Nota de Falecimento | Jonas Lima

[ATUALIZAÇÃO]

Dormiu no Senhor o irmão Jonas Lima (62 anos), sogro do Pr. Mateus Silva de Almeida, Secretário da Convenção Paulista das Igrejas Adventista da Promessa e pai de sua esposa, Karina Almeida. Aprouve ao Senhor recolhê-lo, para dar-lhe o descanso. Como afirma o salmista: “O Senhor vê com pesar a morte de seus fiéis” (Sl 116:15 NVI). Em nota, o Pr. Mateus disse: “Temos a esperança de reencontrá-lo na ressurreição dos justos. Bendito seja o nome do Senhor por seu cuidado em tudo. Agradeço de coração por cada oração. Peço que continuem orando pela família, especialmente pelos filhos: Karina, Jonathan e Cristiane.”

Por: Ministério de Comunicação.

‘PASTOR’, por Pr. Eleilton Freitas

A profissão do pastor de ovelhas é uma das mais antigas da história. Desde os primeiros capítulos da Bíblia, já temos menção à figura do “pastor” (Gn 4.2). Tratava-se de uma profissão simples e sem nenhuma pompa. Talvez, por conta do “cuidado” e “orientação” que um pastor de ovelhas dispensava aos seus rebanhos, esta foi a imagem preferida e utilizada por Deus para referir-se ao trabalho dos líderes do seu povo (Jr 3.15; Ez 34.2; Jo 21.16; At 20.28). 

Aliás o próprio Deus é apresentado assim num dos Salmos mais famosos da Bíblia, o Salmo 23. Na igreja primitiva, os líderes que foram chamados por Deus para cuidarem e orientarem sua igreja, também foram comparados com um pastor de ovelhas. A eles foi dada uma função: pastorear (At 20.28; 1 Pd 5.2)! 

Ainda hoje, dentro dos vários dons que Deus distribui, ele continua chamando homens e mulheres para cuidarem do seu povo. Todos os cristãos são chamados por Deus para ministrarem como sacerdotes no mundo, mas, alguns foram comissionados para liderarem a igreja ou algum ministério específico. 

Na Igreja Adventista da Promessa, estes líderes são chamados de pastores e missionárias. Todo dia 22 de julho é dia de louvar a Deus pela vida deles e de seus cônjuges. Há 17 anos e meio, por conta do chamado de Deus, aceitei o desafio de sair de casa, no interior de Minas Gerais, e ir para São Paulo, capital, para ingressar no seminário de Teologia e poder servir como pastor. 

De lá pra cá Deus tem sido bom e louvo a Deus por tudo que Ele tem me proporcionado viver no ministério, apesar de mim mesmo e de minhas limitações. Louvo a Deus, também, por minha esposa, Elaine, por aceitar o desafio de caminhar ao meu lado no ministério, junto com a Rafa e a Beca (filhas). Vocês têm sido bênçãos do Senhor! 

 

Parabéns para todos os pastores, missionárias e seus respectivos cônjuges!

Que o Senhor Jesus continue levantando pastores e missionárias para cuidarem do seu povo, especialmente em face do tempo do fim!

 

Pr. Eleilton William | Vice-Presidente da Convenção Geral das Igrejas Adventistas da Promessa e Diretor da Editora Promessa.

 

Nota de falecimento | Pr. Carlos Borges dos Santos

A Diretoria da Convenção Baixo Amazonas das Igrejas Adventista da Promessa informa que dormiu no Senhor, nesta madrugada, 26 de julho de 2022, o Pr. Carlos Borges dos Santos. Ele faleceu no Hospital Regional de Itaituba (PA), devido a complicações de uma hérnia da parede abdominal estourar. Ele foi internado, operado, e nesta madrugada, por volta das 2h, teve duas paradas cardíacas e não resistiu.

O pastor Carlos Borges serviu ao Senhor junto de sua família, durante 16 anos em dedicação exclusiva no ministério pastoral. Em 2023 estaria se aposentando, pois completaria 65 anos. A Convenção Baixo Amazonas manifestou gratidão pelo ministério desse líder: “Nossa gratidão a Jesus Cristo, por ter abençoado esse servo ao longo de seu ministério pastoral por todos os campos que passou. Que Jesus traga consolo nesse momento tão difícil, a esposa Cemirtes de Souza, filhos e netos.”

 

Por: Ministério de Comunicação.

Com informações de: Convenção Baixo Amazonas. 

Nota de falecimento: Pb. Nestor Apparecido Ferreira

Descansou no Senhor, neste sábado (23), o Presbítero Nestor Apparecido Ferreira, um dos pioneiros da Convenção Noroeste Paulista das Igrejas Adventistas da Promessa, cuja vida foi dedicada à pregação do Evangelho de Jesus Cristo. 

Nascido em Pirangi (SP), em 06/10/1933, conheceu o evangelho e viveu a experiência da conversão em 1948, em Américo de Campos. Nesse mesmo ano, 1948, foi batizado nas águas e em 1962, foi batizado no Espírito Santo. Consagrado ao diaconato em 1964 e ao presbiterato em 1972, serviu a Deus no meio do povo promessista sempre com dedicação e criando os filhos no temor do Senhor. Congregou muitos anos na Promessa de Pedranópolis e depois em Votuporanga. Foi casado com Apparecida Martins Freschi Ferreira por 49 anos, com quem teve os filhos Odair, Claudemir, Natanael, Osi, Olenir, Diná e Nestor. Após ficar viúvo, casou-se com Jucélia da Silva Ferreira. Deixa esposa, filhos, noras, netos e bisnetos.

A Igreja Adventista da Promessa apresenta os mais sinceros sentimentos a familiares, amigos e irmãos em Cristo que conviveram com o querido presbítero, na certeza que irmãos de diversos lugares estão em oração pela família. Ainda que hoje o sentimento seja de separação, afirmamos com fé e expectativa, a aguardada ressurreição dos justos, quando nos encontraremos novamente com ele e com todos aqueles que amam a vinda de Jesus.

O sepultamento do Pb. Nestor Apparecido Ferreira, será hoje (23), às 16h, na cidade de Votuporanga (SP).

Por: Ministério de Comunicação (em atualização). 

João e Marcionila: O primeiro casal de Pastor e Esposa Promessista

A Bíblia, na carta aos Hebreus, deixa uma recomendação importante: Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver. (13:7) Por isso, no ano em que a Igreja Adventista da Promessa completa 90 anos, lembramos, do primeiro casal de Pastor e Esposa Promessista: João Augusto da Silveira e Marcionila Ferreira da Silveira. 

João Augusto da Silveira, nasceu em 26 de janeiro de 1893, em Murici (AL). Ele foi aquele homem, que conheceu a Jesus ainda na adolescência, pouco depois, aceito-o como Salvador, foi batizado nas águas, e ao decorrer do tempo, se tornou Ancião na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Depois de quase 10 anos neste ministério, o Pr. João deixou a denominação, por questões doutrinárias, especificamente, a doutrina do Batismo no Espírito Santo. Assim, entre os anos de 1928 e 1932, pôs-se a esperar a promessa do Pai. E, após aguardar cerca de 4 anos, em 24 de janeiro de 1932, recebeu o poder do alto e saiu a proclamar o evangelho. Fundou posteriormente a Universal Assembleia dos  Adventistas da Promessa, tendo a data de fundação referida a do Batismo no Espírito Santo do pioneiro, e foi nesta denominação, que ele passou o restante de seus dias, grande parte deles, no ministério pastoral promessista. 

Ao lado dele, estava a pioneira Marcionila Ferreira da Silveira. Ela nasceu em 1 de outubro de 1896, e casou-se com João, aos 18 anos, em 6 de abril de 1914, em Caruaru (PE). Desta união foram gerados cinco filhos: Jair, Otoniel, Junílio, Osi e Divalda. Uma família simples, mas que foi grandemente usada pelo Senhor em sua obra. Mesmo com poucas informações sobre a atuação dela na igreja, podemos identificar sua presença ao lado do esposo. Marcionila, recebeu a fé em Cristo, esteve com ele no ministério, na antiga denominação, e mesmo após a saída do marido, tendo a opção de ficar ou não, resolveu caminhar com ele. 

Marcionila, aparece em momentos cruciais da história promessista. Ela estava com João na ‘Tarde da Promessa cumprida’, de 1932, quando ele recebeu o batismo no Espírito e falou em línguas. A pioneira foi a primeira promessista a quem a novidade foi contada e disse ao Pr. João em sua casa: “Só posso crer no que você diz. E o que vai fazer agora?”. Ao qual o pioneiro respondeu: “Se eu pregava a necessidade do batismo no Espírito Santo, sem ainda o ter recebido, com maior convicção o farei doravante”. O livro da História Promessista, Marcos que Pontilham o caminho, registra um momento de afeto e emoção do casal: eles se abraçaram e choraram.

Após o recebimento do poder, o Pr. João não ficou em casa. A pioneira deve ter concordado, junto ao marido, que ele iria sair para anunciar o recebimento de poder a seus amigos, como contou o filho Otoniel da Silveira: Após Deus ter respondido à oração do Pr. João Augusto e ter-lhe concedido o batismo no Espírito Santo: ‘Papai desapareceu no dia seguinte e só voltou à casa depois de oito dias’”, ao estar fora de 25 de janeiro a 01 de fevereiro de 1932. Marcionila? Guardou a casa durante a primeira missão do esposo e cuidando dos filhos e da filha. 

Ao longo do tempo, não foram poucas as viagens do Pr. João Augusto, ao que parece, uma das viagens que mais tempo fora, foi quando viajou para pregar a mensagem da Palavra e do poder em São Paulo. Para levar a novidade espiritual aos irmãos e irmãs, segundo conta o Marcos que pontilham o caminho, em 12 de outubro de 1933, o Pr. João Augusto viajou de Recife (PE) e chegou no dia 20 de outubro em Santos (SP). Esta viagem durou cerca de oito meses e dezoito dias. Foram quase 9 meses fora de casa anunciando a Palavra de Deus. Depois de certo tempo, depois das demandas concentradas no Sudeste, esta família pastoral, mudou-se definitivamente para São Paulo, indo morar primeiramente em São Caetano do Sul. 

Um modelo de casal pastoral

Nos dois casos, das viagens do Pr. João, a pioneira sempre o aguardou e manteve a casa em ordem. Esse suporte foi fundamental para que o fundador pudesse desempenhar seu papel de liderança. Sem romantizar a ausência dele, podemos dizer que, enquanto João cuidava do campo de fora, Marcionila cuidou do ministério do lar. Ela, como uma mulher sábia, edificou a casa e contribuiu desta forma, com o pioneiro. Assim, o primeiro casal de Pastor e Esposa promessista, guardado seus contextos e épocas, é modelo para todos os que viriam posteriormente, e que assim, aprenderam a lidar com as viagens, as mudanças de cidade, as lutas de casa, a educação e cuidado com os filhos e a igreja. 

O papel de Marcionila, de igual forma, foi crucial ao seu esposo, primeiro porque, ao que parece, apesar de não ter um ministério público e nem trabalhar fora, cumpriu seu chamado construindo com um ambiente em que o esposo poderia voltar e ter onde descansar e ser acolhido. Podemos pensar em  quantos conselhos, abraços, orações, lágrimas, segredos os dois compartilharam para que, tanto a sua casa, como a igreja, fossem edificados. Certamente o Espírito Santo era com este casal, e o mesmo poder que encheu o coração do Pr. João Augusto para pregar, capacitou a pioneira Marcionila, a acompanhar e edificar o lar. Com a graça de Deus, João e Marcionila cumpriram o seu papel de Primeiro casal pastoral promessista. 

Marcionila morreu em 7 de abril de 1948, na Vila Matilde em São Paulo (SP). Deixando como legado uma família, cujo caminho foi marcado pelo amor entre seu esposo e filhos e filha e a igreja que jamais se afastou até o fim da vida. Após o falecimento da primeira esposa, o Pr. João Augusto casou-se novamente, com outra importante mulher, Izilda Moreira, que viveu os primeiros momentos do avivamento que sobreveio aos promessistas. Ela caminhou com o pastor até a morte do pioneiro, em 14 de maio de 1968. 

Aos casais pastorais de hoje

Nesta data importante, 22 de Julho de 2022, a Igreja Adventista da Promessa promove a celebração de um dia para homenagear pastor e esposa e/ou missionária e cônjuge. É um momento propício para lembrar ao casal que cuida da igreja local, ou de igrejas locais, de convenções e ministérios de vida pastoral, sobre a importância de sua dedicação e cuidado. É necessário a compreensão da igreja, em que muitas esposas, embora não tenham um ministério público, labutam ajudando no lar com os filhos, em casa, mas também trabalhando fora, cursando uma faculdade e, mesmo assim, constroem seu lar com seus esposos. 

Acima de tudo, é um dia de lembrar os pastores e esposas, missionárias e cônjuges, de hoje, que assim como o primeiro Pastor e a primeira Esposa Promessista, continuem vivendo o ministério com amor, compreensão, parceria, guiados pelo Espírito Santo, lembrando que: Não abusem de sua autoridade com aqueles que foram colocados sob seus cuidados, mas guiem-nos com seu bom exemplo. E, quando vier o Grande Pastor, vocês receberão uma coroa de glória sem fim. (1 Pedro 5:3,4 NVT)

 

Por: Ministério de Comunicação. 

Com informações do livro Marcos que pontilham o caminho. Para adquirir acesse: https://editorapromessa.com.br/produto/marcos-que-pontilham-o-caminho-a-historia-continua/?v=19d3326f3137

 

Pr. Eleilton Freitas: VÉU

Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas contam-nos sobre algo importante que aconteceu por ocasião da morte do Senhor Jesus: o véu do templo se rasgou de alto a baixo (cf. Mt 27:50-51; Mc 15:38; Lc 23:45). Este véu servia para separar o lugar santo do lugar santíssimo, no templo em Jerusalém (cf. Ex 26:31-33; Hb 9:3). Era espesso, de cerca de doze centímetros. Não se sabe ao certo a altura dele, mas, levando em conta a altura do templo de Jerusalém (quando foi construída, a parte interna, tinha cerca de 9 metros de altura – 1 Rs 6:3, 19-20), o véu devia ser bem alto e imponente. Era assim, porque atrás desta cortina, estava o lugar que representava a presença viva de Deus (O Santo dos Santos). Não era qualquer um que podia entrar ali e atravessar o véu. Só o sumo sacerdote, uma vez por ano, no Dia da Expiação, tinha o privilégio de entrar.
Os evangelhos nos contam que quando Jesus morreu, na cruz, este imponente véu rasgou-se de alto a baixo, não por desgaste natural, mas milagrosamente. Ser humano algum, por sua força, conseguiria rasgá-lo. Historiadores do primeiro século mencionaram que cavalos, puxando o véu dos dois lados, não podiam parti-lo. Os sacerdotes que serviam no templo neste dia devem ter ficado bastante assustados com o que aconteceu. E por que três evangelistas fazem questão de relatar este acontecimento? A razão é muito simples: ele aponta para um novo tempo no relacionamento entre Deus e o seu povo.
O rasgar do véu mostra-nos que o caminho até a presença de Deus está aberto (Hb 10:19-20; 4:16)! Por meio de Cristo, todos nós podemos chegar até Ele. Não há mais barreiras. Quem está em Cristo está em paz com Deus; o acesso foi aberto e a ira afastada. Não precisamos mais que nenhum ser humano nos represente diante de Deus, peça perdão ou ofereça sacrifício a Deus por nós. Com a nova aliança, cada cristão é um sacerdote (1 Pd 2:5, 9; Ap 1:6). Isso é um privilégio ímpar!
E sabe o que é mais extraordinário? Mateus, Marcos e Lucas fazem questão de lembrar que “o véu foi rasgado”. E foi de “alto a baixo” e não de “baixo para cima”. Foi o próprio Deus quem decidiu fazer isso. Louvemos a Deus todos os dias pelo privilégio que temos de ter acesso a Ele por meio de Cristo! Você tem desfrutado deste privilégio? Não perca tempo!

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Sábado Abençoado: Uma reflexão proporcionada pelo descanso

Há interrupções que são bem-vindas em nossa vida. Uma delas, é quando estamos fazendo as coisas no piloto automático, de forma mecânica e fria. Como então reverter esse quadro, diante da rapidez dos nossos dias, com o excesso de atividades e a quantidade de informações que recebemos? Uma das formas que a Bíblia parece indicar, para fugirmos da mesmice, é tirar um tempo com o Criador, e o Sábado, pretende ser esse “mecanismo” divino, esse tempo sagrado, de reflexão, que só uma boa pausa traz. 

Por isso, ao comentar sobre o mandamento do descanso, certo filósofo disse: “Os momentos sagrados interrompem um fluxo cotidiano. Essa interrupção abre espaço, no plano psicológico, para pensarmos sobre coisas que habitualmente não seriam objeto de nossa reflexão, por causa das ocupações do dia a dia. Retirar-se do trabalho diário para orar, refletir ou simplesmente não fazer nada cria condições para um modo diferente de estar na vida.” Esse pensamento filosófico, mostra a riqueza da pausa, do sábado, dia do Senhor. 

Não à toa, o Senhor falou da importância do descanso, por meio do profeta Isaías Ele disse: Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor  digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs… (Isaías 58:13). Primeiro Isaías apresenta a mesmice da vida, enfatizando que a própria vontade (aquilo que for desnecessário), que é basicamente, objeto de nossa atenção cotidiana, deve ser evitada no sábado, e é representada pelas expressões “teus próprios interesses”, “teus caminhos”, “tua própria vontade” e “palavra vãs”

Depois Isaías, mostra que, como filhos e filhas da aliança com Deus, somos chamados a considerar a pausa, o descanso, o mandamento do sábado como “deleitoso”, “santo dia” e “honroso”, nos arrancando da mesmice da vida, nos proporcionando novas experiências com Deus e sua criação, em seu dia. Se mudar nossa forma de encarar o sábado, há muitas promessas associadas a isso: …então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse. (Isaías 58:14). 

Veja que, interromper o que fazemos do mesmo jeito, para guardar o dia de sábado, para se deleitar no Senhor, traz promessas gloriosas. A bênção patriarcal, da herança de Jacó, é prometida aos que guardam o dia do Senhor. “A obediência à aliança de Deus, tanto a antiga como a nova, trará bênçãos espirituais, temporais e eternas”

Podemos concluir que a interrupção de nossa rotina, para guardarmos o dia sagrado, nos fará enxergar melhor a forma como nos relacionamos com Deus e com sua criação, nos elevará a uma vivência mais autêntica de vida com Jesus e nos proporcionará mais conexão com o que é eterno. 

Assista o Programa “Sala Pastoral”, da TV Viva Promessa, que tratou do tema: “Por que guardamos o Sábado”:

Por: Ministério de Comunicação. 

Construindo uma casa para Deus

Mateus (Mt 7:24-27), texto da casa na rocha e da casa na areia, está inserido no grande sermão da montanha (Mt 5:1-7:29). É um ensino prático de Jesus, em que Ele trata de aspectos da moral e influência dos discípulos no mundo. É aqui, neste contexto, que está inserido as palavras do Mestre que trata dos dois fundamentos das casas. 

Parece que o fundamento a que Cristo se refere, e que os discípulos e discípulas devem construir suas vidas, é o fundamento da Palavra de Deus. Por isso, Nosso Senhor disse: Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha (Mateus 7:24). 

 

  1. Toda casa (vida e lar) dedicada a Deus, deve “ouvir-viver” as Palavras de Jesus.

Jesus faz duas comparações para ilustrar uma vida segura diante das intempéries, do sofrimento e que, ilustram a fé verdadeira em Deus. Vamos ler o que Jesus disse sobre uma casa segura e que agrada a Deus? Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha (Mateus 7:24). 

O que Jesus diz é de extrema importância. Ele pontua que é preciso ouvir-viver. Ao que parece, estes dois verbos estão conectados na filosofia de Cristo, ou seja, no ensino do Senhor. E não há tempo entre ouvir o que Ele disse e viver o que Ele ensinou. Não! Na verdade nossa vida e nosso lar, só agradam a Deus se ouvirmos-vivermos o que Jesus disse. 

É essa conjugação, ouvir-viver, que torna nossa vida como a do homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. E aí sim, ouvindo-vivendo, as consequências virão: caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha (Mateus 7:25). A casa não cai, porque há santidade, fidelidade, amabilidade, reciprocidade. 

Jesus falou no sermão da montanha sobre ser bem-aventurado, sobre ser sal e luz, sobre a maneira correta de jejuar, ofertar, ajudar quem nada têm; sobre ser uma pessoa raivosa, sobre infidelidade conjugal, sobre divórcio, sobre amar os inimigos, sobre não ver o que é errado, sobre não julgar os outros, sobre quem vai entrar no reino dos céus, sobre a oração, sobre a porta e o caminho estreitos, sobre os falsos profetas… tudo isso, são as palavras que devemos “escutar-viver” de Jesus. Assim, nossa vida, nossa família, nossa casa, será uma casa para Deus! 

 

  1. Toda casa (vida e lar) não agrada a Deus, quando não é construída sobre as palavras de Jesus. 

Jesus também compara a vida de quem o ouviu, mas não viveu o que Dele ouviu, há um homem imprudente que construiu a casa na areia. Que triste e forte o que Ele disse. Podemos ter ouvido as melhores sermões, visto os melhores filmes, séries e documentários sobre Jesus. Termos uma defesa “brava” de Jesus nas redes sociais, aos que são contra os valores de Jesus. Podemos ter as palavras mais bonitas a respeito de Jesus. Mas se for apenas um discurso, nada vale para Jesus. 

É fake. É apenas um simulacro. Uma vida construída em areia movediça. É uma árvore bonita, mas sem frutos. Nuvem, sem água. Não tem conteúdo. Como Jesus disse sobre os fariseus: “… Hipócritas! São como túmulos pintados de branco: bonitos por fora, mas cheios de ossos e de toda espécie de impureza por dentro (Mateus 23:27 NVT). 

Ou seja, muitas das nossas vidas não são o que aparentam ser.  Muitas de nossas casas, famílias, não são o que aparentam ser. Porque nós apenas ouvimos a Jesus, mas não praticamos o que Ele nos disse: E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína (Mateus 7:26,27).

Ficou triste ou feliz? Há uma hora dessa, você já sabe se tem construído sua vida, e a sua família já sabe, se a casa de vocês está construída sobre a rocha ou sobre a areia. É importante você pensar nisso. Hoje, agora. Jesus estava formando os discípulos quando disse isso. Veja: Ele te chama para ouvir como quem diz: “Eu sou teu Mestre da vida e quero que você e sua família vivam valores eternos, vivam como já salvos, para que vivam por toda eternidade comigo. Vocês topam?”. 

Jesus disse tantas coisas fortes no sermão da montanha. Confrontou hipocrisia, falsidade, religiosidade. O que Jesus falou, é tipo quando a gente diz: “Que tapa sem mão. Que soco no estômago”… mas para o nosso bem. Você entende que o que Jesus ensinou é para o seu bem? 

Aí, veja só como Mateus registra o fim do sermão do monte: Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. (Mateus 7:28,29) A reação das pessoas foi de surpresa, foi de perceber que Jesus falava e vivia o que dizia. Não era o que faziam os outros mestres. 

A multidão não pensou tanto nos outros, em quem não estava ouvindo o sermão da montanha. Não ficaram julgando os outros. A impressão é que entenderam que elas precisavam viver e influenciar outros a “ouvir-viver” as palavras de Jesus na Bíblia sagrada. E aí, topa ser essa casa que agrada a Deus? 

Por: Andrei Sampaio Soares

Uma casa sobre a rocha

Maio é mundialmente conhecido como mês da família. Em 1993, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 15 de Maio como Dia Internacional da Família. O ano de 1994 foi proclamado, pelas Nações Unidas, o Ano Internacional da Família. 

A família é uma instituição divina. Ela foi idealizada por Deus e dispensa total atenção e cuidados do Criador. Para Deus, a família é um treinamento para a vida. Ao criar a família sobre a terra, Deus desejou que o Seu caráter santo fosse refletido através da convivência harmoniosa entre marido, mulher e filhos, em um ambiente onde o amor, que é a essência do caráter de Deus, fosse externado. O objetivo de Deus, é que a família seja uma vitrine espelhada, a qual possa refletir à Sua imagem a uma sociedade corrompida, rebelde e divorciada dos verdadeiros valores que devem reger a vida familiar dentro da vontade divina.

Sendo assim, quer dizer que por ter sido Deus o criador da família, não haverá desentendimentos, algumas discussões ou problemas no lar? Existirão. Porém, assim como quando temos dificuldades com nossa televisão, recorremos primeiramente ao manual do usuário antes de levarmos à assistência técnica. Lemos o manual para tentar resolver o problema, assim devemos procurar resolver os problemas em nossa família.

Hoje, existem diversos problemas de diversas naturezas nas famílias. Entendemos que Deus, o nosso Criador, aquele que escreveu o manual do usuário, sabe mais a respeito da família do que nós. Precisamos ler o único manual que Ele nos deixou para construirmos e mantermos bons lares. Encontramos estas instruções na Bíblia, o nosso guia de fé e prática. É ela quem nos dá as respostas que precisamos em relação quanto à realização de nossos papéis na família.

Quando o Senhor habita em nossas vidas, na nossa família, no nosso lar, mesmo que venham as tempestades, lutas e dificuldades, cremos que Ele tem o melhor para nós e em Seu tempo tudo pode se ajustar. Basta alcançar nossa vida nos ensinamentos de Cristo e deixar que o Espírito Santo, que habita em nós, nos conduza sempre para cumprirmos os propósitos do Senhor.

A nossa família é bênção do Senhor! Que possamos sempre atentar para o poderoso e sábio ensinamento que Jesus nos deixou: “Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda”. (Mt 7:24-27).

E você está construindo seu lar sobre a fundação da palavra de Deus? Que o Senhor da família possa abençoar você e a sua família grandemente!

 

Por: Pr. Diego da Silva Barros | Igreja Adventista da Promessa Vaz Lobo-RJ.

A mulher em adoração

Vivemos um momento onde o louvor e a música gospel estão em evidência em nosso país. Nesse contexto, as cantoras, compositoras, produtoras e outras artistas tem encontrado com facilidade um bom espaço neste mercado que cresce cada vez mais. São 13 Grammys Latino de Melhor Álbum de Música Cristã conquistadas por mulheres brasileiras, contra 6 prêmios recebidos por homens.

Mas nem sempre foi assim. Na igreja cristã primitiva, o louvor e a adoração eram congregacionais, onde todos podiam se expressar livremente seu amor a Cristo.  Mas ao adentrar na idade media, a igreja cria novos ritos litúrgicos e retira das mulheres a oportunidade de liderarem ou participarem ativamente nas celebrações. Os corais eram compostos apenas por homens  do clero e as vozes agudas eram feitas por meninos. Nesse tempo, as mulheres apenas participavam assentadas nos bancos como espectadoras. Apenas nos monastérios exclusivos de mulheres pode-se ouvir as lindas vozes femininas louvando Jesus.

Foi a partir da Reforma, que o canto congregacional foi instituída nas igrejas protestantes , onde todos tiveram acesso há uma adoração comunitária, dando assim plenas oportunidades para que as mulheres também pudessem adorar ao Senhor através da música junto com os homens.

A partir de então com o crescimento do protestantismo no mundo, as mulheres começaram a se despontar nesse ministério,  tornando pianistas, organistas (incluindo  musicistas de diversos outros instrumentos), regentes, cantoras e compositoras.

Destacamos a compositora norte-americana Fanny Janny Crosby (1820-1915), considerada a maior compositora de hinos de todos os tempos. Ela iniciou a sua carreira aos 44 anos e escreveu quase 9000 hinos. Mesmo sendo cega, não se deixou abater pelas dificuldades, permitindo que o Espírito Santo a usasse através de sua música.

Hoje em nossas igrejas, além das mulheres participarem nos grupos de louvores, corais,  solos, conjuntos, etc.,  elas também estão exercendo suas  habilidades artísticas na coreografia, artes plásticas e teatro, trazendo alegria, beleza e sensibilidade que só o coração feminino pode demonstrar. Muitas delas, levam seus filhos desde pequenos para os ensaios e assim, naturalmente, influencia as novas gerações de adoradores.

E tudo isso condiz exatamente com os ensinos e exemplos das bíblicos: Miriam e seu tamborim e dança;  Débora e seu canto de Vitória; Ana e seu hino de fé; e até a própria mãe de Jesus, Maria com o seu louvor de gratidão.

Mulher, seu papel na adoração é essencial para a construção de um culto agradável a Deus em nossas igrejas. Nossa gratidão e nossa oração por sua vida e ministério.

 

Dsa Vilma Martins Bertulino da Silva

Pr. Eleilton Freitas: Marília

Os acontecimentos da nossa vida nem sempre seguem a lógica que presumimos que eles deveriam seguir (Ec 9:11-18). Nem sempre é o veloz que vence a corrida, os fortes que vencem a guerra, os sábios que tem comida, os inteligentes que tem prestígio (v.11). A vida é imprevisível. Ninguém sabe quando vai chegar a desgraça (v.12).

Em Eclesiastes 9 Salomão menciona peixes sendo apanhados em uma rede e aves sendo apanhadas numa armadilha, para reforçar a verdade de que a vida é imprevisível. Estes animais estavam vivendo sua vida normalmente até serem apanhados, “do nada”. De uma hora para a outra a vida muda totalmente. A ave perde a liberdade; o peixe a vida. Não estamos livres de enfrentar calamidades e de vermos a nossa vida virar de cabeça para baixo de uma hora para outra.

Os familiares da jovem cantora sertaneja Marília Mendonça experimentaram esta verdade sobre a imprevisibilidade da vida. Ela saiu de casa para fazer um show e não voltará mais para os seus. Seu filhinho não poderá mais abraçar a mãe. Que o Senhor possa confortar os familiares e amigos. Independente da crença dela, a morte sempre choca e lembra-nos da nossa limitação.

Infelizmente, por conta do pecado que entrou na história humana, seres humanos precisam lidar com a imprevisibilidade da vida e com a realidade da morte. Por isso, em todo tempo, reflitamos seriamente em nossa vida. Enquanto temos vida e possibilidade, nos lembremos do nosso criador (Ec 12:1) e vivamos para a glória dele (1 Co 10:31). Além disso, caminhemos com esperança. Um dia, a história da morte terá um ponto final.

Pr. Eleilton Willian

Com temática sobre Milagres, edição de “O Clarim” une fé com cuidados médicos

Recebi a algumas semanas atrás a mais nova edição de O Clarim, e a matéria de capa da edição 76 logo me fisgou, junto a alguns artigos que classifico como um elo na edição. Isso porque o tema é: “Milagres – sobreviventes da covid-19, tiroteio, incêndio, acidentes e outras enfermidades atestam que Deus faz o impossível”. Ela mostra um total de seis depoimentos com vários testemunhos que apontam para ação de Deus sobre a vida das pessoas.

Cada situação é contada por quem a vivenciou, direta ou indiretamente. Gente que “viu” de perto a morte, mas que também viu a boa mão de Deus agindo para proteção de quem estava “no vale da sombra e da morte”. Por isso, é impossível ler estes textos e não se emocionar, ter a fé fortalecida e ser desafiado, a crer e orar, pelo impossível.

Porém, além das experiências de fé, a revista constrói uma espécie de “Teologia do Milagre”. Com o artigo da sessão pastoral, o Pb. Kássio Lopes fala biblicamente sobre “a importância dos milagres”, e ensina até, se encontramos ou não, na Bíblia a palavra “milagre”, bem como o papel da oração e da fé em Deus para que eles aconteçam.

Outro elo importante da edição, é o artigo “Esse mal não me atinge”, escrito pelo Secretário da Convenção Geral das Igrejas Adventistas da Promessa, Pr. Júnior Mendes, onde ele mostra que “o cuidado e a proteção de Deus não são argumentos para não se proteger, não se vacinar ou mesmo não ter empatia e respeito com as pessoas.”

Por último, os artigos “Lidando com as perdas na pandemia” e “Quem ama se cuida”, comprovam o caráter lúcido e a favor da ciência e dos cuidados médicos da revista; ao orientar sobre o luto, com a psicóloga clínica Francisca Klöner, e a importância de exames de rotina, com a Doutora em Ciências da Saúde da USP (Universidade de São Paulo), Aline Mininel.

Classifico esses artigos como “o coração da edição”, por tratarem de questões que sincronizam a fé e a necessidade de se valer dos cuidados médicos-científicos, o que mostra que razão e fé são os “milagres possíveis” do verdadeiro cristianismo.

Para assinar a Revista O Clarim acesse: editorapromessa.com.br/produto/revista-o-clarim-edicao-76/?v=19d3326f3137

 

Andrei Sampaio Soares | Teólogo, estudante de Jornalismo e congrega na Promessa no Benguí, Belém-PA.

BLACK MIRROR: O desafio de ser espelho da glória de Deus

O ser humano foi criado a “imagem e semelhança de Deus”, para refletir a Deus e a sua glória. Dentre as várias implicações disso, uma delas diz respeito a nossa capacidade de criar coisas novas. Assim como Deus, nós seres humanos somos seres inteligente e criativos. Nossa criatividade reflete a do nosso criador.

Ao longo dos tempos, o ser humano tem usado sua criatividade para criar uma porção de coisas. O avanço tecnológico é um exemplo claro disso. Quanta coisa foi inventada nos últimos tempos! Várias destas invenções vieram para facilitar e mudar radicalmente a vida das pessoas: afetam o comportamento, a cultura, jeito de ser, de viver em família, etc. Talvez por isso, a relação dos seres humanos com a tecnologia (benefícios versus perigos) é um dos temas que está em alta atualmente.

Para quem gosta do tema, de pensar em sua relação com a tecnologia e de imaginar para onde estamos indo, a série Black Mirror é um prato cheio! Com quatro temporadas já disponíveis e com a quinta prestes a ser lançada no Brasil pela Netflix, a série examina a sociedade moderna no que diz respeito ao uso da tecnologia e problematiza este relacionamento examinando alguns conceitos bem interessantes e reveladores!

Os episódios não são sequenciais. Cada episódio conta uma história diferente ligada a tecnologia. Quem já assistiu, deve ter viajado pensando num futuro, onde todos tem um implante de memória que grava tudo que os seres humanos fazem, veem e ouvem. As pessoas podem assistir quantas vezes quiserem (dando zoom nas cenas inclusive!), todos os acontecimentos de sua vida. Será que isso é bom ou ruim?

Se você é um apaixonado por Black Mirror, deve ter se perguntado se realmente será possível a existência de uma tecnologia que permite que as pessoas tenham “contato” com os mortos. Trata-se de um aplicativo que rastreia tudo o que a pessoa que morreu fazia nas redes sociais, e, por meio dos padrões de comportamento desta, possibilita àqueles que estão vivos conversem com ela. Estranho, não!? Já pensou. O pior é mesmo o que acontece quando o aplicativo é atualizado para uma versão mais recente: é de assustar!

E o episódio que mostra ser possível aos pais inserir um implante nos filhos, conectados a um dispositivo de última geração, para monitorar a localização destes e tudo o que fazem. Tudo o que os filhos “veem” é apresentado no dispositivo aos pais! O final desta história, pode não ser nada bom! Como também não é nada bom o final do episódio que fala de um sistema, no futuro, que une casais, diz quanto tempo as relações vão durar, e controla o número de relações das pessoas até o dia que elas encontrem o par perfeito. Você se lembra? Será que isso facilita ou dificulta a vida?

Pois bem, cada episódio tem uma história curiosa e intrigante, imagina algumas tecnologias e faz uma crítica a como nossa vida pode se complicar, caso a tecnologia nos domine. Mas, engana-se quem pensa que o objetivo da série é só pintar o quadro do que pode vir no futuro. A série está fazendo uma crítica ao uso que fazemos atualmente da tecnologia. Esse é o grande objetivo. Infelizmente, para muita gente a tecnologia se tornou uma droga que gera dependência e está destruindo suas vidas sem que percebam.

Muitos de nós estão realmente acorrentados ao “espelho negro” (Black Mirror) suspensos nas paredes, na palma da mão, em frente aos olhos: a fria e brilhante tela de nossas TV’s, Smartphones, computadores, tablets e outros. Este uso pode ser nocivo, caso não cuidemos. Podemos ser levados a paranoias e a ações detestáveis. A série mostra o lado obscuro da humanidade e o que ela poderia fazer, caso existissem mesmos as tecnologias nela apresentadas. E o pior é que os seres humanos já fazem tudo isso, em alguma medida, com aquilo que já possuem.

Um pouco de nossa maldade fica exposta na série, junto com a nossa facilidade de criar deuses, de direcionar o nosso coração para as coisas. Isso acontece porque um dia nos afastamos do criador. O pecado nos afetou. Nossa “imagem e semelhança” foi distorcida e não refletimos mais a glória de Deus. A única maneira de voltar para rota é reconhecendo nossa pecaminosidade (Rm 3:9-20) e passar a viver para aquele que nos criou, que por nós morreu e ressuscitou (2 Co 5:16-17). Só assim, não seremos dominados pelo “espelho negro” e conseguiremos viver neste tempo com sabedoria (Ef 5:15-18), refletindo como um espelho vivo, a glória do Senhor (2 Co 3:18).

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