Gênesis, após o pecado, está saturado de emoção. Do lado do céu é fácil perceber a decepção, a tristeza, a preocupação , o cuidado, a dor e o amor.
Com certeza, a conversa não foi fácil. Mas Deus, até nisso quis nos ensinar, pois Ele não precisaria conversar, dar explicação, bastaria exterminar todos os envolvidos e começar de novo. Graças a Ele, o recomeço aconteceu, mas conosco!
Invista tempo, jogue conversa “fora” com seus filhos, discipline quando for o caso, elogie muito, abrace, diga “eu te amo” todo dia, ouça as reclamações, vá ao shopping. O resultado é grandioso: você estará resgatando o canal da comunicação, sem que perceba, o “papo” vai começar a fluir. Então, você desarma o diabo e quando seu filho estiver ouvindo o pecado ou estiver em pecado, poderá dizer com todas as letras: “Filho, não faça isto, porque é pecado!”
Corra. Aprofunde o conhecimento em relação aos seus filhos. Isso é amor. Aí você entenderá a surrada frase, porém rica em significado: “Prazer em conhecer”.

Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas – SP) e integra a equipe do Demi – Convenção Geral.

Em guerra

A força do soldado!

Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.”- Ef 6.10
Paulo havia escrito a sua carta aos irmãos de Éfeso sobre a soberania e glória de Cristo, da salvação exclusiva pela graça, da riqueza da oração, da beleza da Igreja e sua funcionalidade através de chamados específicos, da grandeza do casamento e da família, no entanto, ao encerrar, não deixa de alertar: “Estamos em guerra”!
E se estamos em guerra, devemos nos considerar soldados. A primeira qualidade é a aptidão física, a nossa força. Não há regimento em que a prioridade não seja exercício físico. De igual forma, como soldados espirituais, devemos ser fortes espiritualmente.
Porém, essa força não deve estar centrada em nós mesmos. Não podemos nos fortalecer sozinhos. Não é errado procurar fazer o nosso melhor, aliás devemos, mas as ações de quem serve a Cristo devem receber a autenticação divina. Não é pela capacidade humana, porque esta credencial é de Cristo. Ele fez tudo por nós e devemos em tudo, ser dependentes dEle. Perceba que não é pelo Senhor, e sim “no Senhor”. Então, para ter esse fortalecimento devemos renunciar a nós mesmos e fazer uma entrega sem reservas à Jesus. Neste ambiente, nos fortalecemos na graça e na salvação, percebendo a boa, a perfeita e agradável vontade do Senhor (Rm 12:2). Primeiro Ele, depois trabalhar para Ele. Simbolicamente: primeiro os joelhos, depois as mãos.
O sucesso de um ministério não se mede somente pela intelectualidade ou pela oratória, mas pela vida devocional.
Em comunhão com Cristo, assuntos bíblicos conhecidos produzem vigorosas transformações na Igreja pela autoridade com que são transmitidos, por que são “…na força do seu poder”. Este “dinamis” que fala o original estará sempre à disposição de quem procura agradar ao Senhor acima de tudo. Seja forte, para a glória de Cristo!

Pr Elias Alves Ferreira, Demi – Convenção Geral

Dia da Reforma Protestante

“Glória somente a Deus” é a outra base do movimento

Neste 31 de outubro, comemoramos 499 anos da Reforma Protestante. E vamos refletir sobre o quinto princípio bíblico enfatizado pela Reforma: Soli Deo Glória (Glória Somente a Deus).
“Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de sua mão” (Sl 19.1)
Já abordamos a importância da graça de Deus, da fé salvadora, do Salvador Jesus e da importância da Palavra de Deus para o homem.
Conforme o dicionário, a palavra glória pode significar “1. Fama obtida por ações extraordinária, etc; celebridade, renome. 2. Brilho, esplendor. 3. Honra, homenagem.” Alguém que faz um trabalho humanitário de destaque recebe a glória por isso. Da mesma forma, o nadador que ganhou várias medalhas de ouro também é homenageado e recebe a glória por sua atuação. Mas, quando refletimos a respeito de Deus, o que significa dar glória somente a ele? E qual o impacto dessa atitude em nossa vida?
A glória de Deus não é um conceito vago e nem abstrato, e muito menos se resume a algo que oferecemos a ele. Podemos ler na Palavra de Deus que toda a criação foi feita para cumprir o propósito do Senhor e para glorificá-lo. No caso do homem e da mulher, eles foram criados à imagem e semelhança do Criador e representam assim, a “obra-prima” da criação. Por isso, são também responsáveis por expressar a glória de Deus por meio de suas vidas. O lema soli deo glória vinha da compreensão de que, assim como o homem, tudo o que ele faz e realiza deve ser com o objetivo de glorificar a Deus. Esse é principal motivo e razão para vivermos e existirmos. Temos os nossos propósitos, sonhos e projetos de vida, mas não podemos perder de vista que tudo o que fizermos deve ser,em primeiro lugar, para a glória de Deus. Pois ele é o nosso Criador, Sustentador e Salvador. Porque dele, por ele e para ele são todas as coisas, inclusive a minha e a sua vida (Rm 11: 36).
Considerar todas essas coisas é muito importante, pois somente encontramos o nosso significado quando conseguimos cumprir o propósito para o qual fomos criados. Em outras palavras, em nossa vida tão corrida e atarefada, precisamos sempre estar preocupados em cumprir o propósito de Deus para nós: glorificá-lo em tudo o que fizermos por meio de nossos pensamentos, palavras e atitudes. E isso é uma obra que o Espírito Santo realiza em nós, a partir do momento em que cremos em Cristo e decidimos amá-lo e servi-lo de todo o coração.
Glória a Deus somente. Esse princípio bíblico implica viver somente para Deus e para a sua glória. Em tudo o que realizamos, devemos glorificar ao Senhor em primeiro lugar. Nos dias de hoje, trabalhamos, estudamos, temos os momentos de lazer, buscamos as coisas pelo nosso próprio bem-estar e pelo nosso progresso. Todas essas ações são válidas. Mas, não podemos esquecer que a razão de nossa existência é viver e fazer tudo somente para a glória de Deus!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional